Acervo fotográfico de Rodin em BH

© Foto de Dornac. Rodin diante de monumento a Victor Hugo, em seu ateliê.
Auguste Rodin, um dos maiores escultores franceses, fez questão de que seu trabalho no ateliê fosse registrado por meio de fotografias. Para tanto, ele contratava fotógrafos amadores e profissionais, montando um rico acervo que está exposto há dois anos no Museu Rodin, em Paris. No Ano da França no Brasil, esta coleção participa pela primeira vez de uma exposição fora da França, em Belo Horizonte. A mostra “Rodin: do Ateliê ao Museu – Fotografias e Esculturas” foi aberta na Casa Fiat de Cultura e ficará em cartaz até 13 de outubro, para depois ser exposta no Masp, em São Paulo, de 27 de outubro a 13 de dezembro. “Além de um grande escultor, Rodin foi um artista visionário de modo geral. Sua preocupação em registrar seu trabalho revela como compreendia a importância da fotografia, técnica que nasceu praticamente junto com ele e que só se desenvolveu plenamente ao longo do século XX. Poder expor este acervo pela primeira vez fora da França no Brasil, justamente no Ano da França no Brasil, é um privilégio sem tamanho”, comemorou o diretor de Relações Internacionais do Ministério da Cultura, Marcelo Dantas.
A curadoria da mostra é de Dominique Viéville, diretor do Museu Rodin, e Hélène Pinet, chefe de Fotografia do Museu Rodin. A exposição reúne 194 fotografias originais que retratam o processo criativo de Rodin de 1880 a 1917, e compreende também 22 esculturas de bronze e mármore. Entre os destaques da mostra, está a monumental escultura “Les Trois Ombres”, instalada no jardim do Museu Rodin, em Paris, na França, de onde será retirada pela primeira vez. Também estarão expostas a versão de “Eternal Printemps”, bronze de 1886, e “Les Bénédictions”, peça de mármore feita entre 1896 e 1911, nunca antes exposta fora do museu.
Após a realização das exposições no Brasil, o acervo com os originais será mantido em reserva técnica durante cinco anos para conservação. Isso indica que, neste período, as obras não serão apresentadas ao público, nem mesmo no Museu em Paris. Um programa educativo foi elaborado para atender grupos, professores e alunos de escolas das redes pública e privada. Foram montados workshops para dar suporte aos professores e profissionais interessados em desenvolver seu próprio roteiro de visita. Além disso, um material com informações e sugestões para atividades educativas ficará disponível no site da Casa Fiat.
A mostra é uma realização da Casa Fiat de Cultura e da Base7 Projetos Culturais, com patrocínio da Fiat, copatrocínio do banco Iveco Capital e apoio do Itaú. A organização e produção estão a cargo da Base7 com apoio da Lei Rouanet do Ministério da Cultura.
Serviço:
“Rodin: do Ateliê ao Museu – Fotografias e Esculturas”
De 13 de agosto a 13 de outubro
Terça a sexta-feira – 10h às 21h
Sábados, domingos e feriados – 14h às 21h
Casa Fiat de Cultura
Rua Jornalista Djalma Andrade, 1.250 – Belvedere – Belo Horizonte
Entrada gratuita
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