Breno Rotatori, um estudante de fotografia

© Breno Rotatori
Caro Belém, como andam nossas Faculdades de fotografia? O que temos e podemos destacar do meio acadêmico e dos estudantes universitários?

© Breno Rotatori
Vai aqui um post lhe provocando a abrir esse espaço no Blog do Paraty, ilustrando com trabalhos de estudantes.
Nesse primeiro, fotos de Breno Rotatori, da Faculdade do Senac SP.
Conhecemos ele através de um ensaio em que fotografava seus avós.

© Breno Rotatori
Depois tomamos conhecimento de imagens de uma certa paisagem construída.

© Breno Rotatori

© Breno Rotatori
E mais recentemente, esse ensaio em que ele fotografa sua avó fotografando.

© Breno Rotatori
Ela, com 80 anos, começou a fotografar e Breno flagra os momentos em que a avó lhe tem na cena.

© Breno Rotatori
Vira um quadro oposto.
Images de um mesmo instante por dois pontos de vistas convergentes.

© Breno Rotatori
Breno Rotatori leva a vantagem de ainda não ter aprendido.
Ele é antes. Um fotógrafo no Brasil que ainda não saiu da faculdade.
Pense na consequência de um tempo sobre esse estudante.
Vamos ver no que dá essa série de posts! O Blog do Paraty já noticiou a publicação do último número da Studium, revista feita por Fenando de Tacca onde o tema de cada edição vem de ciclos de encontros acadêmicos de comunicação. Seu endereço, virtual, é baseado na Universidade de Campinas, SP.
Veja mais posts de Cia de Foto






Engraçado esse questionamento sobre tempo x ensino.
E mais ainda ensino X academia
Daí sou obrigado a discordar que Breno ainda não aprendeu.
Aprendeu sim, porque sabe e muito bem o que faz.
Fotografei com Breno durante o encontro de Coletivos, dentro da ocupação na Mauá.
Breno fazia o que sabia e com grande maestria. Subexpunha os assuntos em um ponto para que tivessem a textura desejada, circulava calmo e quase "insonoro" pleos corredores, capturava os instantes que trabalhava e o resultado era o de um olhar apurado.
O tempo é tudo aquilo que inventamos para medir o depois do antes e antes do depois. Dentro desse conceito não creio que Breno seja antes, ele é o agora!
Se isso vem da academia ou do auto-didatismo, pouco importa. O relevante aqui é ver uma produção de ensaios conceituados sendo feitos por gente cada vez mais nova.
Eu realmente gosto da fotografia de Breno!
Leo, concordo com você.
Quando li o post da Cia, pensei logo num gaoto daqui do Recife que se encaixa nas suas palavras. São casos do antes + agora = futuro. O cara tá "pronto" e a faculdade vai burilar certos aspectos e valores.
Até.
Oi queridos,
na verdade a gente torce para que Breno nunca esteja pronto!
Que ele não sai de uma certa "faculdade" nunca, por assim dizer.
Mas ele representa sim uma turma bacana que vem para nos dá fotografia.
Talvez o que a gente mais precise é justamente esse não estar pronto.
Um pacto tácito de uma eterna pesquisa onde poderíamos aprimorar nossos dialogos com questões e evitarmos afirmações.
No caso desse trabalho, podemos dá um depoimento mais intímo pois acompanhamos ele há um tempo. E podemos ver alguns passos muito legais que foram dados.
Ele é antes da gente e isso é uma baita vantagem. Nessa relação que temos com Breno, não sabemos dizer ainda o que aprendemos, mas garanto que o provável é que a gente ralente mais ainda o nosso processo até chegarmos nesse antes que falamos.
Aliás a percepção de tempo no mundo da imagem é bem maluqinha, não é? O tempo por lá é intempestivo.
Mas vamos dá espaço no Blog a essa turma.
Vamos correr atrás!
Entendo a questão.
Coloquei o ponto justamente para que a leitura do post não caísse sobre o julgamento do "não pronto" como algo pejorativo.
E nessa passagem "Talvez o que a gente mais precise é justamente esse não estar pronto."a gente vê que a visão é realmente essa que estamos falando.
Quem está pronto? Quem assume esse final de aprendizado?
Quem se garante como estanque não vai ser atropelado pelo próprio tempo?
Daí a frase entre aspas aí de cima faz cada vez mais sentido. A pesquisa é tão importante quanto o resultado de um trabalho, até porque ela levanta mais perguntas em outras pessoas e gera outros trabalhos, enfim, aprendizado.
O que queremos é nos manter atuais, pensantes e em constante processo de pesquisa e aprendizado.
E, por isso mesmo, estendemos o tapete para que a caravana toda venha no toada!
Quanta gente boa tem naquele flickr groups né?
No post da Cia sobre o trabalho do Fred Siqueira (bacaníssimo, por sinal), eles já tinham colocado um comentário que, de alguma forma, é parecido com esse citado pelo Leo, que diz "que nobre é ser amador em fotografia".
Fiquei matutando aquilo desde que li, até agora (até pq sou estudante de fotografia, tô no segundo ano da Panamericana), até esse novo post. A questão é ótima e acho que o acréscimo do "Talvez o que a gente mais precise é justamente esse não estar pronto." joga uma luz no comentário em questão. O que imaginei com o comentário (mas eu ainda não tinha certeza) era justamente isso que a Cia clareou agora, sobre não estar pronto e se manter em "uma eterna pesquisa onde poderíamos aprimorar nossos dialogos com questões e evitarmos afirmações". E inclusive lembrei de uma conversa com uma amiga que me perguntou há não muito tempo atrás numa mesa de bar: "cara, você estudando, não acha que vai assimilar muita coisa mas também vai criar algumas 'certezas' em sua cabeça que poderiam significar 'amarras' pra sua criatividade?"
Na hora, achei complexo e não soube responder, até pq eu mesmo sou daqueles que gosto de estar estudando, estudo auto-didata no meu caso não funciona muito bem, gosto do papel de um orientador, ou um "mestre", ou alguém que coloque questões na minha cabeça diante de algumas "certezas" que eu venha a ter. Mas acho que também isso tudo é muito pessoal, não sei, até pq eu mesmo gosto da coisa de estar estudando pra justamente poder no mínimo ser forçado a pesquisar, conversar e discutir (apesar de eu fazer sem ser forçado pois adoro uma pesquisa, conversa ou discussão)…
Bom, mesmo assim, continuo sem saber responder a questão da minha amiga e proposta pela Cia aqui no post… hehe
(Ah, olha só, fiquei EXTREMAMENTE FELIZ com a citação da Cia sobre algumas imagens minhas no post "Uma foto leva a outra". É um baita incentivo pra eu continuar estudando (haha) ver um elogio de gente tão pensante como essa galera que tá organizando e participando do evento. Valeu!)
Caindo de pára-quedas, vou deixar a opinião de uma pessoa "leiga" rsrsrs não estudo fotografia, e fico a tiracolo com minha camerinha brincando de tirar foto por ái.
Endosso as palavras de Leo e Fabio.
Porque se pensar no conceito criatividade, o estudante e o profissional não se diferem em nada.
Os patamares da criatividade, das origens e originalidade, do olhar sobre as coisas, da ilusão, da luz, da ótica que se cria sobre imagens, sobre física, sobre quântica, sobre vida e mistério, movimentos e paralelos, vai depender muito mais do seu campo p´siquico, em como se concebe o mundo, como se faz mochilão pelo globo, ruas e o sentimento que debruça sobre a técnica para realizar um trabalho.
gostei muitos das fotos acima.
tudo isso para dizer que existe técnica, mas não existe amadorismo, se é que me entendem … e nem é papo de pseudo, utilizei de uma linguagem bem corrida para criar movimento na palavra e vibrar idéias acerca de, com entusiasmo e simplicidade.
Vão, vão, tirem fotos!
Abraço
Breno quebra muito… muito foda, esse cara!
Pessoa que me fez amá-la em tão pouco tempo..
e que só tem coisas lindas a passar.
Nota-se pelas fotos, né?
Todas muito boas, Breno. Meus parabéns!
Pode ter certeza… vai crescer muuuuuito ainda nesse ramo.
Abraço
Ah, e pô, podecrê: o trabalho do Breno é muito legal, foda! Conheci na revista +Soma, indicação da própria Cia na revista, e tenho sempre entrado lá no blog dele esperando por novidades. Não sabia ainda do trabalho com a avó! Que ótimo isso!!!!
O Breno é o Breno .
é nóis mano!
um salve
[...] © Breno Rotatori … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
Depois de tanta discussão sobre Breno, vale lembrar que ele acabou de ganhar o prêmio revelação do Porto Seguro com o ensaio sobre seus avós!
Parabéns a ele!
Lá pelo Olha, vê tem os vencedores do Porto Seguro: http://www.olhave.com.br/blog/?p=3076
[...] editorial e apresentou, para o primeiro número, os trabalhos de Rodrigo Braga, João Castilho, Breno Rotatori, Sofia Dellatorre Borges e Claudia Andujar, além de um ensaio em texto de Claudia Linhares Sanz. [...]
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