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Entrevista | Coletivo Garapa

[ lucianacavalcanti | 4 ago 2009 | 18 Comments | 2.149 visitas ]

Descrever o Coletivo Garapa, como eles mesmo dizem no site, “não é tão fácil assim”, pois os três fotógrafos que compõem o grupo multimídia fazem diferente, quando se trata de fotografia, videografia, documentarismo na rede mundial… Independentemente da plataforma de trabalho, Leo Caobelli, Rodrigo Marcondes e Paulo Fehlauer, têm surgido como nova proposta de coletivo com seus ensaios fotográficos de dar prazer aos olhos e com conteúdo rico em informações. Os moços além de tudo, colaboram para diversos veículos do país, são blogueiros, trabalham com projetos de fotoeducação entre outras coisas mais que surjam que usem a fotografia como meio de expressão e contação de histórias bem instigantes. Eles estarão no Paraty em Foco com o workshop Experiência Multimídia, onde falarão bastante sobre suas paragens midiáticas, referências, além de argumentarem sobre sua melhor aliada quando o assunto é divulgação e exibição de seus exímios ensaios: a internet.

1 – Vocês fazem o que muitos fotógrafos tem tido a vontade/ sonho/ desejo em fazer que é montar um REAL coletivo de trabalho multimídia com a fotografia ditando as regras na visualidade, composição e objetivo do trabalho… Como funciona didaticamente a rotina de vocês para trabalhar da melhor maneira, se informar sobre melhores plataformas, fazer um trabalho de qualidade e pagar as contas?? Falem um pouco como funciona a organização na prática e na busca pela teoria do Coletivo Garapa.

A Garapa é muito mais um organismo do que uma empresa. Com isso dito, é difícil estabelecer algum tipo de fórmula para o que fazemos. Organismos se adaptam para sobreviver e foi isso o que fizemos. No início da nossa ainda breve trajetória, quando trabalhávamos como freelas na Folha de S. Paulo, começamos essa coisa de experimentar formatos, já pensando em abrir espaço nos veículos para esse tipo de conteúdo. Fizemos uma experiência na própria Folha (http://www.garapa.org/2008/10/garapa-na-folha-eleicoes/), nas eleições, mas acabamos sentindo muita resistência dentro da empresa para a apresentação de novas propostas. Enquanto isso, seguimos desenvolvendo nosso trabalho próprio nas horas livres até que a balança se invertesse. Hoje não dependemos mais de relações estritamente comerciais; temos parcerias com ONGs e instituições do terceiro setor, entidades que se mostraram muito mais abertas a formas de narrativa como as que propomos.

Desde o início, tivemos a internet como grande canal de veiculação do nosso trabalho (mas não exclusivo, é bom ressaltar). A rede nos permitiu expandir as nossas possibilidades narrativas, tudo com custo muito baixo.

É esse equilíbrio entre finanças e vontade de produzir que nos permite desenvolver trabalhos que ainda não foram comercializados, ou nem mesmo serão. Eles são fruto de temas que nos despertam interesse e assim embarcamos no desafio de contar mais uma história. O Morar (http://www.garapa.org/2009/02/ensaio-morar/) é um bom exemplo desse tipo de trabalho.

Sabatina Folha – Marta Suplicy from Garapa on Vimeo.

2 – O MidiaStorm, um dos maiores estudios de produção de multimídia do mundo, praticamente começou – me corrijam se eu estiver enganada – esta maneira de apresentar visualmente documentários, sejam fotográficos ou videográficos. Quais as suas principais referências multimídiaticas?? E aqui no Brasil, o Garapa tem sido um dos pioneiros neste jornalismo multimídia…

A MediaStorm é definitivamente uma referência dentro do que pensamos como narrativa online. Mais do que belos especiais multimídia, a trupe do Brian Storm conseguiu estabelecer um grande fluxo de produção, aliar seus especiais a grandes clientes como o Washington Post, além de ministrar ótimos cursos. Recentemente, uma universidade de Miami lançou um site chamado Multimedia Standards para avaliar o que é esse novo pensamento de narrativas online. Além do Brian Storm, Andrew De Vigal, Pamela Chen e outros grandes nomes, a Garapa também foi convidada a participar, o que para a gente foi uma ótima surpresa. Lá se podem ouvir as diferentes visões que cada um tem do mesmo tema. Muitas dessas pessoas são as nossas referências, mas para fugir também de só nos pautarmos pelos grandes produtores a gente tem o Garapa links na nossa home. Ali fica um histórico de coisas que colocamos no Delicious e que, em sua maioria, são produções multimídia de diversos países que nos chamam a atenção. Vale a pena visitar essa seção.

Sobre pioneirismo, acreditamos no potencial da internet como veículo de publicação para o material que produzimos, e experimentamos assim uma linguagem que se encaixa na web. Somos fotógrafos, produzimos material em vídeo e fazemos reportagens e documentários. O caminho que encontramos para editar esse material é o formato multimídia, que nos desvincula dos meios editoriais tradicionais (jornais, revistas, etc.) e ao mesmo tempo nos ajuda a criar um novo nicho de mercado, que talvez ainda demore um pouco para se estabelecer no meio editorial brasileiro, mas que já é bastante presente em diversos países do mundo.

3 – Vocês participaram no México do Foundry Photojournalism Workshop ano passado, um maravilhoso encontro internacional de fotojornalismo organizado pelo Lightstalkers. Conversando até com os outros fotógrafos do mundo que também estavam lá, quais as reclamações e quais as inovações no fotojornalismo atual que vão trazer boas novas ou mudanças ao conteúdo do mercado, na opinião do Garapa??

O encontro no México foi muito bom, principalmente para avaliarmos o caminho a seguir.

O mercado de fotografia está mudando no mundo todo. Ouvimos as mesmas reclamações sobre valores de cachê que ouvimos por aqui.

Por outro lado, lá fora as ONGs estão trabalhando cada vez mais com fotógrafos e produtores multimídia, criando um novo mercado. Da mesma maneira, a popularização da fotografia através do formato digital criou um público muito maior para o consumo de livros, palestras e workshops.O que antes era restrito a um grupo pequeno de profissionais (o que tornava os cachês maiores), hoje é uma ferramenta mais acessível (público maior).O que não podemos fazer é ficar reclamando de tudo sem pensar em alternativas de sobrevivência.

É dessa maneira que a Garapa pensa sua produção, disponibilizando a produção em licença Creative Commons, atingindo um público mais amplo, tornando-se conhecida em pouco mais de um ano de existência e, como resultado de todo esse processo, captando clientes que nos contratam pelo conteúdo que fazemos e não nos pedindo uma mera fórmula comercial.

Essa foi a nossa escolha, a de embarcar na criação de um novo mercado, não concorrente diretamente com os pré-estabelecidos como publicidade, still, moda, etc.,  e desenvolver um novo modelo de negócio, alinhado a nossos ideais e desejos.

O Muro from Garapa on Vimeo.

MTST 19/11/2008 from Garapa on Vimeo.

4 – Este ano o Garapa teve a sua série de vídeos sobre Aids realizado para a MTV Brasil retirado e desativado do Youtube. Como se deu esta polêmica? Como vocês acham que os fotógrafos deveriam lidar com este tipo de situação com os trabalhos multimídia veiculados na rede, já que a legislação sobre isso ainda está engatinhando??

É engraçado como a censura é um processo quase sempre presente no ambiente criativo.

Por mais aberto que se conceba um processo, a comunicação se dá entre interlocutores e, em algum momento alguém pode se sentir ofendido com algo.
Em relação a internet essa discussão é super rica, uma vez que a plataforma é muito discutida em cima do conceito de liberdade, troca de informações, etc.
Porém, a realidade é que, também nela estamos nas mãos de um grande conglomerado de empresas privadas que estabelecem suas próprias regras.
O segredo é saber jogar com elas, já que para publicarmos online em sites que tem seu público de usuários, como youtube, flickr, etc. precisamos aceitar os termos de uso de alguma empresa.

O que aconteceu conosco foi que, de alguma forma, provavelmente automática, a Viacom, empresa proprietária da marca MTV, encontrou no YouTube um video nosso com a marca da qual eles são donos. Na visão deles, isso configura violação de copyright.

O problema é que, na verdade, fizemos os vídeos para a MTV Brasil, e a acusação, portanto, não procede. O grande erro nesse caso é que a punição é automática, e vem antes do julgamento. Ou seja, quando uma empresa aciona o botão de reclamação você tem seu conteúdo suspenso e, não concordando, deve recorrer.

No fundo, essa atitude demonstra o quão desesperados e atrasados estão as grandes marcas da indústria cultural. O que o robô deles não sabe é que o mesmo video continua disponível no nosso site, hospedado em outro serviço online, e também distribuído livremente em Creative Commons.

5 – No workshop Garapa no Paraty em Foco deste ano o conteúdo da programação afirma que as narrativas visuais ganharam infinitas possibilidades, como se sabe. E vai ser sobre esta dinâmica que vocês vão direcionar o trabalho. Como o Garapa vê esse consumo e essa massificação de mídias?

Acreditamos que, de uma maneira geral, a democratização dos meios e o acesso a eles é bastante positiva. Isso vem sendo discutido nos últimos anos, e fenômenos como Youtube, Flickr, Twitter e afins demonstram a velocidade na qual a web se move.  Obviamente, isso gera uma discussão sobre os meios de produção e consumo, sobre qualidade estética e conteúdo. Na Garapa, procuramos primar pela qualidade em tudo que produzimos. Discutimos exaustivamente nossa produção antes da veiculação, pois, dessa maneira, acreditamos poder usufruir das facilidades técnicas da era digital sem comprometer a qualidade e compromisso em relação aquilo que veiculamos.

A grande vantagem do digital e da internet é que o desnível entre custo e resultado diminui drasticamente. É possível hoje produzir conteúdo de qualidade com custo baixíssimo, o que era impensável poucos anos atrás. A responsabilidade sobre o trabalho passa a estar muito mais no profissional do que no aparato técnico. Para o bom profissional, as portas só podem se abrir.

Com isso em mente, queremos trabalhar o workshop em duas frentes: produção e edição. Assim, vamos dividir os inscritos em dois grupos e trabalhar um dia com captação de fotos, áudio e vídeo e no outro dia cada grupo vai editar e montar o conteúdo do outro grupo. A gente espera que, com esse exercício, seja possível entender o trabalho de edição como a consolidação da construção de um processo narrativo.

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18 Comments »

  • iata said:

    O Doc do Muro é mais que importante é essencial, vamos colocar sub-títulos em Inglês? O trecho em que um simpático morador compara com o Muro de Berlim é significativo!

    Iatã

  • leo caobelli said:

    Como fomos chamados pelo Wall Street Journal pra fazer essa história, temos uma primeira versão dela assim:
    http://blip.tv/file/2116673
    Mas a finalização do video sem legendas tá melhor, ainda temos que corrigir isso!

    A publicação gringa na versão digital ficou só com slideshow:
    http://bit.ly/3HoMwF

  • Marcelo Greco said:

    Leo

    Parabéns pelo trabalho sobre o Muro no Rio. Um dos absurdos contemporâneos deste pobre país.
    A entrevista com o seu Salvador é impressionante. Ela deveria ser legendada, concordo com o Iatã.
    Iatã, parabéns pelo trabalho no PEF.

  • leo caobelli said:

    Na verdade a gente vai voltar ao Rio para continuar o trabalho.
    No final do mês deve ser a vez do Paulo de se aventurar pelos morros cariocas, já que os muros agora não são só no sta marta, mas tb na rocinha!
    Queremos aprofundar essa história e tentar entender um pouco essa criação de fronteiras explícitas e suas consequências.
    Obrigado pelos elogios!

  • de passagem said:

    Posso até comprar uma briga enorme e ser chamado de um monte de coisa feia, mas lá vai…: Peguem as fotos do Marc Ferrez feitas no Rio no finalzinho de 1800 e começo de 1900 e vejam estes mesmos morros. Comparem o que era e o que restou de mata… Ao meu ver quem estará cercado será a mata e não a favela. Legal ir pegar jaca… só que os moradores eles não mencionam a caça, as fogueiras, a extração de madeira, o lixo…

  • Paulo Fehlauer said:

    Meu caro, já adianto que sou suspeito para falar (faço parte da Garapa), mas acho importante o debate.

    A questão que me incomoda nesse caso é clássica: soluções paliativas (simplistas e preconceituosas) para problemas estruturais. Conter o avanço da favela com um muro é, enfim, um ato que coloca a mata em uma posição superior às pessoas que vivem ali. A solução para o problema da ocupação irregular parece simples: basta construir um muro! As pessoas que se f…

    Se fosse um condomínio de luxo, e não uma favela, a conversa seria bem diferente, não?

  • Ênio Cesar said:

    Peguem as fotos de Pedro Álvarez Cabral também.
    Haviam uns índios e tal …

    vai dormir cara

  • Simonetta said:

    Olá,
    também gostei muito. Parabéns!
    Estou com vontade de fazer o workshop de vocês em Paraty.
    Muito boa também a entrevista da Luciana.
    Simonetta

  • Alexandre Belém said:

    Cara Simonetta,
    Recomendo! Fiz em Porto Alegre.
    Abraços,
    Belém

  • Ana Lira said:

    Eu também fiz em Porto Alegre e recomendo MUITO! A moçada é muito especial. Foi uma das melhores descobertas que tive no ano =)

  • leo caobelli said:

    Oi Simonetta! Bom saber dessa tua vontade, embora nos deixe com expectativas mais elevadas ainda! :D
    Na verdade queremos fazer desse workshop um mergulho nessas novas formas de narrativa, dividindo muitas referências. Ia ser ótimo te ter por lá.

  • rodrigo marcondes said:

    Continuando a briga… Mas sem apedrejamento!
    A questão da conservação ambiental é, sem dúvida, assunto que deve ser tratado com seriedade. Tanto quanto a questão da favelização, no Rio e em todas as grandes cidades do Brasil (tvz até da América Latina).
    Acontece que, a meu ver, cercar não é solução pra nada! Pouco interessa se quem está cercada é a favela ou a mata. Esse tipo de solução que , infelizmente, continua sendo empregada por governos e aceita pela sociedade é o aval para que cada vez mais deixemos de discutir o cerne de questões fundamentais como esta e nos contentemos com soluções paleativas e inconcequentes.

  • clicio said:

    Simonetta;
    Foi bom sofrer com você a montagem da Verso/Reverso; vamos fazer o workshop do Garapa pra ver se a gente sofre menos?
    Tô com vontade… :-)
    Garapa, CONGRATS!

  • Alexandre Belém said:

    Tô me animando para fazer novamente. Em Porto Alegre, faltei a última aula. Vou repor agora. Rsrsrsrsrsrs
    Acho que foi por isso que não me deram o certificado.

  • Luciana Cavalcanti (author) said:

    pois é… e eu também gostaria de fazer muito este workshop com o Garapa também… :-) bjs, adorei as respostas das perguntas, parabéns sempre pelo excelente trabalho… Luciana.

  • Marcio Isensee said:

    Voltando a questão do muro, vamos dar mais algumas indicações da postura que o governo do estado está tendo em relação à isso: O Santa Marta foi a primeira favela à receber o projeto "Ecolimites"… também foi a primeira favela à receber um programa de inclusão digital intenso… Tudo isso graças à "pacificação" que se deu no ano passado, expulsando o tráfico e estabelecendo a ordem da PM… A associação de Moradores está totalmente alinhada às propostas governamentais e não questiona e nem abre diálogos com a comunidade para que as políticas públicas atendam, efetivamente, os interesses populares. Resultado: O Santa Marta é a 1a. favela carioca à receber Wi-Fi, mas o sinal pega melhor no asfalto (ruas em frente ao morro) do que lá dentro… ninguém pensou que concreto é a pricipal barreira para transmissão das ondas Wi-Fi… Da mesma forma, ninguém se preocupou com o histórico de ocupação dessa favela, que não crescia para o lado onde está sendo construído o muro à mais de 10 anos… É uma questão do relevo que se torna muito acidentado…
    Insatisfeitos com a construção de uma barreira c/ 3m de altura, está sendo plantado à beira do novo muro um tipo de planta chamado Sanção do Campo, uma árvore com +- 3m c/ espinhos volumosos por todo seu tronco e que não é nativa da Mata Atlântica. Esta barreira é, segundo o Estado, para "camuflar" o muro (que não está no seu "habitat"), mas serve à função de inibir a presença humana na área…
    Realmente, me parece um projeto político falido essa tentativa de, mascarado de um cunho socio-ambiental (o que está em voga no momento), ampliar-se as disparidades sociais e a segregação física. Por que ninguém quer murar as obras (superfaturadas) que foram feitas para o Pan-americano e destruíram uma importante área de manguezal da cidade????? Por que ninguém derruba os condomínios de luxo que continuam avançando nas encostas Zona Sul (isso pq eles já nascem murados e vigiados 24hs/dia)????
    De qualquer forma, belo trabalho da Garapada! Continuem…

    Abs

  • Márcio Ramos said:

    Meu nome é Márcio Ramos e prometo não apedrejar ninguem. Conheci o trabalho do Garapa aqui e adorei a postura com que tratam este "problema". Problema de todos nós. A miséria, a pobreza, a exclusão, etc e tal. Este "muro" é uma vergonha, vergonha para todos nós, seres humanos, se os animais sentissem vergonha acho que estariam envergonhados. Vamos a uma solução? Ou uma delas, ja que muro não resolve nada, ou vocês acham que muro resolve o problema do bem estar social? Não resolve, somente agrava. Que tal derrubar o muro e com os blocos fazer casas, centros culturais, hospitais, escolas, pista de skate, etc e tal? Depois é so começar a plantar árvores nas ruas das "favelas" e fazer os "barracos" bem legais em meio à Mata Atlantica – mata que amo pois vivo nela em Ubatuba. Mas primeiro temos que converter todos os "escolasticos": politicos, artistas, intelectuais que na verdade só copiam – toda cópia é medíocre – e mal idéias ultrapassadas. Posso sugerir uma boa idéia, sem medo de ser feliz para contrapor a "brilhante" idéias dos muros? Acessem este site aqui – http://www.umtetoparameupais.com.br – e procurem saber dos trabalhos desta ONG no Brasil – da qual registro como fotógrafo e faço parte – e em mais 15 Países da América Latina. Simples assim. Sou daqueles que acredita que a Arte tranforma. E Arte pra mim é tudo que eleva, tranforma e dignifica.

    Ah e vendo sonhos também… na NOSSA ONG cabem todos os fotógrafos do País, juntem-se a nós e vamos repartir o bolo, felicidade só existe quando compartilhada.

    …obrigado pela entrevista Luciana, o Garapa é 10!!!

    Paz, saúde muitos clicks e dim dim que é bom…. bjins.

  • Fotoclube f/508 said:

    [...] Entrevista com o coletivo no blog do Paraty em [...]

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