Link PEF: Pai, Polícia
O Link PEF dessa semana indica o curta-metragem Pai, polícia, de Talita Virgínia. Talita começou a fotografar quando tinha 16 anos (hoje ela tem 23). Na época, frequentava um curso de fotografia numa ONG no bairro em que mora, Parque Pirajussara, em São Paulo. Depois, ela descobriu que existia uma faculdade de fotografia e, por meio de uma bolsa do Prouni, conseguiu fazer o curso de graduação do Senac.
No fim de 2009, Talita se formou. O trabalho apresentado por ela foi Pai, polícia – um curta-metragem sobre seu próprio pai. Segundo Talita, “o tema maior não é a família na periferia, mas sim um policial que tenta sustentar sua família nesse lugar e com essa profissão”.
A gente conversou com Talita sobre esse trabalho, e um pedaço do relato você lê aqui:
“Quando eu comecei a estudar fotografia, mesmo antes da faculdade, eu notei que um tema recorrente era periferia. Também notei que 99% destes trabalhos eram superficiais, e tratavam a periferia como lugar exótico, ao invés de tentar mostrar que tipos de relações sociais permitem que ela exista. Fiquei meio puta com isso e pensei como seria se a periferia fosse vista por quem mora nela. Comecei a pesquisar trabalhos como o do Observatório de Favelas. Aí eu pensei que, se eu estava na faculdade cursando uma faculdade de graça, minha obrigação era aliar o conhecimento lá adquirido, com o fato de eu mesma morar numa periferia. Aí que eu vi que poderia voltar minhas lentes pra minha própria família.
Essa experiência me rendeu a certeza de que os grandes trabalhos surgem da intimidade ou conflito com um determinado tema. O trabalho me aproximou do meu pai, mas também trouxe à tona questões não muito confortáveis, relacionadas ao ambiente familiar. Isso às vezes me dava ‘um bode’ do trabalho, e eu me afastava da pesquisa, mas ela nunca acabava. Ainda não acabou, na verdade. Toda vez que eu acho que eu estou chegando no final, abrem-se novas direções e eu mergulho de novo nele, e mergulho de novo nos meus conflitos.
Depois de tudo isso, eu nunca mais quero fotografar minha família! É muito tenso lidar com isso. Eu não estava só lidando com a minha família, estava lidando comigo mesma. O que fiz nesse trabalho, auto-retrato nenhum conseguiu fazer…”
PAI, POLÍCIA from Talita virgínia on Vimeo.
Mais Link PEF:
As estereografias de T. Enami
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parabéns, tablita!
valeu todo o perrengue, né?
tá bacana demais!
bjo.
Talita, seu talento já era conhecido por todos mas agora vc esta levando ele para um nível ainda mais alto! Parabéns! Bjs.
Oi Talita,
Parabéns! Muita coragem sua tocar na própria ferida, se expor dessa forma, por outro lado é bom, dessa forma a gente se conhece mais e se fortalece. Nós estamos aqui nessa vida para se conhecer, conhecer a si mesmo, e aprender a amar.
Felicidades Talita, gosté demais!! muito bon o trabalho!!!!!
saludos desde Pandora,Bracelona.
Talita, querida…
Belo trabalho, parabéns por tudo.
Um belo documentário! Tenho muito orgulho de vc! Parabéns! Agora começa a batalha dos festivais… "it's true"!!!
bitoca
[...] de viagem de Érico Hiller Artifícios no fotojornalismo Visura Magazine Enquanto isso, no Haiti Pai, polícia As estereografias de T. [...]
Querida Talita, adimiro profundamente sua coragem, seu desprendimento e o amor que você tem pela sua vida. Esses são ingredientes fundamentais para um trabalho autêntico. Parabéns ! Eu adoro esse vídeo.
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