Link PEF: artifícios no fotojornalismo
O Lens é o blog de fotografia do NY Times. Dias atrás, eles publicaram um post com a sempre polêmica discussão sobre manipulação em fotografias documentais e jornalísticas.
O texto ganhou o título de Shoptalk, foi escrito por David Dunlap e fala sobre uma imagem de Damon Winter, feita no Haiti. O pressuposto veio de uma pergunta de um leitor, que quis saber se “vinheta é aceitável em fotojornalismo, mesmo sendo um artefato”.
David lembra que o efeito “vinhetado” (aquele em que as bordas das fotos ficam escurecidas) pode ser um artifício da pós-produção inclusive, mas não apenas. Ele pode ser fruto de uma escolha do fotógrafo, que opta clicar com lentes grande-angulares, ou de uma limitação (de espaço, de tempo etc). David se questiona: “Até que ponto imperfeições técnicas interferem numa imagem?”.
A resposta do fotógrafo, no entando, é o que vale a leitura. O post é “antigo” (do último dia 03, por isto as aspas), curtinho e muito bom. O blog do PEF recomenda.
Mais Link PEF:
Visura Magazine
Enquanto isso, no Haiti
Pai, polícia
As estereografias de T. Enami
Veja mais posts de Estúdio Madalena







Irrita-me a imperfeição. Logo que me vi obrigado a fazer alguns trabalhos com uma máquina digital, me senti perturbado com as manipulações que dominavam a imagens. Os tais tratamentos. Devagar, nos vemos obrigados a escanear, limpar, dar contraste, um pouco de densidade, etc. Mas havia uma tonalidade que permeava as imagens “digitais contemporâneas” me tirava o sono. Descobri: “vibrance!” Está lá a ferramentinha no programinha. Há poucas semanas vimos trabalhos feitos no Haiti com imagens que batizei de normais. O NYT mostrou um bom lote. Lá pelo meio da história da cobertura, tinha sim, um amainamento da cor, produzido por um fotógrafo que adora o tal efeito. Só pode ser o tal do “vibrance” no camara raw. Claro, eu estou acostumado a ver a cor que o EPR, EPT, EPY me davam. Fazer o que, né?
Hoje, estou tentando desligar-me mais dessa chatice, não dando mais bola para o que vejo. Mas ontem, estava muito, muito chato encarar um rosa esverdeado pálido na pele de um negro ou de alguém corado. Eu sabia que tinha um defeito especial aplicado à imagem. Tudo para ser diferente, mascarar provavelmente uma fraqueza temática ou estética. Um amainamento das cores reais, que um filme captaria e nos apresentaria sem alardes tonais à vista.
Na minha cabeça, até hoje, latejam comentários de alguns amigos que viram as primeiras imagens escaneadas num aparelho peba: “está bom, mas tem umas manchinhas… Parece ser alguma coisa com o escâner.” E era. A gente vai aprendendo a tirar as imperfeições da mente com o tempo.
Sobre a vinheta, do para sol numa grande angular, me perturba, sim. Aliás, nunca vi uma imagem vinheta ou com imperfeições desse tipo impressas ou penduradas numa galeria. Agora, aquela vinheta negra do negativo sobre o papel, até curto. Vai do momento. E só vale ser for PB, e desde que mostre o conjunto sem “manchinhas”.
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Ei rapaz vc é muito chato,viu. Caramba meu jovem, já faz algum tempo que vejo seu nome e seus comentarios sempre irados e na maioria das vezes muito infelizes , metendo pau em fotografos, enquetes… em sites e blogs de fotografia Brasil a fora. Voce já experimentou dar um google no seu nome e percebar o quanto voce é negativo atraves de seus comentarios? Eu particularmente desconheço o porque de sua ira, alias sua fotografia é bem fraca comparada a quem voce mete pau. Já pensou em fazer terapia? Muitas vezes resolve, principalmente em casos de Paranoia/Psicose,/Esquizofrenia,…
[...] Link PEF O diário de viagem de Érico Hiller Artifícios no fotojornalismo Visura Magazine Enquanto isso, no Haiti Pai, polícia As estereografias de T. [...]
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