Para o dia começar bem
Acordar pensando em um dia de trabalho, de fotografias aplicadas para nossas contas serem pagas.
Dia de cansaço físico pela frente.
Recorrer a uma ajuda, um textinho já lido, mais sempre revisto e essencial, do Professor Ronaldo Entler:
” Um lugar chamado fotografia, uma postura chamada contemporânea”(1)
E daí alguns trechos para lembranças pelo dia:
“Com contornos escorregadios, resta apreender que, mais do que um procedimento, uma técnica, uma tendência estilística, a fotografia contemporânea é uma postura.
Algo que se desdobra em ações diversificadas, mas cujo ponto de partida é a tentativa de se colocar de modo mais cosciente e crítico diante do prórprio meio.”
“A desconstrução dos rituais apoiados nas imagens técnicas, a profunda transformação tecnológica da fotografia e sua intensa penetração numa experiência artística que se assume híbrida, conceitual e, às, um tanto desmaterializada não deixou de estabelecer uma situação de crise: será que ainda há sentido em falar de fotografia?{..} Quando nos deparamos com a liberdade de procedimentos que vemos nesta exposição(2), o que, afinal, estamos chamando de fotografia? Por que ainda recorrer a essa palavra? “
“Pensar fotografia como um lugar conceitual nos permite olhar para a própria história de modo transgressor”
1. Esse texto é publicado no livro catálogo da exposição A Invenção de um Mundo, que aconteceu no Instituto Iatu Cultural, com curadoria de Eder Chiodetto.
Uma publicação do próprio Instituto Itaul, na página 142.
2. A exposição que o texto se refere é A Invenção de um Mundo, que aconteceu no Instituto Iatu Cultural, com curadoria de Eder Chiodetto.
Outros textos de Ronaldo Entler são encontrados(e devem ser lidos!) no www.iconica.com.br e no www.entler.com.br
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