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Link PEF: “Meu trabalho é sobre memória”

[ Estúdio Madalena | 18 mar 2010 | One Comment | 5.280 visitas ]

Numa longa, ótima entrevista, cheia de frases de efeito, Nan Goldin fala sobre sua fotografia, seus amigos, o mercado de arte e os fotógrafos de hoje. A entrevista foi publicada no site polonês Foto Tapeta.

Apesar da quantidade de frases ácidas, daquelas boas para colocar numa camiseta, a coisa mais importante da entrevista é que Nan ajuda a diluir a visão de que ela é “apenas” uma documentarista da própria vida. O ‘apenas’ vai entre aspas porque esse enfoque fotográfico não diminui a pesquisa de ninguém. Ao contrário, como a própria fotógrafa defende, alguns dos mais importantes artistas da história usaram suas vidas como ponto de partida e objeto de estudo. E ninguém nunca contestou o talento de gente como Fassbinder, Caravaggio e Larry Clark. (Já o dela, ao contrário, parece ser sempre posto à prova).

Foto: Nan Goldin

Foto: Nan Goldin

O ponto é que Nan é muito mais que isso – e ela própria demorou a perceber. Como ela explica, começou fotogrando os amigos… porque sim. Só mais tarde, no entenanto, com a onda de Aids assolando Nova Iorque e questões de gênero e papeis sociais ganhando espaço nas universidades, foi que Nan percebeu o quanto sua pesquisa tem de político: “Não foi uma decisão, começar a fazer fotos sobre políticas de gênero. Primeiro, eu fiz uma série sobre minha vida. Só depois eu percebi quão política ela era. A série é construida para que as pessoas vejam os diferentes papeis da mulher, (…) do homem. (…) [A série] mostra essa violência, o tipo de violência com a qual os homens jogam – prostituição versus casamento”.

Sobre a nova geração de fotógrafos, Nan, que dé aula na univerisade de Yale, fala: “Na década de 70, nós fomos ensinados que nunca ganharíamos dinheiro com arte. Agora, tudo que meus alunos querem saber é onde eles podem expôr ou se eu posso ajudá-los a entrar numa galeria. Eles só se importam com a carreira. No meu tempo, tivemos aulas de redação, literatura, história do cinema e desenho, que ajudavam a ‘ver’ melhor. Porque muitos fotógrafos não são capazes de ver nada”.

Para ler a entrevista na íntegra (em inglês): Nan Goldin em entrevista para o site polonês Foto Tapeta.

Foto: Nan Goldin

Foto: Nan Goldin

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