Luiz Carlos Barreto formou corrente que se opunha ao fotojornalismo exibicionista
© Foto Luiz Carlos Barreto. Marylin Monroe em Hollywood, 1959.
Na Década de 50 – A revista O Cruzeiro e o Jornal do Brasil deram grande impulso ao fotojornalismo brasileiro ao destinar um espaço destacado nas reportagens para as fotografias, até então usadas como acessórios do texto. Entre os principais nomes desse período estão Jean Manzon, Indalécio Wanderley, Ed Keffel, Luciano Carneiro, José Medeiros, Peter Scheier, Flávio Damm e Marcel Gautherot. Luiz Carlos Barreto, o cineasta, foi um desses fotógrafos – e dos bons. Do início dos anos 50 a meados da década de 60, ele trabalhou como repórter fotográfico de O Cruzeiro, a revista semanal de maior circulação na época. Durante esse período, fez registros históricos. Fotografou a final da Copa do Mundo de 1950, no Maracanã, a condecoração do guerrilheiro Che Guevara pelo então presidente Jânio Quadros, em 1961, e a foto do exílio do ex-presidente Juscelino Kubitschek na Europa, em 1969. Também clicou atrizes de cinema como Marlene Dietrich, Marilyn Monroe e Grace Kelly. “Naquela época formamos em O Cruzeiro uma corrente que se opunha ao fotojornalismo exibicionista e pregava um olhar contemplativo, a la Bresson: a regra era não interferir, não deixar-se perceber pelo fotografado e buscar o olhar interpretativo que nasce da emoção flagrada no olhar, no gesto, na composição dos elementos”. Assim Barreto definiu o seu trabalho.
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