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Os mistérios da “Maleta Mexicana”

[ f508 | 18 jun 2010 | 4 Comments | 3.846 visitas ]

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Por Juan Esteves

Desde o início de 2008, quando o International Center of Photography, ICP,  de Nova York, nos Estados Unidos,  anunciou a descoberta de uma maleta com mais de 3500 negativos que registram parte da Guerra Civil Espanhola (1936-1939), muitos mistérios, alguns ainda insolúveis, assombram o mundo da fotografia.

A descoberta ganhou o apelido de “Maleta Mexicana” mas, na verdade, o seu conteúdo – rolos e tiras de negativos de nitrato* cuja autoria, até o momento, é creditada a grandes heróis do fotojornalismo, como Robert Capa (1913-1954), David Seymour (1911-1956) e Gerda Taro (1910-1937) – estavam acondicionados numa caixa de papel da Agfa, de 20X25 cm, que continham envelopes marcados, e duas caixas de 27X35cm, com tampas de couro, contendo rolos de filmes, normalmente utilizadas nos anos 30.

Mais do que tocar em certos assuntos tabus, como imagens “montadas”, que durante anos alimentaram discussões em mesas de bar e em salas de aula, o conteúdo completo, quando se tornar público – e ainda ninguém tem uma idéia de quando e onde será feito isto – poderá lançar uma luz poderosa na compreensão de um período histórico importantíssimo para o povo de dois países, Espanha e México, bem como para aqueles no resto do mundo, que se interessam por fotojornalismo.

Por razões óbvias, o foco de interesse se concentra no húngaro Andre Friedmann, mais conhecido como Robert Capa, arquétipo do fotojornalista destemido, cujo mito é alimentado desde sua morte prematura, ao pisar numa mina na Guerra da Indochina, hoje Vietnã. Mais prematura ainda foi a morte de sua companheira, nos negócios e no amor, a  alemã Gerda Pohorylle, conhecida como Gerda Taro,  que em vez de comemorar seu aniversário de 27 anos, foi morta, atropelada por um tanque de guerra em Brunete, na Espanha.

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Foto: Robert Capa

O polonês David Szymin – que, como seus companheiros judeus que fugiram para França – mudaria seu nome para David Seymour, tinha o apelido de Chim. Em comum com Capa, além da simpatia pela causa republicana espanhola, fundariam em 1947, a Magnum Photos, uma cooperativa que se tornaria uma das mais importantes e míticas agências da história, cujo elenco, incluiu Henri Cartier-Bresson (1908-2004) , Sebastião Salgado, James Nachtwey, e ainda hoje conta com nomes extraordinários como René Burri, Eliott Erwitt, Josef Kouldelka e David Alan Harvey, entre tantos.

Para tornar a descoberta mais misteriosa, não se sabe exatamente como elas “reapareceram” no México, em 1995.  Especula-se que Imre “Csiki” Weisz, fotógrafo e laboratorista assistente de Capa, as tenha dado ao consul mexicano em Marselha, na França por volta de 1939, e ele as tenha dado ao general Aguillar Gonzalez, que as levou para Cidade do México. O certo é que foram encontradas entre os pertences do general, quando estes foram herdados pelo diretor de cinema mexicano Benjamin Tarver, sobrinho do mesmo, em 1990.

A história toda, se não fosse tão importante,  estaria perto de  um novelão mexicano, com protagonistas sérios, outros com papéis que não ficam muito esclarecidos, personagens que prefeririam estar esquecidos e personagens que preferem obscurecer mais ainda a já difícil visão dos fatos. A começar pelo confuso roteiro, muitas coisas são ainda difíceis de se entender, lançando dúvidas em até mesmo estudos consagrados sobre a fotografia do período.

Até este ano de 2010, por razões pouco claras,  o ICP pouco noticiou ao público o conteúdo e o destino das imagens, não se tem idéia do conteúdo completo, possivelmente extraordinário, que pode iluminar uma série de coisas até hoje duvidosas.  Algumas imagens, como retratos dos escritores André Malraux (1901-1976), Ernest Hemingway (1899-1961), Federico García Lorca(1898-1936), já foram identificadas. Há também a possibilidade de  encontrar a sequência do retrato de Dolores Ibarruri, conhecida como “La Passionaria”, feito por Chim em 1936.

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Foto: Gerda Taro

Uma das coisas interessantes é que uma equipe da George Eastman House desenvolveu um porta filme chamado PFD2 (Planar Film Duplicating Device ), que facilita a reprodução digital de um filme enrolado, esticando-o suficientemente para não haver distorção, ao mesmo tempo que não causa dano. A reprodução é feita com uma Canon EOS, 1D Mark III, transferida para um Macintosh, gerando um arquivo final de 40MG em DNG.

A história começa com Benjamin Tarver, o sobrinho do finado general mexicano, escrevendo, em 1995,  ao professor Jerald E. Green, da Queens College, da Universidade de Nova York, e especialista em história da Guerra Civil Espanhola, relatando possuir negativos do período, herdados do tio, morto em 1967. A carta foi encaminhada a Cornell Capa, irmão de Robert, e fundador do ICP, e pasmem, onze anos se passaram sem chegarem a um acordo, ora devido a uma parte, ora a outra.

Em maio de 2007, a curadora inglesa Trisha Ziff, que é naturalizada mexicana, a pedido do ICP, se encontrou com o herdeiro. Segundo ela, a preocupação dele era mais com a conservação do acervo e sua consequente divulgação, principalmente para que alunos interessados na Guerra Civil Espanhola, tivessem acesso ao conteúdo.  Conta a curadora, que por anos, Tarver manteve correspondência com Irme Schaber, biógrafo de Gerda Taro. O cineasta também contou a ela que o tio serviu na França entre 1941 e 1942,  e que não fazia idéia de como as maletas haviam chegado até ele.

No encontro com Tarver, narrado por Ziff no site Zone Zero,  este levou três folhas de contato feitas dos negativos, mas relutante em entregá-las a pesquisadora, permitiu apenas cópias xerox, que a mesma escaneou e enviou por e-mail a Nova York. Eram, na verdade as primeiras provas concretas de que os negativos existiam de fato.

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Foto: David Seymour

A revelação do achado causou impacto na mídia. Tanto pelo interesse fotográfico, principalmente pelo mitológico Capa, quanto histórico, por serem imagens de guerra. Jornais espanhóis deram manchetes por cinco dias consecutivos. Pessoas se reconheceram em algumas imagens divulgadas posteriormente, e alguns jornais como o The New York Times, comparou-a ao achado dos manuscritos dos primeiros textos de Hemingway,  perdidos em 1922 numa estação de trem, alçando-a ao panteão dos tesouros da cultura moderna.

Como toda novela tem suas reviravoltas, o principal expert em Robert Capa, Richard Whelan, morreu alguns dias depois do contato de Ziff com os negativos. Ela esperava que ele pudesse ajudar muito na identificação do material. Pior, a curadora julgou que o conteúdo dos seus scans, que haviam lhe deixado eufórica, causassem o mesmo efeito aos membros do ICP, principalmente em Cornell Capa, irmão do fotógrafo. O profundo silêncio deles desconcertou todos, e ainda não se sabe por qual  motivo, não houve interesse imediato.

O que se pode especular é que Cornell teria  razões óbvias para manter o mito “Robert Capa” vivo, e qualquer coisa que pudesse colocar o fotógrafo sobre suspeita seria negativa para toda a história que envolveria não somente o nome do mesmo, mas o próprio ICP e a Magnum Photos. Diz o ditado que quanto menos fatos existem, mais as lendas crescem.

Uma das coisas mais interessantes na participação de Trisha Ziff, é que ela enxergou no evento algo muito mais além da solução ou não, da veracidade da famosa imagem “ O soldado caindo” de Capa. Para ela, o conteúdo poderia ajudar a resgatar, com mais veemência, a participação e a importância de Gerda Taro, considerada a primeira fotógrafa a cobrir uma batalha no front. Poderia também iluminar outros fotógrafos, principalmente espanhóis como Francisco Segovia, Santos Yubero e os irmãos Mayo.

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Foto: David Seymour

Não há dúvida que a personalidade de Robert Capa, e seu consequente poder midiático,  sombreou os trabalhos de sua companheira e dos chamados fotógrafos nativos, que fizeram excelentes imagens do conflito espanhol. Com a revelação do conteúdo completo das maletas, isso tudo poderá mudar. Uma das coisas que justifica o comportamento reservado do ICP.

A imagem do miliciano republicano fotografado no momento em que levava um tiro no peito, nos campos de Córdoba, em 1936, foi publicada pela primeira vez na revista Vu e ajudou a angariar simpatia para a causa republicana. Biógrafos de Capa, como Richard Whelan, negam que a mesma foi forjada. Mas, ninguém saberá ao certo. Afinal o único que podia contar a verdade, se de fato ela foi mesmo armada, infelizmente explodiu ao pisar numa mina em 1954.

Se os negativos mostrarem que tudo é verídico, muitos estudos irão para o brejo. Se contrário, um mito mantido por décadas será desfeito. Por isso,  é certo que Cornell Capa, estaria preocupado.  A descoberta de uma possível sequência da imagem poria fim ao debate. Contudo, isso vem sendo adiado, para possivelmente não causar um risco a célebre frase atribiuída ao fotógrafo: “Se as suas fotos não são boas o bastante, é porque você não chegou perto o bastante”. Guardadas as proporções, é como no romance de Irving Wallace, “A Senha”, onde  numa escavação arqueológica se descobre um novo evangelho, que conta uma história diferente do cristianismo. Dá para imaginar a confusão que isso acarretaria a Igreja Católica.

Ziff disse também desconhecer como o material chegou as mãos do general mexicano. O que se sabe, é que Cziki Weisz – que além de laboratorista era amigo íntimo de Capa – chegou ao México em 1941. Ela ouviu seu filho, Gabriel Weisz, que lembra apenas do pai falando de negativos, mas não faz conexão nenhuma. O mesmo comparou a caligrafia de cartas do pai com as dos envelopes dos filmes encontrados e confirma ser do mesmo autor.

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Foto: Gerda Taro

Para a curadora, é muito provável que Weisz temendo ser preso, o que de fato aconteceu – teria passado os arquivos a alguém para mantê-los em segurança, embora, ninguém faça idéia para quem eles foram entregues, e até mesmo se foi o próprio que os entregou. É claro que a segurança pessoal vinha em primeiro lugar. Mas, ela levanta uma questão pertinente: Se Weisz soubesse que os negativos estariam no México, ele certamente os teria procurado.

Outra coisa que a curadora se diz surpresa, é que quando em 1995 Cornell e Whellan tomaram conhecimento que o material estava no México, nenhum deles tentou contatar Weisz. O mesmo esteve com Capa, Taro e Chim na Espanha e conhecia Capa desde a juventude, na Hungria. Na verdade foram forçados a deixar o país, escapando para França. Quando Weisz foi preso e enviado para o  Marrocos, o fotógrafo tentou obter um visto para ele entrar nos Estados Unidos, contudo não chegaram a se encontrar jamais. Mais tarde, nos anos 50, Gabriel Weisz viajou com a mãe, a artista plástica e escritora inglesa Leonora Carrington, hoje com 93 anos, para Nova York e apesar de ser somente um garoto, lembra dela encontrando Robert Capa.

A identificação de alguns negativos, segundo a Magnum Photos, que já está comercializando mais de 100 imagens  oriundas do achado, foi feita pelo próprio Robert Capa, mas algumas foram atribuídas aos três  com base na comparação de trabalhos já conhecidos dos fotógrafos.  No site da agência, as imagens estão com copyright “Robert Capa e 2001 by Cornel Capa”, identificadas com data e local, bem como informam que fazem parte da “Mexican Suitcase”. Algumas são disponiblizadas em alta resolução. Apesar de nada tão excepcional do ponto de vista imagético, pelo lado histórico e até mesmo jornalístico o material é muito interessante.

O pouco que se sabe já contribuiu para abalar alguns alicerces da história da fotografia, ou pelo menos, da crítica fotográfica. Os filmes  continuam  sendo examinados por especialistas da George Eastman House, em Rochester, e, aparentemente, a maior parte se encontra em bom estado. Nos que já examinaram, encontraram  a famosa foto de Chim, da mãe amamentando um bebê, de 1936,  durante um comício antes da guerra. A imagem, que outrora já se afirmou ter sido feita durante um bombardeio, foi até mesmo analisada pela ensaista americana Susan Sontag (1933-2004 ) no seu livro “On Photography”.

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Foto: Robert Capa

Após as análises, muita coisa poderá mudar no que diz respeito aos estudos sobre estes fotógrafos. Imagens atribuídas a Robert Capa, podem ter sido feitas por Gerda Taro. Como a maioria das atribuições, até agora, eram para o fotógrafo, a descoberta de um caminho oposto pode ser desconcertante para aqueles que sempre alimentaram seu mito. Mas, afinal as perguntas que não são respondidas, é quando, como e onde o público verá este conteúdo completo? Trisha Ziff formula uma questão essencial: E como ficam os sobreviventes? Afinal, são parte da história.

É uma questão relevante, não há dúvida. O massacre promovido pelo “generalíssimo” Franco, já foi expressado em pinturas como Guernica, de Pablo Picasso (1881-1973), nos textos de Hemingway, e nas imagens de grandes fotógrafos como o próprio Capa. Antes da curiosidade propriamente dita pelo “O Soldado caindo” há também a história de um povo, de pessoas de diferentes partes do mundo, como Gerda Taro, que deram suas vidas pela causa republicana, pela luta contra o facismo. Portanto, a importância histórica da descoberta está muito além da questão da produção de uma só imagem.

Por enquanto duas curadoras estão encarregadas de examinar o material: Kristen Lubben, que cuida dos  negativos de Gerda Taro (A mesma já foi curadora de uma importante mostra da fotógrafa) e Cyntia Young, que cuida de Robert Capa e David “Chim” Seymour. O maior desafio é desenrolar os filmes, que podem estar quebradiços, e escaneá-los. Lubben afirmou a Ziff que, uma vez que as imagens tenham sido escaneadas elas irão ser comparadas aos originais disponíveis no acervos do ICP e de outras instituições.

As imagens espanholas dos fotógrafos, do tempo da fundação da  Magnum, estão nos chamados “Cadernos”. São livros com folhas de contato vintage. Existem somente oito. Um está no ICP e os outros sete na Biblioteca Nacional de Paris. As curadoras também pretendem compará-las com jornais de época, livros e revistas. Mas adiantam que muita coisa se mostrará inédita. Elas também buscam mais conhecimento sobre o estúdio parisiense de Capa.

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Foto: Robert Capa

Para Trisha Ziff, a identidade do autor de algumas imagens poderá permanecer no anonimato. Mas isto pode trazer uma mensagem, afinal era um momento em que as pessoas não tinham sequer o que comer, quanto mais ter filmes ou processá-los. Segundo Gabriel Weisz, seu pai teria contado que era comum cortar as pontas dos  negativos de cinema para adaptá-los às câmeras fotográficas.

Para a curadora, os três compartilhavam seus recursos, ajudando uns aos outros. Uma espécie de trabalho em conjunto, que há quase 70 anos já antecipava o tal do formato “coletivo” tão em moda atualmente.  A diferença para os dias de hoje, é que eles tinham uma postura não só política mas também ideológica. O material estava todo junto, amarrado, as vezes identificado literalmente como um trabalho coletivo.

O ideal republicano, salvar a Espanha de um ditador facista, era mais importante que a autoria das imagens. Para Ziff, eles foram para a Espanha defender o que acreditavam e faziam isto como podiam, e a forma como o material foi preservado, desafia a maneira de como examinar este passado. Ou seja, a história não é tão linear e nem sempre vista  individualmente. Parafraseando Hemingway, vamos esperar e saber por quem os sinos dobram.

* Texto originalmente escrito para revista Fotografe Melhor, em 2008, e atualizado agora para o Paraty em Foco.

**Negativos de Nitrato

O negativo de nitrato de celulose foi introduzido na indústria fotográfica pela Eastman Kodak  em 1889, como suporte da película em rolo. Foi produzido, em inúmeros formatos, para cinema e fotografia. A  partir de 1913 para suporte de película rígida. É extremamente inflamável, enrola demais e se torna quebradiço com o tempo,  tendo sido retirado do mercado nos anos 50.   Em 1923, foi substituído pelo acetato, e este pelo diacetato em 1937. Desde 1947 se usa os negativos com base de tricetato de celulose. Alguns filmes incorporaram também o polyester, para registros mais permanentes.

(Fonte: Rocky Moutain Regional Conservation Center- RMRCC)

Saiba mais sobre:

Robert Capa: The Definitive Collection, de Richard Whelan (Phaidon Press, 2004)
Magnum Stories, de Chris Boot  (Phaidon Press, 2004)
The Spanish Civil War, de Hugh Thomas (Modern Library, edição revisada, 2001)
Gerda Taro, Photographer (Steidl e ICP, 2007)
David Seymour (Chim) de Tom Beck  (Phaidon Press 2006)

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4 Comments »

  • Tweets that mention Paraty em Foco 2010 » Blog Archive » Os mistérios da “Maleta Mexicana” -- Topsy.com said:

    [...] This post was mentioned on Twitter by AP, 6º Paraty em Foco. 6º Paraty em Foco said: Os mistérios da "Maleta Mexicana" | O Santo Graal da Fotografia. Por Juan Esteves http://migre.me/PVJp [...]

  • Wank Carmo said:

    "Pior, a curadora julgou que o conteúdo dos seus scans, que haviam lhe deixado eufórica, causassem o mesmo efeito aos membros do ICP, principalmente em Cornell Capa, irmão do fotógrafo. O profundo silêncio deles desconcertou todos, e ainda não se sabe por qual motivo, não houve interesse imediato.

    O que se pode especular é que Cornell teria razões óbvias para manter o mito “Robert Capa” vivo, e qualquer coisa que pudesse colocar o fotógrafo sobre suspeita seria negativa para toda a história que envolveria não somente o nome do mesmo, mas o próprio ICP e a Magnum Photos. Diz o ditado que quanto menos fatos existem, mais as lendas crescem."

    Se tudo isso for verdade… Queimou o filme!

  • Cristianne de Sá said:

    Que isso!!!

  • Paraty em Foco 2010 » Blog Archive » Mirasol Estrada said:

    [...] Aqui, a história contada em detalhes por Juan Esteves. [...]

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