Convocatória PEF 2010
Chega de esperar. Sem delongas, o resultado da convocatória:
Daniela Conti e Isabela Kassow
Era uma vez uma mulher chamada Maria, que morava numa casa azul lá no alto do morro
Tapumes

Leonardo Costa Braga
Homogenia
Traço Atelier

Felipe Lopez (prêmio extra do júri)
Cidade A5
Cinema

A produção do PEF recebeu 117 propostas: “Ficamos muito impressionados não só com a qualidade dos trabalhos mas com o cuidado na apresentação dos projetos. Uma demostração de um mercado maduro”.
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Acho que vcs estão desvirtuando completamente o tema proposto para o PEF deste ano. Não vejo relação da grande maioria dos trabalhos apresentados com o tema, nem das fotos selecionadas para a expo virtual no Flickr. Pensei que o evento se propusesse a discutir as relaçoes do homem com o meio ambiente.
Acho que só pegaram carona na onda do momento. E a carona ficou mesmo só no nome. Uma pena!
Reparei na mesma coisa, José. Uma pena mesmo.
Começo a explicar porque não enviei nada. Porque sabia que a escolha seria isso aí… O Brasil inteiro está produzindo trabalhos que mostram a relação desastrosa do ser humano com o meio ambiente e acabo de ver algo que não bate com a realidade que vivemos e nem mesmo com o tema. Falo, porque não sou falso, nem sou político e nem levarei simpatizantes ou inimigos comigo no meu enterro.
A Amazônia perdeu 49 mil quilômetros quadrado de mata em área de conservação e São Feliz do Xingú arde em chamas na região do Centro-Oeste, através de 1.073 focos de incêndio programado e no Pará e Amazonas as coisas não ficam atrás, e o fogo criminoso grassa impunimente, sob os olhos do governo Lula – cabeça do mensalão – e seu Ibama e, tenho absoluta certeza de que isto tudo está sendo muito bem documentado. E mais: acredito piamente que, muitos não enviaram material algum, com medo de perderem tempo. E os que enviaram, não gostaram do resultado e se ficaram calados, sinto muito, mas deveriam alertar a todos da comissão para a efemeridade escolhida. E antes que eu me esqueça, vou abrir uma exceção para o trabalho de Leonardo Costa Braga por causa de seus rebuscado estético e filosófico. Gostei do recado dele. Louvo também, a escolha dos oficineiros. Anderson, Bob e Klaus e outros, não poderia ser melhores.
“Inventário da Terra”? É a poluição de São Paulo, são os engarrafamentos em todas as grandes metrópopoles, o sangue que jorra das veias do trabalhador por falta de segurança, a exploração do homem pelo capitalismo, a mãe puta que precisa sustentar os seus filhos mas não tem a mínima chance porque é negra e discriminada pelo racismo na sua total magnitude, desde o berço; as torturas dos trabalhadores nos milionários agro business; a escravidão silenciosa nas fazendas em todo o país; a violência do Estado dentro das escolas contra professores e alunos, onde todos fingem que aprendem e outros que ensinam sob chuva de bala de bandidos oficiais e oficiosos. “Inventário da Terra” é mostrar os caos e debatê-los como o caso da fome que assola a terra de todos os participantes neste encontro.
E antes que eu me esqueça. A escolha de alguns convidados para papear é péssima e tem uma base ditatorial aliada e defensora da tal fotografia contemporânea que não emociona e ainda não disse para o que veio. Olivo Barbieri, Jörg Brüggemann, Alejandro Chaskielberg, são três personagens que clicam, está na cara, mas que não causam cócegas em meu juízo e nem no de muitos por que não emocionam. Nos lugar dos três, poderiam ter sido convidados, mais três Brasileiros Talentosos de outras regiões. Dirceu Maués e Luiz Vasconcelos do jornal A Crítica que documenta com maestria o caos e as belezas da Amazônia e que ganhou um prêmio no http://www.worldpressphoto.org/index.php?…task... Poderia ser mais três de São Paulo que eu não me espantaria!!! É uma lástima que as coisas se encaminhem desta forma e está na hora dos organizadores pluralizarem os movimentos, estudando quem e quantos realmente produzem neste país, quebrando assim, esta hegemonia do eixo, porque o Brasil inteiro fotografa!
Em Paraty só irei se for para beber cachaça, curtir o mar e a poesia do lugar. Para tentar participar deste encontro? Só se mudarem o “foco contemporâneo” e resolverem fazer um duelo de fotografias de verdade com a qualidade das obras de Flávio Damm, Ripper, Nair, Luiz Carlos Felizardo e muitos outros. Com licença que eu vou fotografar. Hasta la vista!
“Sobre a melhor foto, sempre respondo em entrevistas que, se Deus quiser, farei amanhã, quando eu sair com minha Leica M2, filme preto & branco, 400ASA, somente pelo uso de lente 50mm (normal), como faço diariamente para aventurar alguma aproximação a quem não me conhece e que eu também não conheço. Nem quero conhecer, pra quê? Quero mais é fotografar, “minha praia”, o ar que eu respiro.” Flavio Damm – (http://paratyemfoco.com/blog/2010/04/a-melhor-foto-de-flavio-damm/)
As fotos são lindas, mas (excetuando-se a última) realmente não tem nada a ver com o tema "Inventários da Terra" ou "Como você vê o planeta" kkkkkkkk
excelente perspectiva e comentário Wank. Também fiquei desapontado com o desalinhamento das escolhas com o tema proposto e a falta de provocação e impacto que poderiam estar presentes. Como vc bem diz, tem muita coisa acontecendo e não está refletido aí.
Pessoal, o tema inventários da terra propõe um registro do humano sobre o planeta terra, não necessáriamente sua relação com a natureza original do planeta, mas incluindo suas transformações e a atualidade, assim, muitos dos aspectos do comportamento humano e de como isso transforma o planeta e a si mesmos, é discutido neste amplo inventário.
É um tema abrangente que propõe um registro/inventário fotográfico de tudo aquilo com que o ser humano se defronta, com o que cria, destrói, transforma e convive.
A moda, a natureza, o surf, a pobreza, o amor, a beleza, o sonho, o abstrato, o formal/geométrico, o urbano, são todos aspectos identificados e relacionados ao humano e ao mundo afetado por ele.
Tanto nos projetos como no Flickr, estamos recebendo belas imagens.
Entendido. A questão simples é que nenhuma das imagens transmite um 'senso de urgência' que se vive e se vê refletido no mundo hoje com tanta coisa em tanta frente diferente acontecendo. Perdeu-se aí uma ótima oportunidade de provocar e alimentar um debate importante onde a fotografia deveria ter um papel mais importante.
Falta alinhamento ao tema e sempre há uma explicação por parte dos curadores, mas honestamente faltou imagens que representassem o tema no envio ou os curadores ficaram na mesmice que nos dois últimos anos tem se apresentando nesse país. Wank, foi bastante preciso na seu comentário, não que eu concorde plenamente, mas está bem fundamentado. Adorei o PEF 2009 e esperava ainda mais abertura para esse ano, mas até o momento o que vejo é uma convocatória generalizada de uma corrente em sua forma de clicar. Não há nada de mal no conceito dessa, mas um evento como PEF deve criar conflitos, comparar estilos, escolas, enfim cultura fotográfica de todas as vertentes e não se prender a uma única linha. Abs
Nossa que gente recalcada, hein. O tema não é a coisa mais maravilhosa do mundo, na minha opinião, e por isso mesmo acho ótimo que os candidatos enviaram imagens que não têm nada a ver com a obviedade do tema. Falar de meio-ambiente não é somente falar de golfinho, estamos inseridos no meio-ambiente como agentes sociais, que cria relações sociais e uma determina a outra e vice-versa. Cidade e concreto também é meio-ambiente, sinto em avisar. Gostei da escolha final, e acho que vale dizer que não conheço e nem sou amiga de nenhum deles; achei a seleção corajosa e interessante por parte da organização do festival.
Não se trata de golfinhos, por do sol e cachoeiras belas, apesar de também mostrar o nosso planeta e sim de conceito, de corrente, de escola Luiza. O contemporâneo é a moda que esconde tudo e admite tudo. Deve haver num evento desse porte o COMPARATIVO entre tendencias, escolas. Seleção corajosa, na sua opinião, mas como não sou recalcado, a respeito, mas corajoso seria mesclar e com isso criar comparações, o que parece distante até o momento. Mostrar trabalhos que mergulhassem mais fundo nos problemas gente x cidade, gente x mato, gente x lixo, gente x água, animais x lixo, gente x animais, etc, em todas as formas ao se registrar e com isso colocar a prova todas escolas. Detalhe o tema é maravilhoso e permite inúmeras interpretações com obviedade a esse que deve existir se ele foi mencionado. O importante é a forma de ser obvio a ele é a maneira como se fotografa, como se narra imageticamente de várias formas.
Ah, e antes que nos esqueçamos, o ponto aqui não é nem a existencia de tais imagens contemporâneas, mas a insistente falta de zelo dos promotores culturais com pluralidade das vertentes da fotografia. Seja ela ajustada, desajustada, contemporânea ou recalcada.
José Urbano, Wank e demais que demonstraram insatisfação: obrigado por escreverem!
Acho que da forma como foi divulgado o resultado neste blog (muito resumido) ficam abertas muitas portas para conjecturas (hipóteses), e acho também que há da parte de vocês uma compreensão errada do tema. Me impressionou também que sem ver os ensaios (o que vocês viram foi uma foto de cada) vocês emitiram uma opinião com tanta certeza. Esperem para ver as exposições antes de serem tão absolutos!
explico algumas coisas:
1) Um dos cuidados que tomamos – em todos os textos que divulgamos no site e no blog, assim como as explicações que nos foram pedidas – foi o de evitar a compreensão equivocada do tema. não propusemos um inventário da fauna e flora, e sim do planeta terra onde vivemos, e com certeza vivemos das mais diversas maneiras, o que por sua vez é simbolizado por diversas outras! Tanto é que mais de 60% dos projetos recebidos eram propostas que abordavam o tema de forma subjetiva e não objetiva. Costumo dizer que o meio ambiente é aqui, exatamente onde vivemos nossa vida, nossas alegrias e nossas tristezas com nossas idiossincrasias.
2) Ao meu ver, muito pessoal, o resultado é coerente com o tempo de hoje, onde saturados de imagens os fotógrafos buscam cada vez mais articular seus olhares de outras formas.
3) Wank, você com sua incontinência verbal e seu sentimento de eterno injustiçado acaba por ser extremamente injusto e deselegante com os organizadores, com os seus colegas ganhadores do edital e com todos que pensam diferente de ti! Você cita pessoas que deveriam ser convidadas que já foram, ou pior ainda, que estão nesta programação, como é o caso do Dirceu Maués… você joga nomes ao elo sem sequer ler direito a programação. Calma aí, gente! Manifestem suas opiniões contrárias ou não, mas com cautela e educação.
4) Pepe, meu amigo Pepe, qual é a vertente que não está presente no Festival? Temos desde o fotojornalismo tradicional da Noor e do Estadão, até os magos da fotografia de natureza do porte do Marigo e do Candisani. Temos os contemporâneos, os diletantes, os mineiros, os cariocas, os brasilienses, os paraenses, os pernambucanos, os franceses, os italianos, os holandeses, os portugueses, os mexicanos, os argentinos… Poxa, Pepe…. para ser diverso faltava o quê, você?
Concordo com muito do que o Wank Carmo escreveu, e acredito ter me identificado em vários aspectos. Também não enviei trabalhos, acredito que cada vez mais a fotografia esta se fechando em poéticas demasiado "contemporânea", subjetivas, etc e perdendo um pouco da essência do encantamento, dos temas que levam a reflexão através do que se esta sendo mostrado e não apenas das "milhares"de interpretações que podemos ter a partir deles. Não que isso seja ruim, mas existem tantos aspectos a serem explorados, que as vezes a conversa se torna apenas intelectual do que construtiva, encantadora e até mesmo provocadora.
A proposta Inventários da Terra é de uma riqueza infinda, um ótimo imã para trabalhos diversos, estou muito ansioso para ver todos os ensaios na integra. Entendo os motivos de cada um nesse debate mas acredito que não há incoerência nem inconsistência por parte da organização do PEF, o tema é realmente muito abrangente mas em nenhum momento perde suas fronteiras, apenas agrega mais diversidade e gera debates, como esse.
Abraço a todos, nos vemos em Paraty e sempre mantendo a elegância.
Iatã, agradeço pela atenção dada aos comentários aqui feitos. Demonstra no mínimo respeito da parte da organização para com as questões. Mas continuo achando o tema genérico demais (dentro do que foi dito por você, como sendo o tema). E digo mais, todos os anos é a mesma coisa, não só no Paraty, mas na grande maioria dos eventos e concursos promovidos no Brasil. O contemporâneo já está saturando as vistas. No mais, quero, apesar das lamentações aqui expostas, dar minhas sinceras congratulações pela iniciativa e coragem de organizar o evento. Só leva pedrada arvore que dá fruto. Mas por favor, não deixem o evente cair na ideologia de poucos, de uma panela ou tendência. Abraços!
Obrigado por esclarecer, não sinto falta de pessoas e vejo um esforço em mostrar um leque de representantes do que é definido como atual, aliás reproduzindo seu pensamento "Ao meu ver, muito pessoal, o resultado é coerente com o tempo de hoje, onde saturados de imagens os fotógrafos buscam cada vez mais articular seus olhares de outras formas." , só que ao meu ver (opinião pessoal) esse atual é a mesmice que vêm sendo mostrada nos últimos anos, ou melhor que está sendo imposta como a nova forma de fotografar. Ela é sempre apresentada, mas nunca com outras formas de se fotografar e nesse ponto que me prendo e isso que gostaria de ver sendo exposto o chamado abstrato, o moderno com seu tratamento pasteurizado, o comum extremamente saturado ao lado da estética clássica, do comportamento refinado de reproduzir o que se vê ao fotografar como forma de comparação. Acho interessante quando se cria a oportunidade observar todas as formas juntos, independente de gosto pessoal e sim como forma analítica de poder-se ver estilos no mesmo espaço. É isso que penso, é disso que estou sentindo falta. Contemporâneos nada têm a ver com a origem geográfica que você menciona, dilatante no conceito amador é lógico que temos que ter no festival afinal é para eles que eventos do gênero existem. Não importa de onde eles venham com raras exceções são da mesma escola, do olhar de outras formas que já não são outras formas e sim a repetividade do que já existiu com algum sucesso. Por isso insisto que todos devem conviver nesse mesmo espaço. Ansel Adans e Bresson também são copiados, assim como tantos outros como Peter Turner ou Constantine Manos, esse que no inicio de sua carreira demonstra que as escolhas atuais não são tão atuais como se pensa. Questiono a falta de presença para comparativos, somente isso.
"Poxa, Pepe…. para ser diverso faltava o quê, você?" indelicado de sua parte chegar a pensar assim, quem diga escrever. Não sou artista, não tenho a pretensão de ser chamado a um evento onde não tenho representatividade, sou fotógrafo nada mais do que isso, mas sou coerente e aplaudi muita a versão FIP 2009 – a melhor de todas e tenho total direito de me manifestar sem ser pessoal, sou seu amigo sim por isso me manifestei, mas o fiz pedindo expansão para a comparação e não como uma criança que se sente ofendida por não ser lembrada ou contestada. Abs
"Wank, você com sua incontinência verbal e seu sentimento de eterno injustiçado acaba por ser extremamente injusto e deselegante com os organizadores, com os seus colegas ganhadores do edital e com todos que pensam diferente de ti! Você cita pessoas que deveriam ser convidadas que já foram, ou pior ainda, que estão nesta programação, como é o caso do Dirceu Maués… você joga nomes ao elo sem sequer ler direito a programação. Calma aí, gente! Manifestem suas opiniões contrárias ou não, mas com cautela e educação."
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Nada foi jogado ao leu, e vosmecê sabe bem disso que esta coisa está guetizada dentro desta insistência de cultuar o efêmero, desconectado com a realidade planetária que o tema sugere. Pluralize os encontros em que você está envolvido abrindo para o Brasil inteiro, meu caro. Tem mais: as exposições escolhidas não batem com tema e vosmecê sabe bem disso. Estou cobrando com todas as letras que convoquem o Brasil inteiro para participar de todos os encontros dentro ou fora do eixo. E este pedido, este alerta, faço a todos que estão envolvidos em curadorias, etc.
Mais: e repito que, o único trabalho que emociona é do caro Leonardo Costa Braga. A título de sugestão para o ano que vem, sugiro que convidem os homens e mulheres que fincaram as colunas da fotografia brasileira, como Boris Kossoy e outros para que vários segmentos possam da fotografia possam entender o que é fotografia de verdade.
E lanço a pergunta para o encerramento de minha participação neste assunto: por que esta comissão não mudou o foco de escolha dos trabalhos que estivessem em sintonia com a realidade caótica? Se não conseguir responder eu faço agora. Porque sinto um crivo ideológico contra a fotografia engajada com os verdadeiros inventários que vários documentaristas o fazem dia a dia; segundo a segundo; agora!
Não sou contra os experimentalismos, quem quiser que o faça, mas por favor, não insista em afirmar que as obras escolhidas – com exceção de uma – dizem alguma coisa com a situação caótica da terra, porque todos nós sabemos que o resultado de um bom e honesto inventário sobre a terra, nos levaria a ver a verdade que documentaristas comprometidos com a sobrevivência da terra estão fazendo: o caos! E seria isso que enviaria para a comissão se já não soubesse do resultado…
Como reflexão deixo o link de um verdadeiro inventário: aí está http://www.youtube.com/watch?v=jqxENMKaeCU Home! Do fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand. Está aí, um convidado de peso para estar presente no Paraty em Foco, para falar de um verdadeiro inventário sobre o planeta terra. Agora, imagina vosmecê, que espetáculo não seria, se ao lado dele estivessem dezenas de documentaristas brasileiros e milhares de crianças aprendendo a fazer o melhor: documentar, denunciar e combater com arte, os porcos que inundam a terra brasilis de lixo e ainda queimam vossas florestas, a começar pelas ações de anuência desta porca república comprometida com o capital devastador e longe de atender as ansiedades de um país que já respira com dificuldade em vários pontos dele… Os fatos são alarmantes! Não vou nem entrar no mérito da fome…
Espero que este meu comentário não sirva para puxar a orelha de ninguém, pois não é este o meu papel e nem serei deselegante, nem pensar tal coisa, mas sirva para uma boa reflexão, pois, aqui, acima da linha do equador, as pessoas também pensam…
“A utopia é a véspera da mudança”
Enviei um projeto para a convocatória em que abordagem feita foi sobre alguns dos principais problemas da Amazônia: desmatamento das florestas, demarcação de terras indígenas e avanço da pecuária. Não esperava mesmo que fosse aprovado porque reconheço que o projeto não foi formatado e argumentado com excelência. Mas tinha a esperança de ver trabalhos que abordassem temas mais urgentes, impactantes e mais objetivos.
Apesar de o tema ser subjetivo e dar abertura para variadas interpretações, sinto falta do “simples” registro da realidade, de imagens que digam o que estamos fazendo com o nosso planeta. Penso que seria uma boa oportunidade de incentivar e discutir a fotografia mais engajada, e por isso não menos artística.
Olá a todos,
Esse é meu primeiro contato mais próximo com o evento "Paraty em Foco", até porque me envolvi com a fotografia recentemente (2008), e todo esse contexto é muito novo para mim.
Estive em Paraty em Maio/2010 participando da exposição "A Força da Beleza", organizada pela Galeria Belvedere.
Acredito que um evento como o Paraty em Foco merece grande admiração e respeito pelo seu caráter pioneiro, abrindo o caminho para toda uma geração que poderá trocar idéias, experiências, impressões e opiniões.
Nessa linha, seria bacana conhecer a proposta daqueles que quiserem compartilhar.
Para aqueles que se interessarem, o projeto que encaminhei a convocatória pode ser visto no mural de meu endereço no facebook:
http://www.facebook.com/profile.php?id=1000004764…
estou amando tudo isso, mas ao ler o comment da talita oliveira, não posso deixar de comentar: a realidade não se registra.
um fotógrafo cujo objetivo é "retratar a realidade" vai passar a vida sem entender por quê não rolou.
beijos em todos.
Bom, eu estava evitando dar meu pitaco, mas é mais forte que eu…
O Iatã tem razão quando diz que as fotos não refletem o trabalho completo, que vai ser apenas visto em sua totalidade em Paraty; também tem razão ao afirmar que o tema é amplo e permite interpretaçãoes subjetivas, o que é ótimo.
Por outro lado compreendo perfeitamente quando o Pepe fala que seria bom haver um contraponto, um termo de comparação, e que os participantes do Paraty poderiam ter referências plurais.
Wank, entendo seu posicionamento em relação ao "descolamento" do tema, mas discordo quanto a universalidade que foi uma preocupação constante do conselho, durante meses; há convidados de todo o Brasil, da America Latina, da Europa.
Bem diversificado.
Vejo o festival amadurecendo ano a ano, e, tendo participado desde o início como espectador, depois palestrante, acho que a edição do ano passado foi muito, muito boa, e que este ano será melhor.
Luiza, os que discordam são recalcados por que? Não entendi a sua definição.
Abracos, conciliatórios,
Clicio
Pepe, Wank, Clício, Urbano, Talita e demais debatedores.
Vou tentar manter o clima conciliador proposto pelo Clício, mas vou ser bastante claro: Não é verdade que o Paraty em Foco esteja privilegiando linguagens contemporâneas em detrimento do documental, do fotojornalismo ou de qualquer outra manifestação das tantas que nossa fotografia tem.
1) A exposição que ocupa a Galeria Zoom, sede do evento e principal Galeria do Festival é da fotógrafa Maureen Bisilliat, "Pele Preta" primeiro trabalho da fotógrafa exposto em 1966 no MAM.
2) A maior exposição do Festival é "Consequences" da agência de Fotojornalismo Noor, e trata do meio ambiente
3) Uma das Maiores estrelas deste ano nem sequer é fotógrafo profissional, Amyr Klink
Porém acho que deveríamos parar de criar fronteiras desnecessárias ao desenvolvimento de nossa fotografia. Arte, documento, publicidade, tudo se confunde, tudo se mistura num momento maior, o da fotografia.
E deixemos claro também que o júri escolheu aquilo que achou melhor, e como todo júri este também é soberano.
Vi os trabalhos e posso dizer que são muito bons e que certamente vocês e o público vai gostar muito das soluções que foram encontradas nesta proposta de "Ocupação de Espaços"
Por último acho o debate válido, mas lembro que o tal do contraponto que vocês falam ocorre todos os dias do Festival, a cada mesa um universo diferente, é só ver a programação!
Pepe, desculpe se fui indelicado com você, mas convenhamos que mais plural que essa programação do PEF 2010 só mesmo o carnaval brasileiro! Tem de tudo um pouco.
Wank, sua cachaça está garantida! Até setembro!
Iatã, sua resposta foi super clara especialmente quando você coloca que "deixemos claro também que o júri escolheu aquilo que achou melhor, e como todo júri este também é soberano." Debate para que não é mesmo?
estou quase conseguindo confirmar minha ida a Paraty para conferir o conteúdo geral dos trabalhos. Acho justo que se revejam posições depois de conhecer o que está lá. até lá!
Olá a todos,
Esse é meu primeiro contato mais próximo com o evento "Paraty em Foco", até porque me envolvi com a fotografia recentemente (2008), e todo esse contexto é muito novo para mim.
Estive em Paraty em Maio/2010 participando da exposição "A Força da Beleza", organizada pela Galeria Belvedere.
Acredito que um evento como o Paraty em Foco merece grande admiração e respeito pelo seu caráter pioneiro, abrindo o caminho para toda uma geração que poderá trocar idéias, experiências, impressões e opiniões.
Nessa linha, seria bacana conhecer a proposta daqueles que quiserem compartilhar. Para aqueles que se interessarem, o projeto que encaminhei a convocatória pode ser visto no mural de meu endereço no facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=1000004764…
Obrigado pelas explicações Iatã!
Abraços!
Aiaiai só vejo enormes egos e pequenas auto-estimas (homens pequenos).. Nossa, quanta erudição!.. todos tem a razão, ninguém… Puaj.
"Você cria um tema genérico e depois tem um ótima desculpa para amaciar as criticas."
Penso que essa frase definiu bem. Eu esperava bem mais dos projetos selecionados pela convocatória _ achei que seria a chance de vermos exposições realmente boas, sem ser daquele cara que foi convidado por ser "famoso" [mas não necessariamente bom fotógrafo], por fotografar há 50 anos [mas não necessariamente bom fotógrafo], por morar fora do país [mas não necessariamente bom fotógrafo] ou por ser "amigo do chefe" [mas não necessariamente bom fotógrafo]! E se minha análise [e dos outros colegas] foi feita baseada em apenas uma imagem do ensaio, sinto muito, vocês escolheram então a imagem "errada" para publicar aqui e desde que publicada, dá-se espaço para a interpretação de cada um!
O Paraty em Foco está ficando "comercial" demais. Uma pena! Estive nos últimos apenas pelo prazer em reencontrar colegas e conhecer novos fotógrafos, pois pelos projetos e exposições em si, sempre deixou a desejar. Engano meu em pensar que a convocatória mudaria este cenário, escolhendo de forma justa as exposições!
No dia em que considerem fotografias boas aquelas que não necessariamente forem feitas por pessoas "famosas" ou com décadas de carreira, teremos a oportunidade de apreciar trabalhos melhores! Ou então, no dia em que o público puder avaliar o que é bom e sugerir a programação, o PEF deixará de ser essa "panela" que se tornou! Sempre as "mesmas figurinhas" estão por trás de tudo! Mais uma vez, UMA PENA!
Torço para que tudo isso mude nas próximas edições do PEF!
Estou republicando o meu post que fiz ontem e que foi retirado por algum problema que desconheço. O blog está tendo algum problema técnico? Bem, então vou republicar.Certo? Espero que não suma novamente… Obrigado!
Iatã
“A exposição que ocupa a Galeria Zoom, sede do evento e principal Galeria do Festival é da fotógrafa Maureen Bisilliat, "Pele Preta" primeiro trabalho da fotógrafa exposto em 1966 no MAM.
2) A maior exposição do Festival é "Consequences" da agência de Fotojornalismo Noor, e trata do meio ambiente
3) Uma das Maiores estrelas deste ano nem sequer é fotógrafo profissional, Amyr Klink.”
São nomes conhecidos e adoro o trabalho dos dois, mesmo, mas convidados. Aliás, bem convidados. Por sinal ambos são de São Paulo, não é mesmo? E aí volto lembrar que cobro mais a participação de fotógrafos de outros pontos do país. Ou os coordenadores acham que o resto do Brasil não fotografa. Mas a questão que todos entenderam muito bem foi a escolha feita pela comissão soberana, que não bate com o tema. Acho que todos entenderam, não é mesmo…???
“Porém acho que deveríamos parar de criar fronteiras desnecessárias ao desenvolvimento de nossa fotografia. Arte, documento, publicidade, tudo se confunde, tudo se mistura num momento maior, o da fotografia.”
Ninguém criou fronteiras porque ela já existe este incidente deixou claro que devemos ficar na nossa e não tentar o bloqueio imposto pelo eixo que resolveu dar lugar ao efêmero, a fotografia que não emociona, esta coisa contemporânea… A maioria já explicou tudo muito bem, anteriormente e não irei repetir.
“E deixemos claro também que o júri escolheu aquilo que achou melhor, e como todo júri este também é soberano.”
É verdade que o júri é soberano, mas não significa que este seja o melhor caminho para representar um tema, um título belíssimo – Inventários da Terra – quando….também não irei repetir, porque a maioria já explicou e todos entenderam muito bem a questão. Então, o que me resta é ignorar, mesmo, essas convocatórias e meter na cabeça que, quem deseja mostrar aquilo que quer que seja visto, procure ou crie seu espaço. Como sempre fizemos, há décadas…
“Pepe, desculpe se fui indelicado com você, mas convenhamos que mais plural que essa programação do PEF 2010 só mesmo o carnaval brasileiro! Tem de tudo um pouco.”
Não tem, porque o Brasil escangalhado não será mostrado e nem debatido. Basta vistar este link para ficar claro de que não vai não. A soja ameaça o Parque Indígena do Xingu está aí http://www.socioambiental.org/esp/soja/2.shtm Ou seja, sou obrigado a deixar mais uma sugestão, dizendo, que vocês repitam a dose sobre o aproveitamento do tema meio ambiente, e, mostrem ao mundo, a verdadeira face da degradação humana, que, com certeza, está bem documentado, inclusive fotograficamente, por biólogos, antropólogos e ambientalistas de reputação limpa, sem cor partidária. Este seria um time ideal para fazer parte desta mesa de debates e exibição do caos que está apenas alguns metros das malocas indígenas, para que o mundo visse que o planeta Brasil, é coordenado por cínicos. Ou alimenta-se algum medo de entrar em confronto com membros desta república conectada com a elite que envenena o que sobra de biodiversidade? Não creio que seja isso… Mais: a equipe do INPA! Os caros tem um trabalho científico maravilhoso e lutaram para que a maldita da cana que acabou com a mata atlântica, não viesse acabar com a floresta amazonica, aliás, bem documentada por Améris Paolini, Paula Sampaio e tantos outros. Aqui tem muita gente de olhos nessas canalhices e gostaria sim, que eles estivem aí, também. Acho que isso ficou claro, certo?
“Wank, sua cachaça está garantida! Até setembro!”
Sou exigente. Só bebo cachaça especial porque a minha tem cheiro e sabor de cravo e canela… Você gosta?
Ao conciliador Clicio Barroso, espero que você possa visitar a nossa região para fazer uma avaliação descansada, calma sobre o que está sendo produzido na amazonia e possa dizer ao eixo, através da sua visão equilibrada, que não dá mais para ignorar a produção nos rincões longínquos. Conheço uns caras no Maranhão que estão fotografando muito bem e segue a cartilha do documentar a realidade sem precisar mudar o foco para parecer moderninho; no Acre outro tanto; e por aí vai…
Espero que esta seja uma despedida mesmo…, e deixo uma frase para reflexão sobre a importância do debate aprofundado sobre a continuação do homem sobre a face da terra que vem sendo inventariada aceleradamente, mas pelo capital sem pátria, que a transformou numa pocilga ideológica, onde o que vale é o lucro e o silêncio de alguns coniventes.
“De todos os meios de expressão, a fotografia é o único que fixa para sempre o instante preciso e transitório. Nós, fotógrafos, lidamos com coisas que estão continuamente desaparecendo e, uma vez desaparecidas, não há mecanismo no mundo capaz de fazê-las voltar outra vez. Não podemos revelar ou copiar uma memória.” Henri Cartier-Bresson
wank, deve ter sido realmente um problema técnico. quero deixar bem claro que não deletamos comentários, tá?
Leo,
Eu não teria dito melhor; penso exatamente como você
Queridos todos,
Não sei se meu tom será conciliador, ou lido em tom de conciliação, mas não quero escrever unicamente pela polêmica.
Resolvo escrever não apenas para congratular a escolha das obras, assim como para ressaltar a participação do organizador de um festival desse porte em tornar clara sua opinião e estabelecer um diálogo com todos que pontuaram aqui – escrevo, então, por achar que algumas foram deixadas de estão fora dos comentários.
Uma delas é o querido amigo ego!
Comentários sem moderação são louváveis em uma plataforma que se pretende completa e fico extremamente feliz de ver que o blog do PEF atingiu esse objetivo. Penso apenas que reservar 20 minutos para escrever por aqui, podem ou devem ser acompanhados de outros 20 minutos de reflexão antes de apertar o "submit Comment". Termos como gostar ou não gostar, pensei que seria assim ou assado, isso me faz rir ou não me emociona, não são argumentos válidos e construtivos, a não ser que estejamos em uma mesa de bar exercendo o tudismo – essa corrente de pensamento onde imaginamos que somos PHD em tudo, mesmo sem ter estudado uma linha sobre o assunto.
O PEF é feito por gente que vive fotografia, estuda, respira, debate e, mais do que isso, abre-se em um canal como esse para ouvir seus interlocutores. Que acham de aproveitar isso de verdade?
Wank, onde estão os fotógrafos esquecidos do Norte? Adoraria ver os trabalhos deles também, mesmo que ainda não estejam no PEF. Manda uns links aqui para que todos possamos ampliar nossas referências?
Pepe, você não acha que essa linha de fotografia que "falta" no PEF já não está amplamente difundida e enraizada no imaginário do que é a fotografia brasileira? (essa fotografia que criaria o conflito, o contraponto, a fotografia social? E que fique registrado que eu bebo muito dessa fonte e dessa água sempre beberei)
Will, o Paraty está comercial demais? Eu estava entendendo pelos comentários feitos aqui que ele estava comercial de menos. Um workshop de iluminação de estúdio, nú ou como fotometrar podem ser encarados como comerciais por, em teoria, abarcarem mais público do que um workshop conceitual como o do João Castilho, ou curatoriais como os do Armando Prado e Eder Chiodetto (eu adoraria fazer qualquer um dos 3 e não tenho nada contra os workshops que citei como mais comerciais, inclusive já os fiz!).
Parabenizarei sempre um festival por pensar a frente, por dialogar além da sua aldeia, por nos colocar em contato com figuras centrais no panorama fotográfico mundial sem que para isso eu tenha que gastar fortunas viajando para a Europa!
E mesmo assim, como bem colocado pelo Iatã, o festival não abandona nenhum público e traz atrações que mostrem o pluralismo de produção de um país continental.
Não temos representantes de todos os cantos do país? Pois é, nem sempre se consegue pluralizar tanto quanto se quer, mas que se tenha em mente que o PEF é um festival que está em sua 6a edição! Vejam quanta gente já passou por aqui, quantas entrevistas boas pudemos assistir no auditório, ou pela web! Que processo fantástico é o de construir um festival como esse.
E daí eu volto ao ego para lembrar que, ao invés de bradar discordâncias enfurecidas, não seria melhor estabelecer um diálogo de fato, civilizado, calcado em análises, em referências, para muito além do gostar ou desgostar? Trocando em miúdos, que tal ajudar na construção de um festival melhor a cada ano?
Genérica é a falta de propostas, de retorno, de procedimento construtivo quando se usa unicamente de agressidade – não o tema central de um festival que pode e deve ter leituras subjetivas, poéticas e contemporâneas.
Pepe
Suas considerações são pertinentes. Seria bacana identificar os anseios desta galera que você conhece em uma grande mesa redonda, né?
Léo Caobeli, Iatã e demais,
Por Léo Caobeli "Pepe, você não acha que essa linha de fotografia que "falta" no PEF já não está amplamente difundida e enraizada no imaginário do que é a fotografia brasileira? (essa fotografia que criaria o conflito, o contraponto, a fotografia social? E que fique registrado que eu bebo muito dessa fonte e dessa água sempre beberei)"
- Pode estar difundida se pensarmos que a linha deve ser, digamos, Bressuniana, ou dentro de uma cobertura social, mas não é disso que sinto falta e vou esclarecer pela última vez, meu comentário se refere unicamente as escolhas da convocatória com intuito de ocupar os espaços definidos pela organização. É uma opinião pessoal de alguém que vai apreciar os trabalhos escolhidos, mas que observa pelas fotos divulgadas (e se foram é porque são significativas) que as escolhas se prenderam as imagens contemporâneas e ao meu ver faltou um bom trabalho jornalistico e também um outro bom trabalho em PB – pode ser que não tenham sido remetidos, fato que lembrei em meio primeiro post. Dos cinco trabalhos – dois deles seriam uma "releitura" de trabalhos como Claudia Jaguaribe vêm desenvolvendo mais recentemente, ou de Christine Burrill que por sua vez seguia aos passos de David Hockney em suas experiências com fotocolagem. Ok é mais recente uns 30 anos pelo menos. Os outros três seguem uma formula mais urbana com enfase ao tratamento, mas isso é mais recente. Não sou contra esses trabalhos, pelo amor dos meus clicks. Sou contra só ser eles a ocupar os espaços. Gostaria de ao sair de uma fotocolagem e encontrar imagens mais jornalisticas e depois um clássico em PB para em seguida dar uma guinada e ver as verterdes mais contemporâneas, esse é o contraponto que digo esse é o meu desejo, é meu comentário ou critica, como queiram, e que não vai acontecer em relação as exposições oficiais e com isso se perde uma grande oportunidade de mostrar à um publico de aproximadamente 80% as diversas formas de se fotografar. Os outros 20% que já se aprofundam no tema conhecem esse contraponto e talvez lá entre os 80% exista mais um percentual que também conhece, mas o festival teria a chance de mostrar esse universo a pelo menos metade dos visitantes que estarão em Paraty durante o evento.
Não se trata de apontar e mencionar panelas, famosos, antigos, etc. Aliás vejo no resultado da convocatória algo contrario a isso. A mesmice que comento é, novamente, na semelhança dos trabalhos escolhidos.
Iatã, repito e sei que você bem me entendeu, meu cometário trata somente da visão que os jurados deram a convocatória, não ao evento como um todo e lamento, pois acredito que esse poderia ser mais diversificado. Acredito que entre os escolhidos para outras atividades há muito a se aprender durante as mesas, entrevistas e no dia a dia da mesa de bar com uma boa cerveja gelada. Os WS têm nomes consagradas e se lá estão é porque justificam pelo que fazem a muito tempo e são referencias em suas atividades.
Há cometários que falam de recalque ou ego inflado, etc, as pessoas que aqui cometam, se expõem são amantes da fotografia, muitos frequentam grupos de estudos, praticam a fotografia profissional ou amadora e desejam sempre o melhor para a fotografia. Prestigiamos as ações e temos o direito de expressar nossas opiniões e sabemos que essas devem estar bem fundamentadas exatamente para não serem qualificadas de recalcadas ou por serem fruto de egos ofendidos.
Achei válido as manifestações fundamentadas, achei bárbaro a presença do mentor maior, Iatã, ao se manifestar colocando seu ponto de vista – mesmo achando que esse que escreve poderia estar sendo critico por não ser lembrado. Sou critico por que também sei aplaudir quando os acertos acontecem e tenho aplaudido muito mais que criticado ao Paraty em Foco que tornou o sonho de Giancarlo Mecarelli em um grande evento de nossa paixão comum.
e o meu browser que resolveu me complicar????
O fim do segundo parágrafo tinha recebido uma modificação e teria ficado assim:
"escrevo, então, por achar que algumas coisas foram deixadas de fora dos comentários"
Senão a frase não fazia o menor sentido
Caros,
Ta tudo certo, é que estamos todos de cabeça quente, aquecimento global atingindo de cheio. A convocatória foi um teste e vocês verão que foi acertado, o material vai ficar espetacular. A nossa proposta, coordenação e conselho, foi o de promover ocupações temporárias (muito em função da constatação de que Paraty não dispõem de espaços expositivos tradicionais o que sufoca o crescimento do Festival). O simples fato de chamar na convocatória as pessoas para ocupar o espaço já dava uma direcionada para trabalhos menos conservadores. Dai que o resultado é um espelho do material enviado, boa parte dos trabalhos entregues apostavam por um viés mais subjetivo que objetivo.
Acho o debate válido, vamos no próximo Paraty voltar ao Tema "Contemporâneo or not contemporâneo" deve dar um bom debate. Espero que não tão tenso quanto este!
ai, sério. ainda não entendi onde essa discussão quer chegar. vou aproveitar que estou bêbada e pedir: alguém me explica por que vocês reclamam tanto?
beijos!
Palavras demais, imagens de menos…
pois é, aqui só tem 4 fotografias que devem representar 5% do que serão as exposições desses artistas juntos… não saio de Paraty sem ficar 1 hora, sem muita gente por perto, na Traço vendo as fotos de Leonardo Braga. Essa série deve ser linda!
Se sobrar água e gentileza no nosso planeta, estarei feliz!
Até o PEF!
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