Olivo Barbieri
Na sexta-feira (dia 17), na Casa de Cultura de Paraty, Eduardo Muylaert vai entrevistar Olivo Barbieri – o encontro faz parte da série de entrevistas promovidas dentro da programação do Paraty em Foco 2010.
Barbieri é italiano e fotografa espaços públicos usando uma câmera com lente tilt-shift, que tem foco seletivo. Nas imagens, as cidades parecem de brinquedo, como um Lego elaborado pedindo reflexão. Onde é aquele lugar? Ele existe mesmo? Junto com as imagens, as legendas, que indicam o local onde a foto foi feita, ao contrário de clarear as ideias, nos deixam mais ainda cheio de perguntas.

Barbieri fotografou na Itália, nos EUA, China, Brasil, Argentina etc., fotografando lugares reais que perdem totalmente sua identidade no momento em que viram fotografia: ruas limpíssimas, árvores que parecem de plástico, distorções de escala. Então é aqui que vivemos?
O fotógrafo revela que começou a “ver” o mundo dessa forma depois dos atentados de 11 de setembro, quando o mundo se tornou um pouco “turvo”: coisas que pareciam que eram impossíveis de acontecer, aconteceram.

Barbieri será entrevistado por Muylaert, que é advogado e fotógrafo e vai aborar tópicos como leituras fotográficas que desafiam o mainstream.

Olivo Barbieri tem 56 anos, vive e trabalha em Milão e, em seu currículo, conta com exposições na Europa, Ásia e nas Américas. Ele vem ao Paraty em Foco 2010 com o apoio do Instituto Italiano de Cultura.
Para saber mais sobre as entrevistas do PEF, visite o site.

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[...] This post was mentioned on Twitter by Ivan Alecrim, 6º Paraty em Foco. 6º Paraty em Foco said: O fotógrafo italiano Olivo Barbieri vem para o Paraty em Foco 2010! :: http://bit.ly/aRgly3 [...]
Como brincadeira e experimentalismos visuais está bom.
só brincando mesmo.
Um lugar de brinquedo. Pessoas de brinquedo. Isso é …. nem sei dizer ou sei demais.
O que sei é que estamos rumo a robotização de vidas e lugares reais.
Como é que fica as pessoas junto disso tudo?O futuro será isso. Mas ainda não estamos totalmente lá.
Fotógrafo x fotografado. Isso me instiga. E se os personagens começassem a correr atrás dos homens câmeras… e se os personagens percebessem que nunca foram personagens?E se estes tomassem suas câmeras e os fizessem de refém? Devolva minha vida devolva minha vida. Tipo zumbi. E si?Eis a questão.
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