Um esporte radical e suicida
© Foto de Rogério Reis. Surfe ferroviário. Rio de Janeiro, 1990.
Jornal do Brasil (1891-2010)
Essa fotografia de Rogério Reis, do Jornal do Brasil, marcou uma fase em que o surfe ferroviário era praticado pela juventude da periferia do Rio que buscava adrenalina, novas emoções, identidade e destaque junto a sua comunidade. “Os surfistas de trem surgiram no início dos anos 90. Eram as celebridades da periferia. Um esporte radical e suicida em meio a postes e cabos de alta tensão com descarga elétrica de até 4400v. O choque elétrico muitas vezes dissolvia em frações de segundos o corpo do praticante”, declarou Rogério Reis. Os surfistas desapareceram após sistemática repressão policial, após inúmeras mortes trágicas e grande prejuízo causado ao sistema ferroviário da cidade.
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