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	<title>Paraty em Foco &#187; Entrevistas</title>
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	<description>Blog de Fotografia</description>
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		<title>Entrevista com Simone Massera {por Renata Baralle}</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 19:24:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Portfolio]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista com o fotógrafo italiano Simone Massera sobre o trabalho "I am not what you see and hear".<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2012/01/entrevista-com-simone-massera-por-renata-baralle/' addthis:title='Entrevista com Simone Massera {por Renata Baralle} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>Nós estamos sempre sozinhos, mesmo não sabendo exatamente pelo quê. </em>É com essa frase que Simone Massera introduz seu trabalho<em> I am not what you see and hear</em>, composto por imagens de estranhos aleatoriamente escolhidos em <em>webcam chats</em> na web. O ensaio faz parte do projeto <em>A Royal Wedding or How to Live Happily Ever After</em> do coletivo inglês Five Eleven Ninety Nine.</p>
<p style="text-align: justify;">Simone Massera é um fotógrafo italiano baseado em Londres (UK). Nasceu em Roma em 1983 e cresceu numa cidade não muito longe dali, perto do mar. Ele conta que se mudou para Londres num dia nevado, em janeiro de 2010, ao ser aceito no Master of Arts em Fotojornalismo e Fotografia Documental no London College of Communication. &#8220;O que me trouxe a Londres foi a combinação de um doloroso término no relacionamento, um inverno solitário em Cape North e a repentina consciência de que eu tinha que largar tudo que eu estava fazendo naquela hora – propaganda e marketing – para correr atrás de uma carreira na fotografia&#8221;, diz.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o curso, o fotógrafo conheceu Emma, Hannah, Maria, Jonny, Sam e Teresa, que juntos formaram o coletivo <a href="http://fiveelevenninetynine.com/" target="_blank">Five Eleven Ninety Nine</a> – nome de um poema do inglês <a href="http://www.youtube.com/watch?v=hXVZseBCfiM" target="_blank">Simon Armitage</a> – com o objetivo de trabalhar em projetos colaborativos, dar feedback uns aos outros e &#8220;ter uma desculpa pra conversar sobre fotografia bebendo alguma coisa de vez em quando&#8221;. Logo, Emma e Maria acabaram deixando o coletivo.</p>
<p style="text-align: justify;">No verão de 2011 veio a primeira exposição de <em><a href="http://fiveelevenninetynine.com/a-royal-wedding/" target="_blank">A Royal Wedding or How to Live Happily Ever After</a> </em>no festival <a href="http://photoireland.org/" target="_blank">PhotoIreland</a>, em Dublin e no <a href="http://www.belfastphotofestival.com/" target="_blank">Belfast Photo Festival</a>, para o qual o coletivo criou uma coleção de projetos individuais explorando a busca humana pela felicidade na sociedade contemporânea ocidental. Nesse projeto, o coletivo publicou sete volumes envoltos em uma capa feita à mão, com tiragem de cinquenta cópias.</p>
<p><object width="580" height="326"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=26229133&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="326" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=26229133&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto trabalhavam em <em>A Royal Wedding</em>, os fotógrafos começaram a postar no site um jogo de associação de imagens chamado <em><a href="http://fiveelevenninetynine.com/broken-train/" target="_blank">Broken Train</a></em>, no qual todo dia alguém do grupo posta uma imagem em resposta à imagem anterior. A conexão entre as fotos é temática, às vezes estritamente visual, chegando a ser, muitas vezes, um tanto quanto obscura. No final de outubro do ano passado, foi introduzido ao projeto o chamado <em>First Class Carriage</em>: toda segunda-feira alguém do mundo da fotografia é convidado a dar sua contribuição à sequência. Entre os que contribuíram até agora estão Alec Soth, Martin Parr, Mark Feustel, Joerg Colberg, Leonie Hampton, Harvey Benge e Aline Smithson. Massera conta que no momento o coletivo está se planejando para uma futura exposição de <em>Royal Wedding</em> em Londres.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-5.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-20008" title="Simone Massera - I am not what you see and hear (5)" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-5.gif" alt="" width="580" height="435" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Seu trabalho me fez perceber algo que está tematicamente presente no trabalho de Evan Baden, <em>Illuminati</em>, sobre adolescentes que passam a maior parte do tempo em frente a aparelhos, com o intuito inconsciente de, iluminando a si mesmos, se desvencilharem da solidão. Você acha que a nossa época está encarando a solidão como se fosse sempre dessa forma, ou trata-se de uma necessidade &#8220;imposta&#8221; em face ao nosso vasto potencial de estabelecer conexões?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Eu não conhecia o trabalho do Evan e achei muito interessante a abordagem de uma conexão perpétua e interação a diferentes estímulos. Eu concordo com ele na ideia que esses objetos tecnológicos se tornaram formas de uma luta, frequentemente passiva, contra um tipo de solidão.</p>
<p style="text-align: justify;">Creio que há um sentimento universal e atemporal – <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Eleven_Kinds_of_Loneliness" target="_blank">um dos onze tipos de solidão sobre o qual Richard Yates escreveu</a> – que é consequência da nossa própria percepção do mundo. Nós experimentamos a realidade de uma forma, através da percepção, que nos faz sentir especiais e únicos. Com essa unicidade vem a sensação de estarmos sempre sozinhos, de alguma forma desligados do &#8220;todo maior&#8221;. Ao mesmo tempo, temo que nós, assim como as novas gerações, estejamos perdendo a habilidade de encarar e aceitar esse sentimento. Nós crescemos com todas as ferramentas que precisamos, ou com o &#8220;nosso grande potencial de estabelecer conexões&#8221;, como você disse, para no final nos distrairmos de quaisquer pensamentos que nosso fluxo de  consciência esteja nos sussurrando ao ouvido.</p>
<p style="text-align: justify;">O que eu tentei fazer em <em>I am not what you see and hear</em> foi explorar essa auto-percepção que busca estimular algum tipo de empatia em relação a estranhos. Eu gosto de considerar essas imagens auto-retratos, à medida que essas pessoas podem controlar os detalhes mais simples da forma como elas gostariam de ser vistas: a pose, a luz, a composição. Fora a importância das máscaras, das silhuetas, os olhos encarando. Fotografar o breve intervalo logo antes de aparecer outro rosto na tela me permitiu congelar um momento de expectativa e auto-consciência. O projeto, mais do que explorar quem e por que se usa a internet como forma de aplacar a tristeza, usa a internet como forma de simplesmente produzir retratos de pessoas. Retratos que não poderiam ser criados de outra forma.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Você fotografa a forma que os outros te olham. Mas como você se situa, como fotógrafo, em frente aos seus personagens? Ou melhor, você faz sua performance antes de aparecer? Você diz que a forma como as pessoas escolhem seu cenário, ambiente e roupas tem algo a ver com a auto-representação de alguém. E a sua auto-representação consciente ante essas pessoas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Honestamente, eu me senti imediatamente desconfortável com a ideia de aparecer em frente a estranhos aleatórios; é algo que basicamente aumenta a intensidade da minha auto-consciência em um nível tão alto que eu achei um tanto intolerável. Também, na maioria dos sites há um breve intervalo de escuridão entre uma conexão e a próxima e então eu percebi que, ao invés de atingir o que eu estava tentando – congelar um momento de pausa e auto-reflexão antes da aparição de outro rosto – eu encontrei a solução escurecendo minha webcam, então eu poderia vê-los enquanto eles não viam nada mais do que a própria imagem.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-3.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-20006" title="Simone Massera - I am not what you see and hear (3)" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-3.gif" alt="" width="580" height="435" /><br />
</a><em>© Simone Massera</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nunca li David Foster Wallace, poderia explicar a conexão do seu trabalho com o escritor ou simplesmente citar alguma passagem que torne essa conexão evidente?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">David Foster Wallace é um escritor americano com o qual eu sempre senti uma forte conexão. Sua vida e obra são voltadas à importância da empatia, da conexão entre a auto-consciência e a solidão. Ele basicamente traça um contrastante entre o solipcismo contemporâneo e uma espécie de existencialismo, explorando, em suas próprias palavras, &#8220;o que é, afinal, um ser humano&#8221;. Depois de ler tudo que ele escreveu durante a vida, eu me deparei com essa entrevista na qual ele descreve, parafraseando seu professor, o que é uma boa ficção.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>Tive um professor que costumava dizer que o trabalho da boa ficção era confortar os perturbados e perturbar os acomodados. Eu acho que uma boa parte do propósito de uma ficção séria é dar ao leitor, que como todos nós está limitado à própria perspectiva, um acesso imaginário a outras pessoas. Admitindo que um fator inevitável da vida é sofrer, parte do que a arte expressa provém da experiência do sofrimento, uma experiência necessariamente vicária (&#8230;). Isso faz sentido? Todos nós sofremos sozinhos no mundo real, portanto uma autêntica empatia é impossível. Mas se uma ficção nos permite imaginativamente identificarmo-nos com a dor de um personagem, facilmente nos afetamos e reconhecemos a dor alheia na nossa. Isso nos conforta e nos dá sentido; nós ficamos menos sós por dentro.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Eu imediatamente senti que era isso que eu estava tentando fazer: criar um tipo de arte acolhedora e com significado, que faça alguém se sentir menos só por dentro.</p>
<p style="text-align: justify;">O título do trabalho vem da frase inicial de <em>Infinite Jest</em>, provavelmente o livro mais famoso de Wallace. No começo do livro, o protagonista Hal, depois de uma tentativa fracassada de se comunicar de todas as formas com algumas pessoas, deita-se e, com a testa pressionada contra o chão frio, ele tenta explicar:</p>
<p style="text-align: justify;">- &#8220;Eu não sou o que você vê e ouve.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Sirenes distantes soam. Um golpe no pescoço. Silhuetas na porta. Uma jovem mulher hispânica com a palma da mão em cima da boca, olhando.</p>
<p style="text-align: justify;">-&#8221;Eu não sou&#8221;, eu digo.</p>
<p style="text-align: justify;">O título propõe desafiar o pressuposto que retratos podem te dar uma ideia de quem é a pessoa em frente à tela, enquanto, para usar as palavras de Wallace em outra entrevista: &#8221;o que acontece dentro é muito rápido, grande e interconectado, que palavras raramente são mais do que um mero rascunho generalizado de outra minúscula parte de qualquer dado instante.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-8.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-20011" title="Simone Massera - I am not what you see and hear (8)" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-8.gif" alt="" width="580" height="435" /></a><br />
<em>© Simone Massera</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Então você acha que o tempo gasto por todas essas pessoas em chats com estranhos aleatórios é apenas uma tentativa superficial de auto-representação?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Eu não sei, na verdade. Eu tenho a sensação de que a tentativa de auto-representação é mais uma reação que a maioria dos tipos de conexão online parecem simular. Pense na carga de informações que nós colocamos em redes sociais para tentarmos nos definir, ou a forma que nós decidimos parecer (ou não parecer) nesses sites de vídeos chats. Penso que, com o intuito de usar essas ferramentas como um tipo de anestésico contra a nossa solidão, antes nós temos de modelar uma imagem de nós mesmos, a máscara que vamos usar.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-6.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-20009" title="Simone Massera - I am not what you see and hear (6)" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-6.gif" alt="" width="580" height="435" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-7.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-20010" title="Simone Massera - I am not what you see and hear (7)" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-7.gif" alt="" width="580" height="435" /></a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Me fale sobre seus projetos, sonhos&#8230; o que tem em mente agora?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Pessoalmente, eu estou trabalhando em diversos projetos em andamento, esperando para ver qual deles vai ficar realmente interessante. Eu coleciono inspirações e ideias em &#8220;arquivos mentais&#8221; e às vezes algumas ideias simplesmente morrem, às vezes elas ficam maiores, mais profundas e se conectam com outras, aí eu tento fazer alguma coisa com elas. Neste exato momento minha mente tem estado ocupada pensando em 1) como ilustrar o livro de<strong> </strong>Italo Calvino <em>Invisible Cities</em>; 2) um projeto ficcional sobre aviões e as pessoas neles, o que pode, ou não, acabar envolvendo poesia; 3) algo sobre memória pessoal e seu choque com a cultura visual contemporânea, ideia que surgiu ao me deparar com a Timeline no Facebook.</p>
<p style="text-align: justify;">Parece meio vago, eu sei. Também, em 2012, pretendo finalizar um projeto colaborativo sobre a periferia da Itália, que comecei em 2010. O projeto se chama <em>Baci dalla Provincia</em> e constitui-se em eu tirando fotos, imprimindo e distribuindo cartões postais dos subúrbios a estranhos crescidos nesses lugares. Então, eles escrevem alguma coisa e me mandam de volta, compartilhando algo pessoal sobre suas experiências de crescer ali.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-4.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-20007" title="Simone Massera - I am not what you see and hear (4)" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-4.gif" alt="" width="580" height="435" /></a><br />
</strong></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2012/01/entrevista-com-simone-massera-por-renata-baralle/' addthis:title='Entrevista com Simone Massera {por Renata Baralle} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>309 entrevistas [1 cada 2 dias]</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2011/11/309-entrevistas-ta-bom/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 23:23:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>h2r</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Extra]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta é uma indicação de um lugar para encontrar fragmentos do discurso de fotógrafos em entrevistas [breves e leves]. O Mossless juntou 309 entrevistas com jovens fotógrafos, premiados ou que estão em destaque. <div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/11/309-entrevistas-ta-bom/' addthis:title='309 entrevistas [1 cada 2 dias] ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ver o que está sendo produzido pelos jovens pode ser uma experiência divertida que monta um retrato do ser humano se ajustando aos tempos.</p>
<p>O <a href="http://mosslessmagazine.com/">Mossless</a> é um site que tem publicado 309 entrevistas com fotógrafos jovens e talentosos. O site é editado por Romke Hoogwaerts e seus colaboradores, foi lançado em 24 de março de 2009 e começou a postar entrevistas, uma a cada dois dias, em 25 de maio do mesmo ano. Trabalhou quase sem interrupções e gerou uma mini base de dados. As entrevistas são breves e com os links para os trabalhos dos fotógrafos entrevistados. O site acabou de entrar em férias, pelo menos com as entrevistas. Agora, com tanto material produzido, o editor quer montar uma publicação.</p>
<p><em>:: Foto home :: Signe Pierce</em></p>
<p><em>:: Signe Pierce</em><br />
<a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/Signe-Pierce-171.png"><img class="alignnone size-full wp-image-19758" title="Signe Pierce 17" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/Signe-Pierce-171.png" alt="" width="580" height="410" /></a></p>
<p><em><br />
:: Michael Allin</em><br />
<a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/Michael-Allin-191.png"><img class="alignnone size-full wp-image-19757" title="Michael Allin 19" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/Michael-Allin-191.png" alt="" width="580" height="443" /></a></p>
<p>:: Luisa Opalesky<br />
<a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/LUISA-OPALESKY-201.png"><img class="alignnone size-full wp-image-19754" title="LUISA OPALESKY 20" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/LUISA-OPALESKY-201.png" alt="" width="580" height="404" /></a></p>
<p>:: Thomas Albdorf<br />
<a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/Thomas-Albdorf-181.png"><img class="alignnone size-full wp-image-19761" title="Thomas Albdorf 18" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/Thomas-Albdorf-181.png" alt="" width="400" height="402" /></a></p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<br />
+i</p>
<p>Para achar outras entrevistas<br />
:: <a href="http://digitalfaun.tumblr.com/tagged/interview" target="_blank">digitalfaun</a><br />
:: <a href="http://rocketscience.tumblr.com/" target="_blank">rocketscience<br />
</a>:: <a href="http://www.mullitover.cc/" target="_blank">mullitover</a><br />
:: <a href="http://www.hardworkersclub.com/" target="_blank">hardworkersclub</a><br />
:: <a href="http://www.ilovethatphoto.net/" target="_blank">ilovethatphoto</a><br />
:: <a href="http://www.featureshoot.com/" target="_blank">featureshoot</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/11/309-entrevistas-ta-bom/' addthis:title='309 entrevistas [1 cada 2 dias] ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Help Portrait</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2011/10/help-portrait/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 00:41:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação Social]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[O Festival]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://paratyemfoco.com/blog/?p=19373</guid>
		<description><![CDATA[Saiba como foi o projeto que distribuiu fotografias e sorrisos em Paraty.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/10/help-portrait/' addthis:title='Help Portrait ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Este ano, o festival recebeu o projeto Help Portrait. É um movimento mundial de fotógrafos amadores e profissionais que tem em comum a vontade de doar o tempo a alguém em necessidade. No Brasil, a iniciativa é coordenada por Taygoara Martins e Fernanda Andrade. A ideia surgiu em 2009, e o evento oficial é realizado anualmente no dia 10 de dezembro. Porém, diversos grupos realizam ações durante todo o ano. Uma dessas ações aconteceu no <strong>7º Paraty em Foco</strong>, no dia 23 de setembro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que? Como? </strong></p>
<p style="text-align: justify;">1. Ache alguém em necessidade.<br />
2. Faça um retrato.<br />
3. Imprima.<br />
4. Entregue o retrato.</p>
<p>O Help Portrait já reuniu mais de 10 mil fotógrafos e 12 mil voluntários, em mais de 1 mil localidades espalhadas por 46 países. O número de retratos entregues já passa de 100 mil.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Paraty em Foco_ O que é o Help Portrait e como funciona?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Taygoara Martins_ </strong>O Help Portrait é um projeto social que tem como ferramenta base a fotografia. A idéia não é tirar fotografias, mas dá-las! É assim: primeiro, escolhemos um grupo de necessitados, em qualquer aspecto [sem-tetos, crianças carentes, comunidades rurais, idosos, doentes terminais, enfim, qualquer pessoa que mereça receber um belo retrato de presente]; segundo, fotografamos essa pessoa ou grupo; finalmente, imprimimos e entregamos esse retrato como um presente. As fotos não podem ser usadas em portfólios, exposições e muito menos comercialmente. Não é sobre o fotógrafo ou seu portfólio&#8230; não importa seu grau de profissionalismo, tipo de equipamento ou luz que cada um consegue fazer. Usamos nosso tempo, equipamentos (independente de quais sejam) e olhares para, simplesmente, dar um retrato de presente a uma pessoa que pode nunca ter tido a oportunidade de ter uma bela foto com sua família. É uma ação de valorização da auto-estima dessas pessoas, mas também um grande exercício de desapego dos fotógrafos, visto que assim que entregues impressos, os arquivos ou negativos devem ser destruídos!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/HELP1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19469" title="HELP1" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/HELP1.jpg" alt="" width="580" height="363" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong>Paraty em Foco_ </strong>Como surgiu a ideia?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Taygoara_ </strong>Em 2009, o fotógrafo americano <a href="http://jeremycowart.com/" target="_blank">Jeremy Cowart</a>, especializado em celebridades, acostumado a ver luxo e ostentação, um dia teve a idéia de, de alguma forma, devolver algo à comunidade. Sem saber como isso se daria, decidiu usar o que sabia fazer melhor, retratos. Mas não podia se apropriar das imagens produzidas para seu portfólio, por mais belas que elas fossem, porque se o fizesse, estaria produzindo para si mesmo e não doando algo. Cowart falou sobre a idéia a uns poucos amigos e, não só teve aceitação imediata como a idéia foi, sem pretensão alguma, sendo multiplicada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong><strong>Paraty em Foco_</strong></strong> Como foi seu primeiro contato com a ideia do Help Portrait e quando o projeto surgiu no Brasil?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Taygoara_ </strong>Eu morei no Nordeste e cursei faculdade de Geografia. Sempre tive fascínio por antropologia. Viajei muito pelo Sertão e tive contato com diversas pessoas incríveis! Da mesma forma que a fotografia me fascinava, também gerava encantamento nas pessoas para as quais eu mostrava álbuns, de outros lugares e pessoas. Na época a fotografia era para mim apenas um hobby e fazer com que essas pessoas pudessem ter e comtemplar seus próprios retratos passou a fazer parte do meu fluxo organizacional. Não era mais comprar filme, carregar a câmera, fotografar e revelar&#8230; tinha também que fazer uma cópia e enviar para essas pessoas! Fiquei sabendo sobre o Help Portrait através de uma das ramificações dessa multiplicação que falei acima.Através da internet, conheci o projeto, em tempo de participar desde a primeira edição. A idéia era perfeita! Tudo que eu já fazia, mas de maneira coletiva! Juntando forças, o número de beneficiados com esse tipo de atitude seria ampliado e também o número de fotógrafos que passaria a pensar na mesma coisa. Chamei um amigo e uma amiga, que nem era fotógrafa e fomos a um abrigo de Sem-Tetos, no Centro de São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;">Já na primeira edição, fotografamos 179 pessoas e não paramos desde então. Agimos fora das datas oficiais, que ocorrem anualmente em 46 países simultaneamente. Isso me rendeu o título de Embaixador do projeto nos 9 países de língua portuguesa.</p>
<p><object width="580" height="435"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fparatyemfoco%2Fsets%2F72157627812979558%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fparatyemfoco%2Fsets%2F72157627812979558%2F&amp;set_id=72157627812979558&amp;jump_to=" /><param name="movie" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=107931" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="435" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=107931" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fparatyemfoco%2Fsets%2F72157627812979558%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fparatyemfoco%2Fsets%2F72157627812979558%2F&amp;set_id=72157627812979558&amp;jump_to=" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong><strong><strong>Paraty em Foco_</strong></strong></strong> Qual momento mais marcante?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Taygoara_ </strong>Toda ação deixa suas marcas! A intensidade com que as pessoas sorriem pra gente é indiscritível, somente em uma ação dá pra ter noção do tamanho da emoção. E isso é tudo que nós ganhamos. Dinheiro não está envolvido aqui! Mas dois momentos, em especial, merecem ser citados: um, na primeira edição, nesse abrigo em SP, uma senhora sem arcada dentária completa, se aproxima da câmera e diz: &#8221;Eu quero tirar sorrindo! Deixa eu dar um sorriso!&#8221; E foi justamente o que ela fez: deu um sincero e intenso sorriso, quebrando qualquer padrão estético/social pré-existente! O outro, exatamente um ano depois, em uma ação em parceria com o Instituto Baccarelli, um instituto de musicalização infantil, totalmente dirigido a música clássica, localizado na comunidade de Heliópolis. Fotografamos quase 300 crianças com suas famílias. Lá, percebemos que mesmo em necessidade, basta um pouco de incentivo para que as pessoas desenvolvam habilidades, artes, formas de sustento, etc. Depois, fomos presenteados com um belíssimo concerto realizado na Sala São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5. Como foi no Paraty em Foco deste ano?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Taygoara_</strong>Viajo o Brasil para comunicar sobre o projeto através de palestras e/ou pequenas ações. Foi a primeira vez que o Help Portrait esteve em um festival de fotografia e não poderia ter sido melhor! A idéia foi levar o projeto diretamente aos fotógrafos presentes, capazes de criar seus próprios grupos e fazê-los crescer. Além da ação em si, nesta edição do Help Portrait tivemos um outro objetivo, que era fazer com que não só o Festival se apropriassem da cidade e da imagem de seus habitantes, mas fazer também com que a comunidade local participasse do Festival, que usufruisse de seus projetos e instalações, por isso definimos que a entrega dos retratos seria na Tenda da Matriz.</p>
<p style="text-align: justify;">O tema deste ano, #FUTURO, nos direcionou imediatamente a uma escola. Levamos um grupo de fotógrafos até as crianças. Depois editamos todo o material e levamos para impressão. Foi muito gratificante ver as crianças locais interagindo com as instalações e descobrindo novas formas de ver o mundo, enquanto aguardavam seus retratos, impressos com a mesma qualidade e material gráfico que os fotógrafos destinam a suas obras de arte.</p>
<p style="text-align: justify;">Confira o making of do Help Portrait no Paraty em Foco 2011</p>
<p><object width="580" height="326"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=30645136&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="326" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=30645136&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/10/help-portrait/' addthis:title='Help Portrait ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Fotógrafo de primeira viagem {por Caroline Moraes}</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Oct 2011 14:20:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[O Festival]]></category>

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		<description><![CDATA["Como cheguei logo no primeiro dia, deu para ver a cidade inflando de pixels, podíamos ter somado e ver quantos megapixels ou terapixels teve o Paraty!"<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/10/fotografo-de-primeira-viagem-por-caroline-moraes/' addthis:title='Fotógrafo de primeira viagem {por Caroline Moraes} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Olhos atentos, ouvidos ligados, câmera em punho e muito equilíbrio para caminhar sem olhar para o chão. Quem vai pela primeira vez ao <strong>Paraty em Foco</strong> sente quase a obrigação de não perder nada. Entre nomes importantes, personagens que chegam a ser históricos e ídolos de alguns, estão diversos anônimos, ávidos por informações, dicas, conselhos, papos na mesa do bar, palestras, aulas, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Logo, a gente percebe que é impossível estar em todos os lugares, mas a vontade de absorver conhecimento e conhecer pessoas transforma o visitante do festival em uma esponja. Só depois, quando voltamos pra casa, é que o processamento de tudo acontece. Duas semanas depois e as sinapses ainda estão sendo feitas.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o festival a gente almoça e janta fotografia, toma café da manhã com as imagens e vai dormir sonhando com o que pode acontecer amanhã.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/foto-1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19393" title="foto 1" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/foto-1.jpg" alt="" width="580" height="870" /><br />
</a><em>© Felipe Denuzzo</em></p>
<p style="text-align: justify;">Estive, esse ano, pela primeira vez no <strong>Paraty em Foco</strong> e falo tudo isso por experiência própria. Mas, durante as caminhadas diárias, tive a oportunidade de conversar com Felipe Denuzzo. O fotógrafo de São Paulo, que também estava conhecendo o evento, foi um dos selecionados pelo Olhavê, entre fotógrafos do Brasil, para participar da <a href="http://paratyemfoco.com/evento/_noites-de-porjecao-perspectiva-olhave-por-alexandre-belem-e-georgia-quintas/" target="_blank">projeção Perspectiva Olhavê</a>, que aconteceu na terceira noite do evento. Veja, abaixo, uma breve conversa que tivemos sobre a experiência de mergulhar no <strong>Paraty em Foco</strong>, sendo um marinheiro de primeira viagem:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Caroline Moraes_ Essa foi sua primeira vez no Paraty em Foco e já estreando nas noites de projeção. Como foi que você chegou lá?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Felipe Denuzzo_</strong> Já fazia tempo que eu queria vir ao PEF, sentia que era um dever. Ano passado não consegui por problema de data, mas foi o inicio do planejamento para a viagem deste ano. Fiz a reserva da pousada em abril, comprei a passagem de ônibus em maio, por que nem carona eu queria, para não ter risco de nada dar errado.</p>
<p style="text-align: justify;">Cheguei na quarta-feira à tarde, descansei da viagem e à noite fui ver a <a href="http://paratyemfoco.com/blog/2011/09/7%C2%BA-paraty-em-foco-comeca-de-olho-na-africa/" target="_blank">entrevista com Peter Hugo</a>. Georgia Quintas, uma das mediadoras, leu um texto. Ali começou o chacoalhão do Paraty. “Qual foi a foto que te arrebatou na fotografia?”, ou algo assim. Bastou para entrar em uma viagem no tempo e lembrar da foto do Farkas, costelas de minhoca!</p>
<p style="text-align: justify;">Como cheguei logo no primeiro dia, deu para ver a cidade inflando de pixels, podíamos ter somado e ver quantos megapixels ou terapixels teve o Paraty!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/foto2.jpg"><img title="MemÃ³rias?" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/foto2.jpg" alt="" width="580" height="387" /></a><br />
<em>© Felipe Denuzzo</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong>Caroline Moraes_ </strong>Houve um processo seletivo para escolher os fotógrafos daquela sessão?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Felipe Denuzzo_ </strong>Não quis fazer seleção não, tentei me deixar livre para flanar entre as entrevistas, projeções, papos e poças de água, para pensar e interagir com tanta informação que estava tentando absorver.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Caroline Moraes_ </strong><strong>Das palestras, workshops e exposições que rolavam o tempo todo, alguma coisa mexeu com você? Paraty mudou seu foco?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Felipe Denuzzo_ </strong>Algumas exposições mexeram comigo sim, pela obra e ou pelo fotografo. Uma que uniu esses dois fatores foi do Tatewaki, que estava no local da exposição recebido a todos. Isso já foi incrível, o trabalho não fica para trás, criamos uma ótima discussão sobre o tema que ele aborda, foi muito bom. A <a title="Exposições noturnas em Paraty – {por Caroline Moraes}" href="http://paratyemfoco.com/blog/2011/09/exposicoes-noturnas-em-paraty-%e2%80%93-por-caroline-moraes/" target="_blank">projeção do Constant Dullaart</a>, nossa! Me diverti muito com o trabalho e a vi no último dia. Depois de tanto pensar, discutir e rever conceitos, rir com a fotografia foi essencial.</p>
<p style="text-align: justify;">A <a title="Sempre Futuro: Miguel Rio Branco {por Laura Artigas}" href="http://paratyemfoco.com/blog/2011/09/sempre-futuro-miguel-rio-branco-por-laura-artigas/" target="_blank">entrevista do Miguel Rio Branco</a>, sem palavras. Estar ali era como estar nos bastidores da sua banda preferida! Outro momento de certa forma lúdico, foi a <a href="http://paratyemfoco.com/blog/2011/09/pronto-para-enterrar-a-fotografia-por-caroline-moraes/" target="_blank">queima de câmeras analógicas do Claudio Feijó</a>, um provocador, que jogou ao ar querosene e nos incendiou! Fantástico!</p>
<p style="text-align: justify;">Não posso deixar de falar da Projeção que Alexandre e Georgia organizaram, foi uma pena não poder sentar com todos os fotógrafos que projetaram as fotos ali, eram trabalhos realmente incríveis, queria muito ouvir a história de cada um deles, aquele momento fiquei realmente emocionado.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/foto4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19396" title="foto4" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/foto4.jpg" alt="" width="580" height="870" /><br />
</a><em>© Felipe Denuzzo</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong>Caroline Moraes_ </strong> Fale um pouco do seu trabalho exposto. Ele foi feito com uma lente diferente, algum tipo de filtro?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Felipe Denuzzo_ </strong>O trabalho projetado e selecionado pelo Olhavê chama-se &#8220;memorias?&#8221;, e as fotos foram feitas com uma objetiva que remontei. Na verdade ela já existia, só inverti umas coisinhas e retirei o que não era necessário, deixando a sua essência à flor da pele. Mas mais que uma imagem, ela, objetiva, tenta me mostrar o que poderia ser resquícios de um fato, de uma história de alguém, de uma existência, mesmo que esse personagem não tenha inventado a lâmpada ou a cura de uma doença, basta ter mudado uma cadeira de lugar ele passa a existir e a criar uma história. A objetiva, magicamente, tenta me mostrar. Cego, às vezes vejo, às vezes não, mas em Paraty, ela me fez ver muito!</p>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/foto3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19395" title="foto3" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/foto3.jpg" alt="" width="580" height="870" /></a><br />
© Felipe Denuzzo</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong>Caroline Moraes_ </strong> Vale a pena ir para o Paraty em Foco?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Felipe Denuzzo_ </strong>O Paraty provoca a gente, concordando ou não com o que vemos e ouvimos, é importante criar um certo atrito, discordar. Vi fotografias e discursos acadêmicos, vi entusiastas flutuando sobre poças de água, vi fotógrafos que não tocavam o chão, vi um garçom fotodocumentarista, vi um hippie vendendo fotos! Onde mais veria tudo isso? A resposta: não só vale a pena, quanto é essencial para qualquer um que queria vivenciar a fotografia.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/10/fotografo-de-primeira-viagem-por-caroline-moraes/' addthis:title='Fotógrafo de primeira viagem {por Caroline Moraes} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A arte de produzir livros – {por Caroline Moraes}</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 13:48:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[O Festival]]></category>
		<category><![CDATA[workshops]]></category>

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		<description><![CDATA[“O futuro é agora, é já, é isso aqui, nós já estamos nele”, disse Claudio Edinger quando perguntei sua opinião sobre o tema do 7º Paraty em Foco...<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/09/a-arte-de-produzir-livros-%e2%80%93-por-caroline-moraes/' addthis:title='A arte de produzir livros – {por Caroline Moraes} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">“O futuro é agora, é já, é isso aqui, nós já estamos nele”, disse Claudio Edinger quando perguntei sua opinião sobre o tema do <strong>7º Paraty em Foco</strong>.  Em meio a tantos vídeos, projeções, celulares e discussões sobre o futuro da imagem, seu workshop é, de certa forma, um outro ponto de vista. “Eu não gosto de vídeo, porque é muito efêmero&#8221;, afirma.</p>
<p style="text-align: justify;">A aula aconteceu em uma sala rústica do IPHAN, com o tema <em>O livro e o trabalho autoral na fotografia</em>. Especialista no assunto, Claudio completou 30 anos de carreira com 13 livros na bagagem e continua sua pesquisa nos próximos livros que virão.</p>
<p style="text-align: justify;">É impossível falar do seu trabalho sem ressaltar a paixão presente em suas palavras, a contínua pesquisa sobre qual é o seu lugar no mundo e sua produção incessante. O interesse pelas pessoas é uma busca pelo entendimento de sua própria identidade. E sua câmera 4&#215;5 é o recurso para sua pesquisa.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/foto-1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19366" title="foto 1" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/foto-1.jpg" alt="" width="580" height="385" /></a><br />
<em>©Caroline Moraes</em></p>
<p style="text-align: justify;">Quem participou do workshop no último domingo, dia 25, teve a oportunidade de conhecer a história do fotógrafo e um pouco do processo criativo de cada um dos seus livros. A decadência do Edifício Martinelli, a vida dos judeus ortodoxos, os personagens do Chelsea Hotel, a loucura no Juqueri, a loucura no Carnaval. São Paulo, Rio de Janeiro, Los Angeles Downtown, Paris e o Sertão da Bahia também foram pesquisados pela lente de sua câmera 4&#215;5.</p>
<p style="text-align: justify;">Claudio recomenda, do início ao fim de seu workshop que os alunos se apóiem num tripé para produzirem seus trabalhos: PESQUISA, PRODUÇÃO e EDIÇÃO.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/foto-2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19367" title="foto 2" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/foto-2.jpg" alt="" width="580" height="385" /></a><br />
<em>©Caroline Moraes</em></p>
<p style="text-align: justify;">“Para montar um livro é preciso estudar. Estudar, ler, pesquisar e, então, começar tudo de novo. Se você não sabe o que fazer, o que não falta é gente para pesquisar. E se você se identifica com o trabalho de alguém, não tem nada demais continuar a pesquisa desta pessoa” disse para os alunos. Edinger costuma publicar em seu perfil do Facebook informações interessantes sobre a biografia de diversos fotógrafos, escritores, filósofos. Quem segue o perfil do fotógrafo pode aproveitar as dicas para ampliar a biblioteca. Estudar, estudar, estudar, é o seu conselho mais enfático.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de encontrar o rumo de sua pesquisa, a produção é o segundo passo: “Passei boa parte da minha vida produzindo muito, furiosamente. Uma fúria produtiva”. Fotografar diariamente, retornar ao lugar de pesquisa muitas vezes. Após encontrar o “o que”, é preciso definir o “como” e a única maneira é fotografando.</p>
<p style="text-align: justify;">Por último, a edição. Com uma produção extensa, a edição deve ser feita com calma. Aliás, conter a ansiedade é um conselho que ouvi muitas vezes durante o <strong>Paraty em Foco</strong>. Segundo Claudio, “fazer um livro é como fazer um mestrado. É necessário ter alguém orientando o seu trabalho. Na média, um livro com 50 a 60 fotos está de bom tamanho”.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/foto-3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19368" title="foto 3" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/foto-3.jpg" alt="" width="580" height="385" /><br />
</a><em>©Caroline Moraes</em></p>
<p style="text-align: justify;">Os alunos ainda fizeram um exercício para pensar na editoração de um livro. Qual a melhor foto para a capa? Qual o melhor título para o livro? Claudio ensina os atentos ouvintes a pensar cada detalhe para transformar uma seleção de fotos em um livro. Quando questionado sobre as dificuldades durante o processo de produção, ele disse: “Nada no processo é difícil. Chega uma hora que em que você chega. É um caminho, uma estrada que está lá. Agora, é você quem precisa cruzar essa estrada.”</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/foto-4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19369" title="foto 4" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/foto-4.jpg" alt="" width="385" height="580" /><br />
</a><em>©Caroline Moraes</em></p>
<p style="text-align: justify;">Uma outra aluna perguntou se Claudio vê seus livros como um tipo de catálogo. E ele respondeu: “Não. Para mim, é um livro mesmo. E cada vez que você olha um livro, aprende coisas. Erros que cometeu, acertos que poderia ter se aprofundado. Para mim fazer um livro é o futuro. O que vale mesmo é a jornada”.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">O workshop foi um dos últimos eventos do domingo. E com certeza todos que participaram, saíram de lá com um sorriso no rosto, contagiados pelo alto astral e paixão que Claudio exala em suas aulas.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/09/a-arte-de-produzir-livros-%e2%80%93-por-caroline-moraes/' addthis:title='A arte de produzir livros – {por Caroline Moraes} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A fotografia que vem do estômago {por Laura Artigas}</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2011/09/a-fotografia-que-vem-do-estomago-por-laura-artigas/</link>
		<comments>http://paratyemfoco.com/blog/2011/09/a-fotografia-que-vem-do-estomago-por-laura-artigas/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Sep 2011 22:37:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[O Festival]]></category>

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		<description><![CDATA[Renzo Giraldo e Gihan Tubbeh, do coletivo peruano Versus Photo, contam suas motivações na fotografia.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/09/a-fotografia-que-vem-do-estomago-por-laura-artigas/' addthis:title='A fotografia que vem do estômago {por Laura Artigas} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Emoção, visceral, arte, subjetividade são algumas das palavras que fazem parte da cartilha do coletivo peruano <a href="http://www.versus-photo.com">Versus Photo</a>. O trio radicado em Lima, foi formado em 2009 e veio ao <strong>7º Paraty em Foco</strong> representado pelo casal Renzo Giraldo, 35 anos, Gihan Tubbeh, 27 anos. Os dois falaram ao público na tarde da sexta-feira, e durante o final de semana ministraram o workshop <em>Paraty do Avesso – Uma Jornada à margem do circuito turístico</em>. O terceiro elemento, Musuk Nolte, está na China, representando o grupo em outro evento para o qual foram convidados. Simpáticos e muito animados com o reconhecimento do trabalho, Renzo e Gihan falaram ao <strong>blog do Paraty em Foco</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/240911_jhonattas_quintao_1761versus_photos.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-19237" title="240911_jhonattas_quintao_1761versus_photos" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/240911_jhonattas_quintao_1761versus_photos.jpg" alt="" width="580" height="424" /></a><em>Renzo Giraldo e Gihan Tubbeh :: Foto de Jhonattas Quintão©</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Paraty em Foco_ Em sua palestra comentaram que o modo que tiram fotografia é como se ela saísse do estômago.</strong><br />
<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Renzo_</strong> Costumeiramente a fotografia é feita de uma maneira muito lógica. O que queremos fazer é algo mais visceral. O estômago e o coração estão ligados. Muitas vezes sentimos emoções pelo estômago. É quase como se fosse um vômito (risos). Algo que te afeta, tão forte que tem que sair.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong>Paraty em Foco_</strong> Vocês definem a fotografia do Versus como um documental artístico?</strong><br />
<strong>Renzo_</strong> A natureza da fotografia é muito subjetiva, não é uma totalidade. Gostaríamos de romper com a necessidade da objetividade das coisas. Não buscamos mostrar algo concreto. Nosso objetivo não é buscar a composição perfeita. Queremos que seja mais artístico nesse sentido. Trabalhamos com o erro também. Muitas fotos que usamos na edição final são as que saíram tremidas. Porém, o documental se liga ao fato que não fazemos fotos em estúdio somente fora. Nesse sentido estamos registrando o que existe. A arte não tem limite, o fotojornalismo sim. Ele precisa contar o que está passando.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/23092011_érika_garrida001.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-19243" title="23092011_érika_garrida00" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/23092011_érika_garrida001.jpg" alt="" width="580" height="387" /></a><em>Érika Garrida©</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong>Paraty em Foco_</strong> Vocês também trabalham como fotojornalistas, e como muitos fotógrafos, desenvolvem projetos paralelos. A visão dos editores a respeito dos fotógrafos têm mudado?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong><strong>Gihan_ </strong>A visão do fotógrafo está interessando aos editores. Há uma demanda. Antes era “fazer o que eu te digo”, e você tinha que agradá-lo.<br />
<strong>Renzo_</strong> Eu concordo com ela. Tenho notado isso no Peru. Antes o fotógrafo era o acessório do repórter. Mas isso está mudando muito. Hoje temos o poder de propor.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/240911_jhonattas_quintao_1870versus_photos.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-19234" title="240911_jhonattas_quintao_1870versus_photos" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/240911_jhonattas_quintao_1870versus_photos.jpg" alt="" width="580" height="387" /></a><em>Jhonattas Quintão©</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Paraty em Foco_ Qual é o método de trabalho do coletivo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Renzo_</strong> Vamos sempre os três para o mesmo lugar. Podemos nos separar.<br />
<strong>Gihan</strong>_Nós não competimos. Não temos conflito. E em três fica mais fácil ir aos lugares. Como temos nossos trabalho independentes, não é sempre que podemos viajar. Depois cada um edita sua foto, porque cada um sabe o que pretende com a sua imagem.<br />
<strong>Renzo_</strong> Como não temos um escritório nos reunimos cada hora na casa de um dos integrantes, abrimos uma cerveja&#8230;<br />
<strong>Gihan_</strong> Aí começamos “delete, delete, delete&#8230;”</p>
<p style="text-align: justify;"><object width="580" height="435"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=pt-br&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fparatyemfoco%2Fsets%2F72157626910366040%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fparatyemfoco%2Fsets%2F72157626910366040%2F&amp;set_id=72157626910366040&amp;jump_to=" /><param name="movie" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=107931" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="435" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=107931" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=pt-br&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fparatyemfoco%2Fsets%2F72157626910366040%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fparatyemfoco%2Fsets%2F72157626910366040%2F&amp;set_id=72157626910366040&amp;jump_to="></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong>Paraty em Foco_ </strong> Vocês estão ministrando um workshop aqui no Paraty em Foco&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gihan_</strong> Nosso objetivo é a Paraty não turística, o mais importante é a intenção, a introspecção, a visão.<br />
<strong>Renzo_</strong> É sobre o que falávamos sobre o estômago. Vamos tratar de fazer fotografia sentindo, e não pensado de maneira lógica.<br />
<strong>Gihan_</strong> Queremos tirar sentimentos de dentro dos participantes, e dizer-lhes: &#8220;você tem o poder, você pode usar seus sentimentos em virtude da fotografia&#8221;.<br />
<strong>Renzo_</strong> Indicar um caminho para essa busca. Cada um trouxe suas fotos analisamos e indicamos o que eles deviam explorar mais.<br />
<strong>Gihan_</strong> Conversamos com cada um e fizemos uma lista de sensações, por exemplo: textura, místico, documental, visceral, poético, coração.<br />
<strong>Renzo_</strong> Desta lista de palavras, “frágil”.  Foi o tema escolhido. Cada um vai entregar 50 fotos. Editamos ao som de música.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/240911_jhonattas_quintao_1765versus_photos.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-19235" title="240911_jhonattas_quintao_1765versus_photos" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/240911_jhonattas_quintao_1765versus_photos.jpg" alt="" width="580" height="387" /></a><em>Jhonattas Quintão©</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong><strong>Paraty em Foco_</strong></strong> No workshop estimulam as pessoas a construírem sua própria visão. E vocês? Já tem suas visões sobre a fotografia construída?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Renzo_</strong> Não, estamos sempre buscando.<br />
<strong>Gihan_</strong> Também vamos dar uma volta por Paraty.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/09/a-fotografia-que-vem-do-estomago-por-laura-artigas/' addthis:title='A fotografia que vem do estômago {por Laura Artigas} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Vídeo, a nova cara do fotojornalismo {por André Américo}</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2011/09/video-a-nova-cara-do-fotojornalismo-por-andre-americo/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Sep 2011 20:31:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[O Festival]]></category>

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		<description><![CDATA[Gustavo Pellizzon e Custódio Coimbra discutiram com Sergio Branco sobre a inserção do vídeo no fotojornalismo. Para ambos, a prática é o futuro da profissão.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/09/video-a-nova-cara-do-fotojornalismo-por-andre-americo/' addthis:title='Vídeo, a nova cara do fotojornalismo {por André Américo} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/23092011_érika_garrida021.jpg"><img class="size-full wp-image-19140 alignnone" title="Gustavo Pellizon e Custódio Coimbra discutem sobre o futuro do fotojornalismo" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/23092011_érika_garrida021.jpg" alt="" width="580" height="396" /><br />
</a><em>Gustavo Pellizon e Custódio Coimbra discutem sobre o futuro do fotojornalismo</em></p>
<p>Gustavo Pellizzon e Custódio Coimbra discutiram com Sergio Branco sobre a inserção do vídeo no fotojornalismo. Para ambos, a prática é o futuro da profissão.</p>
<p>Pellizzon, que começou a carreira de fotojornalista em Fortaleza, sempre se interessou por vídeo, mas acabou abandonando a atividade pela dificuldade de trabalhar com o material em uma ilha de edição analógica. “Na fotografia eu conseguia me virar sozinho, com vídeos já era mais complicado”, afirmou. Com a praticidade das câmeras HDSLR, o fotografo pôde conciliar seu trabalho como fotojornalista com experiências em vídeo. “Sempre fazia um ou outro vídeo e mostrava para meu editor, até que surgiu a chance de fazer um trabalho com esse caráter”, contou, sobre o vídeo Flamengo. O trabalho mostra, unindo a imagem estática com a em movimento, o jogo final do campeonato brasileiro de 2009.</p>
<p>Já Custódio Coimbra, que trabalha há mais de 20 anos no jornal O Globo, começou a fazer vídeos a fim de aprender essa nova linguagem. “Começar a filmar é como se eu tivesse voltado a aprender a fotografar com filme”, disse. Para ele, as imagens em movimento vieram para dar um suporte ao fotojornalista, “é mais uma forma de passar a informação”, disse.</p>
<p>Pellizzon acredita que as maiores dificuldades no domínio dessa técnica está em aprender um novo software (o de  edição de vídeo) e na necessidade de se construir uma narrativa através das imagens. Coisa que a maioria dos fotojornalistas não estão acostumados a fazer, uma vez que a preocupação é garantir a foto da pauta.</p>
<p>Coimbra revelou haver um projeto para que, em 2012, o vídeo esteja presente em todas as editorias do O Globo. Isso comprova a crença dos dois artistas de o vídeo estará cada vez mais presente no fotojornalismo.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/09/video-a-nova-cara-do-fotojornalismo-por-andre-americo/' addthis:title='Vídeo, a nova cara do fotojornalismo {por André Américo} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista com Penelope Umbrico</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2011/09/entrevista-com-penelope-umbrico/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 14:53:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata Baralle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[O Festival]]></category>

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		<description><![CDATA[Amanhã, um dos convidados que desembarca em terras brasileiras é Penelope Umbrico, artista conceitual baseada em fotografia. Dia 21 também abrem as exposições do festival, e entre elas Sunset + TV from Craigslist, trabalho que teve como base fotografias  apropriadas, abordando a questão da produção que sendo deixada para o #futuro. Ainda tem algumas vagas no workshop de Penelope e hoje é o último dia para se inscrever.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/09/entrevista-com-penelope-umbrico/' addthis:title='Entrevista com Penelope Umbrico ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Amanhã, um dos convidados que desembarca em terras brasileiras é a norte-americana Penelope Umbrico, artista conceitual baseada em fotografia. Dia 21 também abrem as exposições do festival, e entre elas <em>Sunset + TV from Craigslist</em>, trabalho que teve como base fotografias  apropriadas, abordando a questão da produção que sendo deixada para o #futuro. Ainda tem algumas vagas no <a href="http://paratyemfoco.com/evento/_penelope-umbrico/" target="_blank">workshop</a> de Penelope e hoje é o último dia para se inscrever. Não perca a exposição e o Econtros | Entrevistas com a artista [+ informações no final do post].</p>
<p style="text-align: justify;">Em 2006, Penelope Umbrico resolveu &#8220;dar um search&#8221; na palavra <em>sunset</em> (pôr-do-sol) no site de compartilhamento de imagens mais popular do mundo, o Flickr. Foram encontrados exatos 541.795 resultados, o que na época representava o termo mais recorrente das buscas realizadas. &#8220;Me pareceu perversa a forma imaterial como inúmeros sóis tomavam conta da internet&#8221;.<br />
O sol – nossa fonte primária de vida, denominador comum nas nossas vidas, símbolo de iluminação, espiritualidade, eternidade, todas as coisas inalcançáveis e efêmeras, provedor onipotente de calor, otimismo, romance e vitamina D.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/sunsetportraits.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-18948" title="sunsetportraits" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/sunsetportraits.jpg" alt="" width="580" height="383" /><br />
</a>Sunset Portraits © Penelope Umbrico</em><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/sunsetportraits.jpg"><br />
</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Paraty em Foco_ </strong>Como você acha que as condições da vida pós-moderna e a disponibilidade de meios nos levaram a esse inconsciente comportamento coletivo fotográfico? Qual é a mensagem que nós estamos mandando para o futuro com nossa produção massiva? O seu trabalho é um questionamento desta mensagem?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Penelope Umbrico_</strong>Sim, talvez outros projetos meus falem disso diretamente, mas em geral, meu trabalho é sobre a disparidade entre o otimismo das ideologias modernistas (como produtividade, economia, ordem, novas tecnologias) e suas consequências distópicas (crise ecológica, colapso financeiro, a conformidade humana), que são resultado e subproduto dos vastos recursos da produção massiva e disponibilidade de tudo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Paraty em Foco_ </strong>Cada exposição <em>Sunset Portraits</em> traz no título o número de sóis que você encontrou em sua última busca no Flickr. Quantos pores-do-sol teremos na exposição de Paraty?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Penelope Umbrico_ </strong>O título da exposição em Paraty é <em>Sunset Portraits, from 9,673,302 Flickr Sunsets on 8/31/11</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>All Embarrassing Books </em>mostra detalhes de livros refotografados de estantes em de sites e revistas de decoração. As imagens foram impressas em grande escala e emolduradas com madeiras similares às das estantes das imagens originais. Em uma parte do trabalho, os livros estão posicionados com a lombada para trás, o que nos impede de reconhecer os títulos. O que chamou a atenção de Penelope foi a ausência de conteúdo e a subserviência desses livros à sua função decorativa. &#8220;Também gosto da interpretação de que os livros são vergonhosos para os seus possuidores&#8230; só alguém profundamente envergonhado do conteúdo do livro o viraria na prateleira. Ou até o contrário, talvez os livros tenham se virado da prateleira por terem vergonha de seus donos&#8221;, diz Penelope.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/embarasingbooks.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-18946" title="embarasingbooks" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/embarasingbooks.jpg" alt="" width="580" height="420" /><br />
</a><em> <em>All Embarrassing Books </em>© Penelope Umbrico</em></p>
<p style="text-align: justify;">Junto a suas apropriações imagéticas, Penelope anexa em seu livro imagens e scanners de referências textuais, que sustentam seu discurso visual. Neste caso, o texto é &#8220;Books as Furniture, do livro <a href="http://www.amazon.com/Size-Thoughts-Essays-Other-Lumber/dp/0679776249/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;qid=1316095531&amp;sr=8-1" target="_blank">The Size of Thoughts</a>&#8220;, de Nicholson Baker, no qual Baker, em 1995, diz:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">I&#8217;ve been thinking about bookshelves lately, and imagining the shelves one might fill by searching through mail-order catalogs for the books they use as props (often searching at extremely close range: part of the delight comes in figuring out, with the aid of tiny clues and keyword computer searches, the identity of a book whole title at first seems totally illegible), and I&#8217;ve been thinking,  too, about what our mail-order catalogs and our bookshelves, those two affiliated regions of cultural self-display, reveal about the sort of readers we are, or wish we were.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Paraty em Foco</strong>_No seu trabalho <em>All Embarrassing Books </em>e no texto que você anexou, existe a seguinte interpretação possível: as histórias podem ser contadas através de histórias, por sua vez contadas através de outras histórias (outras linguagens, mídias), como uma matrioshka. Por que você acha que fazemos isso?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Penelope Umbrico</strong>_ Existe a teoria de que só existem 8 histórias que nós contamos no mundo – e nós contamos elas de diversas formas de novo e de novo – isso faz sentido. Mas entre outras coisas, na primeira metade do livro procurei criar um diálogo entre meu trabalho (que usa imagens pré-existentes) e textos pré-existentes que abordam questões que dizem respeito ao meu discurso como artista.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/tvs.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-18947" title="tvs" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/tvs.jpg" alt="" width="580" height="387" /><br />
</a><em> <em>TVs from Craigslist </em>© Penelope Umbrico</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Paraty em Foco</strong>_ Você acha que as imagens são disfarçadamente usadas para nos impor um padrão de comportamento?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Penelope Umbrico</strong>_ Sim, em alguns casos. Em anúncios, as imagens são usadas para reforçar padrões de comportamentos ou reforçar mitos culturais&#8230; mas em outros casos as imagens são resultado de padrões de comportamento e mitos sociais. Eu acho que pode-se dizer que os artistas usam a fotografia para <em>responder a</em> padrões de comportamento e mitos sociais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Paraty em Foco</strong>_ Que nome você dá a ao seu trabalho? Você se considera curadora, fotógrafa, pesquisadora?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Penelope Umbrico</strong>_ Trabalho conceitual baseado em fotografia. Não me sinto confortável com o termo &#8220;conceitual&#8221;, pois eu acredito que tudo é conceitual, e tudo também é formal, intuitivo. Me considero uma artista, e mesmo que haja aspectos de curadoria, pesquisa e arquivamento no que eu faço, eu uso esses processos para fazer outra coisa, sem uma finalidade nos processos individuais em si.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Paraty em Foco</strong>_ Você consegue definir seu papel no universo fotográfico?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Penelope Umbrico</strong>_ Bom, eu acho que não há apenas <em>um</em> universo fotográfico, mas sim múltiplos, e qualquer um que trabalhe com fotografia hoje trabalha num campo contextual. As práticas profissionais são abertas a interpretações e possibilidades só através do engajamento nesse campo. Se eu tenho um papel, talvez seja o de questionar o fato que sempre houve uma ideia indefinida de fotografia – sobre a qual se voltaram lutas pela legitimidade artística, devido à falta de definição na área. Isso assombra a fotografia desde o começo. Mas eu acho que essa falta de definição é o que faz a fotografia o meio mais interessante dentre todos os meios – é a primeira forma realmente moderna de arte &#8211; tanto no resultado quanto nos avanços tecnológicos. É o primeiro meio que é verdadeiramente para todos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Paraty em Foco</strong>_ Me fale um pouco sobre o seu trabalho como professora.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Penelope Umbrico</strong>_ Ensinar dá forma ao meu trabalho e meu trabalho dá sentido às aulas. Eu não seria a metade da artista que sou sem ensinar. Eu espero que meus estudantes se inspirem em mim como eu me inspiro neles.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Paraty em Foco</strong>_ Você pode dar uma ideia do que está por vir no seu workshop?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Penelope Umbrico</strong>_ O workshop vai ser uma exploração da ideia de &#8220;arquivo&#8221; e de fontes de informação visual. Dá pra dizer que seremos fotógrafos documentais na internet.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Exposições Circuito Galerias e Ocupações :: Penelope UMBRICO </strong><br />
<em>Sunset + TVs from Craigslist</em><br />
<strong>Quando? </strong>21 a 25 de setembro [de quarta a domingo] _ quarta-feira a partir das 19h // quinta a sábado a partir das 10h //  domingo das 10h às 18h<br />
<strong>Onde?</strong> Tenda da Matriz &#8211; Espaço Multimídia [Praça da Matriz]<br />
<strong>$?</strong> Grátis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Encontros | Entrevistas :: Penelope UMBRICO por Juliana Monachesi </strong><br />
<em>Sonhos de Penelope</em><br />
<strong>Quando?</strong> 25 de setembro [domingo] das 15h às 16h30<br />
<strong>Onde?</strong> Casa da Cultura [R. Dona Geralda 117]</p>
<p style="text-align: justify;"><em>*Tradução livre</em></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/09/entrevista-com-penelope-umbrico/' addthis:title='Entrevista com Penelope Umbrico ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Gui Mohallem fala sobre Ensaio para a Loucura</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2011/08/gui-mohallem-fala-sobre-ensaio-para-a-loucura/</link>
		<comments>http://paratyemfoco.com/blog/2011/08/gui-mohallem-fala-sobre-ensaio-para-a-loucura/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 01:28:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Exposições]]></category>

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		<description><![CDATA[No próximo sábado, dia 3, é aberta ao público a exposição Ensaio sobre a Loucura, do fotógrafo mineiro Gui Mohallem, no MuBE, em São Paulo, SP. Ficou curioso? Então confira essa pequena entrevista feita por Skype.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/08/gui-mohallem-fala-sobre-ensaio-para-a-loucura/' addthis:title='Gui Mohallem fala sobre Ensaio para a Loucura ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No próximo sábado, dia 3, é aberta ao público a exposição Ensaio para a Loucura, do fotógrafo mineiro Gui Mohallem, no MuBE, em São Paulo, SP. Ficou curioso? Então confira essa pequena entrevista feita por Skype.</p>
<p><object width="580" height="465"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RRihW0XZmWA?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="465" src="http://www.youtube.com/v/RRihW0XZmWA?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><object width="580" height="465"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QkG5avGvsxg?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="465" src="http://www.youtube.com/v/QkG5avGvsxg?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/locura-MuBE-51.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-18660" title="locura-MuBE-5" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/locura-MuBE-51.jpg" alt="" width="580" height="386" /><br />
</a><em>:: © Gui Mohallem</em></p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/locura-MuBE-4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-18657" title="locura-MuBE-4" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/locura-MuBE-4.jpg" alt="" width="580" height="386" /><br />
</a><em>:: © Gui Mohallem</em></p>
<blockquote><p><strong>As vertigens da loucura</strong></p>
<p>O movimento suspende e desordena a narrativa do sujeito: não há rosto, não há roupas, não há traços além de um desordenado borrão de cor, onde a figura se mistura ao fundo, como que por derretimento. O movimento sacode e expõe, ao sublinhá-la ou permitir que seja abandonada, a interseção entre máscara e boa intenção em que vivemos. O movimento exclui o verbo, desestabiliza os termos do sujeito, abre a porta para a irregularidade; o movimento chega de surpresa e nós submergimos nele.</p>
<p>Tudo isso é obtido a partir de uma oferta, de um dos dois lados: o retratado em potencial lê sobre o projeto e se oferece para participar, ou um amigo é convidado. Amigo ou desconhecido, o retratado escolhe um cenário, e nele a foto acontece: gui segura-o pelo braço e começa a girá-lo e a girá-lo, como um lançador de martelo, e a fotografar no caos da rotação.</p>
<p>A firme mecânica que ocorre, bruta, entre os dois corpos (onde um se entrega – se abandona – ao movimento rotatório) faz com que o corpo rode, como as crianças rodam sozinhas em busca da tontura (em busca da instabilidade). Nos metamorfoseamos; imagem já não é nosso retrato: é um fantasma, uma coruja, uma gárgula fundida ao seu cenário – uma pura força cega como os gritos no A Balsa da Medusa; tudo torna-se um desvio, e nos esforçamos para sair do lugar indistinto (e fracassamos necessariamente); chegamos ao caroço da imagem ideal, a nossa imagem, e ela nos diz e não nos diz respeito. É como se o movimento de todas as horas passadas no lugar que escolhemos fossem condensadas, e então o retrato torna-se a molécula da imagem, um ponto mínimo onde o mais fundamental é combinado e reduzido à sua potência, e a força atômica da dor (em melancolia ou perversão) torna-se presente. E cá estamos nós, sem norte ou oriente, jogados como sob uma avalanche, e submersos. E cá estamos nós, perdidos.</p>
<p style="text-align: right;">Texto curatorial por Gabriel Bogosian</p>
</blockquote>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/loucura_muBE_eflyer.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-18659" title="loucura_muBE_eflyer" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/loucura_muBE_eflyer.jpg" alt="" width="580" height="580" /></a></p>
<p><strong>O que? Ensaio para a Loucura</strong>, exposição individual de Gui Mohallem<strong><br />
Quando?</strong> Abertura dia 03.09.2011 :: visitação de 04.09.2011 até 02.10.2011 de terça a domingo, das 10h às 19h.<strong><br />
$? </strong>Grátis<strong><br />
Onde? </strong><a href="http://maps.google.com.br/maps?q=MuBE+%E2%80%93+sala+Burle+Marx.+Avenida+Europa,+218+%E2%80%93+S%C3%A3o+Paulo&amp;hl=pt-BR&amp;ie=UTF8&amp;sll=-23.587017,-46.655459&amp;sspn=0.036734,0.05506&amp;vpsrc=0&amp;z=15" target="_blank">MuBE :: Sala Burle Marx</a> :: Avenida Europa, 218 – São Paulo, SP</p>
<p>Se quiser ir além, tem uma <a href="http://paratyemfoco.com/blog/2010/06/entrevista-gui-mohallem/" target="_blank">entrevista feita pelo f/508</a> para o blog do Paraty feita ano passado.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/08/gui-mohallem-fala-sobre-ensaio-para-a-loucura/' addthis:title='Gui Mohallem fala sobre Ensaio para a Loucura ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A cor da fotografia tem a mesma cor do ego?</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2011/08/a-cor-da-fotografia-tem-a-mesma-cor-do-ego/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Aug 2011 16:12:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernanda Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Moreira]]></category>
		<category><![CDATA[cor]]></category>
		<category><![CDATA[Fernanda Prado]]></category>
		<category><![CDATA[Regina Martins]]></category>

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		<description><![CDATA[Almoçamos com Carlos Moreira e Regina Martins para falar do trabalho colorido dela. <div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/08/a-cor-da-fotografia-tem-a-mesma-cor-do-ego/' addthis:title='A cor da fotografia tem a mesma cor do ego? ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Fernanda Prado</em></p>
<p>A cor da fotografia tem a mesma cor do ego? Ou melhor: nosso ego tem uma cor e esta pode ser aquela que sai impressa no papel fotográfico?</p>
<p>Voltei para casa pensando nisso, enquanto o sol começava a se pôr lá fora da janela do meu carro parado no trânsito das cinco e pouco da tarde da sexta-feira passada. Tinha acabado de sair de um almoço sem-pressa de quatro horas ao lado de Regina Martins e Carlos Moreira. Essa tal história de “cor do ego” foi o Carlos quem jogou na roda ao comentar sobre as fotos que a Regina anda fazendo.</p>
<p>Bem, colocando o ego um pouco de lado, vamos ao começo da história:<br />
Conheci a Regina no curso de fotografia do Carlos Moreira há três anos. Ela chegava timidamente já nos minutos finais da aula, puxava uma cadeira e sentava mais ao fundo para não atrapalhar. Dali, acompanhava os comentários do Carlos sobre as fotografias dos alunos colocadas sobre a mesa de centro.</p>
<p>Certa vez, quando eu já não era mais aluna, resolvi voltar para assistir a uma aula e pegar uma “dose” da sabedoria do Carlos. Aliás, hábito comum entre seus ex-alunos – ninguém consegue ficar muito tempo longe do curso e, quando bate uma saudade, a gente volta para um “chorinho” sobre o Eggleston, Robert Frank ou Nan Goldin. Devo ter voltado lá algumas vezes e, numa dessas, quando a aula terminou e os alunos foram embora, o Carlos pediu para eu ficar mais um pouquinho. Queria saber sobre o que eu andava fazendo. <em>“Ah, tudo na mesma, Carlos, fotografando menos do que eu gostaria, editando mais do que é preciso&#8230; Mas e vocês? Como vocês estão?”</em>, perguntei. E foi aí que a Regina me contou: <em>“Fiz um livrinho com minhas fotos coloridas!”.</em> E tirou da manga uma cópia dessas edições impressas em gráfica rápida pela internet.</p>
<p>Aquelas imagens me cutucaram por vários dias e foi aí que resolvemos marcar um almoço para conversar mais sobre elas:</p>
<div id="attachment_18497" class="wp-caption alignnone" style="width: 377px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/291.jpg"><img class="size-full wp-image-18497" title="Regina Martins" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/291.jpg" alt="" width="367" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Fotos: Regina Martins</p></div>
<p>-       <em>Uma viagem que fiz para Buenos Aires, em 2006, me fez começar a olhar meu trabalho de uma forma mais conjunta. Engraçado, quando estou fora fotografo mais.</em><br />
<strong>-       Você tem mais vontade de fotografar fora do seu ambiente, é isso, Regina?</strong><br />
-       <em>Não, não que eu tenha mais vontade. A vontade é igual, mas acho mais fácil tirar a câmera. Aqui em São Paulo tenho usado bastante o Iphone. E como eu nunca ando a pé, sempre de carro, então minha fotografia de rua é dentro do carro. Tenho vontade de pegar o metrô para ver como fica. Vários dos meus alunos fazem isso.</em></p>
<p><em><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/15.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-18498" title="Regina Martins" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/15.jpg" alt="" width="375" height="500" /></a><br />
</em></p>
<p>Regina Martins, 62, trabalha com o Carlos Moreira, 74, há muitos anos. Conheceram-se nos anos 80 na ECA e nos 90 fundaram a escola <a href="http:////m2fotografia.wordpress.com/" target="_blank">M2</a>, onde o Carlos ministra seu curso e Regina dá aulas de laboratório analógico preto-e-branco e colorido e também de laboratório digital. Sempre se dedicou ao trabalho de outros fotógrafos, mas nos últimos anos começou a pensar na sua própria produção.<br />
<em>-       Até então, eu fotografava e guardava tudo. Aos poucos comecei a mostrar minhas fotos e as pessoas começaram a gostar e pediam para eu mostrar mais. Para este livrinho, separei umas 100 fotos, imprimi todas elas e escolhemos 47. O Carlos é o editor</em>.</p>
<p>O livro da Regina é uma dessas publicações que costumamos fazer pela internet. Você manda suas fotos por e-mail, seguindo o padrão de cores que eles estipulam, e recebe seu livro impresso em casa. Pois bem, até aí tudo normal. Nada de novo. A questão que me ocorreu vendo suas fotos e que sempre me pego pensando é como um trabalho fotográfico tem mesmo suas fases e é preciso respeitá-las. Regina passou anos sem olhar seu arquivo e certo dia resolveu revisitá-lo. Aos poucos foi tirando do cofre trancado a sete chaves imagens preciosas e que, na edição, ganharam força. Aos poucos, a trama foi sendo construída e o conjunto formado. São fotos que têm a cor como “meio de esculpir o que ela vê”, parafraseando grosseiramente o fotógrafo belga Harry Gruyaert – é dele a citação em francês no começo do livro.<br />
<em>-       Você acha que isso é um cemitério?, </em>ela me pergunta. <em>Não, isso é uma cor. Você não pode deixar de tirar a máquina para fazer isso.</em></p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/111.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-18499" title="Regina Martins" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/111.jpg" alt="" width="369" height="500" /></a></p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/331.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-18501" title="Regina Martins" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/331.jpg" alt="" width="369" height="554" /></a></p>
<p>Carlos intervém:<br />
-       <em>A Regina começa a incluir o tempo em algumas de suas imagens. Por exemplo, quando ela coloca a tridimensionalidade numa fotografia, passa a ter um salto na consciência. O mundo passa a ter mais elementos, três dimensões. Ou seja, existe uma evolução desta consciência plástica e o vocabulário fotográfico vai se tornando cada vez mais complexo. Se o ônibus passa, já é outra foto&#8230;.</em></p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-18491" title="Regina Martins" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/1.jpg" alt="" width="500" height="335" /></a></p>
<p><strong>-       Regina, qual é sua cor preferida?</strong><br />
<em>-       Azul. Engraçado, e quase não tem azul neste livro. Tem bastante vermelho. </em></p>
<p><em><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/18.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-18492" title="Regina Martins" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/18.jpg" alt="" width="375" height="500" /></a><br />
</em></p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/16.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-18493" title="Regina Martins" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/16.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>Carlos retoma:<br />
<em>-       O azul não tem dualidade. O céu é azul e como ele não tem uma posição, não podemos medir a sua distância. Ele pode ser longe ou perto. Representa uma consciência da união dos opostos. Azul é a cor de Miles Davis, Proust, Yves Klein &#8230;</em><br />
<em>-       E Paulinho da Viola! Sou fã, tenho todos os discos dele</em>, complementa Regina.<br />
<strong>-       Paulinho da Viola?</strong><br />
<em>-       Sim: “Não posso definir  aquele azul; não era do céu,  nem era do mar.  Foi um rio  que passou em minha vida…” Eu nunca usaria uma roupa vermelha. Por que nas minhas fotos quase não tem o azul? </em></p>
<p>Ele arremata:<br />
<em>-       O ego gosta do azul, mas o eu-criativo gosta do vermelho.</em></p>
<p><em></em>Não tem mesmo o azul? Deixa eu ver&#8230;</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/20.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-18502" title="Regina Martins" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/20.jpg" alt="" width="369" height="554" /></a></p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/22.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-18503" title="Regina Martins" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/22.jpg" alt="" width="369" height="554" /></a></p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/46.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-18505" title="Regina Martins" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/46.jpg" alt="" width="500" height="335" /></a></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/08/a-cor-da-fotografia-tem-a-mesma-cor-do-ego/' addthis:title='A cor da fotografia tem a mesma cor do ego? ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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