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	<title>Paraty em Foco &#187; Histórias</title>
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	<description>Blog de Fotografia</description>
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		<title>Vreeland e Chanel, a era da fotografia {por Juan Esteves}</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 17:24:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
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		<description><![CDATA[Mais que um fio condutor recorrente, a fotografia é sempre a protagonista das afinidades eletivas, caso de duas publicações importantes na compreensão da imagem do século XX: Glamour, de Diana Vreeland, e A era Chanel, de Edmonde Charles-Roux. Ambas são edições especiais que a editora Cosac Naify colocou no mercado em novembro de 2011, trazendo, em conjunto, mais de 600 imagens...<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2012/02/vreeland-e-chanel-a-era-da-fotografia-por-juan-esteves/' addthis:title='Vreeland e Chanel, a era da fotografia {por Juan Esteves} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Mais que um fio condutor recorrente, a fotografia é sempre a protagonista das afinidades eletivas, caso de duas publicações importantes na compreensão da imagem do século XX: <em>Glamour</em>, de Diana Vreeland, e <em>A era Chanel,</em> de Edmonde Charles-Roux. Ambas são edições especiais que a editora Cosac Naify colocou no mercado em novembro de 2011, trazendo, em conjunto, mais de 600 imagens.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/livro-GLAMOUR-Greta-Garbo-em-ferias-1932-©-The-Estate-of-Martin-Munkacsi-Courtesy-Howard-Greenberg-Gallery-NYC.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-20058" title="P033" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/livro-GLAMOUR-Greta-Garbo-em-ferias-1932-©-The-Estate-of-Martin-Munkacsi-Courtesy-Howard-Greenberg-Gallery-NYC.jpg" alt="" width="502" height="580" /><br />
</a><em>Livro </em>Glamour,<em> Greta Garbo em ferias, 1932 © The Estate of Martin Munkacsi, Courtesy Howard Greenberg Gallery, NYC</em></p>
<p style="text-align: justify;">Diana Vreeland (1906-1989) foi a verdadeira essência do meio editorial que consagraria grandes fotógrafos como Richard Avedon e David Bayley entre outros. Foi colunista e editora de moda da Harper&#8217;s Bazaar por 25 anos, editora chefe da Vogue e curadora do Metropolitan Museum of Art&#8217;s Costume Institute. Coco Chanel (1883-1971) parafraseando o título, tornou-se mais do que uma estilista, batizando toda uma época, na qual a fotografia surgiu como elemento fundamental.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/LIVRO-GLAMOUR-AUDREY-HEPBURN-POR-CECIL-BEATON-DECADA-DE-1950.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-20057" title="P197" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/LIVRO-GLAMOUR-AUDREY-HEPBURN-POR-CECIL-BEATON-DECADA-DE-1950.jpg" alt="" width="405" height="580" /></a> <em>Livro Glamour, Audrey Hepburn por Cecil Beaton, década de 1950 </em></p>
<p style="text-align: justify;">Com diferentes conteúdos, os livros são compilações de caráter antropológico em seus parentescos, leituras priviligiadas do desenvolvimento da sociedade paralela ao crescimento da fotografia. O fluxo narrativo e imagético de ambos é prazeroso, apesar das duas merecerem reproduções melhores. Mesmo com papel de qualidade, e impressão impecável, temos a sensação de que uma boa parte das imagens são reproduções, principalmente em <em>Glamour</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas <em>Glamour</em> tem uma vantagem: seu texto é diretamente ligado a fotografia. São as memórias e comentários de Vreeland, suas impressões sobre imagens e suas funções. Na seleção, entre outros estão Barão de Meyer, Edward Steichen, Lartigue, Cecil Beaton e Horst P.Horst, que dominaram o cenário até meados do século XX, seguidos por Richard Avedon e Irving Penn que posteriormente reinaram quase absolutos. Pérolas como (&#8230;) &#8220;Ele nunca se preocupa com a técnica. Sempre trabalhava como um<em> amateur </em>- no sentido fancês da palavra- que é a única maneira que conheço de trabalhar&#8221; (sobre Beaton), são cativantes.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/LIVRO-ERA-CHANEL-COCO-CHANEL-POR-LIPNITIZKI-1936.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-20056" title="LIVRO ERA CHANEL COCO CHANEL POR LIPNITIZKI 1936" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/LIVRO-ERA-CHANEL-COCO-CHANEL-POR-LIPNITIZKI-1936.jpg" alt="" width="481" height="580" /></a><br />
<em>Livro Era Coco Chanel por Lipnitizki, 1936</em></p>
<p style="text-align: justify;">Em <em>A era Chanel</em>, a seleção é voltada para a estilista, no entanto a autora mapeia com erudição imagens icônicas que expressam bem o que foi esse tempo, na arquitetura, nos costumes sociais, indo de imagens como a invasão nazista em Paris, às cenas de teatro. Na evolução da lenda Chanel, as transformações físicas tanto da estilista quanto de uma geração toda de modelos, cuja ruptura estética seria iniciada pela década de 1960. Entre os grandes fotógrafos, George Hoyningen Huene, David Seymor, Henri Cartier-Bresson e Robert Doisneau.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>*Publicado originalmente na revista Select, edição nº3 dez/janeiro 2012</em></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2012/02/vreeland-e-chanel-a-era-da-fotografia-por-juan-esteves/' addthis:title='Vreeland e Chanel, a era da fotografia {por Juan Esteves} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Fotopoesia, de Manuel Álvarez Bravo {por Juan Esteves}</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 20:28:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Difícil encontrar alguém que discorde da importância do mexicano Manuel Álvarez Bravo (1902-2002) para a fotografia latino-americana. Raro também encontrar outro fotógrafo que se equipare a sua longevidade e extensa produção...<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2012/01/fotopoesia-de-manuel-alvarez-bravo-por-juan-esteves/' addthis:title='Fotopoesia, de Manuel Álvarez Bravo {por Juan Esteves} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Difícil encontrar alguém que discorde da importância do mexicano Manuel Álvarez Bravo (1902-2002) para a fotografia latino-americana. Raro também encontrar outro fotógrafo que se equipare a sua longevidade e extensa produção. É o que fica muito claro quando abrimos o livro Manuel Álvarez Bravo-Fotopoesia alentado volume de mais de 300 páginas e quase 400 imagens, publicado em novembro de 2011 pelo Instituto Moreira Salles, com exposição em sua sede carioca até o final de fevereiro de 2012.</p>
<p style="text-align: justify;">Álvarez Bravo comprou sua primeira câmera em 1924, época em que outro grande mestre, o americano Edward Weston (1886-1952)  chegava ao México, em companhia da fotógrafa e ativista italiana Tina Modotti (1892-1942). Nessa década de 1920 o país fervia com os artistas José Clemente Orozco (1883-1949) e Diego Rivera (1888-1957), que já extrapolavam suas fronteiras. Era Modotti que registrava o trabalho deles, e, quando é expulsa do país por complicações políticas, Álvarez Bravo assume a sua tarefa.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/15_LaHijadeLosDanzantes-web1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19981" title="15_LaHijadeLosDanzantes web" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/15_LaHijadeLosDanzantes-web1.jpg" alt="" width="580" height="867" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A publicação do IMS,  impressa em cuidadoso tritone, traz a obra seminal do fotógrafo, que dialogou com diferentes movimentos artísticos que se antecipavam à Segunda Grande Guerra. Se, em um primeiro momento o fotógrafo é influenciado pela straight photography de Weston e Modotti, com imagens ora formais e geométricas, ele passa posteriormente a flertar com a modernidade e vanguarda, trabalhando abstrações e imagens conceituais – até mesmo influenciadas por movimentos literários como o surrealismo – em parte pela convivência com vários artistas europeus que foram buscar refúgio no México por causa do conflito mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">Um ano após sua primeira exposição individual na famosa Galeria Posada, na Cidade do México, em 1933, Álvarez Bravo teve contato com outro grande fotógrafo norte-americano, Paul Strand (1890-1976). Anos mais tarde este escreveria um elogioso texto sobre a obra do mexicano na revista Aperture. E, assim como os artistas conterrâneos com quem trabalha, a propagação de sua obra não ficaria mais restrita ao México, o que comprova ainda mais sua universalidade, motivo da publicação deste livro no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/04_FigurasenelCastillo-web1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19980" title="04_FigurasenelCastillo web" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/04_FigurasenelCastillo-web1.jpg" alt="" width="580" height="799" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Para o jornalista e editor paulista Moracy de Oliveira, um dos pioneiros na discussão crítica da fotografia contemporânea brasileira, Manuel Álvarez Bravo é um daqueles autores que merecem uma reflexão histórica mais elaborada sobre a obra. Em parte, é o que o livro propõe – ainda que através do alcance limitado a sua tiragem – ao elencar suas obras mais conhecidas com aquelas que não estiveram tão em evidência. Caso da imagem ícone “La buena fama durmiendo” de 1938, um dos nús mais badalados da história da fotografia, com uma sequência preparatória da imagem, de pouca evidência.</p>
<p>Os nús fotografados pelo  mexicano estão bem representados. Conta a lenda  que,   mesmo com idade avançada , Álvarez Bravo não deixava de convidar mulheres bonitas para posarem . O livro traz alguns nús conhecidos, feitos na da década de 1940, e outros nem tanto, das décadas de 1970 e 1990,  mostrando que o fotógrafo não perdia a mão, nem deixava de experimentar. O mesmo se pode dizer de seus retratos antológicos como do poeta mexicano Octávio Paz (1914-1998) fotografado em diferentes épocas.</p>
<p style="text-align: justify;">Os retratos também promovem leituras oportunas, de diferentes momentos. Alguns são tratados como registros documentais, como os encontros de Rivera com o ucraniano Leon Trotski (1890-1940), esse último assassinado a mando de Josef Stalin em Coyoacán, bairro que o próprio Álvarez Bravo morava e mantinha seu estúdio. Outros, mais informais, aqueles feitos com amigos artistas, como o guatemalteco Carlos Mérida (1891-1984) e os mexicanos Orozco e Frida Khalo (1907-1954), e até mesmo, crianças comuns nas ruas.</p>
<p style="text-align: justify;">Do ponto de vista pessoal Fotopoesia traz um perfil interessante e vigoroso do fotógrafo a partir de textos dos escritores John Banville e Carlos Fuentes; e do historiador e crítico Jean-Claude Lemagny. No prefácio escrito por sua viúva, Colette Álvarez Urbajte, ela conta: “Manuel caminhava. Não se cansava, não tinha fome, sede, frio. Não dava ordens, não se queixava. Quando terminava um rolo de filme, voltava a ser humano.”</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/20_BuenaFamaDurmiendo-web1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19982" title="20_BuenaFamaDurmiendo web" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/20_BuenaFamaDurmiendo-web1.jpg" alt="" width="580" height="409" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O dinamismo do fotógrafo é corroborado pelo fotógrafo e printer paulistano Marcelo Leiner que em 1989 trabalhou o ano inteiro como seu assistente de laboratório em Coyoacán. Ele conta que nunca pôde ampliar uma foto sentado. “Álvarez Bravo, não deixava a gente se acomodar,  nem mesmo a gente se apoiar em um banquinho”. O trabalho principal dele era copiar em platina, uma viragem que fez de Leirner o melhor especialista brasileiro nesse assunto. “A gente ampliava basicamente os hits que vendiam mais, duas ou três cópias por dia. “Algumas, como &#8216;La buena fama&#8217;, fizemos dezenas de prints que ele mantinha como reserva.” Ele conta que Álvarez Bravo ensinava tudo e os tratava como “discípulos”, mas na hora de fazer seus nús, ia sozinho mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Álvarez Bravo é pioneiro na aproximação da imagem marginal à Europa e EUA, que só viria a se internacionalizar efetivamente há poucas décadas. Seu trabalho amplo e original torna os gêneros como retratos, paisagens, abstrações, nús ou documentarismo apenas rotulagem no entendimento de um grande criador e sanciona definitivamente a fotografia autoral como independende de modismos e tendências, traduzindo em mais de sete décadas  a essência do contemporâneo.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>*Texto publicado originalmente na edição de janeiro de 2012 da revista Fotografe Melhor e adaptado para o blog do Paraty em Foco.</em></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2012/01/fotopoesia-de-manuel-alvarez-bravo-por-juan-esteves/' addthis:title='Fotopoesia, de Manuel Álvarez Bravo {por Juan Esteves} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Fotolivros Latino-americanos {por Juan Esteves}</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 22:28:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>

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		<description><![CDATA[A ideia de publicar Fotolivros Latino-americanos (Cosac e Naify, 2011) surgiu em 2007 durante o I Fórum Latino Americano de Fotografia, realizado pelo Itaú Cultural, em São Paulo...<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2012/01/fotolivros-latino-americanos-por-juan-esteves/' addthis:title='Fotolivros Latino-americanos {por Juan Esteves} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A ideia de publicar <em>Fotolivros Latino-americanos</em> (Cosac e Naify, 2011) surgiu em 2007 durante o <a href="http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2777">I Fórum Latino Americano de Fotografia</a>, realizado pelo Itaú Cultural, em São Paulo. É uma compilação de livros de fotografia latino-americanos a partir da constatação, segundo revelam os seus colaboradores, de que os fotógrafos latinos ignoram boa parte dos livros produzidos na região e até no próprio país onde vivem.</p>
<p style="text-align: justify;">A organização ficou por conta do historiador espanhol Horácio Fernández, auxiliado por experts em fotolivros como o fotógrafo inglês Martin Parr; a editora norte-americana Lesley Martin; o fotógrafo e curador argentino Marcelo Brodsky; o fotógrafo e produtor brasileiro Iatã Cannabrava e o editor espanhol Ramón Reverté. Cerca de apenas 150 publicações, “decisivas” ou “extraordinárias” que resumem o século XX e a primeira década do XXI, oriundas da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile Colômbia e Cuba entre outros países.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/fotolivros-latino-americanos.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19961" title="fotolivros latino americanos" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/fotolivros-latino-americanos.jpg" alt="" width="580" height="773" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Sem dúvida, o esforço é compensador ao colocar em evidência publicações que não chegariam às mãos do leitor mais comum. Livros como <em>Album Histórico Gráfico</em>, de Augustin V.Casalola e Hijos, de 1921, uma série de fascículos mexicanos; <em>Viagem pelo Fantástisco</em> (Kosmos, 1971), publicado pelo brasileiro Boris Kossoy ou América. <em>Un viaje a través de la Injusticia</em> (siglo XXI Editores,1971), excelente publicação do mexicano Enrique Bostelmann, são alguns deles que se alinham com experiências gráficas como o livro do chileno Paz Errázuriz, de 1983, parte da breve coleção Ediciones Economicas de Fotografia Chilena e do peruano Carlo Dominguez, <em>Los peruanos</em> (Ed.Hechos e Fotos, 1988)</p>
<p style="text-align: justify;">Parte mais contemporânea – e também mais autoral – é dedicada a brasileiros como Cássio Vasconcellos (<em>Noturnos</em>, Bookmark, 2002), Claudia Jaguaribe (<em>Aeroporto</em>, Codex, 2002), Claudio Edinger (<em>Rio</em>, DBA, 2004) e Pedro Martinelli (<em>Bicho X Mato </em>- Jaraqui, 2008). Dois importantes livros: <em>Documento – A greve do ABC</em> e <em>Documento – A questão do menor </em>(ambos pela Caraguatá,1980) produzidos por Nair Benedicto e Juca Martins, da extinta Agência F4, tem seu merecido resgate. Trazem fotógrafos como Edu Simões, Helio Campos Mello, João Bittar, U.Dettmar, Roberto Faustino, Olivio Lamas e Araquém Alcântara. Interessante também notar que este último, autor de mais de 30 publicações, muitas delas best sellers tenha sido completamente ignorado.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Pablo-Ortiz-Monasterio-La-ultima-ciudad-Kyoto.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19962" title="Pablo Ortiz Monasterio La ultima ciudad Kyoto" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Pablo-Ortiz-Monasterio-La-ultima-ciudad-Kyoto.jpg" alt="" width="580" height="789" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>La ultima ciudad Kyoto © </em>Pablo Ortiz Monasterio</p>
<p style="text-align: justify;">Os excelentes livros <em>On the sixty day</em> (Nasraelli Press, 2006), da fotógrafa argentina Alessandra Sanguinetti e Plaza de la Soledad, da mexicana Maya Goded (publicado em 2006 pela editora catalã Lunwerg, de Ramón Reverté) ambas jovens documentaristas da Magnum Photos, se juntam a veterana mexicana Graciela Iturbide com seu <em>Naturata</em> (Toluca Ediciones, 2004) que conta com uma exclusiva edição numerada e prints assinadas. Considerando a escolha, há quem possa afirmar que <em>Juchitán de las Mujeres</em> (Ediciones Toledo, 1989) seja a obra prima de Iturbide, no entanto, o escolhido, de apenas 37 páginas, não deixa de ser um belo livro.</p>
<p style="text-align: justify;">Fazer um recorte de algo tão vasto e eclético é essencialmente um trabalho arbritário, seja feito por 1 ou 5 autores, e Fotolivros não se distancia da regra. Há ausências significativas, pelo menos na parte brasileira, como o livro <em>Xingu</em>, <em>Território Tribal</em> (Cultura Ed.Ass.1990) de Maureen Bisilliat, <em>Outras Américas</em> (Cia das Letras, 1999) de Sebastião Salgado, <em>Otto Stupakoff: Fotografias</em> (Praxis, 1978) entre outros tantos. Resgata merecidamente <em>Nakta</em> (Fund.Cultural de Curitiba, 1996) de Miguel Rio Branco e São Paulo (Eletropaulo, 1982), de George Love, no entanto, também peca por inclusões que deveriam ter ficado quietinhas no fundo do baú, caso da mal cuidada publicação de Sebastião Salgado feita pela Funarte, em 1982.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Armindo-Cardoso-Chile-o-muerte-3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19958" title="Armindo Cardoso Chile o muerte 3" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Armindo-Cardoso-Chile-o-muerte-3.jpg" alt="" width="580" height="395" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Se a exclusão de publicações significativas é efetivada pelo consenso do grupo, por outro lado, a parte textual, destinada a um grande pensador como Horácio Fernández, surge como ação compensatória, fruto da maior bagagem filosófica deste frente aos demais. É nesta fração, mais que prazerosa, que se encontra outro fator que podemos chamar de fundamental para existência dessa verdadeira antologia, que se torna pioneira em chamar a atenção para uma produção historicamente negligenciada.</p>
<p style="text-align: justify;">Fernandez não se detém em todos os livros registrados. Alguns, como os de Vik Muniz, Arthur Omar ou  aqueles da bela coleção mexicana Río de Luz, que incluem Pedro Meyer, Alvarez Bravo, Miguel Rio Branco, entre outros, são citados no texto geral ou tiveram algumas páginas reproduzidas. No entanto, ele levanta questões construtivas no sentido de compreender como passamos de uma produção ora intelectualizada, ora panfletária, para um documentarismo que tenta compreender a própria história latino-americana e suas transformações, e a aproximação da fotografia com a &#8211; ainda muito acanhada &#8211; imagem de arte.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Cassio-Vasconcellos-Noturnos-Sao-Paulo-3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19959" title="Cassio Vasconcellos Noturnos Sao Paulo 3" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Cassio-Vasconcellos-Noturnos-Sao-Paulo-3.jpg" alt="" width="580" height="408" /><br />
</a><em>Noturnos</em> © Cassio Vasconcellos</p>
<p style="text-align: justify;">Acertam os autores quando mencionam a falta de interesse dos fotógrafos em publicações vernaculares. Na expansão da ideia, pior ainda é o desinteresse por aqueles autores que podemos chamar de estruturais do cânone latino-americano. Se, em muitos momentos, não encontramos sincronismo entre as américas, não somente pela diferença lexical, mas por conta de um antagonismo evidentemente cultural, uma publicação como esta cumpre, certamente, um papel essencial no estreitamento dessas relações, que por razões intrínsecas a sua ampla imagética, já ultrapassaram há décadas os limites das suas geografias.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2012/01/fotolivros-latino-americanos-por-juan-esteves/' addthis:title='Fotolivros Latino-americanos {por Juan Esteves} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Martinelli, Pedro {por Juan Esteves}</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 11:57:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[fotolivro]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Esteves]]></category>
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		<category><![CDATA[Roberto Linsker]]></category>
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		<description><![CDATA[O que poderíamos esperar de um livro que reúne um fotógrafo celebradíssimo e uma grande editora pioneira em fotolivros? No mínimo, aquele livrão pesado, sonho de muito neófito que mal sabe o que é um diafragma. Mas, do encontro de Pedro Martinelli e a Terra Virgem surgiu, desta vez, um pequeno volume, um pocket! Paradoxalmente, é talvez publicação mais diversificada sobre um dos fotógrafos brasileiros mais importantes. Martinelli, Pedro, faz parte da Coleção Viajantes que já trouxe Cássio Vasconcellos e Pierre Verger...<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/12/martinelli-pedro-por-juan-esteves/' addthis:title='Martinelli, Pedro {por Juan Esteves} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O que poderíamos esperar de um livro que reúne um fotógrafo celebradíssimo e uma grande editora pioneira em fotolivros? No mínimo, aquele livrão pesado, sonho de muito neófito que mal sabe o que é um diafragma. Mas, do encontro de Pedro Martinelli e a <a href="http://rpcfb.com.br/realizadores/terra-virgem-editora-e-producoes-culturais-ltda/" target="_blank">Terra Virgem</a> surgiu, desta vez, um pequeno volume, um pocket! Paradoxalmente, é talvez publicação mais diversificada sobre um dos fotógrafos brasileiros mais importantes. <em>Martinelli, Pedro</em>, faz parte da Coleção Viajantes que já trouxe Cássio Vasconcellos e Pierre Verger.</p>
<p style="text-align: justify;">Martinelli já havia publicado o belo <em>Amazônia, O Povo das Águas</em> (2000) e participado da série <em>Cuidados pela Vida</em>, da mesma editora, contudo, não se enganem pelo tamanho, pois não é tão simples assim. O pequeno livro além de resumir uma carreira de grandes momentos, traz tam uma tiragem especial, com uma imagem assinada do autor. É uma tendência do mercado livreiro que já algumas décadas surgiu na Europa e Estados Unidos, e que nos últimos anos vem crescendo no Brasil. Mas, se você não pode bancar esse luxo, há mais duas versões acessíveis: uma numerada, somente com o livro autografado e outra mais normal, simplesmente um livro. Um belo livro!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/expo_pedro_martinelli_02-640x430.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19912" title="expo_pedro_martinelli_02-640x430" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/expo_pedro_martinelli_02-640x430.jpg" alt="" width="600" height="403" /><br />
</a><em>© Pedro Martinelli</em></p>
<p style="text-align: justify;">Bem acabado, e montado em capa dura, esta difere dos pockets mais normais. Inclusive porque nela está uma das imagens ícones desse grande fotojornalista: o finado estádio palmeirense, no Parque Antártica e sua torcida na arquibancada. O “grande” aqui não é figura de retórica, Martinelli entre os amigos é conhecido por Pedrão, devido ao tamanho e aparência nórdica, apesar de ter nascido na prosaica Santo André, no ABC paulista.</p>
<p style="text-align: justify;">Martinelli descreve a foto da capa nas guardas da publicação: “Eu vi a foto, como todos os fotógrafos que estavam naquela tarde no Parque Antártica viram. Mas queria todo mundo sentado, como se os torcedores estivessem posando para mim, sem nenhuma bandeira, muito menos um sorveteiro com o isopor nas costas passando no meu visor (&#8230;)”.  Sim, todos fotógrafos viram, mas&#8230;só ele, Pedro Martinelli,  fez!</p>
<p style="text-align: justify;">A frase “Só ele fez” é recorrente no meio jornalístico, assim como a outra “Só eu fiz” assombra qualquer repórter fotográfico apaixonado pela profissão. Portanto a capa se reveste de significados. O mais importante deles, é que podemos dizer que uma única imagem é também uma síntese. A essência de uma carreira em andamento que já está coroada pelo êxito, que frequenta o cânone tanto quanto as histórias contadas pelo seu autor.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/Parque+Antartica_SP_1971_Pedro+Martinelli_LEVE.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19913" title="Parque+Antartica_SP_1971_Pedro+Martinelli_LEVE" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/Parque+Antartica_SP_1971_Pedro+Martinelli_LEVE.jpg" alt="" width="394" height="498" /><br />
</a>Parque Antártica (1971)<em> © Pedro Martinelli</em></p>
<p style="text-align: justify;">Martinelli nasceu em 1950,  ano em que o estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, foi oficialmente inaugurado para a Copa do Mundo, a primeira depois de 12 anos de jejum por conta da II Guerra, e aquela em que Ghiggia, atacante uruguaio acabou com a alegria brasileira. Aos 17 anos começou sua carreira na sucursal da Gazeta Esportiva, em sua cidade natal. Passou pelo Última Hora e  O Globo, no Rio de Janeiro, trabalhou para o governo do estado de São Paulo e desembarcou na Editora Abril em 1977, onde fotografou para Veja até 1983 e foi diretor dos serviços fotográficos no conjunto de revistas até 1994.</p>
<p style="text-align: justify;">Descrever a multiplicidade técnica de Martinelli é recriar um manual de fotografia. Das grandes reportagens como a dos índios Kranhacãrore (a última imagem do livro) feita para o O Globo, de 1973 (a primeira imagem a registrar essa etnia), até nús antológicos, como da modelo Cristina Mortágua, da revista Playboy de 1992, o fotógrafo faz um passeio com qualquer formato de equipamento. Bem, para aqueles que esperam encontrar essa última modalidade de imagem, uma má notícia: o curador da edição, o fotógrafo Roberto Linsker,  proprietário da editora, só selecionou uma imagem feminina. Uma  imagem sensual, em preto e branco, feito em Paris, sem identificação da modelo.</p>
<p style="text-align: justify;">Linsker acerta numa seleção significativa da obra de Martinelli. Lá estão as imagens da Amazônia, assunto de 3 grandes livros autorais do fotógrafo (GenteXMato, Ed.Jaraqui,2008), Mulheres da Amazônia, ( Ed. Jaraqui, 2004), Amazônia o Povo das Águas (<a href="http://rpcfb.com.br/realizadores/terra-virgem-editora-e-producoes-culturais-ltda/" target="_blank">Ed.Terra Virgem</a>, 2000).</p>
<p style="text-align: justify;">Há alguns anos o fotógrafo divide sua vida entre São Paulo e um grande barco no rio Amazonas. Jaraqui (editora de Martinelli) é o nome de um popular peixe da região que o fotógrafo tem a fama de prepará-lo bem em sua cozinha. Aliás, cozinha e fotografia andam lado a lado com ele. Assim, como é capaz de contar histórias de reportagens por muito tempo, “Pedrão” também pode argumentar sobre uma receita por horas, crédito da herança italiana.</p>
<p style="text-align: justify;">A direção de arte, também de Linsker, é construtiva e argumentativa da trajetória do fotógrafo, mesclando com elegância a cor com o preto e branco, mas as vezes escorrega na vulgaridade de prismar certas imagens, como o avião Electra que desce em Congonhas, em 1991, na página da esquerda em contraposição ao pescador que atira o arpão no lago Paroá, AM, em sua direção, na página da direita. Momentos também de falta de sensiblidade – ou puro mau gosto – de juntar um mergulhador na charmosa Acapulco, no México, de 1977, com um mergulho suicida no dramático incêndio do Edificio Joelma, no centro de São Paulo, em 1974.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/Pedro+Martinelli+3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19914" title="Pedro+Martinelli+(3)" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/Pedro+Martinelli+3.jpg" alt="" width="272" height="400" /><br />
</a><em>© Pedro Martinelli</em></p>
<p style="text-align: justify;">Na política, o range de Martinelli passa por Paulo Maluf em 1977 e vai a Lula, de 1978, não deixando de ser irônico em uma sequência de 3 imagens do Xavante Mário Juruna, que se tornou deputado federal com o bordão de gravar o que seus colegas falavam. Igualmente, a diversidade do fotojornalista está nas leituras da Amazônia que  se completam em delicadeza e contundência.</p>
<p style="text-align: justify;">A edição limitada, é feita com uma capa de tecido especial e conta com apenas 100 exemplares, sendo que as exclusivas primeiras 20 edições numeradas, são acondicionadas numa caixa de madeira, criada pelo artista goiano Roque Pereira e vem com uma cópia fotográfica de 55X44 cm, numerada e assinada por Martinelli. Os demais 80 exemplares, também são assinados pelo autor. A fotografia escolhida, feita em 1971, no Parque Antártica, foi impressa em Ink Jet, sobre papel alemão Hahnemulle Classic Velour de 290g, exclusivamente para essa edição (contatos <a href="http://www.terravirgem.com.br">www.terravirgem.com.br</a>).</p>
<p style="text-align: justify;"><em>*Texto originalmente publicado na revista Fotografe Melhor de dezembro de 2011 e editado pelo autor para o blog do Paraty em Foco.</em></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/12/martinelli-pedro-por-juan-esteves/' addthis:title='Martinelli, Pedro {por Juan Esteves} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Fotopoesia :: Manuel Álvarez Bravo</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2011/11/fotopoesia-manuel-alvarez-bravo/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Nov 2011 00:52:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>h2r</dc:creator>
				<category><![CDATA[Exposições]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi lançado no Brasil o livro Manuel Álvarez Bravo: fotopoesia, com 374 imagens do fotógrafo. O volume tem prefácio de Colette Alvarez Urbajtel, ensaios de apreciação crítica assinados pelo crítico e historiador da fotografia francês Jean-Claude Lemagny e pelos romancistas John Banville (irlandês) e Carlos Fuentes (mexicano), bem como uma cronologia e bibliografias completas.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/11/fotopoesia-manuel-alvarez-bravo/' addthis:title='Fotopoesia :: Manuel Álvarez Bravo ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><span style="color: #ff0000;"> </span><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/Picture-6.png"><img class="alignnone size-full wp-image-19882" title="Picture 6" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/Picture-6.png" alt="" width="560" height="419" /></a></p>
<p>Foi lançado no Brasil o livro <em>Manuel   Álvarez Bravo: fotopoesia</em>, com 374 imagens do fotógrafo. O volume   tem prefácio de Colette Alvarez Urbajtel, ensaios  de  apreciação crítica assinados pelo crítico e historiador da  fotografia  francês Jean-Claude Lemagny e pelos romancistas John  Banville (irlandês)  e Carlos Fuentes (mexicano), bem como uma  cronologia e bibliografias  completas.</p>
<p>Está em cartaz também a exposição do fotografo, com  250 imagens, que enfatiza a produção do fotógrafo entre os anos 1920  e 1950. A mostra foi produzida em colaboração com a  Associação Manuel Álvarez Bravo, dirigida por Aurélia Álvarez Urbajtel e  Colette Álvarez Urbajtel, respectivamente filha e viúva do fotógrafo, e  conta também com o apoio do Museu de Arte Moderna, Instituto Nacional  de Belas Artes, México.</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/Picture-82.png"><img class="alignnone size-full wp-image-19884" title="Picture 8" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/Picture-82.png" alt="" width="400" height="484" /></a></p>
<p>Esta exposição inclui um reduzido conjunto de imagens  realizadas por  Gautherot no México em 1936-1937, pertencentes ao acervo  do IMS.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"> </span></p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<br />
Um dos grandes nomes da fotografia mundial, Manuel  Álvarez Bravo é o nome de maior relevância na fotografia do século XX do México. Nascido na Cidade do México, cresceu em uma família que  valorizava o contato com a cultura. Na adolescência, frequentou  assiduamente museus, livrarias e sebos, formando sua própria biblioteca.  Nesse período, foi introduzido à fotografia por Luis Ferrari, um amigo  de escola de Tlalpan. Seus primeiros trabalhos fotográficos, no começo  dos anos 1920, exploram alguns elementos da tradição fotográfica  pictorialista, influenciados pela obra de fotógrafos então atuantes no  México, como <a href="http://www.forumfoto.org.br/pt/tag/hugo-brehme/">Hugo Brehme, Guillermo Kahlo</a>, pai da pintora Frida Kahlo, e  <a href="http://iconicphotos.wordpress.com/tag/agustin-casasola/">Agustín Casasola</a>, que documentou extensamente a revolução mexicana.</p>
<p>Na segunda metade dos  anos 1920, Álvarez Bravo desenvolve uma abordagem mais autoral, que se  distingue por imagens de natureza experimental, formal e abstrata. Essa  primeira fase, de caráter mais geométrico e purista, é influenciada pela  fotografia direta (<em>straight photography</em>) norte-americana no  México, em virtude da presença no país, naquele momento, dos fotógrafos  <a href="http://www.getty.edu/art/gettyguide/artMakerDetails?maker=1677&amp;page=1">Edward Weston</a> e <a href="http://www.getty.edu/art/gettyguide/artMakerDetails?maker=1830">Tina Modotti</a>.</p>
<p>Mas são os ecos da  revolução mexicana (1910-1920) e a influência temática de fotógrafos  como Hugo Brehme – que contribuiu para estabelecer uma iconografia  fotográfica mexicana centrada em sua cultura indígena, em sua gente e em  sua paisagem – que levam Álvarez Bravo a uma fotografia de vanguarda  desconstrutiva já nos anos 1930. Bravo, como muitos outros fotógrafos do  período – entre eles Paul Strand, nos EUA, e Thomaz Farkas, no Brasil  –, passa a produzir uma fotografia mais complexa e simbólica.</p>
<p>Em Álvarez Bravo, o  movimento crítico em direção a uma linguagem mais engajada manifesta-se  por uma profunda estética “fotopoética”, tendo a cultura e o povo  mexicano como seu tema principal. Há um resgate dos valores mais  profundos da cultura popular e, simultaneamente, uma negação crítica da  sobrevalorização da autoria na obra de arte. Uma referência concreta  para sua concepção do artista popular foi o gravador José Guadalupe  Posada, cuja obra influenciou o círculo de artistas próximos a Álvarez  Bravo nos anos 1920 a  1940, como os pintores Diego Rivera, Frida Kahlo e José Clemente  Orozco.</p>
<p>O trabalho fotográfico  de Álvarez Bravo dialogaria ainda com diversos movimentos artísticos em  meados dos anos 1930, quando, com a guerra já sendo antecipada na  Europa, muitos artistas e intelectuais europeus e norte-americanos  dirigiram-se ao México, entre eles André Breton, Antonin Artaud, Henri  Cartier-Bresson, Paul Strand e Sergei Eisenstein. A presença de André  Breton na Cidade do México nesse período e sua interação com Álvarez  Bravo levam a uma intensa colaboração dos dois artistas em torno do  movimento surrealista, contribuindo também para aproximar Álvarez Bravo  ainda mais de uma linguagem poética em sua obra, já que o próprio  movimento surrealista caracterizou-se por incluir a poesia como ponte  para a descrição de aspectos do subconsciente.</p>
<p>Sua obra, que visitou  diversas tendências da modernidade e das vanguardas, e até mesmo o  aproximou posteriormente do cinema, manteve dessa maneira ao longo de  toda sua vida uma linha estética e artística ancorada no potencial  poético das imagens que criava. Seu trabalho influenciou diversos  fotógrafos no México e em outros países, entre eles <a href="http://ims.uol.com.br/hs/gautherot/gautherot.html">Marcel  Gautherot</a>.</p>
<p><em>Texto divulgado pelo Instituto Moreira Salles </em></p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<strong><br />
+i</strong><br />
Instituto Moreira Salles<br />
Rua Marquês de São  Vicente, 476, Gávea<br />
Tel.: 21  3284.7400/ 21 3206.2500<strong><br />
</strong>Até: 26 de fevereiro de 2012<br />
De terça a sexta, das 13h  às 20h<br />
Sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h<br />
Entrada franca<br />
Classificação  livre<br />
De terça a sexta, às 17h, visita guiada pelas exposições [Ponto de encontro na recepção]<br />
Visitas monitoradas para escolas:  agendar pelo telefone 21 3284.7400</p>
</div>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/11/fotopoesia-manuel-alvarez-bravo/' addthis:title='Fotopoesia :: Manuel Álvarez Bravo ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Casa para imagem morar em São Paulo</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2011/11/casa-para-imagem-morar-em-sao-paulo/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 07:01:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>h2r</dc:creator>
				<category><![CDATA[Exposições]]></category>
		<category><![CDATA[Extra]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Novo museu da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, a Casa da Imagem, voltado à pesquisa e difusão da história da imagem documental da cidade e à preservação dos acervos Iconográfico e Gestões Municipais, ganha agora a sua sede própria: a centenária Casa nº 1, inteiramente restaurada.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/11/casa-para-imagem-morar-em-sao-paulo/' addthis:title='Casa para imagem morar em São Paulo ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/Guilherme-Gaensly-17.png"><img class="alignnone size-full wp-image-19797" title="Guilherme Gaensly 17" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/Guilherme-Gaensly-17.png" alt="" width="580" height="456" /></a><br />
<em>:: Avenida Paulista, 1902</em></p>
<p>A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura,  desenvolveu a estruturação da Casa da Imagem, instituição voltada à  memória fotográfica da cidade de São Paulo.</p>
<p>Esta nova instituição estará encarregada da ampliação, preservação e  guarda do Acervo Iconográfico, da promoção da acessibilidade a este  patrimônio, assim como, do estímulo à pesquisa, reflexão e difusão das  coleções por meio de exposições, edições impressas e publicações  digitais.</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/Guilherme-Gaensly-19.png"><img class="alignnone size-full wp-image-19799" title="Guilherme Gaensly 19" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/Guilherme-Gaensly-19.png" alt="" width="580" height="445" /></a><br />
<em>:: Porto de Santos</em></p>
<p><em></em>Novo museu da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, a Casa da Imagem ganhou uma sede própria: a centenária Casa nº 1, inteiramente restaurada. O espaço, adaptado para exposições e centro de documentação com acesso ao público e café, é resultado de um trabalho desenvolvido desde 2007 que constou de tratamento para conservação de todo o acervo fotográfico, com 710 mil imagens da cidade de São Paulo, e da construção de uma base de dados de gerenciamento e recuperação de informações.</p>
<p>A exposição em homenagem a Guilherme Gaensly marca esta inauguração da nova instituição cultural. Muita gente conhece o trabalho deste fotógrafo, mas poucos são aqueles que conhecem a exata dimensão de sua importância para a iconografia da cidade de São Paulo. Com curadoria de Rubens Fernandes Junior, esta exposição coloca luz sobre o mais importante conjunto de fotografias produzidas ao longo de três décadas – entre 1890 e 1920 – momento em que a cidade radicalizou sua transformação urbana.</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/Guilherme-Gaensly-18.png"><img class="alignnone size-full wp-image-19798" title="Guilherme Gaensly 18" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/Guilherme-Gaensly-18.png" alt="" width="580" height="424" /></a><br />
<em>:: Estação da Luz</em></p>
<p><em></em><em>:: Foto home :: Porto de Santos</em><br />
&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<br />
<strong>+i</strong></p>
<p>Exposição: “Guilherme Gaensly, o fotógrafo Cosmopolita”<br />
Até 8 de abril de 2012</p>
<p>Casa da Imagem Rua Roberto Simonsen 136-B<br />
Centro  [próximo da estação Sé do Metrô]<br />
De  terça a domingo, das 9h às 17h<br />
Entrada gratuita<br />
+55 11 3106.5122<br />
<a href="contato.casai@prefeitura.sp.gov.br">contato.casai@prefeitura.sp.gov.br</a></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/11/casa-para-imagem-morar-em-sao-paulo/' addthis:title='Casa para imagem morar em São Paulo ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Photo Poche no Brasil {por Juan Esteves}</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2011/11/photo-poche-no-brasil-por-juan-esteves/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 15:36:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[A Coleção Photo Poche, um dos maiores acervos impressos da história da fotografia mundial, foi criada em 1982 pelo editor francês Robert Delpire através do Centre National de La Photographie, entidade ligada ao Ministério da Cultura e Comunicações da França. Desde então começou a ser editada em vários países e agora, depois de 150 volumes, chega ao Brasil através da editora Cosac e Naify, que lançou este mês os seus 5 primeiros livros dedicados a Henri Cartier-Bresson, Helmut Newton, Elliott Erwitt, Man Ray e Sebastião Salgado, autores que certamente dispensam apresentações...<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/11/photo-poche-no-brasil-por-juan-esteves/' addthis:title='Photo Poche no Brasil {por Juan Esteves} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Coleção Photo Poche, um dos maiores acervos impressos da história da fotografia mundial, foi criada em 1982 pelo editor francês Robert Delpire através do Centre National de La Photographie, entidade ligada ao Ministério da Cultura e Comunicações da França. Desde então começou a ser editada em vários países e agora, depois de 150 volumes, chega ao Brasil através da editora Cosac e Naify, que lançou este mês os seus 5 primeiros livros dedicados a Henri Cartier-Bresson, Helmut Newton, Elliott Erwitt, Man Ray e Sebastião Salgado, autores que certamente dispensam apresentações.</p>
<p style="text-align: justify;">Dividida principalmente em monografias de grandes autores desde os primórdios da fotografia – o primeiro número foi dedicado a Félix Nadar – a coleção é composta das séries Photo Poche,  Photo Note, Photo Societé e Photo Histoire, as 3 últimas mais temáticas, como os livros <em>China</em> de Henri Cartier-Bresson ou <em>Sertão</em> do brasileiro Tiago Santana, lançado neste ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas primeiras edições, as tiragens contavam com média de 5 mil exemplares, algo acima da média para os padrões da época e de hoje. Segundo a historiadora da fotografia e curadora Gaelle Morel, edições como a de Cartier-Bresson, chegaram aos 400 mil exemplares, reeditados sucessivamente.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/26102011122217_photop_bresson.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19571" title="26102011122217_photop_bresson" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/26102011122217_photop_bresson.jpg" alt="" width="240" height="350" /></a> <a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/16092011151502_photop_man_gd.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19569" title="16092011151502_photop_man_gd" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/16092011151502_photop_man_gd.jpg" alt="" width="240" height="350" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Delpire começou cedo a carreira de editor. Já em 1954, com apenas 23 anos, lançava o terceiro livro de Henri Cartier-Bresson, <em>Vu par Moscou</em>, um clássico. Mas suou bastante para conseguir o patrocínio quando idealizou a coleção Photo Poche, que significa &#8220;foto de bolso&#8221; por conta do popular formato. A ideia era a difusão da cultura fotográfica através de uma publicação que não custasse muito caro. Depois de dar com a cara na porta de inúmeras empresas, o projeto só vingou quando o ex-ministro da cultura Jack Lang, do governo Miterrand, bancou o editor.</p>
<p style="text-align: justify;">Sabrina Moura de Araújo, mestre em condução de projetos culturais pela Universidade Paris II Sorbonne Nouvelle, escreveu em seu trabalho<em> A Edição da coleção Photo Poche e as políticas culturais em favor da fotografia na França</em> (1980) (<a href="http://rpcfb.com.br/?produto=revista-discursos-fotograficos" target="_blank">discursos fotográficos</a>, Londrina, v.7, n.10, p.127-146, jan./jun. 2011) que François Miterrand assumiu o poder amparando a cultura como meio de desenvolvimento e expansão do indivíduo, além de práticas artísticas acessíveis a todos. Oriunda do ideário de maio de 1968 a busca pela inclusão da fotografia era seu reconhecimento como arte. O CNP então, assim como a École Nationale de la Photographie em Arles, ganhavam destaque.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/16092011150809_photop_helmut_gd.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19568" title="16092011150809_photop_helmut_gd" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/16092011150809_photop_helmut_gd.jpg" alt="" width="240" height="350" /></a> <a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/16092011145058_photop_elliott_gd.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19567" title="16092011145058_photop_elliott_gd" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/16092011145058_photop_elliott_gd.jpg" alt="" width="240" height="350" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A expertise de Delpire se tornou o fator fundamental do sucesso da coleção, que apesar do período cibernético que vivemos permitir uma inclusão digital maior, para o fotógrafo o objeto livro ainda representa algo fundamental em sua formação cultural. A coleção é indiscutivelmente a mais abrangente publicada. Em que outro momento poderíamos por exemplo ver imagens da fotógrafa e escritora surrealista Claude Cahun? Livros seus são pouquíssimos. Ou então o sertão nordestino do brasileiro Tiago Santana, recém lançado? A mistura por exemplo de um pioneiro como Henri Cartier-Bresson com a ação contemporânea de uma Sophia Calle? A poética da mexicana Graciela Iturbide com o humor de Elliot Erwitt? Podemos fazer ligações infinitas com o longo repertório.</p>
<p style="text-align: justify;">Louvável a ousadia da publicação brasileira em meio a avalanche de imagens na rede. Ela se reveste de um forte impulso no editorial fotográfico ao concretizar uma ideia antiga, já tentada outrora, mas infelizmente fracassada. Entre outras coisas, também assegura que uma editora para ser arrojada se sustenta em um catálogo muito bem formatado, longe da precariedade de coleções insípidas. Espera-se agora que a mesma alcance a longa permanência de suas antecessoras internacionais.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/21102011190059_photop_sebastiao.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19570" title="21102011190059_photop_sebastiao" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/21102011190059_photop_sebastiao.jpg" alt="" width="240" height="350" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Em 1996 Delpire deixou a coordenação do CNP, segundo a curadora Morel, em seu artigo de 2010 <em>Les Photo Poche de Robert Delpire: un exemple d&#8217; édition culturelle</em>, em um momento que o crítico de arte Régis Durant assumia a direção da criação artística do Ministério francês e realçava o comprometimento com a fotografia  estritamente artística. Nesse momento as duas coleções, a Photo Note e a Photo Poche são cedidas a editora Nathan e depois, em 2004, para a editora Actes Sud, mas felizmente,  ainda com a coordenação de Delpire, o que esperamos que continue  ainda por muitos anos.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/11/photo-poche-no-brasil-por-juan-esteves/' addthis:title='Photo Poche no Brasil {por Juan Esteves} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Mestres da National Geographic {por Juan Esteves}</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 19:34:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>

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		<description><![CDATA[A National Geographic Magazine é uma revista centenária, principal divulgadora da National Geographic Society, fundada em 1888. Seus editores estimam que seu público chegue a 325 milhões em todos continentes do mundo. Embora suas primeiras edições não trouxessem imagens, há décadas a revista é uma das maiores referências quando se fala de fotojornalismo, o que contribuiu e muito para que surgissem os livros temáticos, como este Mestres da Fotografia, da série de mesmo nome, publicado em julho de 2011 no Brasil, selecionando 4 de seus renomados fotógrafos...<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/10/mestres-da-national-geographic-por-juan-esteves/' addthis:title='Mestres da National Geographic {por Juan Esteves} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A National Geographic Magazine é uma revista centenária, principal divulgadora da National Geographic Society, fundada em 1888. Seus editores estimam que seu público chegue a 325 milhões em todos continentes do mundo. Embora suas primeiras edições não trouxessem imagens, há décadas a revista é uma das maiores referências quando se fala de fotojornalismo, o que contribuiu e muito para que surgissem os livros temáticos, como este <em>Mestres da Fotografia</em>, da série de mesmo nome,  publicado em julho de 2011 no Brasil, selecionando 4 de seus renomados fotógrafos.</p>
<p style="text-align: justify;">O livro traz verdadeiras lendas da imagem contemporânea documental: David Doubilet, Michael Nichols, Steve McCurry e Michael Yamashita, preenchendo quase 500 páginas com belíssimas imagens e notáveis depoimentos, cobrindo os quatro cantos do mundo nas mais possíveis formas de se olhar: das fotografias submarinas às  aéreas, dos animais selvagens aos mais exóticos seres humanos, das paisagens mais incríveis aos mais complexos centros urbanos. Tem imagem para todos os gostos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/David-Doubilet.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19476" title="David Doubilet" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/David-Doubilet.jpg" alt="" width="580" height="374" /></a><br />
<em>© David Doubilet</em></p>
<p>O novaiorquino Doubilet tem 65 anos e começou a mergulhar e a fotografar aos 12  usando uma câmera Brownie Hawkeye com uma caixa estanque improvisada. Ele cresceu nas costas de New Jersey e do Caribe, nas vizinhanças da Baía da Esperança, nas Bahamas e deve ter mais horas sob a água do que na superfície. De lá para cá, mergulhou nas águas da  Escócia, Tasmania, Japão, Atlântico Norte, e até mesmo em rios africanos. Suas composições submarinas não se  limitam aos registros, mas criam novas formas e realizam uma poética única em imagens do gênero.</p>
<p style="text-align: justify;">Michael Yamashita é também americano da Califórnia, mas por sua descendência se especializou na Ásia, produzindo grandes matérias  sobre o Rio Mekong, no Vietnam, ou refazendo a trilha do explorador italiano Marco Polo na China, a Grande Muralha, aspectos da cultura japonesa e coreana, que vão dos mercados de peixe a cultura dos samurais. É sem dúvida o mais contemplativo dos quatro fotógrafos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/iamashita.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19489" title="iamashita" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/iamashita.jpg" alt="" width="580" height="389" /></a><br />
<em>© Michael Yamashita</em></p>
<p style="text-align: justify;">Já para Nichols, de 58 anos,  nascido no Alabama,  sudeste americano, a natureza e os animais não criam limites para seus enquadramentos e composições fotográficas. Para ele todo equipamento e ângulo é válido, pode ser uma  imagem de um gorila no meio do mato com um flash, um hipopótamo passeando na beira do mar ao entardecer, elefantes brigando entre si, ou um detalhe assustador de um rabo de um enorme jacaré. Ele tanto pode fotografar dentro de um avião, quanto mergulhando num rio, no meio do mato ou plantado em cima de uma gigantesca árvore. É um fotógrafo que subverte qualquer norma e consegue um resultado sempre espetacular.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/Mike-Nichols.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19478" title="Mike Nichols" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/Mike-Nichols.jpg" alt="" width="580" height="392" /><br />
</a><em>© Michael Nichols</em></p>
<p style="text-align: justify;">Com 60 anos, o também americano Steve McCurry talvez seja o mais popular do grupo. Autor da célebre imagem da mulher afegã de olhos verdes, que correu o mundo, é um fotógrafo cuja sensibilidade se dirige ao registro do humano, que pode ser feito tanto no Afeganistão como na China, em Bangladesh ou no Japão. De uma imagem que documenta uma tribo urbana ele se desloca para uma celebração noturna num cemitério nas Filipinas. Assim como Yamashita, é um fotógrafo sem fronteiras.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/Steve-McCurry1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19480" title="AFGHN-10128" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/Steve-McCurry1.jpg" alt="" width="580" height="389" /></a><br />
<em>© Steve McCurry</em></p>
<p style="text-align: justify;">Há cerca de 15 anos atrás, a National Geographic, que ainda predominantemente usava filmes, publicou uma reportagem sobre seus fotógrafos por conta do filme <em>As pontes de Madison</em> uma obra de ficção com Clint Eastwood no papel do fotógrafo Robert Kincaid. A  ideia era  mostrar a milhares de leitores, a vida real de um fotógrafo da revista. E lá estavam eles, cobertos por mosquitos, debaixo de chuva, no meio da lama, bem diferentes do sedutor ator que no filme trabalhava para a revista. Na reportagem, estimavam que eram produzidas 1,6 milhões de imagens por ano, sendo aproveitadas apenas 1600 nas revistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Com esses excepcionais portifólios publicados em quase 500 páginas,  o livro dá realmente uma amostra mínima do que foi produzido nessas décadas em que a fotografia mudou tanto tecnicamente. No entanto as imagens escolhidas são significativas no mais amplo range da qualidade técnica e artística  em prol da informação e do documental. Um patrimônio produzido por quatro profissionais cuja passagem pelo tempo só fez melhorar sua capacidade de fotografar e surpreender.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>* Publicado originalmente na revista Fotografe Melhor de setembro 2011 e ajustado para este blog.</em></p>
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		<title>Revista Zum! {por Juan Esteves}</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 22:06:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>

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		<description><![CDATA[A Zum é uma revista de fotografia que surge em momento oportuno, quando o pensamento fotográfico começa a se tornar mais popular, sai da Academia, das revistas ditas de " arte" e amplia o horizonte imagético para longe dos regionalismos, trazendo à tona o caráter cosmogônico da imagem criada por aparatos técnicos...<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/10/revista-zum-por-juan-esteves/' addthis:title='Revista Zum! {por Juan Esteves} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Zum é uma revista de fotografia que surge em momento oportuno, quando o pensamento fotográfico começa a se tornar mais popular, sai da Academia, das revistas ditas de &#8221; arte&#8221; e amplia o horizonte imagético para longe dos regionalismos, trazendo à tona o caráter cosmogônico da imagem criada por aparatos técnicos. Se o mundo está bombardeado pelo fluxo virtual e a imagem se banaliza é saudável discutir de maneira direta e ontologica o que se produziu, o que está sendo criado e o que o futuro nos reserva.</p>
<p style="text-align: justify;">Publicada pelo <a href="http://rpcfb.com.br/realizadores/instituto-moreira-salles/" target="_blank">Instituto Moreira Salles</a>, a Zum é alinhada à excelente Serrote, outra revista especial, tem a mesma formatação e quase o mesmo tamanho da anterior, com elenco editoral também próximo na presença de Samuel Titan Jr., Heloisa Espada e Flavio Pinheiro. Não desperdiça papel na pirotecnia dos formatos exagerados, e na maré da discussão contemporânea não se limita ao caráter temporal, trazendo à luz novas digressões sem a pretensão de buscar o inédito.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/jeff-wall-na-Zum.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19420" title="jeff wall na Zum" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/jeff-wall-na-Zum.jpg" alt="" width="580" height="429" /></a><br />
<em>© Jeff Wall (foto de capa da primeira edição)</em></p>
<p style="text-align: justify;">Distante da ousadia imprópria de expor autores incipientes e sem substância, o consagrado tem seu lugar: tanto aqueles que produzem as imagens quanto aqueles que as analisam. O caráter ensaístico é frequente sustentando por um elenco de primeira, como Miguel Rio Branco, Jeff Wall, Robert Frank, Henri Cartier-Bresson, Luiz Braga, Bernd e Hilla Becher e Julio Bittencourt entre outros, cujas imagens anunciam os &#8220;comentários&#8221; de Rodrigo Naves, Bernardo Carvalho, Joaquim Ferreira dos Santos, Luc Sante, Joca Reiners Terron e Geoff Dyer. A sutil inserção da palavra &#8220;comentário&#8221; apresentando os autores anuncia a distância crítica e aproxima a ensaística.</p>
<p style="text-align: justify;">Dirigida por um profissional do mercado editorial, Thyago Nogueira (Ática e Cia das Letras), a publicação não sugere o paradoxo de buscar algo contemporâneo através de imagens instaladas no cânone fotográfico há décadas. Mas sim, recolocar em seu devido lugar o próprio conceito de contemporaneidade. Trazer imagens conhecidas e icônicas como aquelas feitas pelo casal alemão Becher, obra de quase 50 anos, ou do canadense Jeff Wall, com suas enormes fotografias, e habitué de publicações como Art Forum e Art in America; e o clássico dos clássicos Cartier-Bresson, com a reprodução de um texto seu publicado originalmente em 1952.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/RAMOS-JULIO-BITTENCOURT.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19422" title="RAMOS JULIO BITTENCOURT" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/RAMOS-JULIO-BITTENCOURT.jpg" alt="" width="580" height="387" /></a><br />
<em>© Julio Bittencourt</em></p>
<p style="text-align: justify;">A imagem brasileira é bem representada por Miguel Rio Branco em parceria com o crítico de arte e escritor Rodrigo Naves. O denso ensaio, com algumas fotografias inéditas, traz um artista que dispensa apresentação e faz um ótimo contraponto com as conhecidas imagens líricas da floresta feitas com o filtro digital infravermelho pelo paraense Luiz Braga. Outro rincão que busca a seara exótica é o Piscinão de Ramos ensaio também já visto, do paulista Julio Bittencourt, com comentário do jornalista Joaquim Ferreira de Andrade, colunista de O Globo.</p>
<p style="text-align: justify;">A questão da fotografia na web, tão discutida em setembro no <strong>7º Paraty em Foco</strong>, também merece análise do escritor inglês Geoff Dyer, que aborda as imagens do Google Street View. Dyer esteve o ano passado no Brasil a convite do próprio IMS e é autor do ótimo <em>The Ongoing Moment</em>, de 2005, publicado aqui em 2008 pela Cia das Letras, um analista distanciado dos clichês, de escrita fluente e prazerosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Mostrando que o sincronismo pode ser atemporal, o maior ensaio da Zum ficou para o cineasta paulistano Jorge Bodanzky com imagens feitas em lugares como São Paulo, Brasília ou Juazeiro do Norte, com comentários do crítico de cinema José Avelar: &#8220;As escalas de um fotógrafo que virou cineasta&#8221;. Bodanzky, autor do antológico <em>Iracema uma Transa Amazônica</em>, de 1974, trabalhou como fotógrafo para a extinta Realidade e as imagens publicadas, anteriormente inéditas, mantém força e frescor após mais de 40 anos, provando a tese da revista que ser contemporâneo é buscar a boa fotografia, não importando quando ela foi feita.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/Luiz-Braga-na-ZUM.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19421" title="CipÃ³s CaraparÃº, 2010" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/Luiz-Braga-na-ZUM.jpg" alt="" width="580" height="435" /></a><br />
<em>© Luiz Braga</em></p>
<p>Dois momentos delicados mas diametralmente opostos também valem “comentários”: os polaroids do suíço Robert Frank publicados com filtragem em ultra violeta e na escala 1:1, com texto de Luc Sante,  professor do Bard College, de Nova York;  e a série <em>Na ante-sala da morte, o genocídio no Camboja</em> que traz retratos dos prisioneiros de Tuol Slang, por onde passaram mais de 15 mil pessoas a caminho do campo de extermínio, na ditadura do Khmer Vermelho, anos de 1974 a 1979. No artigo de Hugo Mader, fotógrafo e tradutor, somente 14 pessoas sobreviveram ao massacre. As imagens, da coleção do Museu do Genocício Tuol Sleng foram escaneadas com exclusividade para revista.</p>
<p style="text-align: justify;">O ensaio do japonês Kohei Yoshiyuki, de 1971 a 1979, com filme infravermelho, flagrando casais nos parques durante a noite em Tokyo, é uma versão reduzida da sua exposição de 2007, na galeria Yossi Milo, de Nova York. Melhor do que as imagens, é o comentário do escritor carioca Bernardo Carvalho. Curiosamente, a mesma galeria Milo exibe este mês de outubro, até o dia 29, exposição de Pieter Hugo, um dos destaques do último <strong>Paraty em Foco</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o lançamento da Zum, o IMS convocou nada menos que o americano Peter Galassi, que já foi curador de fotografia do MoMA. Autor do clássico <em>Before Photography</em> de 1981 e curador da mostra <em>Século Moderno</em>, de Henri Cartier-Bresson, (livro homônimo publicado aqui pela Cosac Naify, em 2010)  ele dará uma palestra no dia 8 em São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;">Revista para ler, ver e rever periodicamente,  também traz uma série de sugestões de livros de fotografia internacionais e nacionais, e com suas quase 200 páginas, sem dúvida está mais como um bom livro, merecendo lugar em qualquer biblioteca que se preze. Detalhe: se a espera pela Serrote é de 4 meses, a Zum só vai aparecer a cada 6 meses. Tempo justo para uma longa digressão de conteúdo e tempo longo demais para aqueles que acreditam no simulacro da imagem imediata.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/10/revista-zum-por-juan-esteves/' addthis:title='Revista Zum! {por Juan Esteves} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Com que câmera? {por André Américo}</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Sep 2011 22:03:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[O Festival]]></category>

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		<description><![CDATA[Diferente do que cantava Noel Rosa, com que roupa não é a maior preocupação dos fotógrafos que estão no Paraty em Foco. A dúvida que atormenta a todos é, na verdade “com que câmera”. Sabemos que as verdadeiras vedetes de todos os fotógrafos são os equipamentos, dos mais diferentes tipos e tamanhos, cada um com suas caracterísicas únicas.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/09/com-que-camera-por-andre-americo/' addthis:title='Com que câmera? {por André Américo} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Diferente do que cantava Noel Rosa, com que roupa não é a maior preocupação dos fotógrafos que estão no <strong>Paraty em Foco</strong>. A dúvida que atormenta a todos é, na verdade, “com que câmera”. Sabemos que as verdadeiras vedetes de todos os fotógrafos são os equipamentos, dos mais diferentes tipos e tamanhos, cada um com suas características únicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os mais saudosistas, as câmeras antigas são a melhor pedida. O fotógrafo Maurício Sapata trouxe a sua Rolleiflex, da década de 50, para passear em Paraty. “Gosto da fotografia analógica, gosto de ter contato com o filme, de colocar a mão na massa. Escolhi a Rolleiflex por ser um clássico no mundo da fotografia. Para fotografar com ela é preciso pensar bem no enquadramento, porque a imagem é do tamanho 6×6”, afirmou.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Marcelo_sapata1.jpg"><img class="size-full wp-image-19232 alignnone" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Marcelo_sapata1.jpg" alt="" width="391" height="580" /><br />
</a><em>Marcelo Sapata com sua Rolleiflex :: André Américo©<a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Marcelo_sapata1.jpg"></a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Já o curitibano João Urban não abre mão da qualidade de sua inseparável médio formato. “Sou um velho fotógrafo que se acostumou a clicar com médio formato analógica. Depois do digital, optei continuar trabalhando com esse tipo de equipamento”, disse.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Joao_urban.jpg"><img class="size-full wp-image-19233 alignnone" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Joao_urban.jpg" alt="" width="580" height="392" /><br />
</a><em>Sem abrir mão da qualidade, João Urban não larga a sua médio formato :: <em>André Américo©</em><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Joao_urban.jpg"></a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Para os modernetes que gostam da tradição do filme, uma boa escolha são as Lomo. As câmeras de brinquedo são as preferidas da dupla Patricia Haudt e Ricardo Nunes. Eles dizem gostar da imprevisibilidade do equipamento. “É legal porque é despretensioso, a maioria delas não possui nem visor, não é possível controlar com precisão o tempo de exposição, por isso, o resultado é sempre imprevisível”, afirmou Patricia.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-19244 alignnone" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/patricia_riardo.jpg" alt="" width="580" height="392" /><br />
<em>A dupla Patricia e Ricardo adoram as toy cameras<em> :: <em>André Américo©</em></em></em></p>
<p style="text-align: justify;">Já que o tema do <strong>Paraty e Foco</strong> é o #futuro, nada mais natural do que uma avalanche de pessoas fotografando com os moderníssimos smartphones. A instagramaníaca Madu Dorella prefere este tipo de equipamento por causa da praticidade que ele proporciona. “Eu gosto porque ele é leve, pequeno. Levo pra todo lugar. Outra vintage é o fato de poder compartilhar com os amigos e receber o feedback delas instantaneamente. Nem trouxe a minha câmera professional para o Paraty”, disse.</p>
<p style="text-align: justify;">E você? Com que roupa, digo, com que câmera veio para o Paraty em Foco?</p>
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