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	<title>Paraty em Foco 2010 &#187; Histórias</title>
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	<description>Cobertura coletiva</description>
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		<title>E se Ansel Adams fosse digital?</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 13:25:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clicio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma notícia nos jornais de ontem pegou a todos de surpresa; o pintor Rick Norsigian, que havia comprado uma caixa de negativos por U$ 45 em uma venda de garagem descobriu que os negativos eram de Ansel Adams, e que podiam valer mais de 200 milhões de dólares.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_9324" class="wp-caption aligncenter" style="width: 469px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://edition.cnn.com/2010/SHOWBIZ/07/27/ansel.adams.discovery/index.html?hpt=C1#fbid=RjDIAm-vHrd" target="_blank"><img class="size-full wp-image-9324 " title="Screen shot 2010-07-29 at 9.49.01 AM" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/Screen-shot-2010-07-29-at-9.49.01-AM.jpg" alt="Ansel Adams - Uma das fotos achadas" width="459" height="351" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Ansel Adams &#8211; Uma das fotos achadas por Rick Norsigian</dd>
</dl>
<p>Uma notícia nos jornais de ontem pegou a todos de surpresa; o pintor Rick Norsigian, que havia comprado uma caixa de negativos por U$ 45 em uma venda de garagem descobriu que os negativos eram de Ansel Adams, e que podiam valer mais de 200 milhões de dólares.<br />
Leiam a notícia abaixo:</p>
<h3>&#8220;Negativos do fotógrafo Ansel Adams valem US$ 200 milhões</h3>
<p><!--/titulo--></p>
<div id="texto">
<p>Los Angeles (EUA), 27 jul &#8211; O especialista em arte Robert Moeller, depois de meio ano   de estudo, concluiu a alta probabilidade dessas imagens terem sido   feitas por Adams, uma notícia excelente para Norsigian, que agora pretende  vender os negativos a colecionadores ou a museus. Acreditava-se que os negativos tinham sido destruídos em um incêndio que  aconteceu em um laboratório em 1937, onde cinco mil placas  fotográficas foram queimadas.Foi confirmada na segunda-feira a autoria dos negativos perdidos do pai  da fotografia americana, desparecidos desde 1937.<br />
Ansel Adams morreu do coração em 1983.  Em 1966 foi eleito membro  da Academia Americana de Artes e Ciências, e recebeu em 1980 a  Presidential Medal of Freedom.&#8221;<br />
A CNN, além da matéria, publica um<a href="http://edition.cnn.com/2010/SHOWBIZ/07/27/ansel.adams.discovery/index.html?hpt=C1#fbid=RjDIAm-vHrd" target="_blank"> vídeo-slideshow com algumas das fotos</a>, bem interessante.</p>
<p><strong>O que me leva a perguntar;<br />
</strong></p>
<h3><strong>E se as fotos não fossem 65 negativos em placas de vidro, envolvidas em papel de jornal datado dos anos 1942 e 1943, e sim arquivos digitais?<br />
Seriam encontradas?</strong></h3>
<p>Duvido muito.<br />
De qualquer forma, a discussão é interessante.<br />
A <a href="http://web.cinemateca.org.br/" target="_blank">Cinemateca Brasileira</a> publicou um livro, &#8220;<a href="http://web.cinemateca.org.br/dilema-digital" target="_blank">O Dilema Digital</a>&#8220;, que nos faz temer pela continuidade da preservação da memória digital, principalmente quando se trata de fotografia, cinema, audio e vídeo. É caro, difícil, requer cultura e tecnologia, além de ser efêmera, abstrata, a imagem digital.<br />
Uma quantidade grande de comentários que ampliou o debate pode ser<a href="http://www.clicio.com.br/blog/2010/o-paradoxo-digital/" target="_blank"> vista aqui</a>.<br />
De qualquer forma, fica a sugestão para que o assunto seja mais discutido nos eventos de fotografia e cultura no Brasil, já que é de interesse de todos nós.<br />
Sugestões para preservar os negativos digitais para que possam ser achados daqui a 100 anos?</p>
<p>É só deixar o seu comentário abaixo!</p>
<p> <img src='http://paratyemfoco.com/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Fotojornalismo brasileiro a todo vapor!</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2010/07/fotojornalismo-brasileiro-a-todo-vapor-2/</link>
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		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 05:53:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>estudiomadalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Juan Esteves]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p style="text-align: justify;">Entra ano, sai ano, críticos e profissionais decretam o fim do fotojornalismo. Novas ferramentas surgem, como o iPad, anunciando pelos mais afoitos, o  previsto fim da mídia impressa. Provavelmente, desde as litografias da época de D.Pedro II, se fala em que um dia teremos que ler as notícias de outra maneira, mas pelo andar da boa produção brasileira, ainda vai demorar. Nossas publicações impressas ainda vão muito bem, obrigado!</p>
<p style="text-align: justify;">“O Melhor do Fotojornalismo Brasileiro”, edição 2010, publicado pela Editoria Europa, está no seu segundo volume comprovando que a imagem brasileira continua forte. Melhor, continua dando frutos. São 200 páginas, quase 200 imagens e 90 fotógrafos que produzem em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Brasília,  Rio de Janeiro, Santa Catarina entre outros estados brasileiros, um acréscimo significativo sobre a primeira edição de 2009.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/foto1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8913" title="SECA DO PÁRANA DO PARAUA" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/foto1.jpg" alt="" width="464" height="311" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Márcio Silva/A Crítica</p>
<p style="text-align: justify;">Não precisa ser professor nem crítico para descobrir que tudo na fotografia muda. Também, nem ser muito gênio para saber que nem toda mudança significa evolução. Entretanto, nosso fotojornalismo dá sinais evidentes, para um bom observador, de um crescimento constante e de um amadurecimento exemplar. Basta notar que surgem a cada ano publicações que estampam fotografias na maior parte de seu conteúdo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/Wilton_Jr.AE-1.jpg"></a><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/foto2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8914" title="Morro dos Macacos" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/foto2.jpg" alt="" width="464" height="309" /></a><br />
Wilton Jr./Agência Estado</p>
<p style="text-align: justify;">O número de fotógrafos brasileiros nos principais eventos mundiais cresceu. Os grandes veículos não se contentam em mandar seus repórteres apenas para os jogos de futebol e esportes olímpicos, e cada vez mais vemos coberturas exclusivas em eventos que podem variar do fórum sobre os destinos do clima em Copenhagen até o dia -a -dia de uma tragédia como a ocorrida no Haiti no começo deste ano.</p>
<p style="text-align: justify;">No  mesmo compasso da evolução tecnológica, com câmeras aumentando constantemente seu poder , os canais de telecomunicações transformando minutos em segundos, e as rotativas rodando mais rápido, os fotógrafos perceberam &#8211; há algum tempo, diga-se de antemão – que a produção de seu conteúdo deveria acompanhar toda essa nova dinâmica, nem tanto pela obrigatoriedade de mudanças, mas no sentido de sacramentar todo o conhecimento apreendido, em imagens que traduzissem não somente notícias, mas histórias dentro delas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/Marcos-_Ramos_O_Globo.jpg"></a><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/foto3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8915" title="vários" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/foto3.jpg" alt="" width="417" height="581" /></a><br />
Marcos Ramos/O Globo</p>
<p style="text-align: justify;">Em diferentes padrões, aquele fotojornalismo espelhado em heróis como Chim ou Robert Capa, mudou, e muito. Não somos nós que estamos dizendo isso, mas seus diretos herdeiros como Thomas Hoepker, e outros mais. As grandes cooperativas de imagens mudam seu perfil para atender outras demandas e a imagem fotográfica se expande em outras direções, como a arte. Entretanto uma coisa não muda e não mudará. Para um bom fotojornalismo (ou boa arte) é preciso um bom profissional.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/foto4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8916" title="SENADO" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/foto4.jpg" alt="" width="464" height="277" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Lula Marques/Folha Imagem</p>
<p style="text-align: justify;">Oriundos de diferentes fontes informativas, como universidades, cursos, escolas especializadas,  seja no Brasil ou em grandes centros educacionais internacionais, uma grande parte de fotojornalistas se dedica a mesclar conhecimento, experiência e cultura. A boa produção não surge apenas do talento nato. Este, embora indispensável, passa por aprendizados e exercícios contínuos, leituras e releituras do que foi feito de melhor ao longo de décadas. O fato é que,  se a notícia muda, o fotojornalismo também muda!</p>
<p style="text-align: justify;">O espaço que o fotojornalismo brasileiro usufruia nas décadas douradas de 50, 60 ou 70 certamente não se repetirá e coube ao profissional de hoje administrar menos páginas na inserção de um conteúdo mais profundo. A seleção apresentada no “Melhor do Fotojornalismo Brasileiros, edição 2010,  exibe os diferentes meios de excelência, que ainda persistem nas mãos de grandes profissionais, que por sua vez,  apresentam diferentes  linguagens. A era de uma imagem sempre da mesma forma acabou. Não há mais espaço para saudosismo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/foto5.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8917" title="Franklin_de_Freitas_Jornal_do_Estado)CoritibaxFlu" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/foto5.jpg" alt="" width="464" height="309" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Franklin de Freitas/Jornal do Estado</p>
<p style="text-align: justify;">Significativo notar também que o fotojornalismo não só se destaca mas cresce geograficamente, repercutindo para alguns centros que até então ouvíamos falar muito pouco, e outros que nem mesmo tínhamos idéia de sua existência. Trabalhos de nível exemplar surgem de recônditos não muito explorados, onde uma profunda prospecção foi buscar e apresentar seu melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta segunda edição do melhor do nosso fotojornalismo, trabalhos de jovens profissionais  se mesclam com aqueles de vasta experiência e inúmeros prêmios acumulados, comprovando que a boa fotografia continua a surgir daqueles que estão começando ou por aqueles tarimbados, cujo talento, assim como a notícia bem registrada,  está longe de esfriar.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/foto6.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8918" title="TITULO EM CAIXA ALTA" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/foto6.jpg" alt="" width="464" height="307" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Sergio Lima/Folha Imagem</p>
<p style="text-align: justify;">Nomes de vasta bagagem e prêmios, como Jorge Araújo, Evandro Teixeira, Genaro Joner,  Roberto Jayme e  Sergio Amaral, dividem páginas com jovens profissionais talentosos, como Alexandre Severo, Anderson Schneider, Alcione Ferreira, Hélia Scheppa e Urbano Erbiste, entre outros descedentes diretos do melhor que nosso fotojornalismo produziu desde dos anos 50.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Juan Esteves, fotógrafo, vem escrevendo seus artigos desde 1988 na Folha de S. Paulo. Foi colunista da Revista Iris Foto e editor e colunista do Fotosite. É articulista da revista Fotografe Melhor e colaborador de textos e imagens para revistas como Mitsubishi, Living Alone, Viaje Mais e editora Cosac Naify. Agora, no blog do Paraty em Foco, Juan posta textos inéditos ou publicados – os últimos, com reedição e atualização feitas especialmente para este blog.</strong></em></p>
</div>
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		<title>Uma pitada de cursos</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2010/07/uma-pitada-de-cursos/</link>
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		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 05:41:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>estudiomadalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Dicas de cursos em Porto Alegre, São Paulo e Brasília ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Brasília: Projeto Fotolata &#8211; Arte e Ciência</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: normal; font-size: 13px;">Oficina de fotografia artesanal com duração de 1 dia, de 9 às 12h e 14 às 18h. A oficina será oferecida de 17 a 27 de julho.</span></p>
<p style="text-align: justify;">O fotógrafo José Rosa oferece a estudantes, profissionais e interessados em fotografia de todas as idades uma demonstração da técnica Pinhole. A oficina acontece em um trailler que se transforma em câmera fotográfica &#8220;gigante&#8221;, e também em laboratório para processamento das imagens captadas com as câmeras/latas.</p>
<p style="text-align: justify;">O valor do investimento é de R$ 120,00 para sócios da ASBAC e associados da AFoto e R$ 160,00 para não-sócios.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais informações: <a href="http://www.acasadaluzvermelha.com/pinhole/" target="_blank">http://www.acasadaluzvermelha.com/pinhole/</a></p>
<p><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/jose_rosa-e1278825491638.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8828" title="jose_rosa" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/jose_rosa-e1278825491638.jpg" alt="" width="580" height="313" /></a></p>
<p style="text-align: center;">José Rosa</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Porto Alegre: Arena Cursos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O espaço possui diversos programas de cursos de arte contemporânea: Programa de História e Teoria da Arte, com os cursos Fotografia e Debate Crítico: Uma Introdução, História da Arte: O Modernismo no Século XX, Arte Contemporânea: Após a Desmaterialização, Teoria da Arte &#8211; A História da Estética e da História da Arte; Programa de Orientação para Escrita e Prática Artística, com os cursos Grupo de Orientação à Prática Artística, Orientação para Escrita de Ensaio Crítico, Projeto Cultural e Material para Exposições e Eventos Artísticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Informações e inscrições: <a href="http://www.arena.org.br" target="_blank">http://www.arena.org.br</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>São Paulo: Centro Cultural b_arco</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Fotografia, Criação e Autoria com Marcelo Greco, de 19 a 22 de julho</p>
<p style="text-align: justify;">A Imagem Fotográfica na Arte Contemporânea, com Denise Gadelha, de 26 a 29 de julho</p>
<p style="text-align: justify;">Luz Marginal Procura Corpo Vago, com Gal Oppido, de 26 a 29 de julho</p>
<p style="text-align: justify;">Fotografia Digital: Introdução Técnica e Discussão, com Sofia Borges, de 02 a 05 de agosto</p>
<p style="text-align: justify;">Informações e inscrições: <a href="http://www.obarco.com.br/" target="_blank">http://www.obarco.com.br/</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/sofia2-e1278826779163.jpg"><img class="size-full wp-image-8829  aligncenter" title="sofia(2)" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/sofia2-e1278826779163.jpg" alt="" width="500" height="216" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Sofia Borges</p>
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		<title>Olhar de João, na Galeria Zoom de Paraty</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 19:25:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>estudiomadalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Exposição de 05 de agosto a 05 de setembro de 2010]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Galeria Zoom abre no dia 05 de agosto a exposição “Olhar de João”, com 30 fotografias de Dom João Henrique Maria Gabriel de Orleans e Bragança e curadoria de Milton Guran.</p>
<p><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/03-e1278616912412.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8783" title="03" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/03-e1278616912412.jpg" alt="" width="580" height="379" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em>O olhar de João realmente vê, vai além da fachada das coisas.<br />
</em><em>Seu olhar nos traz a cena por detrás da cena e é isso que separa um fotógrafo de alguém que simplesmente fotografa.<br />
</em><em>A pessoa João se mistura com as muitas pessoas que habitam suas imagens, como amigos, parceiros na aventura da vida.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Milton Guran</strong></em></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-8776" title="19" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/19-e1278615865500.jpg" alt="" width="580" height="386" /></p>
<p style="text-align: justify;">A exposição traz 30 fotos do livro homônimo que foi lançado no início deste ano e que mostra um resumo do percurso fotográfico de Dom João com fotos em PB e Cor. A exposição vai fazer parte da programação da FLIP &#8211; Festa Literária de Paraty.</p>
<p><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/06-e1278615899579.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8777" title="06" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/06-e1278615899579.jpg" alt="" width="580" height="380" /></a></p>
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p>De 05 de agosto a 05 de setembro de 2010</p>
<p>Galeria Zoom de Fotografia de Paraty</p>
<p>Rua do Comércio, 05 &#8211; Centro Histórico</p>
<p>23970-000 &#8211; Paraty  &#8211; RJ</p>
<p>24 9228 6268</p>
<p>meca@paratyweb.com.br</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Robert Polidori, por Juan Esteves</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2010/01/robert-polidori-por-juan-esteves/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 12:54:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>estudiomadalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[chernobyl]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Esteves]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[pripyat]]></category>
		<category><![CDATA[robert polidori]]></category>
		<category><![CDATA[zone of exclusion]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta semana, nosso colunista se debruça sobre o livro <em>Zones of exclusion – Pripyat and Chernobyl</em>. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 26 de abril de 1986, técnicos e engenheiros da usina atômica de Chernobyl (cidade ao norte da Ucrânia),  estavam fazendo um teste de segurança no reator nº 4 . A ideia era ver até aonde o reator aguentaria em caso de uma falha de energia. Ou melhor, se o resfriamento do reator se sustentaria. O que não se esperava aconteceu: Os preparativos dos testes desestabilizaram o reator, mas o engenheiro de plantão e o engenheiro chefe resolveram  ir adiante. O resultado desta irresponsabilidade, o maior acidente nuclear da história, ainda reflete  mais de vinte anos depois.</p>
<div id="attachment_5372" class="wp-caption alignnone" style="width: 485px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/foto1_280.jpg"><img class="size-full wp-image-5372" title="foto1_280" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/foto1_280.jpg" alt="Capa de &lt;em&gt;Zones of exclusio – Pripyat and Chernobyl&lt;/em&gt;, de Robert Polidori" width="475" height="372" /></a><p class="wp-caption-text">Capa de Zones of exclusio – Pripyat and Chernobyl, de Robert Polidori</p></div>
<p>É essa reverberação que foi transformada em imagens pela câmera de grande formato do  fotógrafo canadense Robert Polidori, e trazida à luz neste estonteante livro <em>Zones of Exclusion – Pripyat and Chernobyl</em>, de 2003. Obra com requinte igual ao seu <em>Havana</em>, publicado pela mesma editora, a Steidl. Em 1967, quando tinha apenas 17 anos, Gerhard Steidel começou trabalhando como designer e impressor e em 1972 publicou o primeiro livro pela sua editora, <em>Befragung zur documenta</em> (ou &#8220;Questionando a Documenta&#8221;).</p>
<p>Pripyat é a cidade próxima a Chernobyl  onde moravam a maioria das pessoas que trabalhavam ou dependiam da usina para viver .Toda região num raio de 30 km  teve  que ser evacuada e esta área ficou chamada &#8220;Zona de Exclusão&#8221;. Excetuando  algumas poucas pessoas que controlam o que havia sobrado da usina (o último reator foi desligado em 2000) , somente às pessoas idosas foi dada  a permissão (oficial) de retornarem a suas casas, ou para o que sobrou delas.</p>
<div id="attachment_5374" class="wp-caption alignnone" style="width: 485px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/polidori_pripyat_operating_room_126_lg.jpg"><img class="size-full wp-image-5374" title="polidori_pripyat_operating_room_126_lg" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/polidori_pripyat_operating_room_126_lg.jpg" alt="Foto: Robert Polidori" width="475" height="374" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Robert Polidori</p></div>
<p>Após o acidente, as autoridades transportaram os moradores para Slavutych, cidade a 45 Km de Pripyat. Para lá também foram cientistas e trabalhadores da usina. Ainda hoje a cidade é controlada por guardas em seu perímetro urbano. Em 2005 contava com 25 mil habitantes aproximadamente. Em janeiro de 2009, Viktor Yushchenko, presidente da Ucrânia, e Alexander Lukashenko, presidente de Belarus (Bielorrússia) assinaram um acordo para facilitar o trânsito de especialistas, inclusive estrangeiros, entre a cidade e a nova usina Chernobyl.</p>
<p>As imagens de Polidori, produzidas em maio de 2001,  são de um requinte técnico que, em conjunto  com a realidade  quase inimaginável, tornam-se próximas do que seria uma &#8220;realidade construída&#8221;, para se usar um termo de análise. A diferença deste fotógrafo  para os outros como Jeff Wall e Philip- Lorca di Corcia, é que Polidori não criou nada, não imaginou nada, não usou casting nenhum. Suas imagens são verdadeiras e a cada página ficam mais desconcertantes em virtude da  magnitude do evento.</p>
<p>Logo após o reator de Chernobyl ter se tornado instável, deficiências de engenharia básica e  ações atrapalhadas dos operadores levaram a uma explosão, seguida de uma onda radioativa. Uma outra explosão levou para os ares o teto do edifício da usina. Combustível e pedaços da estrutura em chamas criaram múltiplos incêndios. Grandes partículas cairam na vizinhança e uma nuvem radioativa ganhou a atmosfera e foi carregada pelo vento, se espalhando pela Ucrânia, Belarus, Rússia e outros lugares da Europa.</p>
<p>Pelas fotografias Polidori confronta o leitor a cada página, perguntando qual o preço de buscar esta tecnologia. São escolas onde as cadeiras e estantes estão amontoadas, se destacando das paredes descascadas que diferenciam um abandono comum.  Os restos de construções se espalham pelos gramados e pela mata do entorno,  lembrando a ameaça que atinge também a natureza.</p>
<div id="attachment_5373" class="wp-caption alignnone" style="width: 485px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/polidori_pripyat_auditorium_lg.jpg"><img class="size-full wp-image-5373" title="polidori_pripyat_auditorium_lg" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/polidori_pripyat_auditorium_lg.jpg" alt="Foto: Robert Polidori" width="475" height="376" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Robert Polidori</p></div>
<p>Os hospitais fantasmas de suas fotos (que  até mesmo nos  remetem a realidade de muitas cidades brasilerias descuidadas pelo poder público) parecem mais recentes, como  as raras imagens que vimos dos ataques  americanos no Iraque. A &#8220;exclusão&#8221; das imagens de Polidori está muito longe daquelas frequentemente adocicadas e montadas que, para o leitor desatento – ou para aquele que se deixa iludir &#8211; simulam uma realidade inexistente.</p>
<p>A ausência da presença humana na maioria das imagens é que nos confronta com algo muito maior e mais complexo – e também, mais desesperador. Embora, às vezes, parece que vamos ver um corpo na página seguinte, como nas boas imagens de fotojornalistas como James Nachtwey, Alexandra  Boulat (1962-2007), Ron Haviv ou Antonin Kratochvil.</p>
<p>As poucas pessoas que  aparecem  são os técnicos que ficaram cuidando do &#8220;sarcófago&#8221;, uma estrutura de concreto que enterrou o plutônio radioativo juntamente com o lixo e detritos de metal, entre uma quantidade enorme de combustível. Mais de 200 toneladas de urânio e uma tonelada de plutônio estão lá embaixo, como uma bomba relógio, aguardando uma solução melhor.</p>
<p>Polidori não nos deixa esquecer que tudo isso não acabou. Sua denúncia através de imagens imaculadas encontra eco nos trabalhos, nos quais a arte imaginada encontra a realidade não imaginada, como o do fotógrafo californiano Richard Misrach e suas imagens dos campos de testes nucleares nos desertos americanos. Não foram apenas os ucranianos  que cometeram estes absurdos.</p>
<p>Sobre seu livro anterior, <em>Havana</em>, escrevi  que Polidori procurava extrair não somente a arquitetura que existiu, mas de certa forma, nos incitava a descobrir as almas que vagam por estes vestígios. Há em suas imagens esta sensação. Vemos um hospital destruído, mas as imagens nos levam a imaginar médicos e enfermeiras  trabalhando como se o lapso do tempo não existisse. Nas carteiras das escolas abandonadas podemos &#8220;ver&#8221; os alunos estudando.</p>
<p>Mais de 116 mil pessoas foram obrigadas a deixar Pripyat nos 10 dias que se seguiram ao acidente. O esforço de recolocar os moradores não foi completo. Mesmo com a radiação, muitos deles retornaram para buscar seus pertences, levando de volta consigo objetos contaminados. No total, mais de 350 mil pessoas tiveram que sair  de lá, e  desde 1995 elas estão voltando aos lugares inseguros. O problema é que, para eles, não se trata apenas de radioatividade. A situação econômica os obriga a retornar, e eles se alimentam de peixes, gado e frutas silvestres contaminados. A pobreza e o drama ecológico conspiram para empurrá-los de volta. Até mesmo os jovens retornaram em grandes quantidades, e uma parte significativa deles votou pela reabertura da usina em 2002.</p>
<p>Rios contaminados, cemitérios de carros e casas fantasmas em torno da região, registrados pelo  grande formato acurado que realça  as nuances das cores desbotadas. Detalhes produzidos pela película de fino grão que expelem  as veias e cortes da destruição, não são apenas objetos inanimados. São um libelo em favor de uma herança melhor, um alerta para humanidade. Este mesmo alerta  escrito na lousa de uma escola abandonada de uma das fotos. &#8220;Não há mais volta. Adeus. Pripyat, 28 abril 1986&#8243;.</p>
<p><em>Zones of exclusion – Pripyat and Chernobyl</em>, livro de fotografias de Robert Polidori. Editora Steidl. ISBN3-88243-021-1. <a href="http://freebook.com.br/index.php" target="_blank">Freebok</a>: freebook@freebook.com.br</p>
<p>- Texto publicado em maio de 2006, no Fotosite, e atualizado para o blog do PEF.</p>
<p><em><strong>Juan Esteves, fotógrafo, vem escrevendo seus artigos desde 1988 na Folha de S. Paulo. Foi colunista da Revista Iris Foto e editor e colunista do Fotosite. É articulista da revista Fotografe Melhor e colaborador de textos e imagens para revistas como Mitsubishi, Living Alone, Viaje Mais e editora Cosac Naify. Agora, no blog do Paraty em Foco, Juan posta, todas as sextas-feiras, textos inéditos ou publicados – os últimos, com reedição e atualização feitas especialmente para este blog.</strong></em></p>
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		<title>São Paulo de muitos fotógrafos</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 12:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>estudiomadalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
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		<description><![CDATA[Cia de Foto convoca, em seu blog, fotógrafos a enviarem suas fotos de São Paulo. O resultado: 230 colaborações, um vídeo, um site e mais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>São Paulo faz aniversário na próxima segunda-feira e as homenagens já começaram – tão grandes quanto seu tamanho. Uma delas é o projeto <a href="http://ciadefoto.com.br/blog/?p=1837&amp;cpage=1#comment-1160" target="_blank">São Paulo de muitos</a>, coordenado pela Cia de Foto. A ideia nasceu como uma pauta fotográfica para a Revista da Folha. Só que, depois que a Cia abriu uma convocatória em seu blog, acabou virando uma exposição coletiva online, com imagens enviadas por jovens fotógrafos, estudantes, pesquisadores, coletivos e fotógrafos profissionais.</p>
<div id="attachment_5278" class="wp-caption alignnone" style="width: 356px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/sx70-3.jpg"><img class="size-full wp-image-5278" title="sx70-3" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/sx70-3.jpg" alt="Foto: Coletivo SX-70" width="346" height="420" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Coletivo SX-70</p></div>
<p>A mobilização foi impressionante: em apenas seis dias, 230 fotógrafos enviaram suas fotos e número de visitas ao blog da Cia aumentou consideravelmente (cerca de 12 mil, neste mesmo período).</p>
<div id="attachment_5274" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/alexia_santi.jpg"><img class="size-full wp-image-5274" title="alexia_santi" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/alexia_santi.jpg" alt="Foto: Alexia Santi " width="560" height="374" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Alexia Santi </p></div>
<div id="attachment_5277" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/rubens.jpg"><img class="size-full wp-image-5277" title="rubens" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/rubens.jpg" alt="Foto: Rubens Fernandes Júnior" width="560" height="420" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Rubens Fernandes Júnior</p></div>
<p>Cada uma das fotos enviadas será publicada no blog e usada no vídeo. Entre hoje e sexta-feira, ainda entram mais 80 colaborações. E dia 24.01, no próximo domingo, sai a Revista da Folha com uma edição das imagens enviadas. Além disso, na mesma revista, sai o link para o site da ação, que agora ganhou vida própria – e endereço exclusivo na internet.</p>
<div id="attachment_5276" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/hector_mediavilla.jpg"><img class="size-full wp-image-5276" title="UNDERGROUND" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/hector_mediavilla.jpg" alt="Foto: Hector Mediavilla" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Hector Mediavilla</p></div>
<div id="attachment_5275" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/bob-w.jpg"><img class="size-full wp-image-5275" title="bob w" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/bob-w.jpg" alt="Foto: Bob Wolfenson" width="560" height="376" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Bob Wolfenson</p></div>
<p>Para ver todas as colaborações do projeto, até agora: <a href="http://ciadefoto.com.br/blog/?tag=spmuito" target="_blank">São Paulo de muitos</a>.</p>
<div id="attachment_5296" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/nair_benedicto.jpg"><img src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/nair_benedicto.jpg" alt="Foto: Nair Benedicto" title="nair_benedicto" width="560" height="372" class="size-full wp-image-5296" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Nair Benedicto</p></div>
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		<title>Enquanto isso, no Haiti&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 12:43:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>estudiomadalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Clicio Barroso]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[haiti]]></category>

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		<description><![CDATA[Clicio Barroso lança a seguinte pergunta: "Fotografar ou ajudar?". ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O terremoto no Haiti levou não somente militares, voluntários e médicos ao país. Levou também jornalistas e fotógrafos – talvez mais do que o necessário.</p>
<p>A discussão sobre ética fotográfica, neste contexto, vai além do respeito com o espectador. Num cenário de tragédia, entram outras questões. Clicio Barroso, em seu blog, lança a pergunta: &#8220;<a href="http://www.clicio.com.br/blog/2010/haiti-fotografar-ou-ajudar/" target="_blank">Haiti: fotografar ou ajudar?</a>&#8220;. No post, Clicio defende que é necessário, sim, o envio de fotojornalistas a Porto Príncipe, para que as pessoas tenham uma mínima noção do tamanho do caos – e assim, quem sabe, se inspirem a ajudar. O que ele questiona é a presença excessiva (e a conduta) de fotógrafos free-lancers ou o que ele chama de &#8220;adrenalin freaks&#8221;.</p>
<p>Até o momento da publicação deste post, o artigo de Clicio já contava com mais de 74 comentários e 181 tweets. O blog do PEF recomenda a leitura – e a reflexão.</p>
<div id="attachment_5258" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/AP.jpg"><img src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/AP.jpg" alt="Fotojornalista ou paparazzi? Foto:AP via BBC" title="AP" width="580" height="387" class="size-full wp-image-5258" /></a><p class="wp-caption-text">Fotojornalista ou paparazzi? Foto:AP via BBC</p></div>
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		<title>Os retratos de família de Fifi Tong, por Juan Esteves</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 13:09:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>estudiomadalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
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		<category><![CDATA[Juan Esteves]]></category>
		<category><![CDATA[retratos de família]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta semana, nosso colunista fala sobre o livro <em>Origem – Retratos de Família no Brasil</em>, de Fifi Tong. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A fotógrafa brasileira Fifi Tong dedicou parte dos últimos quinze anos a retratar famílias no Brasil oriundas de diferentes etnias e regiões. Trabalho autoral que exerceu juntamente com o seu comercial fincado no editorial e no publicitário. Entretanto, o livro é mais do que uma reunião de belos retratos- exemplarmente fotografados- e sim uma pesquisa sobre as origens que dão significado a família brasileira, uma ampla digressão cultural representada de maneira gráfica e esteticamente peculiar.</p>
<div id="attachment_5189" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/fifi-tong.jpg"><img src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/fifi-tong.jpg" alt="Família Yoshikawa, Japão/Brasil. Foto: Fifi Tong" title="fifi-tong" width="400" height="577" class="size-full wp-image-5189" /></a><p class="wp-caption-text">Família Yoshikawa, Japão/Brasil. Foto: Fifi Tong</p></div>
<p>A fotógrafa conta que partiu de sua própria família, chineses que vieram de Xangai. Obviamente o caldeirão étnico que o Brasil representa e principalmente São Paulo, onde ela trabalha e vive, ajudaram no seu desenvolvimento, que também extrapolou para outras regiões brasileiras,  bem como abriu o leque para que o registro não ficasse apenas no seu âmbito social, abordando outras diferentes camadas.</p>
<p>A história da fotografia desde seus primórdios é firmada no retrato. Seus anexos antropológicos propõem sua expansão que também é imbuída de certo caráter ontológico. Isso fica nítido nas poses dos personagens da fotógrafa, que sem medo encaram a câmera e sem falar, dizem muito. Uma parceria que Fifi Tong estabeleceu, uma relação que vai além de um objeto estético, bem iluminado e corretamente registrado.</p>
<div id="attachment_5190" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/fifi.jpg"><img src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/fifi.jpg" alt="Família Pascolato. Foto: Fifi Tong" title="fifi" width="580" height="371" class="size-full wp-image-5190" /></a><p class="wp-caption-text">Família Pascolato. Foto: Fifi Tong</p></div>
<p>A intimidade com os retratados, não necessariamente aquela literal, mas outra no sentido humano mais amplo, permitiu que a fotógrafa realizasse um belíssimo trabalho. Nos faz lembrar, de maneira mais aberta, os retratos feitos por Julia Cameron entre 1846 e 1875. Esta também guarda algumas semelhanças. Nascida  e criada na India, filha de pai inglês,  foi viver mais tarde na Inglaterra e transformou sua familia mais próxima e seus vizinhos em permanentes modelos.</p>
<div id="attachment_5188" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/FAMILIA-MACHADO_BAHIA_SP.jpg"><img src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/FAMILIA-MACHADO_BAHIA_SP.jpg" alt="Família Machado, Bahia/SP. Foto: Fifi Tong" title="FAMILIA-MACHADO_BAHIA_SP" width="400" height="593" class="size-full wp-image-5188" /></a><p class="wp-caption-text">Família Machado, Bahia/SP. Foto: Fifi Tong</p></div>
<p>As semelhanças com Cameron, além da excelente técnica fotográfica, terminam em seu modus operandi. Enquanto esta produzia suas imagens buscando resgatar o anglicanismo que se esfacelava na  Inglaterra vitoriana, Fifi Tong buscou em seu retratos entender suas próprias origens e daqueles que vivem a sua volta. Passou das mulheres próximas (mãe e avó) até “abrir para as misturas” como ela mesmo conta. Neste trajeto, carregou com suas imagens as delicadas marcas traçadas pelo tempo, ou seja, a verdadeira essência do retrato.</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
<em>Origem- Retratos de Família no Brasil</em>, de Fifi Tong. <a href="http://www.auana.com.br/" target="_blank">Auana Editora</a>.</p>
<p><em><strong>Juan Esteves, fotógrafo, vem escrevendo seus artigos desde 1988 na Folha de S. Paulo. Foi colunista da Revista Iris Foto e editor e colunista do Fotosite. É articulista da revista Fotografe Melhor e colaborador de textos e imagens para revistas como Mitsubishi, Living Alone, Viaje Mais e editora Cosac Naify. Agora, no blog do Paraty em Foco, Juan posta, todas as sextas-feiras, textos inéditos ou publicados – os últimos, com reedição e atualização feitas especialmente para este blog.</strong></em></p>
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		</item>
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		<title>Duas vezes Haruo Ohara, por Juan Esteves</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2010/01/haruo-ohara-por-juan-esteves/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 13:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>estudiomadalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[editora positivo]]></category>
		<category><![CDATA[haruo ohara]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Moreira Salles]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Esteves]]></category>

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		<description><![CDATA[Juan Esteves comenta dois livros do lavrador e "fotógrafo diletante" Haruo Ohara.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Kochi, no sul do Japão, é uma cidade com vistas para a pequena baía de Urado, cortada por vários rios, e cercada por montanhas e pequenos montes. Foi deste belo lugar que o lavrador e fotógrafo diletante Haruo Ohara zarpou para o Brasil, a bordo do navio Hawaii Maru em 1927. Dezenove anos antes, o vapor Kasato Maru trazia a primeira leva de imigrantes japoneses para o país.</p>
<div id="attachment_5068" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/juan-haruo4.jpg"><img class="size-full wp-image-5068" title="juan-haruo4" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/juan-haruo4.jpg" alt="Foto: Haruo Ohara" width="500" height="508" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Haruo Ohara</p></div>
<p>Haruo Ohara (1909-1999) ainda não tinha 18 anos de idade, e segundo seus biógrafos Rogério Ivano e Marcos Losnak, autores do livro <em>Lavrador de imagens, uma biografia de Haruo Hara</em> (S.H.Ohara, 2003), foi para uma terra onde se dizia crescer “árvore do dinheiro”, o café. Estas informações também estão no texto que os historiadores assinam em <em>Haruo Ohara</em>, publicado pela Editora Positivo (2008) sob coordenação do fotógrafo Orlando Azevedo, que também assina a curadoria e o projeto editorial.</p>
<p><em>Haruo Ohara Fotografias</em>, edição do Instituto Moreira Salles (2008), foi publicado para acompanhar a exposição que esteve na Galeria do Sesi nos meses de fevereiro e março de 2009, com curadoria de Sergio Burgi, responsável pela reserva técnica do Instituto no Rio de Janeiro. O livro traz um poético texto do jornalista e fotógrafo Marcos Sá Correia e as imagens impressas em ambas edições pertencem ao acervo do IMS, doadas pela família do fotógrafo.</p>
<div id="attachment_5067" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/juan-haruo3.jpg"><img class="size-full wp-image-5067" title="juan-haruo3" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/juan-haruo3.jpg" alt="Foto: Haruo Ohara" width="500" height="326" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Haruo Ohara</p></div>
<p>A edição curitibana é pequena, num formato quase pocket, trilíngue em português, japonês e inglês. A edição do IMS traz apenas texto em português, tem um formato maior e é também em brochura como a outra. Embora uma seja maior que a outra, a mancha de imagem é praticamente a mesma, devido ao aproveitamento diferente da diagramação. Em comum também, ambas grafam errado o nome do Foto Cine Clube Bandeirante que neste ano completou 70 anos de atividades, aliás, habitualmente escrito no plural.</p>
<p>Por que duas edições simultâneas sobre Ohara? Sem considerar a comemoração dos 100 anos da imigração japonesa, basta abrir qualquer um dos livros, até mesmo aleatoriamente, e se obtém a resposta imediata: o fotógrafo é um diamante raro em meio a tanto carvão. Ou melhor, um fotógrafo de talento exemplar que trabalhou como agricultor no interior do Paraná. De fato, Ohara quando chegou ao Brasil foi para Cotia, em São Paulo, onde, contam seus biógrafos, “o sonho da fartura acabou numa plantação de batatas”.</p>
<div id="attachment_5066" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/juan-haruo2.jpg"><img class="size-full wp-image-5066" title="juan-haruo2" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/juan-haruo2.jpg" alt="Foto: Haruo Ohara" width="500" height="313" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Haruo Ohara</p></div>
<p>Sem perder a esperança, Ohara viu o sonho melhorar depois de uns três anos de trabalho duro, quando sua família teve seu pedaço de terra ao lado do rio Paranapanema, num pequeno povoado que em 1934 passou a levar o nome Londrina. A cidade teve uma colonização espontânea que começou em 1904. Lugar de terra roxa e muito fértil, hoje tem perto de 500 mil habitantes, mas a agricultura ainda é o forte. Foi lá também que comprou sua primeira câmera usada, de um amigo que também foi seu primeiro mestre.Em seu diário anotou: “De cada dez fotos, três eram boas”.</p>
<p>Uma de suas primeira imagens, de 1938, foi o retrato da esposa Kô, num campo de laranjas, em roupas de trabalho. A esposa seria muito retratada até pouco antes de morrer em 1973. Tanto ela, quanto sua mãe, seus filhos, a avó, os cunhados e amigos próximos estão registrados na edição. Apesar de certa formalidade, Ohara esbanja elegância e já utilizava fundos neutros, como os usados por Weston ou Avedon. Um cobertor pendurado no varal era o suficiente. A técnica da luz natural distante do fundo lhe dava também uma ampla gama de tonalidades que ele usava sabiamente.</p>
<div id="attachment_5065" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/juan-haruo.jpg"><img class="size-full wp-image-5065" title="juan-haruo" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/juan-haruo.jpg" alt="Foto: Haruo Ohara" width="500" height="504" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Haruo Ohara</p></div>
<p>Em 1951, o fotógrafo foi um dos fundadores do Foto Cine Clube de Londrina, ano em que também se inscreve no lendário Foto Cine Clube Bandeirante, por onde passaram nomes como Thomaz Farkas e German Lorca, e participa de inúmeros salões nacionais. Em sua vasta obra, uma visão oriental permanente onde se percebe de imediato o estudo da composição. Mesmo quando é lúdico o fotógrafo não deixa de também ser arrojado. A precisão da iluminação – constante – passeia por seu mundo mais pessoal e familiar e se estende às suas paisagens, que apesar do curto raio da distância ganha ares de grandeza.</p>
<p>Haruo Ohara foi homenageado, em 1988, nos 80 anos da imigração japonesa. “Já não era um imigrante, e sim, um dos pioneiros da construção de Londrina” contam Ivan e Losnak; em 2003 foi lembrado com uma sala especial na 12ª edição da Coleção Pirelli-MASP, em São Paulo. Seu neto Saulo Ohara recebeu a homenagem por ele. Agora são mais dois livros que se somam aos inúmeros catálogos de clubes a fazer justiça a esse brilhante fotógrafo que, em meio a lavoura escondida, soube ser um dos mais universais fotógrafos que este pais já viu.</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
<em>Haruo Ohara</em>. Curadoria e projeto editorial de Orlando Azevedo; textos de Rogério Ivano, Marcos Losnak e Orlando Azevedo. Editora Positivo.<br />
<em>Haruo Ohara Fotografias</em>. Textos de Sergio Burgi e Marcos Sá Correia. Edição <a href="http://ims.uol.com.br/" target="_blank">Instituto Moreira Salles</a> Isbn-978-85-86707-29-2.</p>
<p><em><strong>Juan Esteves, fotógrafo, vem escrevendo seus artigos desde 1988 na Folha de S. Paulo. Foi colunista da Revista Iris Foto e editor e colunista do Fotosite. É articulista da revista Fotografe Melhor e colaborador de textos e imagens para revistas como Mitsubishi, Living Alone, Viaje Mais e editora Cosac Naify. Agora, no blog do Paraty em Foco, Juan posta, todas as sextas-feiras, textos inéditos ou publicados – os últimos, com reedição e atualização feitas especialmente para este blog.</strong></em></p>
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		<title>Carlos Moreira, por Juan Esteves</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 13:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>estudiomadalena</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esteves revisita texto publicado originalmente no começo deste ano, sobre o livro de Carlos Moreira, para sua coluna no Fotosite. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O livro parece (e é) um momento de reflexão. Uma pausa na gestão de uma grande obra, inacabada por certo, de um dos grandes fotógrafos brasileiros cujo percurso sempre amarrou a observação arguta à reflexão sobre o próprio fazer fotográfico. <em>Carlos Moreira</em>, simples título do exercício, também remete ao primeiro <em>Carlos A. Moreira</em> (Gráficos Brunner, 1977) hoje parte da antologia fundamental.</p>
<div id="attachment_4798" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/carlosmoreira3.jpg"><img src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/carlosmoreira3.jpg" alt="Reprodução do livro &lt;em&gt;Carlos Moreira&lt;/em&gt;" title="carlosmoreira3" width="500" height="417" class="size-full wp-image-4798" /></a><p class="wp-caption-text">Reprodução do livro <em>Carlos Moreira</em></p></div>
<p>Cuidada e delicada, a proposta une o fotógrafo aos artistas Rubens Matuck e César Landucci na criação da Edições da Pulga. Na empresa está também a curadora Rosely Nakagawa, que editou as imagens. A feliz parceria dos dois é de longa data, e um escrito seu sobre a obra do fotógrafo sempre é certeiro como um tanka: “Naturezas-mortas compostas de memórias sobre a mesa, livros de cabeceira, sorrisos e afetos…”.</p>
<p>Em tempos de enormes edições e centenas de imagens, Moreira nos brinda com pouco mais de 20 delas. De início, recorro ao dito do curador Diógenes Moura em <em>Eu olhei tanto</em>, sua mostra de 2007: “…cada imagem é um eu profundo. Cada imagem respira independente, uma da outra, sendo todas uma mesma.” Realmente, é preciso olhar muito, e demoradamente, e assim perceber seus desdobramentos, seus diferentes matizes.</p>
<div id="attachment_4796" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/carlosmoreira.jpg"><img src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/carlosmoreira.jpg" alt="Reprodução do livro &lt;em&gt;Carlos Moreira&lt;/em&gt;" title="carlosmoreira" width="500" height="417" class="size-full wp-image-4796" /></a><p class="wp-caption-text">Reprodução do livro <em>Carlos Moreira</em></p></div>
<p>A referência aos retratos inclusos em outros retratos nos leva a uma incursão memorialista. Não aquela inconsciente e coletiva como Jung nos sugere, mas sim a sua própria, quase hermética, ou melhor, aquela “proustiana” onde as reminiscências parecem interligar o passado com o presente, sugerindo um caráter ontológico. Postais antigos, fotos emolduradas e livros, porções de seus still life , também sugerem essa digressão.</p>
<p>Na cabeceira está o segundo tomo do <em>Essais sur le Bouddhisme Zen</em>, de Daizetz Susuki; Os 78 poemas do livro <em>Le Chant de l’immédiat satori: Shodoka</em>, de Hsuan-Chueh, são considerados obras fundamentais do Zen. Ao lado destes, descansa outro livro símbolo: <em>The Wit and Wisdom of Quentin Crisp </em>compilado e editado por Guy Kettellhack. Ora, tanto Crisp (1908-1999) quanto Kettellhack são escritores e poetas incomuns, ícones de difícil consumo, mas Moreira, ao torná-los conteúdo propõe o entendimento em diferentes layers: uma página inserida noutra imagem, que por sua vez se relaciona com uma terceira: retratos dentro de autorretratos, filosofia dentro da poesia.</p>
<div id="attachment_4799" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/carlosmoreira4.jpg"><img src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/carlosmoreira4.jpg" alt="Reprodução do livro &lt;em&gt;Carlos Moreira&lt;/em&gt;" title="carlosmoreira4" width="500" height="429" class="size-full wp-image-4799" /></a><p class="wp-caption-text">Reprodução do livro <em>Carlos Moreira</em></p></div>
<p>Este círculo filosófico-imagético é inerente a obra de Moreira. Não apenas como pensador que é, mas por suas imagens que, pela simplicidade quase oriental, nos envolve paradoxalmente num raciocínio mais complexo. Não disse o mestre que se leva muito tempo (ou uma vida) para alcançar a simplicidade do ser? Recorro a Rosely Nakagawa: “O desprendimento das regras e do método trouxe uma nova revolução que o fez voltar-se para si próprio.”</p>
<p>Outra alusão exposta pelo fotógrafo: <em>Leaves of Grass</em>, do poeta americano Walt Whitman (1819-1892), com seu retrato na capa, apara outra imagem. Esta, solitária na página anterior adquire encetado significado, pois o retrato sugere o próprio fotógrafo distante no tempo. Noutra um relógio parado oferece a imagem retida para sempre, para logo mais interferir na mesma. Não somos mais senhores da imagem, ela tem vida própria, se transforma.</p>
<div id="attachment_4797" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/carlosmoreira2.jpg"><img src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/carlosmoreira2.jpg" alt="Reprodução do livro &lt;em&gt;Carlos Moreira&lt;/em&gt;" title="carlosmoreira2" width="500" height="417" class="size-full wp-image-4797" /></a><p class="wp-caption-text">Reprodução do livro <em>Carlos Moreira</em></p></div>
<p>Afinal, Whitman não uniu o transcendental e o real em sua obra? Para o também poeta e crítico irlandês Edmonde Holmes (1850-1936) ele tinha certeza que, se não havia nada ideal na natureza humana, por certo também não haveria nada ideal acima dela. Como o poeta, o fotógrafo também parece acreditar no que Holmes chamou de concepção idealística igualitária.* &#8220;Todos os retratados são seus iguais. Tomo emprestado novamente o poeta (…). I will make poems of materials, for I think they are to be the most spiritual poems (…)&#8221;.**</p>
<p>As assemblages de Moreira inevitavelmente nos levam àquelas produzidas pelo genial mineiro Farnese de Andrade (1926-1996) ou como propõe Rosely Nakagawa: “Uma arqueologia às avessas na qual as camadas superiores relatam o passado e as camadas submersas revelam o que está por vir”. Em ambos artistas também vivenciamos uma aura trágica, mas, neste ponto, o fotógrafo não caminha para um destino infeliz como o artista, somente carrega em densidade sua obra, como se cada página fosse um ato de uma ópera. Ambos deixam para o observador a busca pelo elo que unirá suas ideias.</p>
<p>O fotógrafo, ao recortar diversas fases da sua vida, propõe um balanço imagético. Ao adotar a assemblage como meio de expressão nos faz pensar que pode revogar suas propostas anteriores, pois desta sobrevivem apenas duas ou três fotografias. Revela também suas adesão, agora explícita, aos pensamentos de seus coadjuvantes, que na verdade junto com o próprio se tornam protagonistas de uma nova ideia.</p>
<p><em>Carlos Moreira</em> é um livro pequeno (com poucas páginas e imagens) capaz de contar uma grande história ou propor um interessantíssimo jogo filosófico. O fotógrafo, como se intitulava seu personagem Crisp, é de fato um brilhante racontéur. A habilidade na sua narrativa é inequívoca. Por um tempo, imagina-se, deixou de ser o flâneur paulistano e nos brindou com mais um de seus questionamentos fotográficos. Mas, apenas por um tempo, seu próprio tempo, imagina-se…</p>
<p>* Em: Walt Whitman’s Poetry –A study &amp; A Selection by Edmond Holmes (John Lane, 1902)</p>
<p>** Em: Starting from Paumanok 6, Leaves of Grass ( The Modern Library, 1921) pp.14 (acervo Harvard College Library)</p>
<p><strong>Serviço:</strong><br />
<em>Carlos Moreira</em>, livro de Carlos Moreira com textos de Diógenes Moura e Rosely Nakagawa; design gráfico de Rubens Matuck e César Landucci. Edições da Pulga. À venda na loja de Pinacoteca do Estado de São Paulo.</p>
<p><em><strong>Juan Esteves, fotógrafo, vem escrevendo seus artigos desde 1988 na Folha de S. Paulo. Foi colunista da Revista Iris Foto e editor e colunista do Fotosite. É articulista da revista Fotografe Melhor e colaborador de textos e imagens para revistas como Mitsubishi, Living Alone, Viaje Mais e editora Cosac Naify. Agora, no blog do Paraty em Foco, Juan posta, todas as sextas-feiras, textos inéditos ou publicados – os últimos, com reedição e atualização feitas especialmente para este blog.</strong></em></p>
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