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	<title>Paraty em Foco</title>
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	<description>Blog de Fotografia</description>
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		<title>Vreeland e Chanel, a era da fotografia {por Juan Esteves}</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 17:24:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Headline]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[coco chanel]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Esteves]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais que um fio condutor recorrente, a fotografia é sempre a protagonista das afinidades eletivas, caso de duas publicações importantes na compreensão da imagem do século XX: Glamour, de Diana Vreeland, e A era Chanel, de Edmonde Charles-Roux. Ambas são edições especiais que a editora Cosac Naify colocou no mercado em novembro de 2011, trazendo, em conjunto, mais de 600 imagens...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Mais que um fio condutor recorrente, a fotografia é sempre a protagonista das afinidades eletivas, caso de duas publicações importantes na compreensão da imagem do século XX: <em>Glamour</em>, de Diana Vreeland, e <em>A era Chanel,</em> de Edmonde Charles-Roux. Ambas são edições especiais que a editora Cosac Naify colocou no mercado em novembro de 2011, trazendo, em conjunto, mais de 600 imagens.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/livro-GLAMOUR-Greta-Garbo-em-ferias-1932-©-The-Estate-of-Martin-Munkacsi-Courtesy-Howard-Greenberg-Gallery-NYC.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-20058" title="P033" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/livro-GLAMOUR-Greta-Garbo-em-ferias-1932-©-The-Estate-of-Martin-Munkacsi-Courtesy-Howard-Greenberg-Gallery-NYC.jpg" alt="" width="502" height="580" /><br />
</a><em>Livro </em>Glamour,<em> Greta Garbo em ferias, 1932 © The Estate of Martin Munkacsi, Courtesy Howard Greenberg Gallery, NYC</em></p>
<p style="text-align: justify;">Diana Vreeland (1906-1989) foi a verdadeira essência do meio editorial que consagraria grandes fotógrafos como Richard Avedon e David Bayley entre outros. Foi colunista e editora de moda da Harper&#8217;s Bazaar por 25 anos, editora chefe da Vogue e curadora do Metropolitan Museum of Art&#8217;s Costume Institute. Coco Chanel (1883-1971) parafraseando o título, tornou-se mais do que uma estilista, batizando toda uma época, na qual a fotografia surgiu como elemento fundamental.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/LIVRO-GLAMOUR-AUDREY-HEPBURN-POR-CECIL-BEATON-DECADA-DE-1950.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-20057" title="P197" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/LIVRO-GLAMOUR-AUDREY-HEPBURN-POR-CECIL-BEATON-DECADA-DE-1950.jpg" alt="" width="405" height="580" /></a> <em>Livro Glamour, Audrey Hepburn por Cecil Beaton, década de 1950 </em></p>
<p style="text-align: justify;">Com diferentes conteúdos, os livros são compilações de caráter antropológico em seus parentescos, leituras priviligiadas do desenvolvimento da sociedade paralela ao crescimento da fotografia. O fluxo narrativo e imagético de ambos é prazeroso, apesar das duas merecerem reproduções melhores. Mesmo com papel de qualidade, e impressão impecável, temos a sensação de que uma boa parte das imagens são reproduções, principalmente em <em>Glamour</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas <em>Glamour</em> tem uma vantagem: seu texto é diretamente ligado a fotografia. São as memórias e comentários de Vreeland, suas impressões sobre imagens e suas funções. Na seleção, entre outros estão Barão de Meyer, Edward Steichen, Lartigue, Cecil Beaton e Horst P.Horst, que dominaram o cenário até meados do século XX, seguidos por Richard Avedon e Irving Penn que posteriormente reinaram quase absolutos. Pérolas como (&#8230;) &#8220;Ele nunca se preocupa com a técnica. Sempre trabalhava como um<em> amateur </em>- no sentido fancês da palavra- que é a única maneira que conheço de trabalhar&#8221; (sobre Beaton), são cativantes.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/LIVRO-ERA-CHANEL-COCO-CHANEL-POR-LIPNITIZKI-1936.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-20056" title="LIVRO ERA CHANEL COCO CHANEL POR LIPNITIZKI 1936" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/LIVRO-ERA-CHANEL-COCO-CHANEL-POR-LIPNITIZKI-1936.jpg" alt="" width="481" height="580" /></a><br />
<em>Livro Era Coco Chanel por Lipnitizki, 1936</em></p>
<p style="text-align: justify;">Em <em>A era Chanel</em>, a seleção é voltada para a estilista, no entanto a autora mapeia com erudição imagens icônicas que expressam bem o que foi esse tempo, na arquitetura, nos costumes sociais, indo de imagens como a invasão nazista em Paris, às cenas de teatro. Na evolução da lenda Chanel, as transformações físicas tanto da estilista quanto de uma geração toda de modelos, cuja ruptura estética seria iniciada pela década de 1960. Entre os grandes fotógrafos, George Hoyningen Huene, David Seymor, Henri Cartier-Bresson e Robert Doisneau.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>*Publicado originalmente na revista Select, edição nº3 dez/janeiro 2012</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Novo livro de cientista americano promete ser a grande bíblia fotográfica gastronômica do século XXI {por Luciana Rocha}</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 13:27:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[A maior vitrine da cozinha vanguardista internacional, o festival Madrid Fusión, reforça o valor da fotografia na gastronomia. Na edição de 2012, um dos destaques do evento foi o trabalho do científico Nathan Myrhvold, autor junto à Chris Young e Maxime Bilet de “Modernist Cuisine”, uma obra que promete converter-se na referência da fotografia gastronômica do século XXI.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Todos nós sabemos que um prato deve conquistar o gourmet não somente pelo olfato e paladar, mas deve apelar também à vista e ao tato. Isso parece óbvio hoje, mas a premissa não se afirmou até a década de 70, quando a “Nouvelle Cuisine” recriou os prazeres estéticos da comida.</p>
<p style="text-align: justify;">Desta maneira, a fotografia ganhou destaque na história da culinária moderna e passou a ser parte integrante desta grande arte que é hoje a gastronomia.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/FOAM2_Kanpachi-Citrus_MG_6837.jpg"><img title="FOAM2_Kanpachi Citrus_MG_6837" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/FOAM2_Kanpachi-Citrus_MG_6837.jpg" alt="" width="580" height="421" /><br />
</a><em>© Nathan Myrhvold</em></p>
<p style="text-align: justify;">Mas de que forma a imagem contribui ao mérito gastronômico? Sem dúvida, sua importancia é primordial. Como disse o premiado fotógrafo de Ferran Adrià (Restaurante &#8220;El Bulli&#8221;), Francesc Guillaumet, “o grande drama do cozinheiro criativo é que se uma pessoa vai ao restaurante, ela poderá desfrutar dos cinco sentidos, mas no final, só passará à história o que se pôde desfrutar com a visão”.</p>
<p style="text-align: justify;">A imagem não deve somente fazer o espectador salivar, mas também emocioná-lo visualmente. A fotografia gastronômica de hoje não é apenas a imagem de um prato ou receita. Ela pode ser etnológica, antropológica, de gesto, de retrato e até científica. O sucesso da imagem na gastronomia é tão latente que já existe até mesmo o Festival Internacional da Fotografia Culinária (FIPC), que em 2011 celebrou sua terceira edição na cidade de Paris.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Dumplings.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-20043" title="Dumplings" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Dumplings.jpg" alt="" width="580" height="870" /><br />
</a><em>© Nathan Myrhvold<a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Dumplings.jpg"></a></em></p>
<p style="text-align: justify;">A maior vitrine da cozinha vanguardista internacional, o festival Madrid Fusión, também reforça o valor da fotografía na gastronomia. Na edição de 2012, um dos destaques do evento foi o trabalho do científico Nathan Myrhvold, autor junto a Chris Young e Maxime Bilet de “Modernist Cuisine”, uma obra que promete converter-se na referência da gastronomia do século XXI.</p>
<p style="text-align: justify;">Do trabalho sobre física quântica junto a Stephen Hawking à projetos com Bill Gates, e a criação de inventos em sua empresa Intellectual Ventures, Myrhvold (Seattle, 1959) mergulhou na essência e nos mecanismos da revolução culinária que vivemos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Cassoulet_Opener_MG_2592.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-20042" title="Cassoulet_Opener_MG_2592" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Cassoulet_Opener_MG_2592.jpg" alt="" width="580" height="754" /><br />
</a><em>© Nathan Myrhvold<a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Cassoulet_Opener_MG_2592.jpg"></a></em></p>
<p style="text-align: justify;">As fotografias deste novo livro, editado na Espanha pela Taschen, são o olho de um científico gourmet. Cuando Nathan Myhrvold olha um prato, vê &#8220;cozimentos, texturas, percepções&#8230; um campo amplo de estudo&#8221;, explica.</p>
<p style="text-align: justify;">Seu trabalho permite saber o que acontece na preparação dentro dos ingredientes. Suas imagens são uma passo à mais na relação entre gastronomia e ciência. Ajudam a entender estes conceitos 3.000 fotografias, das quais 70 são imagens de cortes verticais: onde se vê o interior dos alimentos enquanto cozinham.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/1327480765_971674_1327480938_noticia_grande-2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-20041" title="1327480765_971674_1327480938_noticia_grande-2" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/1327480765_971674_1327480938_noticia_grande-2.jpg" alt="" width="580" height="367" /><br />
</a><em>© Nathan Myrhvold</em></p>
<p style="text-align: justify;">Se os autores reconhecem o uso de Photoshop em algumas imagens (para destacar cores, inclusive melhorar alguma perspectiva), a imagem dos cortes é literal: &#8220;Com uma máquina à pressão partimos ao meio frigideiras, panelas&#8230; Não foi fácil. Alguns experimentos foram repetidos 150 vezes, pois o instante de algumas fotos durava centésimos de segundo e, em seguida, o azeite salpicava e a comida queimava entre as chamas&#8221;, completa.</p>
<p style="text-align: justify;">Junto à uma equipe de 15 pessoas, os quatro anos de experiências realizadas no laboratório de sua empresa de patentes (com alguns milhões de dólares investidos de seu próprio bolso) resultaram numa obra faraônica: Seis volumes, 2.400 páginas, quase 20 kilos de peso. Tudo isso a 400 euros.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Entrevista com Simone Massera {por Renata Baralle}</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2012/01/entrevista-com-simone-massera-por-renata-baralle/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 19:24:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Portfolio]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista com o fotógrafo italiano Simone Massera sobre o trabalho "I am not what you see and hear".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>Nós estamos sempre sozinhos, mesmo não sabendo exatamente pelo quê. </em>É com essa frase que Simone Massera introduz seu trabalho<em> I am not what you see and hear</em>, composto por imagens de estranhos aleatoriamente escolhidos em <em>webcam chats</em> na web. O ensaio faz parte do projeto <em>A Royal Wedding or How to Live Happily Ever After</em> do coletivo inglês Five Eleven Ninety Nine.</p>
<p style="text-align: justify;">Simone Massera é um fotógrafo italiano baseado em Londres (UK). Nasceu em Roma em 1983 e cresceu numa cidade não muito longe dali, perto do mar. Ele conta que se mudou para Londres num dia nevado, em janeiro de 2010, ao ser aceito no Master of Arts em Fotojornalismo e Fotografia Documental no London College of Communication. &#8220;O que me trouxe a Londres foi a combinação de um doloroso término no relacionamento, um inverno solitário em Cape North e a repentina consciência de que eu tinha que largar tudo que eu estava fazendo naquela hora – propaganda e marketing – para correr atrás de uma carreira na fotografia&#8221;, diz.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o curso, o fotógrafo conheceu Emma, Hannah, Maria, Jonny, Sam e Teresa, que juntos formaram o coletivo <a href="http://fiveelevenninetynine.com/" target="_blank">Five Eleven Ninety Nine</a> – nome de um poema do inglês <a href="http://www.youtube.com/watch?v=hXVZseBCfiM" target="_blank">Simon Armitage</a> – com o objetivo de trabalhar em projetos colaborativos, dar feedback uns aos outros e &#8220;ter uma desculpa pra conversar sobre fotografia bebendo alguma coisa de vez em quando&#8221;. Logo, Emma e Maria acabaram deixando o coletivo.</p>
<p style="text-align: justify;">No verão de 2011 veio a primeira exposição de <em><a href="http://fiveelevenninetynine.com/a-royal-wedding/" target="_blank">A Royal Wedding or How to Live Happily Ever After</a> </em>no festival <a href="http://photoireland.org/" target="_blank">PhotoIreland</a>, em Dublin e no <a href="http://www.belfastphotofestival.com/" target="_blank">Belfast Photo Festival</a>, para o qual o coletivo criou uma coleção de projetos individuais explorando a busca humana pela felicidade na sociedade contemporânea ocidental. Nesse projeto, o coletivo publicou sete volumes envoltos em uma capa feita à mão, com tiragem de cinquenta cópias.</p>
<p><object width="580" height="326"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=26229133&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="326" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=26229133&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto trabalhavam em <em>A Royal Wedding</em>, os fotógrafos começaram a postar no site um jogo de associação de imagens chamado <em><a href="http://fiveelevenninetynine.com/broken-train/" target="_blank">Broken Train</a></em>, no qual todo dia alguém do grupo posta uma imagem em resposta à imagem anterior. A conexão entre as fotos é temática, às vezes estritamente visual, chegando a ser, muitas vezes, um tanto quanto obscura. No final de outubro do ano passado, foi introduzido ao projeto o chamado <em>First Class Carriage</em>: toda segunda-feira alguém do mundo da fotografia é convidado a dar sua contribuição à sequência. Entre os que contribuíram até agora estão Alec Soth, Martin Parr, Mark Feustel, Joerg Colberg, Leonie Hampton, Harvey Benge e Aline Smithson. Massera conta que no momento o coletivo está se planejando para uma futura exposição de <em>Royal Wedding</em> em Londres.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-5.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-20008" title="Simone Massera - I am not what you see and hear (5)" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-5.gif" alt="" width="580" height="435" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Seu trabalho me fez perceber algo que está tematicamente presente no trabalho de Evan Baden, <em>Illuminati</em>, sobre adolescentes que passam a maior parte do tempo em frente a aparelhos, com o intuito inconsciente de, iluminando a si mesmos, se desvencilharem da solidão. Você acha que a nossa época está encarando a solidão como se fosse sempre dessa forma, ou trata-se de uma necessidade &#8220;imposta&#8221; em face ao nosso vasto potencial de estabelecer conexões?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Eu não conhecia o trabalho do Evan e achei muito interessante a abordagem de uma conexão perpétua e interação a diferentes estímulos. Eu concordo com ele na ideia que esses objetos tecnológicos se tornaram formas de uma luta, frequentemente passiva, contra um tipo de solidão.</p>
<p style="text-align: justify;">Creio que há um sentimento universal e atemporal – <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Eleven_Kinds_of_Loneliness" target="_blank">um dos onze tipos de solidão sobre o qual Richard Yates escreveu</a> – que é consequência da nossa própria percepção do mundo. Nós experimentamos a realidade de uma forma, através da percepção, que nos faz sentir especiais e únicos. Com essa unicidade vem a sensação de estarmos sempre sozinhos, de alguma forma desligados do &#8220;todo maior&#8221;. Ao mesmo tempo, temo que nós, assim como as novas gerações, estejamos perdendo a habilidade de encarar e aceitar esse sentimento. Nós crescemos com todas as ferramentas que precisamos, ou com o &#8220;nosso grande potencial de estabelecer conexões&#8221;, como você disse, para no final nos distrairmos de quaisquer pensamentos que nosso fluxo de  consciência esteja nos sussurrando ao ouvido.</p>
<p style="text-align: justify;">O que eu tentei fazer em <em>I am not what you see and hear</em> foi explorar essa auto-percepção que busca estimular algum tipo de empatia em relação a estranhos. Eu gosto de considerar essas imagens auto-retratos, à medida que essas pessoas podem controlar os detalhes mais simples da forma como elas gostariam de ser vistas: a pose, a luz, a composição. Fora a importância das máscaras, das silhuetas, os olhos encarando. Fotografar o breve intervalo logo antes de aparecer outro rosto na tela me permitiu congelar um momento de expectativa e auto-consciência. O projeto, mais do que explorar quem e por que se usa a internet como forma de aplacar a tristeza, usa a internet como forma de simplesmente produzir retratos de pessoas. Retratos que não poderiam ser criados de outra forma.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Você fotografa a forma que os outros te olham. Mas como você se situa, como fotógrafo, em frente aos seus personagens? Ou melhor, você faz sua performance antes de aparecer? Você diz que a forma como as pessoas escolhem seu cenário, ambiente e roupas tem algo a ver com a auto-representação de alguém. E a sua auto-representação consciente ante essas pessoas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Honestamente, eu me senti imediatamente desconfortável com a ideia de aparecer em frente a estranhos aleatórios; é algo que basicamente aumenta a intensidade da minha auto-consciência em um nível tão alto que eu achei um tanto intolerável. Também, na maioria dos sites há um breve intervalo de escuridão entre uma conexão e a próxima e então eu percebi que, ao invés de atingir o que eu estava tentando – congelar um momento de pausa e auto-reflexão antes da aparição de outro rosto – eu encontrei a solução escurecendo minha webcam, então eu poderia vê-los enquanto eles não viam nada mais do que a própria imagem.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-3.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-20006" title="Simone Massera - I am not what you see and hear (3)" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-3.gif" alt="" width="580" height="435" /><br />
</a><em>© Simone Massera</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nunca li David Foster Wallace, poderia explicar a conexão do seu trabalho com o escritor ou simplesmente citar alguma passagem que torne essa conexão evidente?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">David Foster Wallace é um escritor americano com o qual eu sempre senti uma forte conexão. Sua vida e obra são voltadas à importância da empatia, da conexão entre a auto-consciência e a solidão. Ele basicamente traça um contrastante entre o solipcismo contemporâneo e uma espécie de existencialismo, explorando, em suas próprias palavras, &#8220;o que é, afinal, um ser humano&#8221;. Depois de ler tudo que ele escreveu durante a vida, eu me deparei com essa entrevista na qual ele descreve, parafraseando seu professor, o que é uma boa ficção.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>Tive um professor que costumava dizer que o trabalho da boa ficção era confortar os perturbados e perturbar os acomodados. Eu acho que uma boa parte do propósito de uma ficção séria é dar ao leitor, que como todos nós está limitado à própria perspectiva, um acesso imaginário a outras pessoas. Admitindo que um fator inevitável da vida é sofrer, parte do que a arte expressa provém da experiência do sofrimento, uma experiência necessariamente vicária (&#8230;). Isso faz sentido? Todos nós sofremos sozinhos no mundo real, portanto uma autêntica empatia é impossível. Mas se uma ficção nos permite imaginativamente identificarmo-nos com a dor de um personagem, facilmente nos afetamos e reconhecemos a dor alheia na nossa. Isso nos conforta e nos dá sentido; nós ficamos menos sós por dentro.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Eu imediatamente senti que era isso que eu estava tentando fazer: criar um tipo de arte acolhedora e com significado, que faça alguém se sentir menos só por dentro.</p>
<p style="text-align: justify;">O título do trabalho vem da frase inicial de <em>Infinite Jest</em>, provavelmente o livro mais famoso de Wallace. No começo do livro, o protagonista Hal, depois de uma tentativa fracassada de se comunicar de todas as formas com algumas pessoas, deita-se e, com a testa pressionada contra o chão frio, ele tenta explicar:</p>
<p style="text-align: justify;">- &#8220;Eu não sou o que você vê e ouve.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Sirenes distantes soam. Um golpe no pescoço. Silhuetas na porta. Uma jovem mulher hispânica com a palma da mão em cima da boca, olhando.</p>
<p style="text-align: justify;">-&#8221;Eu não sou&#8221;, eu digo.</p>
<p style="text-align: justify;">O título propõe desafiar o pressuposto que retratos podem te dar uma ideia de quem é a pessoa em frente à tela, enquanto, para usar as palavras de Wallace em outra entrevista: &#8221;o que acontece dentro é muito rápido, grande e interconectado, que palavras raramente são mais do que um mero rascunho generalizado de outra minúscula parte de qualquer dado instante.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-8.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-20011" title="Simone Massera - I am not what you see and hear (8)" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-8.gif" alt="" width="580" height="435" /></a><br />
<em>© Simone Massera</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Então você acha que o tempo gasto por todas essas pessoas em chats com estranhos aleatórios é apenas uma tentativa superficial de auto-representação?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Eu não sei, na verdade. Eu tenho a sensação de que a tentativa de auto-representação é mais uma reação que a maioria dos tipos de conexão online parecem simular. Pense na carga de informações que nós colocamos em redes sociais para tentarmos nos definir, ou a forma que nós decidimos parecer (ou não parecer) nesses sites de vídeos chats. Penso que, com o intuito de usar essas ferramentas como um tipo de anestésico contra a nossa solidão, antes nós temos de modelar uma imagem de nós mesmos, a máscara que vamos usar.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-6.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-20009" title="Simone Massera - I am not what you see and hear (6)" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-6.gif" alt="" width="580" height="435" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-7.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-20010" title="Simone Massera - I am not what you see and hear (7)" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-7.gif" alt="" width="580" height="435" /></a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Me fale sobre seus projetos, sonhos&#8230; o que tem em mente agora?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Pessoalmente, eu estou trabalhando em diversos projetos em andamento, esperando para ver qual deles vai ficar realmente interessante. Eu coleciono inspirações e ideias em &#8220;arquivos mentais&#8221; e às vezes algumas ideias simplesmente morrem, às vezes elas ficam maiores, mais profundas e se conectam com outras, aí eu tento fazer alguma coisa com elas. Neste exato momento minha mente tem estado ocupada pensando em 1) como ilustrar o livro de<strong> </strong>Italo Calvino <em>Invisible Cities</em>; 2) um projeto ficcional sobre aviões e as pessoas neles, o que pode, ou não, acabar envolvendo poesia; 3) algo sobre memória pessoal e seu choque com a cultura visual contemporânea, ideia que surgiu ao me deparar com a Timeline no Facebook.</p>
<p style="text-align: justify;">Parece meio vago, eu sei. Também, em 2012, pretendo finalizar um projeto colaborativo sobre a periferia da Itália, que comecei em 2010. O projeto se chama <em>Baci dalla Provincia</em> e constitui-se em eu tirando fotos, imprimindo e distribuindo cartões postais dos subúrbios a estranhos crescidos nesses lugares. Então, eles escrevem alguma coisa e me mandam de volta, compartilhando algo pessoal sobre suas experiências de crescer ali.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-4.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-20007" title="Simone Massera - I am not what you see and hear (4)" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Simone-Massera-I-am-not-what-you-see-and-hear-4.gif" alt="" width="580" height="435" /></a><br />
</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>[Fotolivro+vídeo] Welcome Home</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2012/01/fotolivro-welcome-home/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 03:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de quatro exposições no Brasil e nos EUA, a série Welcome Home, do fotógrafo Gui Mohallem, vai finalmente virar livro! Com cinquenta imagens, o trabalho é resultado de três visitas ao santuário queer, e também vai conter um texto crítico de Gabriel Bogossian, um ensaio literário de Ismar Tirelli Neto &#038; Marcos Visnadi e, por fim, o relato de um frequentador do santuário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Depois de quatro exposições no Brasil e nos EUA, a série <em><a href="http://www.projetoincubadora.com/?tag=welcome-home" target="_blank">Welcome Home</a></em>, do fotógrafo Gui Mohallem, vai finalmente virar livro! Com cinquenta imagens, o trabalho é resultado de três visitas ao santuário <em>queer</em>, e vai conter um texto crítico de Gabriel Bogossian, um ensaio literário de Ismar Tirelli Neto &amp; Marcos Visnadi e, por fim, o relato de um frequentador do santuário.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/poster_img.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19578" title="poster_img" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/poster_img.jpg" alt="" width="580" height="387" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Para viabilizar a impressão do livro, 300 pôsteres numerados, impressos em papel de algodão de 40 x 60 cm estão à venda no site do fotógrafo. Quem adquirir um pôster ganhará um exemplar do livro assim que ficar pronto. O primeiro lote deve estar disponível em 2012. Confira o vídeo do projeto:</p>
<p><object width="580" height="326"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=35210177&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=f09c00&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="326" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=35210177&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=f09c00&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/cortando-taylor.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19577" title="cortando-taylor" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/11/cortando-taylor.jpg" alt="" width="580" height="777" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O pôster custa R$ 120,00, tendo como proposta de torná-lo acessível ao maior número possível de pessoas. Em São Paulo, também possível adquiri-lo em três diferentes endereços:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Casa Tomada</strong> rua Brás Cubas 335 &#8211; Aclimação [marcar hora] :: 11 2532 7455 ou  <a href="mailto:info@casatomada.com.br">info@casatomada.com.br</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MOB studio</strong> rua Matias Aires 72 sala 02 – Bela Vista :: 11 3171 3678 ou <a href="mailto:gabriela@mobstudio.com.br">gabriela@mobstudio.com.br</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Galeria Emma Thomas</strong>, rua Barra Funda 221 :: 11 3666-6489  <a href="mailto:contato@emmathomas.com.br">contato@emmathomas.com.br</a></p>
<p style="text-align: justify;">Em Brasília, a partir do dia 7 de novembro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Varanda &#8211; Projetos Culturais </strong>[marcar hora] :: 61 8273 0160 ou <a href="mailto:cursos@lanavaranda.com">cursos@lanavaranda.com</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>+ info</strong> <a href="mailto:livro@guimohallem.com">livro@guimohallem.com</a></p>
<p style="text-align: justify;">Gui Mohallem ministrou o workshop <em>Desconstruindo a Luz</em> no Paraty em Foco deste ano, <a href="http://www.flickr.com/photos/paratyemfoco/sets/72157627945922864/" target="_blank">confira algumas fotos na nossa galeria no flickr</a>. Aproveite e dê uma olhada na vídeo-entrevista que fizemos com ele sobre o trabalho <a href="http://paratyemfoco.com/blog/2011/08/gui-mohallem-fala-sobre-ensaio-para-a-loucura/" target="_blank">Ensaio para a Loucura</a> ano passado.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Inaugurada em Madri exposição do Prêmio Luis Valtueña de Fotografía Humanitária {por Luciana Rocha}</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 17:14:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Exposições]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi inaugurada esta semana em Madri exposição que comemora a 15ª edição do Prêmio Luis Valtueña de Fotografía Humanitária, que este ano contou com a participação de mais de 350 fotógrafos. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Foi inaugurada esta semana em Madri exposição que comemora a 15ª edição do Prêmio Luis Valtueña de Fotografía Humanitária, que este ano contou com a participação de mais de 350 fotógrafos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os trabalhos de Alessandro Grassani (ganhador do prêmio), Gabriel Pecot, Luca Catalano, Marco Gualazzini, Paolo Pellegrin e Vicenzo Floramo compõem a seleção de 30 imagens que poderão ser vistas até o próximo domingo, 29 de janerio. Este ano as imagens centraram-se em fenômenos naturais como as mudanças climáticas e a problemática dos refugiados.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Alessandro_Grassani1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19992" title="Alessandro_Grassani1" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Alessandro_Grassani1.jpg" alt="" width="580" height="385" /><br />
</a><em>© Alessandro Grassani</em></p>
<p style="text-align: justify;">Criado em memória à vários cooperantes da ONG Médicos do Mundo falecidos na década de 90, este prêmio leva o nome de Luis Valtueña, fotógrafo da agência Cover e colaborador da ONG, assassinado em Ruanda em 1997. Durante seus 15 anos de historia, este prêmio converteu-se numa referência para a fotografia humanitária e de denúncia social.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Gabriel_Pecot.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19994" title="Gabriel_Pecot" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Gabriel_Pecot.jpg" alt="" width="580" height="387" /></a><br />
<em>© Gabriel Pecot </em></p>
<p style="text-align: justify;">O jurado, composto pelos fotógrafos Susana Vera, Jon Barandica, Begoña Rivas e Marisa Flórez, entre outros, premiou este ano o italiano Alessandro Grassani. Sua série &#8220;Emigrantes meio-ambientais: a última ilusão&#8221;, que trata sobre o impacto social e econômico gerado pelas mudanças climáticas na Mongólia, ficou com o primeiro prêmio do concurso.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Luca_Catalano.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19995" title="Luca_Catalano" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Luca_Catalano.jpg" alt="" width="580" height="388" /><br />
</a><em>© Luca Catalano </em></p>
<p style="text-align: justify;">A exposição também conta com dois fotógrafos cujos trabalhos foram Menção do júri: o italiano Luca Catalano e o argentino Gabriel Pecot. O primeiro expõe sua visão sobre os refugiados da Somália na região de Dadaab, no Quênia; o segundo enfoca a situação de outros refugiados e solicitantes de asilo que, ao chegar a Grécia à beira do colapso, decidem viajar a outros países europeus escondidos embaixo de caminhões.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Alessandro_Grassani2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19993" title="Alessandro_Grassani2" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Alessandro_Grassani2.jpg" alt="" width="580" height="386" /></a><br />
<em>© Alessandro Grassani</em></p>
<p style="text-align: justify;">Como nas edições anteriores, o ganhador do concurso receberá uma bolsa de 8.000 euros para realização de um projeto fotográfico que trate sobre algum dos âmbitos de trabalho da ONG Médicos do Mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Para mais informações sobre o prêmio, visite a página:<strong> </strong><strong><a href="http://www.premioluisvaltuena.org/">http://www.premioluisvaltuena.org/</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde?</strong> Patio da Casa Encendida. Calle Ronda de Valencia 2, Madri<br />
<strong>Quando?</strong> Segunda a domingo de 10.00 a 22.00.<br />
<strong>$?</strong> Gratuito</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Fotopoesia, de Manuel Álvarez Bravo {por Juan Esteves}</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 20:28:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Difícil encontrar alguém que discorde da importância do mexicano Manuel Álvarez Bravo (1902-2002) para a fotografia latino-americana. Raro também encontrar outro fotógrafo que se equipare a sua longevidade e extensa produção...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Difícil encontrar alguém que discorde da importância do mexicano Manuel Álvarez Bravo (1902-2002) para a fotografia latino-americana. Raro também encontrar outro fotógrafo que se equipare a sua longevidade e extensa produção. É o que fica muito claro quando abrimos o livro Manuel Álvarez Bravo-Fotopoesia alentado volume de mais de 300 páginas e quase 400 imagens, publicado em novembro de 2011 pelo Instituto Moreira Salles, com exposição em sua sede carioca até o final de fevereiro de 2012.</p>
<p style="text-align: justify;">Álvarez Bravo comprou sua primeira câmera em 1924, época em que outro grande mestre, o americano Edward Weston (1886-1952)  chegava ao México, em companhia da fotógrafa e ativista italiana Tina Modotti (1892-1942). Nessa década de 1920 o país fervia com os artistas José Clemente Orozco (1883-1949) e Diego Rivera (1888-1957), que já extrapolavam suas fronteiras. Era Modotti que registrava o trabalho deles, e, quando é expulsa do país por complicações políticas, Álvarez Bravo assume a sua tarefa.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/15_LaHijadeLosDanzantes-web1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19981" title="15_LaHijadeLosDanzantes web" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/15_LaHijadeLosDanzantes-web1.jpg" alt="" width="580" height="867" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A publicação do IMS,  impressa em cuidadoso tritone, traz a obra seminal do fotógrafo, que dialogou com diferentes movimentos artísticos que se antecipavam à Segunda Grande Guerra. Se, em um primeiro momento o fotógrafo é influenciado pela straight photography de Weston e Modotti, com imagens ora formais e geométricas, ele passa posteriormente a flertar com a modernidade e vanguarda, trabalhando abstrações e imagens conceituais – até mesmo influenciadas por movimentos literários como o surrealismo – em parte pela convivência com vários artistas europeus que foram buscar refúgio no México por causa do conflito mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">Um ano após sua primeira exposição individual na famosa Galeria Posada, na Cidade do México, em 1933, Álvarez Bravo teve contato com outro grande fotógrafo norte-americano, Paul Strand (1890-1976). Anos mais tarde este escreveria um elogioso texto sobre a obra do mexicano na revista Aperture. E, assim como os artistas conterrâneos com quem trabalha, a propagação de sua obra não ficaria mais restrita ao México, o que comprova ainda mais sua universalidade, motivo da publicação deste livro no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/04_FigurasenelCastillo-web1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19980" title="04_FigurasenelCastillo web" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/04_FigurasenelCastillo-web1.jpg" alt="" width="580" height="799" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Para o jornalista e editor paulista Moracy de Oliveira, um dos pioneiros na discussão crítica da fotografia contemporânea brasileira, Manuel Álvarez Bravo é um daqueles autores que merecem uma reflexão histórica mais elaborada sobre a obra. Em parte, é o que o livro propõe – ainda que através do alcance limitado a sua tiragem – ao elencar suas obras mais conhecidas com aquelas que não estiveram tão em evidência. Caso da imagem ícone “La buena fama durmiendo” de 1938, um dos nús mais badalados da história da fotografia, com uma sequência preparatória da imagem, de pouca evidência.</p>
<p>Os nús fotografados pelo  mexicano estão bem representados. Conta a lenda  que,   mesmo com idade avançada , Álvarez Bravo não deixava de convidar mulheres bonitas para posarem . O livro traz alguns nús conhecidos, feitos na da década de 1940, e outros nem tanto, das décadas de 1970 e 1990,  mostrando que o fotógrafo não perdia a mão, nem deixava de experimentar. O mesmo se pode dizer de seus retratos antológicos como do poeta mexicano Octávio Paz (1914-1998) fotografado em diferentes épocas.</p>
<p style="text-align: justify;">Os retratos também promovem leituras oportunas, de diferentes momentos. Alguns são tratados como registros documentais, como os encontros de Rivera com o ucraniano Leon Trotski (1890-1940), esse último assassinado a mando de Josef Stalin em Coyoacán, bairro que o próprio Álvarez Bravo morava e mantinha seu estúdio. Outros, mais informais, aqueles feitos com amigos artistas, como o guatemalteco Carlos Mérida (1891-1984) e os mexicanos Orozco e Frida Khalo (1907-1954), e até mesmo, crianças comuns nas ruas.</p>
<p style="text-align: justify;">Do ponto de vista pessoal Fotopoesia traz um perfil interessante e vigoroso do fotógrafo a partir de textos dos escritores John Banville e Carlos Fuentes; e do historiador e crítico Jean-Claude Lemagny. No prefácio escrito por sua viúva, Colette Álvarez Urbajte, ela conta: “Manuel caminhava. Não se cansava, não tinha fome, sede, frio. Não dava ordens, não se queixava. Quando terminava um rolo de filme, voltava a ser humano.”</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/20_BuenaFamaDurmiendo-web1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19982" title="20_BuenaFamaDurmiendo web" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/20_BuenaFamaDurmiendo-web1.jpg" alt="" width="580" height="409" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O dinamismo do fotógrafo é corroborado pelo fotógrafo e printer paulistano Marcelo Leiner que em 1989 trabalhou o ano inteiro como seu assistente de laboratório em Coyoacán. Ele conta que nunca pôde ampliar uma foto sentado. “Álvarez Bravo, não deixava a gente se acomodar,  nem mesmo a gente se apoiar em um banquinho”. O trabalho principal dele era copiar em platina, uma viragem que fez de Leirner o melhor especialista brasileiro nesse assunto. “A gente ampliava basicamente os hits que vendiam mais, duas ou três cópias por dia. “Algumas, como &#8216;La buena fama&#8217;, fizemos dezenas de prints que ele mantinha como reserva.” Ele conta que Álvarez Bravo ensinava tudo e os tratava como “discípulos”, mas na hora de fazer seus nús, ia sozinho mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Álvarez Bravo é pioneiro na aproximação da imagem marginal à Europa e EUA, que só viria a se internacionalizar efetivamente há poucas décadas. Seu trabalho amplo e original torna os gêneros como retratos, paisagens, abstrações, nús ou documentarismo apenas rotulagem no entendimento de um grande criador e sanciona definitivamente a fotografia autoral como independende de modismos e tendências, traduzindo em mais de sete décadas  a essência do contemporâneo.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>*Texto publicado originalmente na edição de janeiro de 2012 da revista Fotografe Melhor e adaptado para o blog do Paraty em Foco.</em></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Fotolivros Latino-americanos {por Juan Esteves}</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 22:28:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>

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		<description><![CDATA[A ideia de publicar Fotolivros Latino-americanos (Cosac e Naify, 2011) surgiu em 2007 durante o I Fórum Latino Americano de Fotografia, realizado pelo Itaú Cultural, em São Paulo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A ideia de publicar <em>Fotolivros Latino-americanos</em> (Cosac e Naify, 2011) surgiu em 2007 durante o <a href="http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2777">I Fórum Latino Americano de Fotografia</a>, realizado pelo Itaú Cultural, em São Paulo. É uma compilação de livros de fotografia latino-americanos a partir da constatação, segundo revelam os seus colaboradores, de que os fotógrafos latinos ignoram boa parte dos livros produzidos na região e até no próprio país onde vivem.</p>
<p style="text-align: justify;">A organização ficou por conta do historiador espanhol Horácio Fernández, auxiliado por experts em fotolivros como o fotógrafo inglês Martin Parr; a editora norte-americana Lesley Martin; o fotógrafo e curador argentino Marcelo Brodsky; o fotógrafo e produtor brasileiro Iatã Cannabrava e o editor espanhol Ramón Reverté. Cerca de apenas 150 publicações, “decisivas” ou “extraordinárias” que resumem o século XX e a primeira década do XXI, oriundas da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile Colômbia e Cuba entre outros países.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/fotolivros-latino-americanos.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19961" title="fotolivros latino americanos" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/fotolivros-latino-americanos.jpg" alt="" width="580" height="773" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Sem dúvida, o esforço é compensador ao colocar em evidência publicações que não chegariam às mãos do leitor mais comum. Livros como <em>Album Histórico Gráfico</em>, de Augustin V.Casalola e Hijos, de 1921, uma série de fascículos mexicanos; <em>Viagem pelo Fantástisco</em> (Kosmos, 1971), publicado pelo brasileiro Boris Kossoy ou América. <em>Un viaje a través de la Injusticia</em> (siglo XXI Editores,1971), excelente publicação do mexicano Enrique Bostelmann, são alguns deles que se alinham com experiências gráficas como o livro do chileno Paz Errázuriz, de 1983, parte da breve coleção Ediciones Economicas de Fotografia Chilena e do peruano Carlo Dominguez, <em>Los peruanos</em> (Ed.Hechos e Fotos, 1988)</p>
<p style="text-align: justify;">Parte mais contemporânea – e também mais autoral – é dedicada a brasileiros como Cássio Vasconcellos (<em>Noturnos</em>, Bookmark, 2002), Claudia Jaguaribe (<em>Aeroporto</em>, Codex, 2002), Claudio Edinger (<em>Rio</em>, DBA, 2004) e Pedro Martinelli (<em>Bicho X Mato </em>- Jaraqui, 2008). Dois importantes livros: <em>Documento – A greve do ABC</em> e <em>Documento – A questão do menor </em>(ambos pela Caraguatá,1980) produzidos por Nair Benedicto e Juca Martins, da extinta Agência F4, tem seu merecido resgate. Trazem fotógrafos como Edu Simões, Helio Campos Mello, João Bittar, U.Dettmar, Roberto Faustino, Olivio Lamas e Araquém Alcântara. Interessante também notar que este último, autor de mais de 30 publicações, muitas delas best sellers tenha sido completamente ignorado.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Pablo-Ortiz-Monasterio-La-ultima-ciudad-Kyoto.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19962" title="Pablo Ortiz Monasterio La ultima ciudad Kyoto" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Pablo-Ortiz-Monasterio-La-ultima-ciudad-Kyoto.jpg" alt="" width="580" height="789" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>La ultima ciudad Kyoto © </em>Pablo Ortiz Monasterio</p>
<p style="text-align: justify;">Os excelentes livros <em>On the sixty day</em> (Nasraelli Press, 2006), da fotógrafa argentina Alessandra Sanguinetti e Plaza de la Soledad, da mexicana Maya Goded (publicado em 2006 pela editora catalã Lunwerg, de Ramón Reverté) ambas jovens documentaristas da Magnum Photos, se juntam a veterana mexicana Graciela Iturbide com seu <em>Naturata</em> (Toluca Ediciones, 2004) que conta com uma exclusiva edição numerada e prints assinadas. Considerando a escolha, há quem possa afirmar que <em>Juchitán de las Mujeres</em> (Ediciones Toledo, 1989) seja a obra prima de Iturbide, no entanto, o escolhido, de apenas 37 páginas, não deixa de ser um belo livro.</p>
<p style="text-align: justify;">Fazer um recorte de algo tão vasto e eclético é essencialmente um trabalho arbritário, seja feito por 1 ou 5 autores, e Fotolivros não se distancia da regra. Há ausências significativas, pelo menos na parte brasileira, como o livro <em>Xingu</em>, <em>Território Tribal</em> (Cultura Ed.Ass.1990) de Maureen Bisilliat, <em>Outras Américas</em> (Cia das Letras, 1999) de Sebastião Salgado, <em>Otto Stupakoff: Fotografias</em> (Praxis, 1978) entre outros tantos. Resgata merecidamente <em>Nakta</em> (Fund.Cultural de Curitiba, 1996) de Miguel Rio Branco e São Paulo (Eletropaulo, 1982), de George Love, no entanto, também peca por inclusões que deveriam ter ficado quietinhas no fundo do baú, caso da mal cuidada publicação de Sebastião Salgado feita pela Funarte, em 1982.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Armindo-Cardoso-Chile-o-muerte-3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19958" title="Armindo Cardoso Chile o muerte 3" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Armindo-Cardoso-Chile-o-muerte-3.jpg" alt="" width="580" height="395" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Se a exclusão de publicações significativas é efetivada pelo consenso do grupo, por outro lado, a parte textual, destinada a um grande pensador como Horácio Fernández, surge como ação compensatória, fruto da maior bagagem filosófica deste frente aos demais. É nesta fração, mais que prazerosa, que se encontra outro fator que podemos chamar de fundamental para existência dessa verdadeira antologia, que se torna pioneira em chamar a atenção para uma produção historicamente negligenciada.</p>
<p style="text-align: justify;">Fernandez não se detém em todos os livros registrados. Alguns, como os de Vik Muniz, Arthur Omar ou  aqueles da bela coleção mexicana Río de Luz, que incluem Pedro Meyer, Alvarez Bravo, Miguel Rio Branco, entre outros, são citados no texto geral ou tiveram algumas páginas reproduzidas. No entanto, ele levanta questões construtivas no sentido de compreender como passamos de uma produção ora intelectualizada, ora panfletária, para um documentarismo que tenta compreender a própria história latino-americana e suas transformações, e a aproximação da fotografia com a &#8211; ainda muito acanhada &#8211; imagem de arte.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Cassio-Vasconcellos-Noturnos-Sao-Paulo-3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19959" title="Cassio Vasconcellos Noturnos Sao Paulo 3" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Cassio-Vasconcellos-Noturnos-Sao-Paulo-3.jpg" alt="" width="580" height="408" /><br />
</a><em>Noturnos</em> © Cassio Vasconcellos</p>
<p style="text-align: justify;">Acertam os autores quando mencionam a falta de interesse dos fotógrafos em publicações vernaculares. Na expansão da ideia, pior ainda é o desinteresse por aqueles autores que podemos chamar de estruturais do cânone latino-americano. Se, em muitos momentos, não encontramos sincronismo entre as américas, não somente pela diferença lexical, mas por conta de um antagonismo evidentemente cultural, uma publicação como esta cumpre, certamente, um papel essencial no estreitamento dessas relações, que por razões intrínsecas a sua ampla imagética, já ultrapassaram há décadas os limites das suas geografias.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Jovens do ITAE expõe trabalho &#8220;Idosos&#8221; em Paraty</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2011/12/jovens-do-itae-expoe-trabalho-idosos-em-paraty/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 12:17:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação Social]]></category>

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		<description><![CDATA[A abertura é amanhã, dia 20, às 10h, na Secretaria da Cultura de Paraty.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Está aberta à visitação na Secretaria da Cultura de Paraty a exposição <em>Idosos</em>, com imagens feitas ao longo do ano pelos alunos do curso de fotografia do <a href="http://rpcfb.com.br/?produto=projeto-jovens-do-itae" target="_blank">ITAE</a>, projeto social promovido pelo <strong>Paraty em Foco </strong>na comunidade de Paraty. A exposição fica aberta até dia 20 de janeiro e funciona das 10h às 17h.</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/novo-grupo-itae-2011_0011.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19949" title="novo grupo itae 2011_001" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/novo-grupo-itae-2011_0011.jpg" alt="" width="580" height="373" /><br />
</a>Grupo ITAE 2011</p>
<blockquote><p><strong>“<em>Há se os velhos pudessem e os jovens soubessem”</em></strong></p>
<p>(ditado popular)</p>
<p>Sim, quanta sabedoria, vivência e experiências se escondem nestes anciães aqui retratados. Ávidos de partilhar ensinamentos, explicar e aconselhar, têm de guardar estes conhecimentos no fundo do coração por não ter quem lhes queira escutar. Quantos são os abandonados pelas famílias como inservíveis e incômodos; quantos não tem uma família nem teto para os abrigar e acolher. Muitos poetas e se recolhem ao Asilo São Vicente de Paulo onde convivem, a velhice com iguais e partilham seus “causos”: joviais alguns, tristes e melancólicos outros.</p>
<p>As rugas e as cãs são o ônus da idade, mas escondem vida que um dia foram jovens: joviais e brincalhões, briguentos e desaforados, trabalhadores incansáveis que sustentaram famílias, artistas e artífices, poetas e poéticos. Lá estão, nos idosos, o Livro da Vida, da Sabedoria, da Experiência. Estar com eles, ouvir-lhes é ler estas livros e aprender a viver bem e dignamente.</p>
<p>Tivessem eles hoje o vigor e o entusiasmo dos jovens somados às experiências vividas tudo seria diferente, ou seja, se pudessem fazer, fariam um mundo melhor.</p></blockquote>
<p>Diuner Melo - Presidente da Casa da Cultura</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/Exposição-Jovens-do-ITAE©-Nathalia-Werneck_pef.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19938" title="Paraty em Foco 2011" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/Exposição-Jovens-do-ITAE©-Nathalia-Werneck_pef.jpg" alt="" width="580" height="387" /><br />
</a>Exposição Jovens do ITAE durante o Paraty em Foco 2011 © Nathalia Werneck</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/©-Wilson-Alexandre-dos-Santos-12-anos1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19948" title="© Wilson Alexandre dos Santos, 12 anos" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/©-Wilson-Alexandre-dos-Santos-12-anos1.jpg" alt="" width="580" height="435" /><br />
</a>© Wilson Alexandre dos Santos, 12 anos</p>
<p><img title="© Carolina Ramiro, 14 anos" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/07/Carolina-Ramiro-14-anos-bassa.jpg" alt="" width="580" height="436" /><br />
<em>© Carolina Ramiro, 14 anos</em></p>
<p><em><br />
</em><img title="© Rafaela Pereira, 11 anos" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/07/Rafaela-Pereira-patricio-11-anos-bassa.jpg" alt="" width="580" height="436" /><br />
<em>© Rafaela Pereira, 11 anos</em></p>
<p><em><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/©-Vitoria-dos-Santos-11-anos.jpg"></a><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/©-Vitoria-dos-Santos-11-anos1.jpg"><img title="© Vitoria dos Santos, 11 anos" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/©-Vitoria-dos-Santos-11-anos1.jpg" alt="" width="580" height="435" /></a><br />
</em><em>© Vitoria dos Santos, 11 anos</em></p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/©-Vitoria-Custodio-14-anos1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19946" title="© Vitoria Custodio, 14 anos" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/©-Vitoria-Custodio-14-anos1.jpg" alt="" width="580" height="435" /><br />
</a>© Vitoria Custodio, 14 anos</p>
<p>O projeto Jovens do ITAE (Instituto Trilha das Artes e Educação) acontece desde a primeira edição do Festival Internacional de Fotografia Paraty em Foco, em 2005, sob a coordenação de Giancarlo Mecarelli e Maxime Delmotte. O objetivo é encaminhar jovens da comunidade carente de Paraty para uma formação cultural. Ao longo do ano, os alunos aprendem a fotografar, conhecem trabalhos de grandes fotógrafos para contribuir com a formação de uma linguagem fotográfica e, como resultado desse processo, as fotografias são expostas durante as edições do Festival Internacional de Fotografia – Paraty em Foco.</p>
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		<title>Martinelli, Pedro {por Juan Esteves}</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 11:57:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[fotolivro]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Esteves]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Martinelli]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Linsker]]></category>
		<category><![CDATA[terra virgem]]></category>

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		<description><![CDATA[O que poderíamos esperar de um livro que reúne um fotógrafo celebradíssimo e uma grande editora pioneira em fotolivros? No mínimo, aquele livrão pesado, sonho de muito neófito que mal sabe o que é um diafragma. Mas, do encontro de Pedro Martinelli e a Terra Virgem surgiu, desta vez, um pequeno volume, um pocket! Paradoxalmente, é talvez publicação mais diversificada sobre um dos fotógrafos brasileiros mais importantes. Martinelli, Pedro, faz parte da Coleção Viajantes que já trouxe Cássio Vasconcellos e Pierre Verger...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O que poderíamos esperar de um livro que reúne um fotógrafo celebradíssimo e uma grande editora pioneira em fotolivros? No mínimo, aquele livrão pesado, sonho de muito neófito que mal sabe o que é um diafragma. Mas, do encontro de Pedro Martinelli e a <a href="http://rpcfb.com.br/realizadores/terra-virgem-editora-e-producoes-culturais-ltda/" target="_blank">Terra Virgem</a> surgiu, desta vez, um pequeno volume, um pocket! Paradoxalmente, é talvez publicação mais diversificada sobre um dos fotógrafos brasileiros mais importantes. <em>Martinelli, Pedro</em>, faz parte da Coleção Viajantes que já trouxe Cássio Vasconcellos e Pierre Verger.</p>
<p style="text-align: justify;">Martinelli já havia publicado o belo <em>Amazônia, O Povo das Águas</em> (2000) e participado da série <em>Cuidados pela Vida</em>, da mesma editora, contudo, não se enganem pelo tamanho, pois não é tão simples assim. O pequeno livro além de resumir uma carreira de grandes momentos, traz tam uma tiragem especial, com uma imagem assinada do autor. É uma tendência do mercado livreiro que já algumas décadas surgiu na Europa e Estados Unidos, e que nos últimos anos vem crescendo no Brasil. Mas, se você não pode bancar esse luxo, há mais duas versões acessíveis: uma numerada, somente com o livro autografado e outra mais normal, simplesmente um livro. Um belo livro!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/expo_pedro_martinelli_02-640x430.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19912" title="expo_pedro_martinelli_02-640x430" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/expo_pedro_martinelli_02-640x430.jpg" alt="" width="600" height="403" /><br />
</a><em>© Pedro Martinelli</em></p>
<p style="text-align: justify;">Bem acabado, e montado em capa dura, esta difere dos pockets mais normais. Inclusive porque nela está uma das imagens ícones desse grande fotojornalista: o finado estádio palmeirense, no Parque Antártica e sua torcida na arquibancada. O “grande” aqui não é figura de retórica, Martinelli entre os amigos é conhecido por Pedrão, devido ao tamanho e aparência nórdica, apesar de ter nascido na prosaica Santo André, no ABC paulista.</p>
<p style="text-align: justify;">Martinelli descreve a foto da capa nas guardas da publicação: “Eu vi a foto, como todos os fotógrafos que estavam naquela tarde no Parque Antártica viram. Mas queria todo mundo sentado, como se os torcedores estivessem posando para mim, sem nenhuma bandeira, muito menos um sorveteiro com o isopor nas costas passando no meu visor (&#8230;)”.  Sim, todos fotógrafos viram, mas&#8230;só ele, Pedro Martinelli,  fez!</p>
<p style="text-align: justify;">A frase “Só ele fez” é recorrente no meio jornalístico, assim como a outra “Só eu fiz” assombra qualquer repórter fotográfico apaixonado pela profissão. Portanto a capa se reveste de significados. O mais importante deles, é que podemos dizer que uma única imagem é também uma síntese. A essência de uma carreira em andamento que já está coroada pelo êxito, que frequenta o cânone tanto quanto as histórias contadas pelo seu autor.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/Parque+Antartica_SP_1971_Pedro+Martinelli_LEVE.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19913" title="Parque+Antartica_SP_1971_Pedro+Martinelli_LEVE" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/Parque+Antartica_SP_1971_Pedro+Martinelli_LEVE.jpg" alt="" width="394" height="498" /><br />
</a>Parque Antártica (1971)<em> © Pedro Martinelli</em></p>
<p style="text-align: justify;">Martinelli nasceu em 1950,  ano em que o estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, foi oficialmente inaugurado para a Copa do Mundo, a primeira depois de 12 anos de jejum por conta da II Guerra, e aquela em que Ghiggia, atacante uruguaio acabou com a alegria brasileira. Aos 17 anos começou sua carreira na sucursal da Gazeta Esportiva, em sua cidade natal. Passou pelo Última Hora e  O Globo, no Rio de Janeiro, trabalhou para o governo do estado de São Paulo e desembarcou na Editora Abril em 1977, onde fotografou para Veja até 1983 e foi diretor dos serviços fotográficos no conjunto de revistas até 1994.</p>
<p style="text-align: justify;">Descrever a multiplicidade técnica de Martinelli é recriar um manual de fotografia. Das grandes reportagens como a dos índios Kranhacãrore (a última imagem do livro) feita para o O Globo, de 1973 (a primeira imagem a registrar essa etnia), até nús antológicos, como da modelo Cristina Mortágua, da revista Playboy de 1992, o fotógrafo faz um passeio com qualquer formato de equipamento. Bem, para aqueles que esperam encontrar essa última modalidade de imagem, uma má notícia: o curador da edição, o fotógrafo Roberto Linsker,  proprietário da editora, só selecionou uma imagem feminina. Uma  imagem sensual, em preto e branco, feito em Paris, sem identificação da modelo.</p>
<p style="text-align: justify;">Linsker acerta numa seleção significativa da obra de Martinelli. Lá estão as imagens da Amazônia, assunto de 3 grandes livros autorais do fotógrafo (GenteXMato, Ed.Jaraqui,2008), Mulheres da Amazônia, ( Ed. Jaraqui, 2004), Amazônia o Povo das Águas (<a href="http://rpcfb.com.br/realizadores/terra-virgem-editora-e-producoes-culturais-ltda/" target="_blank">Ed.Terra Virgem</a>, 2000).</p>
<p style="text-align: justify;">Há alguns anos o fotógrafo divide sua vida entre São Paulo e um grande barco no rio Amazonas. Jaraqui (editora de Martinelli) é o nome de um popular peixe da região que o fotógrafo tem a fama de prepará-lo bem em sua cozinha. Aliás, cozinha e fotografia andam lado a lado com ele. Assim, como é capaz de contar histórias de reportagens por muito tempo, “Pedrão” também pode argumentar sobre uma receita por horas, crédito da herança italiana.</p>
<p style="text-align: justify;">A direção de arte, também de Linsker, é construtiva e argumentativa da trajetória do fotógrafo, mesclando com elegância a cor com o preto e branco, mas as vezes escorrega na vulgaridade de prismar certas imagens, como o avião Electra que desce em Congonhas, em 1991, na página da esquerda em contraposição ao pescador que atira o arpão no lago Paroá, AM, em sua direção, na página da direita. Momentos também de falta de sensiblidade – ou puro mau gosto – de juntar um mergulhador na charmosa Acapulco, no México, de 1977, com um mergulho suicida no dramático incêndio do Edificio Joelma, no centro de São Paulo, em 1974.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/Pedro+Martinelli+3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19914" title="Pedro+Martinelli+(3)" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/Pedro+Martinelli+3.jpg" alt="" width="272" height="400" /><br />
</a><em>© Pedro Martinelli</em></p>
<p style="text-align: justify;">Na política, o range de Martinelli passa por Paulo Maluf em 1977 e vai a Lula, de 1978, não deixando de ser irônico em uma sequência de 3 imagens do Xavante Mário Juruna, que se tornou deputado federal com o bordão de gravar o que seus colegas falavam. Igualmente, a diversidade do fotojornalista está nas leituras da Amazônia que  se completam em delicadeza e contundência.</p>
<p style="text-align: justify;">A edição limitada, é feita com uma capa de tecido especial e conta com apenas 100 exemplares, sendo que as exclusivas primeiras 20 edições numeradas, são acondicionadas numa caixa de madeira, criada pelo artista goiano Roque Pereira e vem com uma cópia fotográfica de 55X44 cm, numerada e assinada por Martinelli. Os demais 80 exemplares, também são assinados pelo autor. A fotografia escolhida, feita em 1971, no Parque Antártica, foi impressa em Ink Jet, sobre papel alemão Hahnemulle Classic Velour de 290g, exclusivamente para essa edição (contatos <a href="http://www.terravirgem.com.br">www.terravirgem.com.br</a>).</p>
<p style="text-align: justify;"><em>*Texto originalmente publicado na revista Fotografe Melhor de dezembro de 2011 e editado pelo autor para o blog do Paraty em Foco.</em></p>
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		<title>2 individuais no Mezanino</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2011/12/2-individuais-acervo-na-galeria-mezanino/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 20:10:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>h2r</dc:creator>
				<category><![CDATA[Exposições]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[A partir de 3 de dezembro a Galeria Mezanino apresenta duas novas exposições individuais, além da exposição de seu acervo permanente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Galeria Mezanino agora está no bairro da Liberdade e neste fim de semana abre  duas individuias além de expor seu acervo com fotografias, pinturas, desenhos, gravuras  e objetos, estão presentes trabalhos de: Alex Josias, Alisson Gothz, Biel Carpenter, Brunel  Galhego, Bunny Yeager, Christiano Whitaker, Cristiano Madureira, Daniel  Malva, Eduardo Sancinetti, Léo Sombra, Liana das Neves, Lucas Rehnman,  M. Bueno, Sergio Kal, Ulysses Bôscolo e 3d4.</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/Picture-8.png"><img class="alignnone size-full wp-image-19896" title="Picture 8" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/Picture-8.png" alt="" width="580" height="358" /></a></p>
<p>“14 FOTOGRAFIAS” CLAUDIA GUIMARÃES<br />
A fotógrafa Claudia Guimarães dirige seu olhar para a moda e o  comportamento jovem contemporâneo. Uma das principais profissionais a  registrar o movimento da noite paulistana na década de 1990, Claudia  publicou durante dez anos seus retratos, cheios de verdades e surpresas,  no jornal Folha de São Paulo. Agora, pela primeira vez na Galeria  Mezanino, ela apresenta 14 de suas icônicas imagens, que revelam muita  intimidade do universo GLBT e personagens que freqüentam ou freqüentaram  os clubs noturnos de São Paulo. As imagens, editadas por ela e por  Renato De Cara, ganham impressões fineart e acabamento primoroso para  sua primeira individual na Galeria.</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/Picture-9.png"><img class="alignnone size-full wp-image-19897" title="Picture 9" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/Picture-9.png" alt="" width="400" height="500" /></a></p>
<p>“ENTRE CORPOS E ESPAÇOS I” FRANCISCO HURTZ<br />
O jovem artista autodidata, através do uso das linhas e do vazio no espaço pictórico, descontextualiza imagens banais e pornográficas e constrói um estudo que explora a relação espacial entre os corpos. Sua participação em exposições inclui: Coletivas em Paris, Marseille e Aix-en-provence; Happening “Escambo de Arte”; Exposições &#8220;10+20&#8243; e &#8220;Quarto das Maravilhas&#8221; na Galeria Emma Thomas; coletiva “Jardins e Delícias” na Galeria Mezanino, em 2009. Para esta pequena individual selecionamos, entre oito desenhos, quatro realizados sobre papéis encontrados, além de duas esculturas hiper-realistas.</p>
<p><em>:: foto home: Francisco Hurtz</em><br />
&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<br />
<a href="http://www.galeriamezanino.com"><strong>+i</strong></a></p>
<p>Inauguração dia 3 de dezembro, das 14h às 17h<br />
Exposição até dia 23 de dezembro 2011<br />
De segunda a sexta, das 12h às 20h<br />
Sábados, das 12h às 18h<br />
Rua da Glória 279  cj 62<br />
Liberdade<br />
São Paulo</p>
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