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	<title>Paraty em Foco &#187; Cia de Foto</title>
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	<description>Blog de Fotografia</description>
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		<title>Fotografias para o fim do mundo &#124; Parte VI</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Sep 2011 15:50:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Livia Aquino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ou sobre quando se torna necessário reparar
Vamos pensar um pouco mais nas fotografias que deixaremos para o futuro. Se considerarmos que nosso fim está mesmo próximo, poderíamos tentar limpar nossa barra apagando imagens que nos causam medo, vergonha ou repulsa? Saberíamos lidar com o seu completo esquecimento?
Perguntei para alguns professores, pesquisadores e artistas, a maior parte convidados do Paraty em Foco, qual imagem eles eliminariam da história. Os relatos descritos abaixo nos falam de apagamentos de fatos ou do uso da imagem como um evento em si mesmo, ou ainda ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ou sobre </strong><strong>quando</strong><strong> se torna necessário reparar</strong></p>
<p>Vamos pensar um pouco mais nas fotografias que deixaremos para o futuro. Se considerarmos que nosso fim está mesmo próximo, poderíamos tentar limpar nossa barra apagando imagens que nos causam medo, vergonha ou repulsa? Saberíamos lidar com o seu completo esquecimento?</p>
<p>Perguntei para alguns professores, pesquisadores e artistas, a maior parte convidados do Paraty em Foco, qual imagem eles eliminariam da história. Os relatos descritos abaixo nos falam de apagamentos de fatos ou do uso da imagem como um evento em si mesmo, ou ainda sobre sua função histórica e política.</p>
<p>Muitas dessas situações podem nos envergonhar, mas parece que antes de destruí-las, deveríamos pensar melhor sobre o que estamos fazendo por aqui. Em <em>Sobre o conceito de história </em>[1]<em>,</em> Walter Benjamin nos diz: “Nunca há um documento da cultura que não seja, ao mesmo tempo, um documento da barbárie. E, assim como ele não está livre da barbárie, assim também não o está o processo de sua transmissão, transmissão na qual ele passou de um vencedor a outro. (O materialismo histórico) considera como sua tarefa escovar a história a contrapelo.”</p>
<p>Olhar para a história ao revés, no caso desta nossa pequena série destinada ao apagamento, pode significar não deixar que elas entrem no curso do tempo como se fossem eventos &#8216;naturais&#8217;, como se as coisas acontecessem deste modo simplesmente. Para nós, produtores e consumidores da fotografia, cabe sempre refletir que este passado aqui exposto não é estático, não para de ser, não se interrompe, ainda é. Talvez este seja um modo de ou tentarmos encontrar alguma reparação para algumas destas imagens escolhidas, ou dar novo fluxo para outras naquilo que tradicionalmente chamamos de história da fotografia.</p>
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<div id="attachment_18841" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Abu_Ghraib_Abu.jpg"><img class="size-full wp-image-18841" title="A woman identified as PFC Lynndie England of the 372nd Military Police Company holds a leash tied around the neck of a naked man" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Abu_Ghraib_Abu.jpg" alt="" width="580" height="435" /></a><p class="wp-caption-text">Prisão de Abu Ghraib, Iraque, 2003.</p></div>
<p><a href="http://modobulb.com" target="_blank">Lua Cruz e Felipe Russo</a>: “Uma imagem para o fim do mundo, aquela que nos envergonhamos de ter visto, de saber que existe ou existiu, e pior, que muito provavelmente continuará a ser produzida. Uma imagem que os arqueólogos do futuro vão acreditar ser  costume nas nossas relações. Uma imagem que não saiu da nossa cabeça apesar do inconveniente e da repulsa que causa. A triste imagem realizada por soldados americanos na prisão de Abu Ghraib, em Bagdá, no Iraque. Escolhemos essa fotografia representando todo o grupo de outras, que vazaram na internet e estamparam capas de jornais, exibindo cruelmente o que os heróis combatentes lutando contra o terrorismo também estavam construindo em seu tempo livre. O que incomoda profundamente nessa imagem, além do obsceno ato de crueldade, é o gesto do fotógrafo, a intenção de quem segurava a câmera. É assustadora a forma como essa imagem, no seu ato de criação, se aproxima do uso mais belo e simples da fotografia, a fotografia que celebra, que guarda no álbum memórias de momentos que não queremos esquecer. Os soldados em Abu Ghraib celebravam seu poder, seu controle, sua supremacia. Produziam souvenires, imagens de turismo nos porões da tortura em Bagdá. Uma imagem repugnante, um ato repugnante. Esperamos que o arqueólogo do futuro encontre essa imagem e compreenda que ela foi um deslize social bruto, no qual o fotógrafo e o fotografado se aproximam intimamente de monstros, com o mesmo nível de culpa. Realizar ou registrar com a intenção de celebrar uma atrocidade é igualmente lamentável. Imaginem o que esses arqueólogos vão pensar da gente!&#8221;</p>
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<div id="attachment_18844" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/iraq.png"><img class="size-full wp-image-18844" title="iraq" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/iraq.png" alt="" width="580" height="368" /></a><p class="wp-caption-text">Iraque, 2002.</p></div>
<p><a href="http://fernandofogliano.blogspot.com/" target="_blank">Fernando Fogliano</a>: “As fotografias obtidas com auxilio do satélite para apresentar as armas de destruição em massa que nunca foram encontradas no Iraque me dão medo (<a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Iraq-Failing-to-Disarm.pdf">Iraq Failing to Disarm</a>).”</p>
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<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/YVc0kcT9c7c?version=3"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/YVc0kcT9c7c?version=3" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.gustavopellizzon.com/" target="_blank">Gustavo Pellizzon</a>: <strong>“</strong>Confesso que é bem complicada essa missão de  escolher algo para apagar do tempo, da história&#8230; Não sei se vale, mas é  uma imagem, aliás várias, disponíveis no YouTube. São imagens de  celular da execução de Saddam Hussein que representam o que acredito ser  vergonhoso para nossa sociedade, o ódio. Além de incentivar o  extremismo e atitudes radicais. Quando vejo essas imagens realmente fico  confuso quanto a que período e sociedade vivemos. Imagens de celular  que hoje denunciam ditaduras e opressões também propagam e exibem algo  que não acredito que deveria estar ocorrendo nos nossos tempos. Me faz  refletir que sociedade vivemos e o que realmente os homens querem por  aqui&#8230; O radicalismo, a intolerância e o ódio é o que se propaga.  Saddam Hussein propagou tudo o que para mim essas imagens acabam  gerando, outros radicais.”</p>
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<div id="attachment_18845" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Lampiao.jpg"><img class="size-full wp-image-18845" title="Lampiao" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Lampiao.jpg" alt="" width="580" height="435" /></a><p class="wp-caption-text">As cabeças dos cangaçeiros do grupo de Lampião, 1938.</p></div>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/evento/_eder-chiodetto/" target="_blank">Eder Chiodetto</a>: “Adolescente, vi essa imagem num livro. Tremi todo ao pensar em fotografias como troféus!”</p>
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<div id="attachment_18847" class="wp-caption aligncenter" style="width: 416px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/herzog.jpg"><img class="size-full wp-image-18847 " title="herzog" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/herzog.jpg" alt="" width="406" height="606" /></a><p class="wp-caption-text">Morte de Vladimir Herzog, 1975.</p></div>
<p><a href="http://www.oju.net.br/" target="_blank">Denise Camargo</a>: “À boca miúda se dizia que pessoas eram torturadas. Entendi que era  preciso silenciar o assunto. Não sabia bem, mas decidi, enfaticamente,  que não mais cantaria “eu te amo, meu Brasil, eu te amo!” à sequência do  hino nacional, no pátio da escola, perfilados todos diante da bandeira,  mão direita ao peito. A diretora percebeu. Mas só conseguiu dizer que  era de bom tom, ao menos, usar o uniforme, que levava na lapela uma  fitinha verde-amarela. Ia vestida, então, mas nada de hino ou Dom &amp;  Ravel. Muda. Anos mais tarde, essa imagem do Wlado, o Wladimir Herzog,  torturado e morto pela ditadura militar, faz falar aquele gesto.  Apagá-la da história me livraria daquela sensação que ficou em mim? Ao  que parece, herdei mais. Por conjunções de um destino, a lenda que se  conta é que minha primeira câmera fotográfica fora dele. Cito de uma  memória um pouco vã. Nunca apurei esse fato. Mas este, sim, manteria  indelével. Relíquia entre os meus guardados, para sempre, para além das  imagens.”</p>
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<div id="attachment_18846" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Israel.jpg"><img class="size-full wp-image-18846  " title="Israel" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Israel.jpg" alt="" width="580" height="139" /></a><p class="wp-caption-text">As ministras israelenses Limor Livnat e Sofa Landver eliminadas da foto oficial, 2009.</p></div>
<p><a href="http://www.cidadeinvertida.com.br/home/foto01.shtml" target="_blank">Ricardo Hantzschel</a>: &#8221;Quando você falou em uma foto para apagar da história, me veio a cabeça a imagem oficial dos ministros israelenses que foi alterada por um jornal sionista ultra ortodoxo, que não concorda/atura/se conforma com o fato de mulheres conquistarem essa posição. Lembra bastante as alterações analógicas de fotos de dirigentes dos regimes totalitários (China, URSS, Cuba, etc), que por circunstâncias políticas tiveram sua imagem suprimida, numa tentativa de seus desafetos de reescrever a história. No caso do jornal israelense o que se manifesta é o inconformismo radical de base religiosa, que não admite o sexo feminino conquistando espaços tradicionalmente reservado aos homens.&#8221;</p>
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<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/garapa.jpg"><img title="garapa" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/garapa.jpg" alt="" width="580" height="743" /></a><p class="wp-caption-text">Google Street View, 2011.</p></div>
<p><a href="http://garapa.org/" target="_blank">Garapa</a>: &#8221;Quando se decide apagar uma fotografia, o que se anula de fato? Uma  imagem já vista não tem como desaparecer, se o tivesse todo papel do  observador na teoria quântica teria de ser revisto. A gota d´água que  cai no meio do oceano sem que ninguém a veja, não caiu. Então o que  eliminamos ao atentar contra uma imagem? A foto que queremos apagar é,  na verdade, uma foto feita para apagar outra. Ao registrar o centro da  cidade com seu carro-câmera, a Google optou por limpar uma parte da  cracolândia em São Paulo. Quando usamos o Street View na Rua Helvétia, quase na  esquina com a Alameda Dino Bueno podemos ver os diversos usuários de  crack ao longo da primeira rua, mas basta apertar a setinha que nos leva  adiante para que a rua se esvazie com a chegada de uma viatura  policial.&#8221;</p>
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<div id="attachment_18848" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/bomba.jpg"><img class="size-full wp-image-18848" title="bomba" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/bomba.jpg" alt="" width="580" height="384" /></a><p class="wp-caption-text">Hiroshima, Japão, 6 de agosto de 1945 (Sipa Press).</p></div>
<p><a href="http://www.olhave.com.br/blog/" target="_blank">Alexandre Belém e Georgia Quintas</a>: &#8221;Quando pensamos numa imagem para suprir este pedido, pensamos na hora neste evento. Não gostamos da ideia de apagar uma fotografia da história&#8230; Tentaríamos apagar o acontecido&#8221;.</p>
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<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_18850" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Phan-Thi-Kim-Phuc-1972.jpg"><img class="size-full wp-image-18850 " title="KIM PHUC VIETNAM" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Phan-Thi-Kim-Phuc-1972.jpg" alt="" width="580" height="454" /></a><p class="wp-caption-text">Nick Ut: Vietnã, 1972.</p></div>
<p><a href="http://www.claudiajaguaribe.com.br/" target="_blank">Claudia Jaguaribe</a>: &#8221;Acho difícil responder porque as fotos que nos envergonham são as que mais precisamos rever para não esquecer. De qualquer forma acho que uma foto que sempre me angustiou é a da menina queimada por Napalm Kim Phuc, foi feita em junho de 1972 por Nick Ut no Vietnã.&#8221;</p>
<p><a href="http://www.patriciagouvea.com/" target="_blank">Patricia Gouvea</a>: “Sem dúvida eu gostaria de eliminar a foto da menina queimada pela bomba de Napalm, se fosse possível voltar no tempo e este ‘evento’ nunca ter acontecido na história do Planeta Terra&#8230;”</p>
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<div id="attachment_18851" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/sebastio-salgado.jpeg"><img class="size-full wp-image-18851" title="sebastio-salgado" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/sebastio-salgado.jpeg" alt="" width="580" height="387" /></a><p class="wp-caption-text">Sebastião Salgado: Êxodos, 1996.</p></div>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/fximiti/" target="_blank">Fernando Schmitt</a>: “Abria mão, não sem alguma dor, da beleza triste dessa imagem do Sebastião Salgado. Gostaria que o futuro sombrio que ela projeta não se concretizasse, gostaria de achar companhia para a criança na cadeirinha arranha-céu.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18852" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/fome.jpg"><img class="size-full wp-image-18852" title="fome" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/fome.jpg" alt="" width="580" height="388" /></a><p class="wp-caption-text">Michael Wells: Uganda, 1980.</p></div>
<p><a href="http://www.armandoprado.com.br/" target="_blank">Armando Prado</a>: “O desafio da fome continua a ser nosso grande problema.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18853" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/beijing.jpg"><img class="size-full wp-image-18853" title="beijing" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/beijing.jpg" alt="" width="580" height="383" /></a><p class="wp-caption-text">China, 2011 (Getty Image).</p></div>
<p><a href="http://vodcabarata.blogspot.com/" target="_blank">Adelaide Ivanova</a>: &#8221;Minha escolha não foi exatamente pelo valor (ou desvalor) da foto. Não quis mandar uma foto de desgraça (a primeira coisa que veio na minha cabeça foi Hitler, devo confessar), mas acho que essas coisas são pra ser lembradas, e não esquecidas. Aí que me lembrei: esses dias estava vendo uma reportagem sobre o dono da Apple, e fiquei chocada com as imagens do lançamento do iPad 2 mundo afora, feitas no começo desse ano. Além das filas quilométricas, compostas por gente que até acampou, os atabacados que conseguiam comprar saíam histéricos de dentro das lojas, como se tivessem adquirido o elixir da vida eterna. Essa imagem (era um vídeo) não saiu da minha cabeça. Quer dizer, fiquei aqui pensando nos abilolados que somos. E fiquei pensando também: se daqui a não sei quantos mil anos, se a terra estiver sendo reconstruída por uma geração mais humana de humanos, eles vão olhar pra essas fotos e dizer: <em>afe,</em> que bando de zé mané&#8230; Esta foto que sequer sei quem é o autor (só que é da Getty e, sinceramente, não importa, uma vez que não é uma foto incrível), foi feita em Beijing, em março desse ano, horas antes do lançamento do iMerda.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.iconica.com.br/?cat=354" target="_blank">Rubens Fernandes Junior</a>: “Bem difícil esta questão: apagar uma imagem da historia da  fotografia. Acabo de folhear inúmeros livros de história e compêndios  coletivos de fotografia. Ainda fico horrorizado com as imagens de  guerra, com alguns exageros do flagelo humano, com algumas fotografias  de devastação da natureza, com asco das mais bizarras, entre muitas  outras sensações. Continuo enojado com as fotografias que documentam o  nazismo e sua liderança, ou até mesmo algumas imagens da política  brasileira. Mas, ao mesmo tempo, valorizo sua importância para a  história &#8211; da fotografia e da humanidade. Veja que ironia, acabamos de  fazer um livro sobre o fotógrafo Guilherme Gaensly e, mesmo depois de  tanta pesquisa, não encontramos um retrato desse fotógrafo de enorme  importância para a iconografia paulistana. Ou seja, o excesso de imagens  pode destruir nossa atenção e nosso foco, mas a falta delas não permite  que tenhamos acesso a determinadas figuras importantes ou até mesmo  alguns momentos emblemáticos do cotidiano mundial ou local. Quero  lembrar Susan Sontag quando afirma que as fotografias, mesmo as mais  simples e despretensiosas, com o tempo, acabam adquirindo um status de  raridade. Portanto, como pesquisador, vejo as imagens flutuando em minha  memória &#8211; algumas vibrantes, outras esmaecidas, outras distantes e  desinteressantes &#8211; mas não tenho condições de apagá-las da nossa memória  coletiva. Essas fotografias foram e continuam sendo vistas por todos os  olhos do mundo e não me sinto qualificado para retirar alguma de  circulação. Penso sim em deixá-las no limbo do esquecimento.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/p02exv6ngaE?version=3"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/p02exv6ngaE?version=3" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.iconica.com.br/?cat=468" target="_blank">Ronaldo Entler</a>: “Antes da Lívia, Chris Marker já havia previsto o fim do mundo em <em>La Jetée</em> (1962), e também a redescoberta de nosso tempo por uma espécie de arqueólogo do futuro, em <em>Sans Soleil</em> (1983). Alguém já viu Chris Marker? Já houve boatos de que ele não existia, ou de que não passava de um pseudônimo por trás do qual se escondiam vários autores. Alain Resnais disse uma vez que Marker era um extraterrestre. Seus dados biográficos são controversos e frequentemente desmentidos. Quando a imprensa pede uma foto sua, recebe um retrato de Guillaume, seu gato, quase um alter-ego seu. Uma de suas últimas aparições públicas foi na forma de um avatar no Second Life. Quem acompanha seu trabalho sabe que Marker é uma entidade inapreensível. Alguns raros retratos seus podem ser encontrados: ele é visto de longe, em segundo plano, atrás da câmera. Essas imagens não deveriam existir e, por isso mesmo, sempre desaparecem na complexidade de seu personagem. Enquanto rodava seu documentário Tokyo Ga (1985), Wim Wenders encontrou Marker em um famoso bar chamado “La Jetée”, no distrito de Shinjuku. Episódio um tanto inverossímil. Mas, de fato, Marker conhece bem o Japão: realizou ali boa parte das imagens de <em>Sans Soleil</em>. Wenders não resistiu e apontou sua câmera para ele. Dizem que depois de pronto o filme, teve que enviar ao colega um pedido de desculpas. Vemos primeiro os desenhos de um gato e de um pássaro, outra figura importante para Marker. Depois, seu rosto surge por alguns poucos segundos numa espécie de obturação lenta e acidental, o abrir e fechar de uma cortina que, ainda assim, não consegue fixar sua imagem. É outro retrato que quase foi feito, e que também não deveria, caso pudesse existir.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18854" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/galexperiencia.jpg"><img class="size-full wp-image-18854" title="galexperiencia" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/galexperiencia.jpg" alt="" width="580" height="407" /></a><p class="wp-caption-text">Galeria Experiência, 2011.</p></div>
<p><a href="http://galeriaexperiencia.com.br/" target="_blank">Galeria Experiência</a>: “Pensamos que não gostaríamos de apagar nenhuma fotografia da história. Não sentimos necessidade de questionar a existência desta ou daquela imagem, pois podemos nos envergonhar de um fato ou uma pessoa, mas não da existência da imagem que representa ou mostra simplesmente algo que existiu. A discussão que levantamos aqui, por outro lado, foi pensando sobre a quantidade de imagens produzidas hoje em dia (o Flickr atingiu 6 bilhões de fotos em agosto) e o arquivamento de todo esse material. Qual é a necessidade de se guardar tanta imagem? Teremos tempo de consumir e absorver tudo isso? Nós, aqui na Galeria Experiência, guardamos todas as imagens que produzimos, pois acreditamos que muitas delas podem não ter nenhum uso ou sentido para a gente hoje, mas não sabemos que novos significados elas podem adquirir no futuro. Mesmo sabendo que possivelmente as nossas fotos arquivadas podem nunca ser usadas no futuro, seguimos optando pela sua manutenção. Mas será que não poderíamos deletar algumas? Por que este apego? Achamos que toda imagem produzida tem o seu porquê, um propósito para ser criada. Decidimos então, ao invés de apagar uma foto da história da fotografia (ou do nosso arquivo), criar uma imagem para ser deletada. Percebemos que dessa forma poderíamos praticar o desapego que não conseguimos aplicar às outras imagens. Afinal, esta imagem nasceu com este claro propósito: o de ser deletada. Esta imagem que enviamos, pode ser deletada para sempre sem prejuízo dos nossos sentimentos. Mas ficamos com uma pulga atrás da orelha: e se deletássemos absolutamente tudo o que produzimos até hoje? O que perderíamos com isso de fato?”<a href="http://ciadefoto.com.br/blog/" target="_blank"></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/" target="_blank">Cia de Foto</a>: &#8220;Antes de escolhermos a fotografia que tiraríamos do mapa, gostaríamos  de icluir uma que aqui na Cia nunca foi vista. É a fotografia da mãe de  Roland Barthes, através da qual ele concebe a “Câmara Clara”, obra  fotográfica feita em 48 dias, formada assim por 48 capítulos, escritos  um  a cada dia.<em> “ [...] eu debatia-me no meio de imagens  parcialmente verdadeiras e, contudo, totalmente falsas. Dizer de uma  foto“é quase ela!” era para mim mais doloroso do que dizer de uma  outra:“não é nada ela” [...] Observei a menina e encontrei finalmente a  minha mãe [...] o lugar que ela docilmente ocupara sem se mostrar nem se  esconder [...] tudo isso transformara a pose fotográfica nesse paradoxo  insustentável e que ela sustentou durante toda a sua vida: a afirmação  de uma doçura.[...] justamente uma imagem, mas uma imagem justa. Assim  era, para mim, a Fotografia do Jardim de Inverno.”</em> É insuportável a  ideia do mundo acabar sem conhecermos essa foto. E pior, seria muito  injusto, com  toda a história da fotografia, ela não ser vista pelos  arqueólogos e historiadores que, você nos garante, virão à sucata desse  mundo, ainda com tempo e atenção para o que teria sido essa linguagem.  Foi através dessa foto que Barthes clicou o “selvagem” <em>Puctum</em> &#8211; “o amor extremo”, “o acaso que nos punge”– e, clicou também o <em>Studium</em> – “a nossa cultura”, “uma espécie de investimento geral”, “é verdade  mas sem acuidade particular ”, “ardoroso”, “o nosso saber”. É nessa  foto que ele flagra a compreensão do “isso foi”, é e será. Ali, ele  indica o diacrônico de toda fotografia, assim como, a sua polissemia  inadestrável. É nesse livro que ele disse “ele esta morto e vai morrer”.  Fica aqui o nosso apelo espasmódico para que esses curiosos do  pós-mundo tenham <em>a Fotografia do Jardim de Inverno </em>a mostra (!), em nossa breve história. Aqui jazerá feliz a Cia de Foto!&#8221;</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_18616" class="wp-caption aligncenter" style="width: 416px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/Behind_the_Gare_Saint_Lazare1932-760990.jpg"><img class="size-full wp-image-18616 " title="Behind_the_Gare_Saint_Lazare1932-760990" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/Behind_the_Gare_Saint_Lazare1932-760990.jpg" alt="" width="406" height="617" /></a><p class="wp-caption-text">Henri Cartier-Bresson: Behind the Gare Saint-Lazare (Paris), 1932.</p></div>
<p><a href="http://www.english.guimohallem.com/" target="_blank">Gui Mohallen</a>: &#8220;Essa imagem concentra muito do que não acredito na fotografia. Uma fotografia voltada para si mesma, uma eloquência de linguagem cuja eficiência é muito menor do que os dogmas em que ela se encarcera. A fotografia como operação cerebral, uma astúcia, que leva mais a uma fetichização do próprio fotógrafo e do ato fotográfico do que a um olhar sobre aquilo que ela se propõe a ‘ver’. Nesse sentido a geometria protege tanto o fotógrafo quanto o fotografado. Quem é esse cara? O que ele pensa sobre o que fotografa? Qual o discurso por trás desse olhar? O fotógrafo não se afeta, não recebe? O que mais me irrita na herança de Bresson é a condução desse olhar que não vai nem para uma realidade do outro, nem para o íntimo do fotógrafo, mas que celebra antes de tudo um convite a saborear um <em>savoir-faire</em> de uma técnica (cá entre nós, já bastante irrelevante).&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_18858" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/daguerre.jpg"><img class="size-full wp-image-18858" title="daguerre" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/daguerre.jpg" alt="" width="580" height="423" /></a><p class="wp-caption-text">Daguerre: View of the Boulevard du Temple, Paris, 1839.</p></div>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/queiroga" target="_blank">Eduardo Queiroga</a>: “O que seria do mundo se a Fotografia não existisse?”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>[1] BENJAMIN, Walter. <em>Sobre o conceito de história</em>. In: Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1994.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/09/fotografias-para-o-fim-do-mundo-parte-vi/' addthis:title='Fotografias para o fim do mundo | Parte VI ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Uma avó comum &#8211; dessas que a gente costuma ter em casa</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jul 2011 15:27:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernanda Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto]]></category>
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		<description><![CDATA[A companhia de uma avó na exposição de fotos sobre o Bom Retiro.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/07/uma-avo-comum-dessas-que-a-gente-costuma-ter-em-casa/' addthis:title='Uma avó comum &#8211; dessas que a gente costuma ter em casa ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><em>por Fernanda Prado</em></p>
<p style="text-align: left;">O que (ou quem) você costuma levar quando vai a uma exposição de fotos? Um caderninho de notas? Um amigo para dividir as opiniões? Ah, sim, em tempos modernos, o IPhone? Ou vai sem nenhum apetrecho mesmo, “só” com os olhos e a mente bem abertos? Então, da próxima vez, sugiro que você leve uma avó. Sim, uma avó comum &#8211; dessas que a gente costuma ter em casa. E se ela tiver relação com o tema da mostra que você está indo visitar, melhor ainda!</p>
<p style="text-align: left;">No fim de semana passado, tive o prazer de ir à exposição <a href="http://paratyemfoco.com/blog/2011/06/bom-retiro-e-luz-um-roteiro/"><strong>Bom Retiro e Luz: Um Roteiro, 1976 &#8211; 2011</strong></a>, no Centro de Cultura Judaica, com a Dona Rosa.</p>
<p style="text-align: left;">Dona Rosa não é a minha avó (já tenho a minha, mas ela mora em Minas). É a avó judia, descendente de poloneses, de uma grande amiga, a Mariane. Na verdade, foi Dona Rosa quem nos levou. Fomos no embalo, mas com os ouvidos bem abertos para cada comentário que ela fazia diante das fotografias na parede.</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/07/bom-retiro-bob-wolfenson-4p.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-18155" title="Bom Retiro - Bob Wolfenson" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/07/bom-retiro-bob-wolfenson-4p.jpg" alt="" width="580" height="381" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><em>“Olhem esta foto! Mariane, por favor, veja para mim onde esta foto foi feita. Ah, é Rua Afonso Pena? Foi feita da sacada do apartamento dos Wolfenson. Olhem os carros da época. Como o bairro já estava mal cuidado&#8230;”.</em> Dona Rosa, que hoje deve ter algo em torno de 70 a 80 anos (ela não diz a idade), tem uma história muito próxima com o Bom Retiro. Quando era pequenininha morava na Afonso Pena, perto do Jardim da Luz. Depois se mudou de lá. Aos trinta e poucos passou a ter uma malharia no bairro, com o marido. E hoje ainda trabalha nas redondezas – é estilista de uma outra malharia. <em>“Eu morava na Afonso Pena e o caminho do Jacob, pai do Bob, era passar em frente à malharia. Ele era muito conhecido e começamos a ter muita afinidade, tínhamos opiniões parecidas sobre o mundo&#8230;”.</em></p>
<p style="text-align: left;"><em> </em>Ela conta que o bairro era cheio de gente que vinha fugida da Europa, que deixou parentes lá nas mãos dos nazistas e não puderam ser trazidos para o Brasil. <em>“Todo mundo tinha a mesma causa, sabe? O mesmo sofrimento e as mesmas alegrias. Uma das coisas que nos ligava era que sofríamos juntos”</em>. Conta ainda que naquela época Jacob Wolfenson (quando Bob ainda era criança) também tinha uma malharia, mas bem pequena. <em>“Quando ele precisava botar botão numa roupa, eu o ajudava”,</em> relembra.</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/07/bom-retiro-marlene-bergamo-p.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-18156" title="Bom Retiro - Marlene Bérgamo" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/07/bom-retiro-marlene-bergamo-p.jpg" alt="" width="387" height="580" /></a></p>
<p><em>“Vejam bem. Esta porta aqui é muito importante”,</em> apontando para uma foto da Marlene Bérgamo. <em>“Esta porta antes era um presídio horroroso, pessoas torturadas. Ela permanece viva até hoje para as pessoas se lembrarem do que aconteceu. Mas hoje é um estacionamento. É bom não falar muito sobre este assunto lá dentro, não&#8221;, aconselha. </em></p>
<p><em> </em></p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/07/bom-retiro-cristiano-mascaro-3p.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-18157" title="Bom Retiro - Cristiano Mascaro" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/07/bom-retiro-cristiano-mascaro-3p.jpg" alt="" width="580" height="379" /></a></p>
<p>“<em>Aqui o pessoal tava indo para a sinagoga. Os velhinhos se reuniam para contar vantagens. Assim: hoje eu ganhei $1000. Hoje eu ganhei $200. Conversa fiada. Isso acontecia todo domingo, tão característico. Era na esquina da Rua da Graça com a Ribeiro de Lima. E lá eles discutiam os problemas do mundo&#8230;”.</em></p>
<p><em> </em>E estas fotos aqui, Dona Rosa? Eles pegaram os arquivos das famílias do Bom Retiro e fizeram estas imagens em cima. <em>“Muito bonito, são capítulos da nossa vida, não são?”.</em></p>
<p><em><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/07/bom-retiro-cia-de-foto-2p.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-18159" title="Bom Retiro - Cia de Foto" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/07/bom-retiro-cia-de-foto-2p.jpg" alt="" width="394" height="580" /></a></em></p>
<p><em>“Aliás, na vida da gente tudo muda, não é? Às vezes você perde alguma coisa para poder tocar a vida para frente. É assim mesmo. Mas sabe qual é o mais impressionante disso tudo depois de ver essas fotos? </em><em>Acabei percebendo a memória que eu não tenho mais…”. </em><em> </em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/07/uma-avo-comum-dessas-que-a-gente-costuma-ter-em-casa/' addthis:title='Uma avó comum &#8211; dessas que a gente costuma ter em casa ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>E•CO 2010</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 20:22:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>f508</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A mostra E•CO 2010, apresentada durante o Encontro de Coletivos na Espanha, chega a São Paulo em julho<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/06/e%e2%80%a2co-2010-2/' addthis:title='E•CO 2010 ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/kameraphoto-valter4068BA.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8576" title="kameraphoto-valter4068BA" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/kameraphoto-valter4068BA.jpg" alt="kameraphoto-valter4068BA" width="580" height="580" /></a>Foto: <a href="http://www.kameraphoto.com/" target="_blank">Kameraphoto</a></p>
<p style="text-align: justify;">A mostra E•CO 2010, apresentada pela primeira vez em Madrid (Espanha), segue itinerante pelo Brasil, para as cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Belém e Salvador. Com curadoria do espanhol Claudi Carreras, a exposição apresenta 331 fotografias e vídeos que abordam temas relacionados ao meio ambiente. A mostra é uma realização do Centro Cultural da Espanha em São Paulo (CCE-SP) e da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), em parceria com o Centro Cultural São Paulo (CCSP).</p>
<p style="text-align: justify;">Estão representados na mostra, em cartaz no CCSP (Piso Flávio de Carvalho, Rua Vergueiro nº  100), de 3 de julho a 29 de agosto, os 20 coletivos participantes da segunda edição do <a href="http://www.fotoeco.es/blog" target="_blank">Encontro de Coletivos</a>, realizado em maio deste ano na Espanha. O surgimento de um número cada vez maior de coletivos profissionais de fotógrafos é um fenômeno contemporâneo que vem se desenvolvendo em âmbito internacional, e que começa a ganhar bastante força no contexto ibero-americano.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/Cia-de-Foto.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8577" title="Cia de Foto" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/Cia-de-Foto.jpg" alt="Cia de Foto" width="580" height="386" /></a>Foto: Cia de Foto</p>
<p style="text-align: justify;">O Encontro de Coletivos 2010 reuniu coletivos fotográficos de diversos países da Europa e da América Latina: Espanha, Brasil, Portugal, México, Venezuela, França, Alemanha, Peru, Argentina, Reino Unido, Itália e Costa Rica. A <a href="http://www.ciadefoto.com.br/" target="_blank">Cia de Foto</a> e o <a href="http://garapa.org/" target="_blank">Garapa</a> foram os representantes do Brasil no encontro.</p>
<p style="text-align: justify;">Do dia 13 ao dia 15 de maio, os coletivos participaram de projeções e mesas de debate em Madri, onde foram discutidas a produção fotográfica no âmbito dos coletivos, as possibilidades e novos meios de visibilidade e produção. Em seguida, foi realizado um grande ensaio coletivo na província de Soria.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/SUPAYFOTOS14.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8578" title="SUPAYFOTOS14" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/SUPAYFOTOS14.jpg" alt="SUPAYFOTOS14" width="580" height="388" /></a><br />
Foto: <a href="http://www.supayfotos.com/index4.htm" target="_blank">Supayfotos</a></p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez que o meio ambiente foi o tema central do encontro deste ano, cada coletivo foi convidado a desenvolver um projeto com o objetivo de apresentar as problemáticas mais relevantes dos seus respectivos países. Todos trabalharam durante vários meses, tendo a liberdade para escolher a abordagem dada ao tema e os locais onde seriam realizados os projetos. Agora, os resultados destes trabalhos são expostos na mostra E•CO 2010, em São Paulo.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/06/e%e2%80%a2co-2010-2/' addthis:title='E•CO 2010 ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A melhor foto&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 12:00:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[... segundo seus autores.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/06/a-melhor-foto/' addthis:title='A melhor foto&#8230; ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Há um ano, o f/508 lançou em seu blog a coluna &#8220;<a href="http://www.fotoclubef508.com/blog/?cat=3357" target="_blank">A melhor foto</a>&#8220;, inspirada no jornal inglês The Guardian. Desde então, foram publicadas, sempre às segundas-feiras, dezenas de imagens de fotógrafos brasileiros convidados. A escolha da “melhor foto” (se é que ela existe) é sempre um desafio, dada a subjetividade que a permeia. Completado um ano deste mapeamento, compartilhamos abaixo algumas imagens publicadas ao longo desse período.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/orlando-azevedo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7918" title="orlando azevedo" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/orlando-azevedo.jpg" alt="orlando azevedo" width="500" height="500" /></a><br />
Foto:  Orlando Azevedo</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>Gaiola da liberdade</em></p>
<p style="text-align: justify;">Realizei esta foto em Paranaguá no ano de 1993, em minhas muitas e muitas andanças pelo país, no qual já rodei mais de 90.000km em jeep sempre documentando seu patrimônio humano e natural. A grande magia e alquimia da fotografia é que ela surge para o fotógrafo e para a janela de sua emoção e construção.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao ver esta surreal cena voei para sua pátina<br />
Se abria uma página<br />
Era uma árvore em sua metáfora e nela havia uma gaiola com um canário de terra em sua cela<br />
Selava-se assim a contradição da observação<br />
Voar é com os pássaros<br />
Voar é com a criação<br />
Pulsa, pulsa meu coração<br />
A fotografia é sempre a ressureição da extinção e do movimento e momento que não mais se repetirá</p>
<p style="text-align: justify;">A foto foi realizada com filme 120 TRI-X e executada em pb e cromo. É uma imagem que me divide entre as duas possibilidades, cor ou pb. Gosto de ambas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/orlando2.jpg"><img class="size-full wp-image-7919 aligncenter" title="orlando2" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/orlando2.jpg" alt="orlando2" width="500" height="500" /></a><br />
Foto:  Orlando Azevedo</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje esta imagem integra o acervo do MAM de São Paulo e integra a mostra <a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/?s=Bressonianas&amp;x=0&amp;y=0" target="_blank"><em>Bressonianas</em></a>, além de vários acervos particulares.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/julio-bittencourt.jpg"><img class="size-full wp-image-7924 aligncenter" title="julio bittencourt" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/julio-bittencourt.jpg" alt="julio bittencourt" width="500" height="604" /></a><br />
Foto: Julio Bittencourt</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Há 5 anos venho acompanhando o MSTC (Movimento dos sem-teto do centro) em dois diferentes projetos.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro, que resultou em meu primeiro livro chamado <em>Numa janela do Edifício Prestes Maia 911</em>, foi produzido entre 2006 e 2008, onde retratei  os moradores do conhecido edifício em suas janelas.  Durante a ocupação, que durou de 2002 a 2007, havia um grande número de pessoas – fotógrafos, documentaristas e cineastas – produzindo diversos trabalhos dentro do mesmo espaço e por esse motivo procurei uma outra maneira de retratar aquele simbólico lugar e a especial ligação que tive com aquelas pessoas que resulta em constantes trocas até hoje.</p>
<p style="text-align: justify;">A intenção e resultado final do projeto foi assumidamente construída:  retratar  janela por janela para depois ‘reconstruir’ o edifício de forma arbitrária. Foi de certa forma ‘um jogo’ que propusemos a nós mesmos – fotógrafo e fotografados.  Olhar para janelas, a partir de janelas.</p>
<p style="text-align: justify;">Algo que penso traduzir bem nossa experiência fragmentária com a cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde de 2008 venho produzindo um outro trabalho chamado <em>Cidadão X</em> (vencedor do Conrado Wessel / projeto inédito deste ano) com o próprio MSTC e outros movimentos oriundos dele em diferentes regiões e ocupações pela cidade, cujo resultado deve ser lançado em outro livro ainda ano que vem.</p>
<p style="text-align: justify;">Escolhi essa imagem pois além de viajar o mundo sozinha desde então, não deixou ‘nosso pequeno jogo proposto’ para trás e continua a nos levar com ela – fotógrafo e fotografados.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/anteparo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7930" title="anteparo" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/anteparo.jpg" alt="anteparo" width="500" height="335" /></a><br />
Foto: João Castilho</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Escolhi essa fotografia. Chamo-a de <em>Anteparo</em>. Gosto dela primeiro pela composição. Geométrica, abstrata. Depois o ser humano. Sem rosto, sem identidade. Portanto sem história. Será? De alguma forma, universal. Gosto dela também porque é uma fotografia que não encontrou lugar em nenhum dos meus ensaios. É uma foto sozinha. Destino ingrato nas mãos de um fotógrafo que pensa por ensaios. Tentei colocá-la no Redemunho mas ela não quis entrar. Finalmente acabou encontrando lugar no <a href="http://www.mam.org.br/2008/portugues/clubeFotografia.aspx" target="_blank">Clube da Fotografia do MAM</a>,  pelas mãos do Eder Chiodetto. Talvez até encontre companhia lá.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi feita em Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais. O garoto estava passando com esse objeto vermelho. Pedi para que parasse e para que posasse. Dirigi o uso do objeto e de certa forma o transgredi. Gosto de fazer isso com objetos, inventar novos usos. É o que as crianças fazem. Para elas, por exemplo, ele servia para pegar peixes no rio, para mim se transformou no Anteparo.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/claudio-edinger.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7935" title="claudio edinger" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/claudio-edinger.jpg" alt="claudio edinger" width="400" height="500" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Foto:  Claudio Edinger</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;A melhor foto aqui depende muito do dia, hora, humor, etc… no momento é esta.</p>
<p style="text-align: justify;">Comecei este ano a fotografar o lugar que é a síntese praticamente de tudo o que eu já fiz. Downtown  – LA. O  centro da cidade de Los Angeles tem de tudo um pouco: asilo de doentes mentais, arquitetura de sampa, o Chelsea Hotel, Cuba, China, Japão, e por aí vai.</p>
<p style="text-align: justify;">As fotos que funcionam no meu caso (cada caso é um caso) tem que ter enquadramento, drama e luz funcionando em sintonia fina, como num concerto sinfônico. O violino tem que ajudar o piano, que ajuda os tambores, e assim por diante. O que me interessou em Downtown foi  essa mistura extraordinária da arquitetura mais moderna do planeta com, por exemplo, cenas da América Latina. Em LA, 50% da poulação é latina e 70% dessa população tem problemas emigracionais, por assim dizer.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando eu parei pra pedir informações, a figura da foto foi de uma simpatia  desmedida. Apelidado de Jorge (Ror-rre) “the lion king” (com certeza pela barba abundante) ele me deixou paralisado.</p>
<p style="text-align: justify;">“Posso te fotografar?” perguntei em espanhol.<br />
“Claro” respondeu com um sorriso.</p>
<p style="text-align: justify;">Fui buscar a 4×5 no carro  – o cara nasceu pra ser fotografado com o foco seletivo — e lá mesmo com a luz do depósito de frutas onde ele trabalha, deu-se o ato.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/scavone.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7939" title="scavone" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/scavone.jpg" alt="scavone" width="500" height="505" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Foto: Marcio Scavone</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Publicar a melhor fotografia, é uma decisão, no mínimo fadada ao erro ou arrependimento. Resolvi, entre a minha prole, escolher o primogênito.  Afinal é aquele que você amou por mais tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta imagem feita em Londres em 1975 quando eu era um estudante de fotografia e morava no prosaico bairro de Ealing entre polacos e paquistaneses acena com a descoberta do glamour por traz das coisas.  Acho também que ela marca a formação do meu olhar. Eu tinha o hábito de flanar (este verbo tão cultuado pelos fotógrafos, mistura de vagar e observar) pelas ruas de Londres, Hasselblad nas mãos, a registrar mais as coisas do que as pessoas. Eu era muito jovem e tímido para me aproximar muito de modelos vivos. A turista sofisticada e atemporal surgiu no meu visor aprisionada pelas nuvens e o reflexo de uma cidade na marcha para a modernidade. Aprendi com esta fotografia que a figura humana é a referência, o ponteiro das horas do mundo, se você ousa tentar interpretá-lo.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/c_cravo8.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7943" title="c_cravo8" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/c_cravo8.jpg" alt="c_cravo8" width="335" height="500" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Foto:  Christian Cravo</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Como fotógrafo busco entender o homem através de imagens que se revelam no decorrer do meu caminho. Faço da minha visão um instrumento para contar uma história que é acima de tudo “humana”.  A partir de temas definidos procuro representar o homem numa estrutura iconográfica.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste sentido, vejo o Haiti como a expressão máxima da essência humana. Estamos falando de uma sociedade com características muito particulares, intensamente espiritualizada, repleta de simbologias, onde a falta de pudor do povo se apresenta por meio de elementos de grande pureza.</p>
<p style="text-align: justify;">E é a pureza nas relações do homem na manifestação do seu credo que desperta meu olhar. A amplitude filosófica que podemos traçar a partir da existência humana no Haiti é algo perturbador e incrível.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Jardins do Éden</em> é, no meu entender, o título que melhor representa a singularidade do povo haitiano. Esta idéia nos remete aos primórdios, ao momento em que o homem estava intrinsecamente ligado à natureza e se descobria através dela. Momento este, em que não existia o pecado e os corpos nus habitavam todo e qualquer espaço, pois pertenciam a todos eles. Momentos de prazer profundo do homem em fusão com a natureza e seus elementos. O animismo elevado à máxima potência, realizando desejos, buscando novas esperanças para um povo oriundo da África, que possui em suas raízes relações mágicas com o divino.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/juan-esteves.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7946" title="juan esteves" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/juan-esteves.jpg" alt="juan esteves" width="475" height="320" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Foto:  Juan Esteves</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Henri Cartier-Bresson disse certa vez, comentando sua famosa – e linda – imagem do menino sorrindo que carrega abraçada uma garrafa de vinho, que Robert Doisneau tinha feito outras, semelhantes, muito melhores do que a dele. Também, noutra entrevista, pouco antes de morrer, disse que avaliava ter umas 30 imagens das quais ele se sentia realmente orgulhoso. Considerando que ele  fotografou por mais de 60 anos, temos ai uma média de uma imagem boa a cada 2 anos em seu julgamento. O que nos faz pensar, e muito, na nossa autocrítica, na capacidade que temos de avaliar nossa própria produção.</p>
<p style="text-align: justify;">Às vezes penso que muitas de minhas imagens tiveram soluções melhores através de outros fotógrafos. Também, tenho uma tendência a gostar muito daquilo que não sou capaz de fazer. Algo que não consigo adequar à minha sintaxe sempre me é atraente. Por outro lado o clichê de que “a melhor imagem ainda está por acontecer” me assombra permanentemente, o que, apesar dos quase 25 anos de carreira, me conduz ao mais puro sofrimento quando inicio um processo de edição seja para um ensaio editorial,  para um livro, para uma exposição, ou como agora, para atender ao pedido do f/508.</p>
<p style="text-align: justify;">A melhor imagem para mim é sempre aquela momentânea. Aquela última que fiz e que me deixou, de certo modo, feliz. Pode ser um <em>snapshot </em>das minhas filhas em casa, um retrato produzido em grande formato de um artista plástico ou um escritor muito querido, ou simplesmente aquela que saiu no susto e que me surpreendeu. Esta, do cavalo correndo no final da tarde foi feita agora em julho, quando eu estava chegando com as crianças de férias no sítio.  Um dos animais do vizinho estava correndo livre pelo morro. Foi o tempo de puxar a câmera da bolsa, focar quase sem fotometrar e pegar ali, no susto, aquele movimento.  Em tempos que o tal momento decisivo vem sendo desmistificado, esta se tornou minha melhor fotografia. Outro dia, assim espero, será outra!&#8221;</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/jose_bassit_melhor_foto.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7948" title="jose_bassit_melhor_foto" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/jose_bassit_melhor_foto.jpg" alt="jose_bassit_melhor_foto" width="591" height="399" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Foto:  José Bassit</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Como outros colegas disseram, é dificil escolher a melhor foto, então decidi colocar minha mais recente melhor foto. Ela foi tirada em Dezembro passado, e faz parte de meu novo projeto que é documentar as festas de Iemanjá. Como estou fotografando o trabalho em filme, foi uma agradavel surpresa quando peguei o contato  e no meio da série veio esta pérola. Corri para ver o foco e descobri o movimeto da água batendo no corpo da menina todo coberto  e só a mão para fora com a rosa. Resolvi inclusive colocar a foto na página inicial do meu site, que ficará pronto dentro de algumas semanas*.&#8221;</p>
<p>* O site já está no ar. Acesse-o <a href="http://www.josebassit.com/portugues.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/boris-kossoy.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7951" title="boris kossoy" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/boris-kossoy.jpg" alt="boris kossoy" width="500" height="358" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Foto:  Boris Kossoy</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;É muito difícil para todo aquele que cria a incumbência de ter que escolher, dentre suas obras, a “preferida”, aquela que mais gosta. De qualquer modo, posso me referir a uma fotografia que me emociona sempre, apesar dos quarenta anos que me separam do momento em que a realizei. Trata-se de um de meus primeiros trabalhos da série do realismo fantástico, que desenvolvi a partir do final da década de 1960 em diante e que intitulei de <em>Surpresa na Estrada</em>. Creio que foi com esta foto que descobri para mim mesmo um caminho a ser trilhado nos anos que se seguiram; por essa razão tenho uma especial relação de amor com ela.</p>
<p style="text-align: justify;">O projeto do “fantástico” se refere a algumas imagens nas quais, fatos aparentemente desconexos, convivem num mesmo quadro. Uma construção que busca imprimir a atmosfera de um sonho, a partir de lugares, personagens e elementos reais. Os cenários registrados são partes fundamentais dessa idéia; servem de ambientes ou fundos para a ocorrência do fato. À primeira vista sem importância, vai se transformando num elemento intrigante, desestabilizador em relação ao seu entorno. Tornado perpétuo através da representação aquele simples fato, perdido no meio do nada, vai ganhando peso ao longo de sua própria história. Mas afinal do que se trata? De situações que não vemos, ou não percebemos, assim como uma infinidade de outras que não vimos e não veremos. Situações que, no entanto, ocorrem continuamente, ininterruptamente no nosso cotidiano, situações que configuram mundos paralelos. Devemos perceber essas realidades mágicas que ocorrem no mundo. Devemos buscar essa dimensão que nos escapa. <em>Surpresa na Estrada</em> me mostrou esse caminho.</p>
<p><em>Surpresa na Estrada</em><br />
Autor: Boris Kossoy<br />
Local: Periferia de S.Paulo<br />
Ano: 1970&#8243;</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: justify;">Além dos fotógrafos acima, participaram do projeto: Patrick Grosner, Fernando de Tacca, Fernando Rabelo, Rodrigo F. Pereira, Luiz Achutti, Danilo Siqueira, Guy Veloso, Rinaldo Morelli, André Dusek, Alexandre Wittboldt, Ricardo Teles, Roosevelt Nina, Fernanda Chemale, Andrea Mendes, Thiago Barros, Marcelo Greco, Klaus Mitteldorf, Cia de Foto, Alexandre Belém, Iatã Cannabrava, João Urban, Antônio A. Nepomuceno, Usha Velasco, Clicio Barroso, Patricia Gouvêa, Ricardo Padue, Marcelo Feijó, Alexandre Sequeira, Jorge Bispo, Duda Carvalho, Kitty Paranaguá, Flávio Damm, Ricardo Labastier e Cláudia Jaguaribe.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;">
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/06/a-melhor-foto/' addthis:title='A melhor foto&#8230; ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Fotografia brasileira em destaque</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jun 2010 13:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>f508</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre Sequeira]]></category>
		<category><![CDATA[Anderson Schneider]]></category>
		<category><![CDATA[Anna Bella Geiger]]></category>
		<category><![CDATA[Cia de Foto]]></category>
		<category><![CDATA[Claudia Andujar]]></category>
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		<category><![CDATA[Dorival Moreira]]></category>
		<category><![CDATA[German Lorca]]></category>
		<category><![CDATA[João Castilho]]></category>
		<category><![CDATA[Salomon Cytrynowicz]]></category>
		<category><![CDATA[Sérgio Jorge]]></category>

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		<description><![CDATA[Exposições dos brasileiros João Castilho, Alexandre Sequeira, German Lorca, Anderson Schneider, entre outros, no Brasil e no exterior<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/06/fotografia-brasileira-em-destaque/' addthis:title='Fotografia brasileira em destaque ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/castilho_redemunho1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7819" title="castilho_redemunho" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/castilho_redemunho1.jpg" alt="castilho_redemunho" width="580" height="388" /></a>Foto: João Castilho</p>
<p><em><strong>Encubrimientos</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">O fotógrafo <a href="http://www.fotoclubef508.com/blog/?p=10202" target="_blank">João Castilho</a> e o <a href="http://www.fotoclubef508.com/blog/?p=10607" target="_blank">CIA de Foto</a> participam da exposição coletiva <em>Encubrimientos</em>, em cartaz no PhotoEspaña 2010. A mostra é composta por trabalhos de dez artistas, selecionados por meio de leituras de portfólio, organizadas pelo festival com a colaboração da AECID e do Instituto Cervantes, na Cidade da Guatemala e em São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Encubrimientos</em>, que tem curadoria de Alejandro Castellote e Juan Antonio Molina, soma os olhares dos artistas: Andrea Aragón (Guatemala), Andrés Asturias (Guatemala), Sebastián Friedman (Argentina), Alejandro Lipszyc (Argentina), María Teresa Ponce (Ecuador), Gerardo Repetto (Argentina), Cinthya Soto (Costa Rica), Arelí Vargas (México), além do fotógrafo e do coletivo brasileiros.</p>
<p style="text-align: justify;">A mostra permanece em cartaz de 11 de junho a 12 de setembro, no Instituto Cervantes de Madrid. No dia 11, os curadores participarão de uma mesa redonda com alguns integrantes da mostra para falarem sobre o panorama atual da fotografia hispano-americana e sobre a visão dos fotógrafos latino-americanos participantes do programa ”Descubrimientos”.</p>
<p><em><strong><br />
Pictures by Women: A History of Modern Photography</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/claudia.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7810" title="claudia" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/claudia.jpg" alt="claudia" width="190" height="188" /></a>A fotógrafa Claudia Andujar participa da exposição coletiva <em>Pictures by Women: A History of Modern Photography</em>, que fica em cartaz até março de 2011 no MoMA (Museum of Modern Art), em Nova York. No intuito de retratar a história do meio fotográfico desde o início do período moderno até os dias atuais, a mostra reúne mais de 200 imagens feitas por fotógrafas.</p>
<p style="text-align: justify;">Integram a exposição tanto novas aquisições da coleção quanto obras consagradas de Diane Arbus, Berenice Abbott, Claude Cahun, Imogen Cunningham, Rineke Dijkstra, Florence Henri, Roni Horn, Nan Goldin, Helen Levitt, Lisette Model, Lucia Moholy, Tina Modotti, Cindy Sherman, Kiki Smith, Carrie Mae Weems, entre outras artistas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/alexandre_sequeira1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7820" title="alexandre_sequeira" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/alexandre_sequeira1.jpg" alt="alexandre_sequeira" width="580" height="371" /></a>Foto: Alexandre Sequeira</p>
<p><em><strong>Nazaré de Mocajuba</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">No dia 10 de junho, será aberta em São Paulo a exposição <em>Nazaré de Mocajuba</em>, do fotógrafo paraense <a href="http://www.fotoclubef508.com/blog/?p=13256" target="_blank">Alexandre Sequeira</a>. A mostra inaugura a Fauna Galeria, dirigida pelas designers Caru Magano e Patricia Cataldi, que recebem o fotógrafo para um bate-papo com o público no dia 19, às 12h30.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Nazaré de Mocajuba</em> exibe dez fotografias e oito retratos em tamanho real, impressos em serigrafia em diferentes tecidos e realizados na vila homônima de 200 habitantes, localizada no nordeste do estado do Pará. A série nasceu após o pedido de uma moradora que precisava de um retrato seu para um documento.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante os anos de 2004 e 2005, Sequeira permaneceu no vilarejo na condição de retratista, &#8220;atendendo às mais variadas solicitações de serviços fotográficos dos moradores, que, em sua grande maioria, jamais havia se visto em uma imagem fotográfica. Ao longo de minha pesquisa, propus a alguns desses moradores a troca de objetos pessoais como toalhas de mesa, lençóis, cortinas, redes, que a meu ver, traziam a marca do dono, e que, por esse motivo, traziam em sua própria constituição um valor de retrato. A cada objeto oferecido, o morador recebia outro novo como elemento de troca. Nesses objetos, passei a reproduzir, em tamanho real, a imagem fotográfica de seu dono. Ao final, expus os objetos no vilarejo, propondo aos fotografados receberem de volta em suas casas cada uma das peças trocadas, para que, ao longo de um fim de semana, fossem vistas pelos moradores do vilarejo&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/aprés-Man-Ray-anna-bella.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7815" title="aprés Man Ray - anna bella" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/aprés-Man-Ray-anna-bella.jpg" alt="aprés Man Ray - anna bella" width="540" height="300" /></a><br />
Foto: Anna Bella Geiger</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Anna Bella Geiger &#8211; Fotografia além da fotografia</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">A Caixa Cultural de Brasília exibe, de 02 de junho a 04 de julho, a mostra <em>Anna Bella Geiger &#8211; Fotografia além da fotografia</em>. Com curadoria de Adolfo Montejo Navas, a exposição reúne mais de 70 obras de Anna Bella Geiger, as quais integram um programa de trabalhos da artista plástica realizado entre 1972 e 2008.</p>
<p style="text-align: justify;">Em sua obra, Anna Bella Geiger faz um uso intertextualizado da imagem fotográfica, cuja materialidade e seus processos funcionam como intervenções, apropriações e semioses linguísticas na busca por uma outra imagem. A artista plástica trabalha com fotogravuras em metal e serigrafia, fotomontagens, fotografia objetual e fotografia-vídeo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/german-lorca31.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7800" title="german-lorca31" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/german-lorca31.jpg" alt="german-lorca31" width="340" height="400" /></a><br />
Foto: German Lorca</p>
<p><em><strong>German Lorca: Olhar-imaginário</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Estão expostas, na Caixa Cultural de Brasília, até o dia 4 de julho, cerca de 60 imagens do fotógrafo German Lorca. A mostra <em>German Lorca: Olhar-imaginário</em> tem curadoria de Eder Chiodetto e reúne a produção experimental do fotógrafo, realizada entre os anos de 1950 e 1970, além de obras recentes.</p>
<p style="text-align: justify;">German Lorca, atualmente com 87 anos, implantou no Brasil, juntamente com Geraldo de Barros, Thomaz Farkas, Eduardo Salvatore e outros participantes do Foto Cine Clube Bandeirante, a fotografia de pensamento e estética modernista. Sua produção transita entre diversas áreas: arte, publicidade, reportagem, retrato e ensaio.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/Anderson-Schneider.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7824" title="Concrete City - Brasilia at its 50 years" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/Anderson-Schneider.jpg" alt="Concrete City - Brasilia at its 50 years" width="580" height="387" /></a><br />
Foto: Anderson Schneider</p>
<p><em><strong>Brasília 50 anos</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">A mostra coletiva <em>Brasília 50 anos</em>, inaugurada na galeria A Casa da Luz Vermelha na ocasião da abertura do I Encontro da REDE, permanece em cartaz em Brasília até o dia 26 de junho. Com curadoria de Rosely Nakagawa, a exposição reúne trabalhos dos fotógrafos Sérgio Jorge, Cristiano Mascaro, Salomon Cytrynowicz, Dorival Moreira e Anderson Schneider.</p>
<p style="text-align: justify;">A mostra faz uma homenagem aos 50 anos da capital, buscando contemplar a visão de cinco gerações que em algum momento de suas vidas tiveram um contato próximo com a cidade. As 40 imagens que integram a exposição fazem parte do acervo permanente da galeria, que hoje conta com 35 nomes em seu portfólio.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/06/fotografia-brasileira-em-destaque/' addthis:title='Fotografia brasileira em destaque ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Conexão Beirute &#8211; São Paulo</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2010/02/conexao-beirute-sao-paulo/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 11:02:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cia de Foto faz a curadoria do encontro de fotógrafos que acontece no próximo dia 16, na capital do Líbano.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/02/conexao-beirute-sao-paulo/' addthis:title='Conexão Beirute &#8211; São Paulo ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Photo Forum Beirut é um encontro de fotógrafos que acontece uma vez por mês, em Beirute. Os encontros são um momento de debate sobre a fotografia e produção locais, onde profissionais estabelecidos e emergentes têm a oportunidade de mostrar e ouvir opiniões sobre seus trabalhos.</p>
<p>Em cada edição, a produção do Forum convida um profissional estrangeiro para selecionar as imagens. E para o próximo encontro, que acontece no dia 16 de fevereiro, é a <a href="http://ciadefoto.com.br/blog/" target="_blank">Cia de Foto</a> quem fica responsável pela curadoria, com o tema &#8220;A cidade&#8221;.</p>
<div id="attachment_5617" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/02/pfbeirut.jpg"><img class="size-full wp-image-5617" title="pfbeirut" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/02/pfbeirut.jpg" alt="O primeiro encontro. Foto: Photo Forum Beirut/Divulgação" width="580" height="387" /></a><p class="wp-caption-text">O primeiro encontro. Foto: Photo Forum Beirut/Divulgação</p></div>
<p>Para se inscrever, no entanto, você tem que garantir sua presença na capital do Líbano, no dia 16! Quem explica mais é Yasmina Reggad, organizadora do Forum: &#8220;Todos os fotógrafos são bem-vindos para aplicar, desde que estejam em Beirute no dia do encontro, para apresentar e discutir do seu trabalho ao vivo. Por exemplo, a fotógrafa inglesa Anastasia, que participou da primeira sessão, mora na Síria, mas ela viajou para Beirute pelo Photo Forum&#8221;.</p>
<p>Caso você esteja pelas redondezas na data do encontro, é preciso criar uma conta no <a href="http://www.photoshelter.com/tour/pricing" target="_blank">Photoshelter Starter</a> e fazer o upload das imagens (no máximo 20) até o dia 10 (quarta-feira que vem).</p>
<p>Para saber mais detalhes da inscrição, visite o blog do <a href="http://photoforumbeirut.blogspot.com/" target="_blank">Photo Forum Beirut</a>.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/02/conexao-beirute-sao-paulo/' addthis:title='Conexão Beirute &#8211; São Paulo ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>São Paulo de muitos fotógrafos</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 12:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Alexia Santi]]></category>
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		<description><![CDATA[Cia de Foto convoca, em seu blog, fotógrafos a enviarem suas fotos de São Paulo. O resultado: 230 colaborações, um vídeo, um site e mais.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/01/sao-paulo-de-muitos-fotografos/' addthis:title='São Paulo de muitos fotógrafos ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>São Paulo faz aniversário na próxima segunda-feira e as homenagens já começaram – tão grandes quanto seu tamanho. Uma delas é o projeto <a href="http://ciadefoto.com.br/blog/?p=1837&amp;cpage=1#comment-1160" target="_blank">São Paulo de muitos</a>, coordenado pela Cia de Foto. A ideia nasceu como uma pauta fotográfica para a Revista da Folha. Só que, depois que a Cia abriu uma convocatória em seu blog, acabou virando uma exposição coletiva online, com imagens enviadas por jovens fotógrafos, estudantes, pesquisadores, coletivos e fotógrafos profissionais.</p>
<div id="attachment_5278" class="wp-caption alignnone" style="width: 356px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/sx70-3.jpg"><img class="size-full wp-image-5278" title="sx70-3" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/sx70-3.jpg" alt="Foto: Coletivo SX-70" width="346" height="420" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Coletivo SX-70</p></div>
<p>A mobilização foi impressionante: em apenas seis dias, 230 fotógrafos enviaram suas fotos e número de visitas ao blog da Cia aumentou consideravelmente (cerca de 12 mil, neste mesmo período).</p>
<div id="attachment_5274" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/alexia_santi.jpg"><img class="size-full wp-image-5274" title="alexia_santi" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/alexia_santi.jpg" alt="Foto: Alexia Santi " width="560" height="374" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Alexia Santi </p></div>
<div id="attachment_5277" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/rubens.jpg"><img class="size-full wp-image-5277" title="rubens" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/rubens.jpg" alt="Foto: Rubens Fernandes Júnior" width="560" height="420" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Rubens Fernandes Júnior</p></div>
<p>Cada uma das fotos enviadas será publicada no blog e usada no vídeo. Entre hoje e sexta-feira, ainda entram mais 80 colaborações. E dia 24.01, no próximo domingo, sai a Revista da Folha com uma edição das imagens enviadas. Além disso, na mesma revista, sai o link para o site da ação, que agora ganhou vida própria – e endereço exclusivo na internet.</p>
<div id="attachment_5276" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/hector_mediavilla.jpg"><img class="size-full wp-image-5276" title="UNDERGROUND" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/hector_mediavilla.jpg" alt="Foto: Hector Mediavilla" width="560" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Hector Mediavilla</p></div>
<div id="attachment_5275" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/bob-w.jpg"><img class="size-full wp-image-5275" title="bob w" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/bob-w.jpg" alt="Foto: Bob Wolfenson" width="560" height="376" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Bob Wolfenson</p></div>
<p>Para ver todas as colaborações do projeto, até agora: <a href="http://ciadefoto.com.br/blog/?tag=spmuito" target="_blank">São Paulo de muitos</a>.</p>
<div id="attachment_5296" class="wp-caption alignnone" style="width: 570px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/nair_benedicto.jpg"><img src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/nair_benedicto.jpg" alt="Foto: Nair Benedicto" title="nair_benedicto" width="560" height="372" class="size-full wp-image-5296" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Nair Benedicto</p></div>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/01/sao-paulo-de-muitos-fotografos/' addthis:title='São Paulo de muitos fotógrafos ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Descubrimientos PHotoEspaña, em São Paulo</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 16:18:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Festival espanhol realiza, hoje e amanhã, leitura de portfólios no Centro Cultural São Paulo.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2009/12/descubrimientos-photoespana-em-sao-paulo/' addthis:title='Descubrimientos PHotoEspaña, em São Paulo ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aconteceu na manhã de hoje, no Centro Cultural São Paulo, o Descubrimientos PHotoEspaña São Paulo. A iniciativa faz parte do programa de leitura de portfólios, promovido pelo festival espanhol de fotografia.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-4378" title="IMG_5929" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/IMG_59291.jpg" alt="IMG_5929" width="580" height="398" /><br />
<em>Ana Tomé, diretora do Centro Cultural da Espanha em São Paulo; Francisco Braz, coordenador de cultura do Instituto Cervantes; Claude Bussac, diretora do PHotoEspaña e Francisco Grossman, diretor do CCSP</em></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-4363" title="IMG_5945" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/IMG_5945.jpg" alt="IMG_5945" width="580" height="435" /></p>
<p>É a segunda vez que o PHotoEspaña oferece a fotógrafos residentes na América Latina a oportunidade de mostrar seus trabalhos a especialistas internacionais. Claude Bussac, diretora do PHotoEspaña, ofereceu uma palestra em que falou sobre os fundamentos do PHotoEspaña. Ela explicou que a ideia das leituras de portfólio serem feitas fora de Madri nasceu da necessidade de ampliar a gama de artistas analisados: &#8220;Percebemos que, para as leituras de portfólios, havia muitos inscritos vindos da Europa e dos EUA, mas quase nenhuma representação da América Latina. Então criamos uma forma de ver o que acontecia neste continente: vindo até aqui&#8221;.</p>
<p>Os fotógrafos finalistas &#8211; oriundos da Argentina, México, Bolívia, Costa Rica e República Dominicana, além do Brasil &#8211; apresentam seus trabalhos hoje e amanhã, para Marloes Krijnen (do Fotografiemuseum e diretora da revista Foam; Holanda), Carlos Urroz (assessor de artes plásticas da Comunidade de Madri; Espanha), Joaquim Paiva (colecionador e curador; Brasil), Rosina Cazali (crítica de arte e curadora; Guatemala), Ulises Castellanos (editor de fotografia do jornal Excélsior; México), Alejandro Castellote (curador, professor e membro da Real Academia de Bellas Artes San Fernando; Espanha) e Juan Antonio Molina (crítico de arte e curador; Cuba).</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-4365" title="IMG_5965" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/IMG_5965.jpg" alt="IMG_5965" width="580" height="435" /><br />
<em>Breno Rotatori apresenta portfólio para Joaquim Paiva</em></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-4367" title="IMG_5963" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/IMG_5963.jpg" alt="IMG_5963" width="580" height="435" /><br />
<em>Margarita Fractman apresenta portfólio para Marloes Krijnen</em></p>
<p>Além de promover contatos, o objetivo dessas leituras de portfólio é montar uma exposição na sede do Instituto Cervantes de Madri, dentro da seleção oficial do PHotoEspaña 2010 e que será, em seguida, itinerada pelas unidades que o Instituto mantém no mundo inteiro. Além disso, os participantes concorrem ao Prêmio Descubrimientos PHE Epson &#8211; o vencedor ganha uma exposição individual na edição 2011 do festival espanhol.</p>
<p><em>Foram selecionados:<br />
Alexandre Severo, Breno Rotatori, Cia de Foto, Daniel Marenco, Daniela Schneider, Gilvan Barreto, Gustavo Malheiros, Livia Aquino, Roberto Linsker, Rodrigo de Souza Marcondes, Fabio Seixo, Fernando Figueiroa, Laura Vieira e João Castilho (Brasil); Dafne Gentinetta, Margarita Fractman e Sebástian Friedman (Argentina); Cinthya Soto Calvo (Costa Rica); Patricio Crooker (Bolívia); Javier Ramirez Limón (México) e Héctor Alejandro Cartagen Gonzalez (República Dominicana).</em></p>
<p><em></em>Fotos: Adelaide Ivánova<em></em></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2009/12/descubrimientos-photoespana-em-sao-paulo/' addthis:title='Descubrimientos PHotoEspaña, em São Paulo ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>1º Encontro da Blogosfera Fotográfica</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2009/10/1%c2%ba-encontro-da-blogosfera-fotografica/</link>
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		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 15:11:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rabelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[1º Encontro da Blogosfera Fotográfica]]></category>
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		<description><![CDATA[O 1º Encontro da Blogosfera Fotográfica aconteceu durante o 5º Paraty em Foco, quando os nove blogueiros envolvidos na cobertura colaborativa do festival se encontraram para uma conversa na Casa de Cultura. <div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2009/10/1%c2%ba-encontro-da-blogosfera-fotografica/' addthis:title='1º Encontro da Blogosfera Fotográfica ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<a href='http://paratyemfoco.com/blog/2009/10/1%c2%ba-encontro-da-blogosfera-fotografica/encontro-da-blogosfera-paraty-set-2009/' title='Encontro da blogosfera  Paraty set 2009'><img width="150" height="150" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/Encontro-da-blogosfera-Paraty-set-2009-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009" title="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009" /></a>
<a href='http://paratyemfoco.com/blog/2009/10/1%c2%ba-encontro-da-blogosfera-fotografica/encontro-da-blogosfera-paraty-set-2009-jpg01/' title='Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg01'><img width="150" height="150" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/Encontro-da-blogosfera-Paraty-set-2009.jpg01-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg01" title="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg01" /></a>
<a href='http://paratyemfoco.com/blog/2009/10/1%c2%ba-encontro-da-blogosfera-fotografica/encontro-da-blogosfera-paraty-set-2009-jpg02/' title='Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg02'><img width="150" height="150" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/Encontro-da-blogosfera-Paraty-set-2009.jpg02-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg02" title="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg02" /></a>
<a href='http://paratyemfoco.com/blog/2009/10/1%c2%ba-encontro-da-blogosfera-fotografica/encontro-da-blogosfera-paraty-set-2009-jpg03/' title='Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg03'><img width="150" height="150" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/Encontro-da-blogosfera-Paraty-set-2009.jpg03-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg03" title="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg03" /></a>
<a href='http://paratyemfoco.com/blog/2009/10/1%c2%ba-encontro-da-blogosfera-fotografica/encontro-da-blogosfera-paraty-set-2009-jpg04/' title='Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg04'><img width="150" height="150" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/Encontro-da-blogosfera-Paraty-set-2009.jpg04-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg04" title="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg04" /></a>
<a href='http://paratyemfoco.com/blog/2009/10/1%c2%ba-encontro-da-blogosfera-fotografica/encontro-da-blogosfera-paraty-set-2009-jpg06/' title='Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg06'><img width="150" height="150" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/Encontro-da-blogosfera-Paraty-set-2009.jpg06-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg06" title="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg06" /></a>

<p><strong>Por Teresa Bastos. Fotografias de Helô Mello.</strong></p>
<p>O 1º Encontro da Blogosfera Fotográfica aconteceu durante o 5º Paraty em Foco, quando os nove blogueiros envolvidos na cobertura colaborativa do festival se encontraram para uma conversa na Casa de Cultura. Participaram: Alexandre Belém, editor do blog <a title="Blog de Alexandre Belém" href="http://olhave.com.br/blog/" target="_blank">Olha, vê</a> e do blog do Paraty em Foco. Fernando Rabelo, do <a title="Blog de Fernando Rabelo" href="http://imagesvisions.blogspot.com/" target="_blank">Images &amp; Visions</a>, Claudio Versiani, do <a title="PicturaPixel" href="http://www.picturapixel.com/" target="_blank">PicturaPixel</a>, Louise Chin e Ig Aronovich, do <a title="Louise Chin &amp; Ignácio Aronovich" href="http://www.lost.art.br/new.htm" target="_blank">Lost.Art</a>, Luciana Cavalcanti, do <a href="http://fotograficaminhamente.blogspot.com/" target="_blank">Fotograficaminhamente</a>, Eduardo Muylaert, do <a title="Eduardo Muylaert" href="http://camera16.blogspot.com/" target="_blank">Camera 16</a>, Clicio Barroso, do <a title="Blog de Clicio Barroso Filho" href="http://clicio.wordpress.com/" target="_blank">Clicio Photo News,</a> Pio, do <a title="Cia de Foto" href="http://ciadefoto.com.br/blog/" target="_blank">Cia de Foto</a> e Leo Caobelli, do <a href="http://garapa.org/" target="_blank">Garapa</a>. O encontro foi apresentado por Iatã Canabrava e mediado por Eduardo Muylaert. Durante a conversa, cada um contou um pouco de sua experiência como blogueiro, o que os levou a produzir blogs, confessaram publicamente o “vício” que está se tornando a atividade e manifestaram a vontade de, mesmo depois de finalizado o festival, da blogosfera se manter coesa e produtiva. Iatã Canabrava sugeriu que se transformem esses três meses de trabalho em espaço aberto, como se fosse um chat e vislumbrou a possibilidade de que todos se unam em alguma iniciativa institucional, virtual ou não. Comentou ainda que nesse período foram feitos  180 posts. O blog trouxe ainda a iniciativa de utilizar o Flickr como uma grande galeria onde mais de três mil trabalhos foram exibidos, dando oportunidade não só para os participantes do evento como para aqueles que não puderam estar presente. O Coordenador do Paraty em Foco apostou nos blogs como mídia divulgadora do evento e comentou que após postagem de entrevistas com os convidados dos workshops, em média 5 horas depois as vagas para as oficinas eram preenchida s. A postagem mais lida alcançou o patamar de quatro mil visitas.</p>
<p><strong>Um pouco da conversa que contou com a participação da platéia:</strong></p>
<p><strong>Alexandre Belém:</strong> Em 74 dias foram 180 posts, mais de 600 comentários. Manter um blog três  meses antes do evento acontecer era um grande desafio.  Difícil é ter um blog com conteúdo e isso foi feito por todos aqui e cada um mantendo sua identidade e cada post. Fui o editor e não me coloquei no poder de aprovar ou não. Acho que o legal do blog é a pessoa escrever o que quer. Eu me coloquei como um “garçom” que ia botar a mesa. Foi editor não na coisa do aprovar ou não, mas de referendar, levar o leme, conduzir o blog. O blog do Paraty ajudou no meu.  Nunca vi um conteúdo fotográfico tão grande.</p>
<p><strong>Clicio:</strong> Postar notícias no blog é quase um vicio e uma atividade não só fotográfica, mas também com palavras.  A lista de discussão, hoje é uma ferramenta ultrapassada, o blog já a superou.</p>
<p><strong>Luciana Cavalcanti:</strong> Não acreditava em blog e um dia fui dormir e sonhei com uma imagem: “fotografe a minha mente”. Gostei, e acabei criando um blog com esse nome, não achando a experiência de blogueiro tão ruim como imaginava.</p>
<p><strong>Iatã Canabrava:</strong> Vejo o Blog como instrumento de comunicação. Dependemos ainda da grande imprensa para a divulgação? E decidimos fazer o teste. Percebemos que depois de uma entrevista divulgada, as vagas eram preenchidas em quatro ou cinco horas.</p>
<p><strong>Louise Chin e Ig Aronovich:</strong> Acho que os blogs já substituíram a grande imprensa há muito tempo na velocidade.</p>
<p><strong>Claudio Versiani:</strong> O PicturaPixel nasceu em 2006, como forma de revista.  Eram cinco matérias, apresentando cinco portfólios. Dava trabalho enorme e era bilíngüe.  Passamos para slide show e desaguou no blog. Não sabia como fazer. O que era um blog? Começou aos pouquinhos e descobrimos que o blog era um grande canal de comunicação. Aparecerem colaboradores e hoje temos dez colaboradores fixos e muitos informais. Chegou ao ponto em que não sei o que fazer, mas ele vai continuar, independente de onde você estiver, você começa em um centro e vai espalhando. Troca de informação. Essa é a grande questão da blogosfera.</p>
<p><strong>Louise Chin e Ig Aronovich:</strong> Acho que os blogs já substituíram a grande imprensa há muito tempo na velocidade.</p>
<p><strong>Alexandre Belém:</strong> Demos noticias em primeira mão, como o fechamento da Agência Gamma, por exemplo. A morte do Mario Cravo Neto também. Tinha gente produzindo de verdade para o blog.  Tive liberdade o tempo inteiro para a edição.</p>
<p><strong>Fernando Rabelo:</strong> O Images&amp;Visions nasceu na busca de informações. Eu queria saber o que estava acontecendo em termos de fotografia, tinha dificuldades em encontrar essas informações na web&#8230;</p>
<p><strong>Leo Caobelli:</strong> Será que o blog pauta a grande imprensa? Mas existe ainda a necessidade da grande reportagem, para dar uma visão geral.</p>
<p><strong>Cláudio Versiani:</strong> No Brasil, a grande imprensa não usa a internet. O profissional de imprensa vê a internet como repositório da própria imprensa e isso tem que mudar. Isso é uma loucura. O editor do The New  York  Times disse que  o papel vai acabar&#8230;.mas a web do The New  York Times vai continuar a existir e continuará sendo a melhor do mundo.</p>
<p><strong>Platéia:</strong> Como começou a idéia do blog do Paraty? E como os “egos” desapareceram?</p>
<p><strong>Clicio:</strong> Acho que a blogosfera começou justamente por causa dos egos, porque queremos mostrar nossas fotos e escrever. O sistema do comentário é fundamental, começamos comentando uns nos blogs dos outros.</p>
<p><strong>Cia de foto:</strong> O mérito dessa blogosfera é não ter a noção exata de quando começou. Isso vem começando há algum tempo. O Iatã estava querendo dinamizar o Paraty em foco.Foi um processo e um encontro. Eu queria esquecer qualquer noção completa como isso começou.</p>
<p><strong>Platéia:</strong> A experiência com os blogs mudou.  Acho ótimo não ter que ver o blog como coisa de “gente carente”.  O fechamento dele foi importante porque a blogosfera aproveitou. A questão do Fotosite é importante, ele  não está  mais atualizado, saiu de cena, mas ele esta vivo.</p>
<p><strong>Alexandre Belém:</strong> Existem outros blogs bem interessantes, como o do Pedro Martinelli, o Fotoclube f508, o Postal para um amigo, entre outros.</p>
<p><strong>Eder Chiodeto:</strong> Fui jornalista da Fotografia. Começo a procurar um espaço para escrever, pois os jornais não tem um critério de notícia. Os blogs são normalmente feitos por quem já esteve na mídia e há a necessidade de suprir o espaço da mídia convencional. O próximo passo seria o amadurecimento. Eu me pergunto se não seria o caso de encontrar caminhos próprios e peculiares?</p>
<p><strong>Alexandre Belém:</strong> É interessante observar a partir de agora as vocações dos blogs. Quando quero ver notícias vou direto no blog do Fernando Rabelo. Estamos buscando uma vocação e identidade para cada blog. E que eles não se tornem uma salada fotográfica. A princípio o que se espera é que vai existir conteúdo que possa subsistir fora do festival. Desafio para que esse blog seja vivo.</p>
<p><strong>Platéia:</strong> Quando estava trabalhando Fotosite, fizemos uma vez uma pesquisa sobre o que o leitor desejava.  A resposta mais freqüente era agilidade do texto e da notícia e que as informações internacionais fossem traduzidas. Isso é o ficou claro do que o leitor queria através de pesquisa feita. Outra coisa, a formatação do conteúdo do texto. No inicio pensávamos que o leitor de internet não lia tanto. E estamos vendo que isso não é verdade. O leitor gosta de ler noticias grandes. Como você tem espaço e ele sobra, você tem capacidade de oferecer mais conteúdo.</p>
<p><strong>Fernando Rabelo:</strong> Atualizar o conteúdo todos os dias é quase uma cachaça. Às vezes acordo às 4 da manhã preocupado com a minha próxima postagem.</p>
<p><strong>Louise:</strong> A gente fazia blog antes de existirem outros. Acho que na verdade a gente não acorda às 4 da manhã, acho que ninguém dorme. (risos)</p>
<p><strong>Platéia:</strong> O blog tem a coisa da paixão, mas tem a coisa de criar uma comunidade e que vai ficando cada vez mais unida a partir da fotografia. Como vocês cultivam essa interação?</p>
<p><strong>Clicio: </strong>O grande lance dos blogs é essa interação direta, a coisa do vaivém. Tem a formação de você dar muito e não esperar receber nada em troca. E isso volta para você em termos de comentários. A troca sempre acontece, mesmo sem você esperar por ela.</p>
<p><strong>Eduardo Muylaert:</strong> Ninguém tem falado mal do outro&#8230;</p>
<p><strong>Claudio Versiani:</strong> Temos o grande oráculo que é o Google. Creditar a fonte e dar o link cria a cumplicidade e respeito pelo outro. Não reeditar os erros da grande imprensa. Dar o link é fundamental e se exime de roubar a notícia.</p>
<p><strong>Juan Esteves:</strong> Alguns blogs ainda estão dando Control V e Control B, reproduzindo o conteúdo sem ter a preocupação de dar o crédito.</p>
<p><strong>Luciana Cavalcanti:</strong> O blog para mim era uma forma de fazer contato. Queria encontrar coisas diferentes na WEB. Coisas do interior do Ceará, por exemplo. Coisas que ninguém via. Divulgar o trabalho dos outros, também era uma preocupação importante para mim. Qual a pesquisa que está sendo divulgada sobre fotografia. etc.</p>
<p><strong>Clicio:</strong> A idéia já esta feita, só espero que isso cresça.</p>
<p><strong>Ig Aronovich:</strong> Pessoas com olhares diferentes fazendo curadorias no próprio site. A experiência é fantástica e sem volta. O coletivo é o final, não tem jeito.</p>
<p><strong>Leo Caobelli: </strong>A proposta já nasce com a idéia de que tem que continuar. Como as pessoas vão contribuir? E que possa cada vez mais crescer. Podemos fazer eventos virtuais.</p>
<p><strong>Clicio:</strong> Gostei muito de fazer as entrevistas.</p>
<p><strong>Iatã Canabrava:</strong> O evento foi aglutinador e a idéia é continuar com essa aglutinação. Uma das possibilidades é o Fórum Latino Americano de Fotografia, idéia de crescer e se tornar internacional.</p>
<p><strong>Nair Benedicto:</strong> A idéia dos blogs é muito interessante, mas a que horas vocês fazem amor? (risos na platéia)</p>
<p><strong>Eduardo Muylaert:</strong> Para finalizar, dizemos que fazer amor ainda é a coisa mais gostosa que fazemos, depois de fazer o blog!</p>
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		<title>Eduardo Muylaert</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 20:25:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cia de Foto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[autoral]]></category>
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		<category><![CDATA[Eduardo Muylaert]]></category>
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		<description><![CDATA[Um convidado especial do Paraty em Foco, Eduardo Muylaert. Além do vasto conhecimento que ele detém em fotografia e a sua biblioteca, cheia de títulos invejáveis, ele leva a vantagem de ser um amador.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2009/09/eduardo-muylaert/' addthis:title='Eduardo Muylaert ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-3492 aligncenter" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/09/body-149_-A4.jpg" alt="body 149_ A4" width="580" height="396" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;">© Eduardo Muylaert</span></p>
<p style="text-align: justify;">Um convidado especial do Paraty em Foco, <strong>Eduardo Muylaert</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Além do vasto conhecimento que ele detém em fotografia e a sua biblioteca, cheia de títulos invejáveis, ele leva a vantagem de ser um amador.</p>
<p style="text-align: justify;">Encontramos Edu, com uma garrafa &#8220;Magnum&#8221; de vinho, para uma deliciosa conversa em que falamos sobre fotografia, em sua casa, cercado de fotografias e livros mais do que especiais:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/7W2h4QCdC4o&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/7W2h4QCdC4o&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Ilustrando o melhor lado do que significa ser um amador na fotografia, ele parafraseia <strong>Henri Cartier-Bresson</strong>:</p>
<p><em>&#8220;Je suis comme vous un amateur, être amateur c&#8217;est aimer&#8221;<br />
&#8220;Eu sou como vocês um amador, ser amador é amar&#8221;</em></p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-3494 aligncenter" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/09/pintores1.jpg" alt="pintores" width="580" height="397" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #888888;">© Eduardo Muylaert</span></p>
<p>Edu vai participar de uma mesa no festival, entrevistando <a href="http://www.paratyemfoco.com/entrevistas#desconforto" target="_blank">Loretta Lux</a>.</p>
<p>Em seu tempo livre, Edu vai ser garantia de uma boa companhia pelas ruas de Paraty. E de outros vinhos!</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2009/09/eduardo-muylaert/' addthis:title='Eduardo Muylaert ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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