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	<title>Paraty em Foco &#187; Eder Chiodetto</title>
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	<description>Blog de Fotografia</description>
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		<title>Fotografias para o fim do mundo &#124; Parte VI</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Sep 2011 15:50:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Livia Aquino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ou sobre quando se torna necessário reparar
Vamos pensar um pouco mais nas fotografias que deixaremos para o futuro. Se considerarmos que nosso fim está mesmo próximo, poderíamos tentar limpar nossa barra apagando imagens que nos causam medo, vergonha ou repulsa? Saberíamos lidar com o seu completo esquecimento?
Perguntei para alguns professores, pesquisadores e artistas, a maior parte convidados do Paraty em Foco, qual imagem eles eliminariam da história. Os relatos descritos abaixo nos falam de apagamentos de fatos ou do uso da imagem como um evento em si mesmo, ou ainda ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ou sobre </strong><strong>quando</strong><strong> se torna necessário reparar</strong></p>
<p>Vamos pensar um pouco mais nas fotografias que deixaremos para o futuro. Se considerarmos que nosso fim está mesmo próximo, poderíamos tentar limpar nossa barra apagando imagens que nos causam medo, vergonha ou repulsa? Saberíamos lidar com o seu completo esquecimento?</p>
<p>Perguntei para alguns professores, pesquisadores e artistas, a maior parte convidados do Paraty em Foco, qual imagem eles eliminariam da história. Os relatos descritos abaixo nos falam de apagamentos de fatos ou do uso da imagem como um evento em si mesmo, ou ainda sobre sua função histórica e política.</p>
<p>Muitas dessas situações podem nos envergonhar, mas parece que antes de destruí-las, deveríamos pensar melhor sobre o que estamos fazendo por aqui. Em <em>Sobre o conceito de história </em>[1]<em>,</em> Walter Benjamin nos diz: “Nunca há um documento da cultura que não seja, ao mesmo tempo, um documento da barbárie. E, assim como ele não está livre da barbárie, assim também não o está o processo de sua transmissão, transmissão na qual ele passou de um vencedor a outro. (O materialismo histórico) considera como sua tarefa escovar a história a contrapelo.”</p>
<p>Olhar para a história ao revés, no caso desta nossa pequena série destinada ao apagamento, pode significar não deixar que elas entrem no curso do tempo como se fossem eventos &#8216;naturais&#8217;, como se as coisas acontecessem deste modo simplesmente. Para nós, produtores e consumidores da fotografia, cabe sempre refletir que este passado aqui exposto não é estático, não para de ser, não se interrompe, ainda é. Talvez este seja um modo de ou tentarmos encontrar alguma reparação para algumas destas imagens escolhidas, ou dar novo fluxo para outras naquilo que tradicionalmente chamamos de história da fotografia.</p>
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<div id="attachment_18841" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Abu_Ghraib_Abu.jpg"><img class="size-full wp-image-18841" title="A woman identified as PFC Lynndie England of the 372nd Military Police Company holds a leash tied around the neck of a naked man" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Abu_Ghraib_Abu.jpg" alt="" width="580" height="435" /></a><p class="wp-caption-text">Prisão de Abu Ghraib, Iraque, 2003.</p></div>
<p><a href="http://modobulb.com" target="_blank">Lua Cruz e Felipe Russo</a>: “Uma imagem para o fim do mundo, aquela que nos envergonhamos de ter visto, de saber que existe ou existiu, e pior, que muito provavelmente continuará a ser produzida. Uma imagem que os arqueólogos do futuro vão acreditar ser  costume nas nossas relações. Uma imagem que não saiu da nossa cabeça apesar do inconveniente e da repulsa que causa. A triste imagem realizada por soldados americanos na prisão de Abu Ghraib, em Bagdá, no Iraque. Escolhemos essa fotografia representando todo o grupo de outras, que vazaram na internet e estamparam capas de jornais, exibindo cruelmente o que os heróis combatentes lutando contra o terrorismo também estavam construindo em seu tempo livre. O que incomoda profundamente nessa imagem, além do obsceno ato de crueldade, é o gesto do fotógrafo, a intenção de quem segurava a câmera. É assustadora a forma como essa imagem, no seu ato de criação, se aproxima do uso mais belo e simples da fotografia, a fotografia que celebra, que guarda no álbum memórias de momentos que não queremos esquecer. Os soldados em Abu Ghraib celebravam seu poder, seu controle, sua supremacia. Produziam souvenires, imagens de turismo nos porões da tortura em Bagdá. Uma imagem repugnante, um ato repugnante. Esperamos que o arqueólogo do futuro encontre essa imagem e compreenda que ela foi um deslize social bruto, no qual o fotógrafo e o fotografado se aproximam intimamente de monstros, com o mesmo nível de culpa. Realizar ou registrar com a intenção de celebrar uma atrocidade é igualmente lamentável. Imaginem o que esses arqueólogos vão pensar da gente!&#8221;</p>
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<div id="attachment_18844" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/iraq.png"><img class="size-full wp-image-18844" title="iraq" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/iraq.png" alt="" width="580" height="368" /></a><p class="wp-caption-text">Iraque, 2002.</p></div>
<p><a href="http://fernandofogliano.blogspot.com/" target="_blank">Fernando Fogliano</a>: “As fotografias obtidas com auxilio do satélite para apresentar as armas de destruição em massa que nunca foram encontradas no Iraque me dão medo (<a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Iraq-Failing-to-Disarm.pdf">Iraq Failing to Disarm</a>).”</p>
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<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/YVc0kcT9c7c?version=3"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/YVc0kcT9c7c?version=3" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.gustavopellizzon.com/" target="_blank">Gustavo Pellizzon</a>: <strong>“</strong>Confesso que é bem complicada essa missão de  escolher algo para apagar do tempo, da história&#8230; Não sei se vale, mas é  uma imagem, aliás várias, disponíveis no YouTube. São imagens de  celular da execução de Saddam Hussein que representam o que acredito ser  vergonhoso para nossa sociedade, o ódio. Além de incentivar o  extremismo e atitudes radicais. Quando vejo essas imagens realmente fico  confuso quanto a que período e sociedade vivemos. Imagens de celular  que hoje denunciam ditaduras e opressões também propagam e exibem algo  que não acredito que deveria estar ocorrendo nos nossos tempos. Me faz  refletir que sociedade vivemos e o que realmente os homens querem por  aqui&#8230; O radicalismo, a intolerância e o ódio é o que se propaga.  Saddam Hussein propagou tudo o que para mim essas imagens acabam  gerando, outros radicais.”</p>
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<div id="attachment_18845" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Lampiao.jpg"><img class="size-full wp-image-18845" title="Lampiao" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Lampiao.jpg" alt="" width="580" height="435" /></a><p class="wp-caption-text">As cabeças dos cangaçeiros do grupo de Lampião, 1938.</p></div>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/evento/_eder-chiodetto/" target="_blank">Eder Chiodetto</a>: “Adolescente, vi essa imagem num livro. Tremi todo ao pensar em fotografias como troféus!”</p>
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<div id="attachment_18847" class="wp-caption aligncenter" style="width: 416px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/herzog.jpg"><img class="size-full wp-image-18847 " title="herzog" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/herzog.jpg" alt="" width="406" height="606" /></a><p class="wp-caption-text">Morte de Vladimir Herzog, 1975.</p></div>
<p><a href="http://www.oju.net.br/" target="_blank">Denise Camargo</a>: “À boca miúda se dizia que pessoas eram torturadas. Entendi que era  preciso silenciar o assunto. Não sabia bem, mas decidi, enfaticamente,  que não mais cantaria “eu te amo, meu Brasil, eu te amo!” à sequência do  hino nacional, no pátio da escola, perfilados todos diante da bandeira,  mão direita ao peito. A diretora percebeu. Mas só conseguiu dizer que  era de bom tom, ao menos, usar o uniforme, que levava na lapela uma  fitinha verde-amarela. Ia vestida, então, mas nada de hino ou Dom &amp;  Ravel. Muda. Anos mais tarde, essa imagem do Wlado, o Wladimir Herzog,  torturado e morto pela ditadura militar, faz falar aquele gesto.  Apagá-la da história me livraria daquela sensação que ficou em mim? Ao  que parece, herdei mais. Por conjunções de um destino, a lenda que se  conta é que minha primeira câmera fotográfica fora dele. Cito de uma  memória um pouco vã. Nunca apurei esse fato. Mas este, sim, manteria  indelével. Relíquia entre os meus guardados, para sempre, para além das  imagens.”</p>
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<div id="attachment_18846" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Israel.jpg"><img class="size-full wp-image-18846  " title="Israel" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Israel.jpg" alt="" width="580" height="139" /></a><p class="wp-caption-text">As ministras israelenses Limor Livnat e Sofa Landver eliminadas da foto oficial, 2009.</p></div>
<p><a href="http://www.cidadeinvertida.com.br/home/foto01.shtml" target="_blank">Ricardo Hantzschel</a>: &#8221;Quando você falou em uma foto para apagar da história, me veio a cabeça a imagem oficial dos ministros israelenses que foi alterada por um jornal sionista ultra ortodoxo, que não concorda/atura/se conforma com o fato de mulheres conquistarem essa posição. Lembra bastante as alterações analógicas de fotos de dirigentes dos regimes totalitários (China, URSS, Cuba, etc), que por circunstâncias políticas tiveram sua imagem suprimida, numa tentativa de seus desafetos de reescrever a história. No caso do jornal israelense o que se manifesta é o inconformismo radical de base religiosa, que não admite o sexo feminino conquistando espaços tradicionalmente reservado aos homens.&#8221;</p>
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<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/garapa.jpg"><img title="garapa" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/garapa.jpg" alt="" width="580" height="743" /></a><p class="wp-caption-text">Google Street View, 2011.</p></div>
<p><a href="http://garapa.org/" target="_blank">Garapa</a>: &#8221;Quando se decide apagar uma fotografia, o que se anula de fato? Uma  imagem já vista não tem como desaparecer, se o tivesse todo papel do  observador na teoria quântica teria de ser revisto. A gota d´água que  cai no meio do oceano sem que ninguém a veja, não caiu. Então o que  eliminamos ao atentar contra uma imagem? A foto que queremos apagar é,  na verdade, uma foto feita para apagar outra. Ao registrar o centro da  cidade com seu carro-câmera, a Google optou por limpar uma parte da  cracolândia em São Paulo. Quando usamos o Street View na Rua Helvétia, quase na  esquina com a Alameda Dino Bueno podemos ver os diversos usuários de  crack ao longo da primeira rua, mas basta apertar a setinha que nos leva  adiante para que a rua se esvazie com a chegada de uma viatura  policial.&#8221;</p>
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<div id="attachment_18848" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/bomba.jpg"><img class="size-full wp-image-18848" title="bomba" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/bomba.jpg" alt="" width="580" height="384" /></a><p class="wp-caption-text">Hiroshima, Japão, 6 de agosto de 1945 (Sipa Press).</p></div>
<p><a href="http://www.olhave.com.br/blog/" target="_blank">Alexandre Belém e Georgia Quintas</a>: &#8221;Quando pensamos numa imagem para suprir este pedido, pensamos na hora neste evento. Não gostamos da ideia de apagar uma fotografia da história&#8230; Tentaríamos apagar o acontecido&#8221;.</p>
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<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_18850" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Phan-Thi-Kim-Phuc-1972.jpg"><img class="size-full wp-image-18850 " title="KIM PHUC VIETNAM" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Phan-Thi-Kim-Phuc-1972.jpg" alt="" width="580" height="454" /></a><p class="wp-caption-text">Nick Ut: Vietnã, 1972.</p></div>
<p><a href="http://www.claudiajaguaribe.com.br/" target="_blank">Claudia Jaguaribe</a>: &#8221;Acho difícil responder porque as fotos que nos envergonham são as que mais precisamos rever para não esquecer. De qualquer forma acho que uma foto que sempre me angustiou é a da menina queimada por Napalm Kim Phuc, foi feita em junho de 1972 por Nick Ut no Vietnã.&#8221;</p>
<p><a href="http://www.patriciagouvea.com/" target="_blank">Patricia Gouvea</a>: “Sem dúvida eu gostaria de eliminar a foto da menina queimada pela bomba de Napalm, se fosse possível voltar no tempo e este ‘evento’ nunca ter acontecido na história do Planeta Terra&#8230;”</p>
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<div id="attachment_18851" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/sebastio-salgado.jpeg"><img class="size-full wp-image-18851" title="sebastio-salgado" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/sebastio-salgado.jpeg" alt="" width="580" height="387" /></a><p class="wp-caption-text">Sebastião Salgado: Êxodos, 1996.</p></div>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/fximiti/" target="_blank">Fernando Schmitt</a>: “Abria mão, não sem alguma dor, da beleza triste dessa imagem do Sebastião Salgado. Gostaria que o futuro sombrio que ela projeta não se concretizasse, gostaria de achar companhia para a criança na cadeirinha arranha-céu.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18852" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/fome.jpg"><img class="size-full wp-image-18852" title="fome" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/fome.jpg" alt="" width="580" height="388" /></a><p class="wp-caption-text">Michael Wells: Uganda, 1980.</p></div>
<p><a href="http://www.armandoprado.com.br/" target="_blank">Armando Prado</a>: “O desafio da fome continua a ser nosso grande problema.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18853" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/beijing.jpg"><img class="size-full wp-image-18853" title="beijing" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/beijing.jpg" alt="" width="580" height="383" /></a><p class="wp-caption-text">China, 2011 (Getty Image).</p></div>
<p><a href="http://vodcabarata.blogspot.com/" target="_blank">Adelaide Ivanova</a>: &#8221;Minha escolha não foi exatamente pelo valor (ou desvalor) da foto. Não quis mandar uma foto de desgraça (a primeira coisa que veio na minha cabeça foi Hitler, devo confessar), mas acho que essas coisas são pra ser lembradas, e não esquecidas. Aí que me lembrei: esses dias estava vendo uma reportagem sobre o dono da Apple, e fiquei chocada com as imagens do lançamento do iPad 2 mundo afora, feitas no começo desse ano. Além das filas quilométricas, compostas por gente que até acampou, os atabacados que conseguiam comprar saíam histéricos de dentro das lojas, como se tivessem adquirido o elixir da vida eterna. Essa imagem (era um vídeo) não saiu da minha cabeça. Quer dizer, fiquei aqui pensando nos abilolados que somos. E fiquei pensando também: se daqui a não sei quantos mil anos, se a terra estiver sendo reconstruída por uma geração mais humana de humanos, eles vão olhar pra essas fotos e dizer: <em>afe,</em> que bando de zé mané&#8230; Esta foto que sequer sei quem é o autor (só que é da Getty e, sinceramente, não importa, uma vez que não é uma foto incrível), foi feita em Beijing, em março desse ano, horas antes do lançamento do iMerda.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.iconica.com.br/?cat=354" target="_blank">Rubens Fernandes Junior</a>: “Bem difícil esta questão: apagar uma imagem da historia da  fotografia. Acabo de folhear inúmeros livros de história e compêndios  coletivos de fotografia. Ainda fico horrorizado com as imagens de  guerra, com alguns exageros do flagelo humano, com algumas fotografias  de devastação da natureza, com asco das mais bizarras, entre muitas  outras sensações. Continuo enojado com as fotografias que documentam o  nazismo e sua liderança, ou até mesmo algumas imagens da política  brasileira. Mas, ao mesmo tempo, valorizo sua importância para a  história &#8211; da fotografia e da humanidade. Veja que ironia, acabamos de  fazer um livro sobre o fotógrafo Guilherme Gaensly e, mesmo depois de  tanta pesquisa, não encontramos um retrato desse fotógrafo de enorme  importância para a iconografia paulistana. Ou seja, o excesso de imagens  pode destruir nossa atenção e nosso foco, mas a falta delas não permite  que tenhamos acesso a determinadas figuras importantes ou até mesmo  alguns momentos emblemáticos do cotidiano mundial ou local. Quero  lembrar Susan Sontag quando afirma que as fotografias, mesmo as mais  simples e despretensiosas, com o tempo, acabam adquirindo um status de  raridade. Portanto, como pesquisador, vejo as imagens flutuando em minha  memória &#8211; algumas vibrantes, outras esmaecidas, outras distantes e  desinteressantes &#8211; mas não tenho condições de apagá-las da nossa memória  coletiva. Essas fotografias foram e continuam sendo vistas por todos os  olhos do mundo e não me sinto qualificado para retirar alguma de  circulação. Penso sim em deixá-las no limbo do esquecimento.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/p02exv6ngaE?version=3"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/p02exv6ngaE?version=3" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.iconica.com.br/?cat=468" target="_blank">Ronaldo Entler</a>: “Antes da Lívia, Chris Marker já havia previsto o fim do mundo em <em>La Jetée</em> (1962), e também a redescoberta de nosso tempo por uma espécie de arqueólogo do futuro, em <em>Sans Soleil</em> (1983). Alguém já viu Chris Marker? Já houve boatos de que ele não existia, ou de que não passava de um pseudônimo por trás do qual se escondiam vários autores. Alain Resnais disse uma vez que Marker era um extraterrestre. Seus dados biográficos são controversos e frequentemente desmentidos. Quando a imprensa pede uma foto sua, recebe um retrato de Guillaume, seu gato, quase um alter-ego seu. Uma de suas últimas aparições públicas foi na forma de um avatar no Second Life. Quem acompanha seu trabalho sabe que Marker é uma entidade inapreensível. Alguns raros retratos seus podem ser encontrados: ele é visto de longe, em segundo plano, atrás da câmera. Essas imagens não deveriam existir e, por isso mesmo, sempre desaparecem na complexidade de seu personagem. Enquanto rodava seu documentário Tokyo Ga (1985), Wim Wenders encontrou Marker em um famoso bar chamado “La Jetée”, no distrito de Shinjuku. Episódio um tanto inverossímil. Mas, de fato, Marker conhece bem o Japão: realizou ali boa parte das imagens de <em>Sans Soleil</em>. Wenders não resistiu e apontou sua câmera para ele. Dizem que depois de pronto o filme, teve que enviar ao colega um pedido de desculpas. Vemos primeiro os desenhos de um gato e de um pássaro, outra figura importante para Marker. Depois, seu rosto surge por alguns poucos segundos numa espécie de obturação lenta e acidental, o abrir e fechar de uma cortina que, ainda assim, não consegue fixar sua imagem. É outro retrato que quase foi feito, e que também não deveria, caso pudesse existir.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_18854" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/galexperiencia.jpg"><img class="size-full wp-image-18854" title="galexperiencia" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/galexperiencia.jpg" alt="" width="580" height="407" /></a><p class="wp-caption-text">Galeria Experiência, 2011.</p></div>
<p><a href="http://galeriaexperiencia.com.br/" target="_blank">Galeria Experiência</a>: “Pensamos que não gostaríamos de apagar nenhuma fotografia da história. Não sentimos necessidade de questionar a existência desta ou daquela imagem, pois podemos nos envergonhar de um fato ou uma pessoa, mas não da existência da imagem que representa ou mostra simplesmente algo que existiu. A discussão que levantamos aqui, por outro lado, foi pensando sobre a quantidade de imagens produzidas hoje em dia (o Flickr atingiu 6 bilhões de fotos em agosto) e o arquivamento de todo esse material. Qual é a necessidade de se guardar tanta imagem? Teremos tempo de consumir e absorver tudo isso? Nós, aqui na Galeria Experiência, guardamos todas as imagens que produzimos, pois acreditamos que muitas delas podem não ter nenhum uso ou sentido para a gente hoje, mas não sabemos que novos significados elas podem adquirir no futuro. Mesmo sabendo que possivelmente as nossas fotos arquivadas podem nunca ser usadas no futuro, seguimos optando pela sua manutenção. Mas será que não poderíamos deletar algumas? Por que este apego? Achamos que toda imagem produzida tem o seu porquê, um propósito para ser criada. Decidimos então, ao invés de apagar uma foto da história da fotografia (ou do nosso arquivo), criar uma imagem para ser deletada. Percebemos que dessa forma poderíamos praticar o desapego que não conseguimos aplicar às outras imagens. Afinal, esta imagem nasceu com este claro propósito: o de ser deletada. Esta imagem que enviamos, pode ser deletada para sempre sem prejuízo dos nossos sentimentos. Mas ficamos com uma pulga atrás da orelha: e se deletássemos absolutamente tudo o que produzimos até hoje? O que perderíamos com isso de fato?”<a href="http://ciadefoto.com.br/blog/" target="_blank"></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://ciadefoto.com.br/blog/" target="_blank">Cia de Foto</a>: &#8220;Antes de escolhermos a fotografia que tiraríamos do mapa, gostaríamos  de icluir uma que aqui na Cia nunca foi vista. É a fotografia da mãe de  Roland Barthes, através da qual ele concebe a “Câmara Clara”, obra  fotográfica feita em 48 dias, formada assim por 48 capítulos, escritos  um  a cada dia.<em> “ [...] eu debatia-me no meio de imagens  parcialmente verdadeiras e, contudo, totalmente falsas. Dizer de uma  foto“é quase ela!” era para mim mais doloroso do que dizer de uma  outra:“não é nada ela” [...] Observei a menina e encontrei finalmente a  minha mãe [...] o lugar que ela docilmente ocupara sem se mostrar nem se  esconder [...] tudo isso transformara a pose fotográfica nesse paradoxo  insustentável e que ela sustentou durante toda a sua vida: a afirmação  de uma doçura.[...] justamente uma imagem, mas uma imagem justa. Assim  era, para mim, a Fotografia do Jardim de Inverno.”</em> É insuportável a  ideia do mundo acabar sem conhecermos essa foto. E pior, seria muito  injusto, com  toda a história da fotografia, ela não ser vista pelos  arqueólogos e historiadores que, você nos garante, virão à sucata desse  mundo, ainda com tempo e atenção para o que teria sido essa linguagem.  Foi através dessa foto que Barthes clicou o “selvagem” <em>Puctum</em> &#8211; “o amor extremo”, “o acaso que nos punge”– e, clicou também o <em>Studium</em> – “a nossa cultura”, “uma espécie de investimento geral”, “é verdade  mas sem acuidade particular ”, “ardoroso”, “o nosso saber”. É nessa  foto que ele flagra a compreensão do “isso foi”, é e será. Ali, ele  indica o diacrônico de toda fotografia, assim como, a sua polissemia  inadestrável. É nesse livro que ele disse “ele esta morto e vai morrer”.  Fica aqui o nosso apelo espasmódico para que esses curiosos do  pós-mundo tenham <em>a Fotografia do Jardim de Inverno </em>a mostra (!), em nossa breve história. Aqui jazerá feliz a Cia de Foto!&#8221;</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_18616" class="wp-caption aligncenter" style="width: 416px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/Behind_the_Gare_Saint_Lazare1932-760990.jpg"><img class="size-full wp-image-18616 " title="Behind_the_Gare_Saint_Lazare1932-760990" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/Behind_the_Gare_Saint_Lazare1932-760990.jpg" alt="" width="406" height="617" /></a><p class="wp-caption-text">Henri Cartier-Bresson: Behind the Gare Saint-Lazare (Paris), 1932.</p></div>
<p><a href="http://www.english.guimohallem.com/" target="_blank">Gui Mohallen</a>: &#8220;Essa imagem concentra muito do que não acredito na fotografia. Uma fotografia voltada para si mesma, uma eloquência de linguagem cuja eficiência é muito menor do que os dogmas em que ela se encarcera. A fotografia como operação cerebral, uma astúcia, que leva mais a uma fetichização do próprio fotógrafo e do ato fotográfico do que a um olhar sobre aquilo que ela se propõe a ‘ver’. Nesse sentido a geometria protege tanto o fotógrafo quanto o fotografado. Quem é esse cara? O que ele pensa sobre o que fotografa? Qual o discurso por trás desse olhar? O fotógrafo não se afeta, não recebe? O que mais me irrita na herança de Bresson é a condução desse olhar que não vai nem para uma realidade do outro, nem para o íntimo do fotógrafo, mas que celebra antes de tudo um convite a saborear um <em>savoir-faire</em> de uma técnica (cá entre nós, já bastante irrelevante).&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_18858" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/daguerre.jpg"><img class="size-full wp-image-18858" title="daguerre" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/daguerre.jpg" alt="" width="580" height="423" /></a><p class="wp-caption-text">Daguerre: View of the Boulevard du Temple, Paris, 1839.</p></div>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/queiroga" target="_blank">Eduardo Queiroga</a>: “O que seria do mundo se a Fotografia não existisse?”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>[1] BENJAMIN, Walter. <em>Sobre o conceito de história</em>. In: Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1994.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/09/fotografias-para-o-fim-do-mundo-parte-vi/' addthis:title='Fotografias para o fim do mundo | Parte VI ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>10 Anos do Clube de Fotografia do MAM</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2010/06/10-anos-do-clube-de-fotografia-do-mam/</link>
		<comments>http://paratyemfoco.com/blog/2010/06/10-anos-do-clube-de-fotografia-do-mam/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 15:30:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>f508</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[10 anos do Clube de Colecionadores de Fotografia do Museu de Arte Moderna de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Eder Chiodetto]]></category>
		<category><![CDATA[MAM]]></category>
		<category><![CDATA[Tadeu Chiarelli]]></category>

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		<description><![CDATA[O Clube de Colecionadores de Fotografia do MAM comemora seus dez anos com exposição e bate-papo<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/06/10-anos-do-clube-de-fotografia-do-mam/' addthis:title='10 Anos do Clube de Fotografia do MAM ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Clube de Colecionadores de Fotografia do <a href="http://www.mam.org.br/2008/portugues/default.aspx" target="_blank">Museu de Arte Moderna</a> (MAM) de São Paulo completa 10 anos de atividade este ano e prepara uma programação especial para celebrar a ocasião.</p>
<p style="text-align: justify;">Iniciada em 1980, a coleção de fotografias do MAM tomou proporções maiores a partir de meados dos anos 1990, quando o museu voltou-se para a fotografia contemporânea. Em 2000, visando incentivar o colecionismo de arte e sensível à crescente importância que a fotografia vinha ganhando como meio com linguagem própria nas artes visuais, o então curador do museu Tadeu Chiarelli criou o Clube de Colecionadores de Fotografia. A partir de 2005, Eder Chiodetto passou a atuar como curador do Clube, criando linhas de pesquisa voltadas às diversas vertentes da produção nacional, da fotografia documental à experimental.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/anteparo11.jpg"><img class="size-full wp-image-8417  aligncenter" title="anteparo11" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/anteparo11.jpg" alt="anteparo11" width="500" height="335" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Foto: João Castilho. Foto integrante do Clube de Fotografia do MAM</p>
<p style="text-align: justify;">A cada ano, cinco artistas, selecionados pela curadoria do MAM, concebem obras especialmente para o museu. Após doados, são produzidos 100 exemplares dos trabalhos, um dos quais passa a integrar o acervo do MAM. Os sócios do Clube de Colecionadores também recebem uma cópia, numerada e assinada, de cada uma das fotografias. Este ano, os artistas convidados a doarem seus trabalhos para o museu foram Bárbara Wagner, Boris Kossoy, Sandra Cinto, Thiago Rocha Pitta e Vera Chaves Barcellos.</p>
<p style="text-align: justify;">Como parte das comemorações dos 10 anos do Clube de Fotografia, será inaugurada, no dia 1º de julho, às 20h, uma exposição com as 55 obras que fizeram parte do Clube desde sua criação, incluindo as fotos selecionadas na edição de 2010. A mostra é dividida em eixos, de acordo com as linhas de pesquisa com as quais o Clube trabalha: <em>Identidade Nacional</em>, <em>Documental Imaginário</em>, <em>Limites/ Metalinguagem</em>, <em>Retrato/ Autorretrato</em> e <em>Vanguardas Históricas</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/Barbara-Wagner_da-serie-Brasilia-teimosa_-2006.jpg"><img class="size-full wp-image-8403  aligncenter" title="Barbara Wagner_da serie Brasilia teimosa_ 2006" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/Barbara-Wagner_da-serie-Brasilia-teimosa_-2006.jpg" alt="Barbara Wagner_da serie Brasilia teimosa_ 2006" width="387" height="580" /></a><br />
Foto: Bárbara Wagner. Da série <em>Brasília Teimosa</em>, 2006</p>
<p style="text-align: justify;">Em <em>Identidade Nacional</em>, o fotodocumentarismo enfoca problemas sociais e questões culturais do país, trazendo imagens de Maureen Bisilliat, André Cypriano, Bárbara Wagner, entre outros. O fotodocumentarismo também é a base do <em>Documental Imaginário</em>, com obras de Luiz Braga, Pedro Motta e Cao Guimarães, que trabalham os contornos difusos entre o real e o subjetivo por meio da manipulação da imagem pelas novas mídias.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/Adriana-Varejao_Botequim-Humaita_2009.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8404" title="Adriana Varejao_Botequim Humaita_2009" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/Adriana-Varejao_Botequim-Humaita_2009.jpg" alt="Adriana Varejao_Botequim Humaita_2009" width="580" height="260" /></a><br />
Foto: Adriana Varejão. <em>Botequim Humaitá</em>, 2009</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Limites/ Metalinguagem</em> é a vertente que melhor dialoga com a coleção do MAM-SP como um todo. Nomes como Adriana Varejão, Odires Mlászho, Sandra Cinto e Felipe Cama são exemplos desse segmento. Em <em>Metalinguagem</em> está o questionamento da própria linguagem fotográfica e de suas particularidades. Alguns artistas que fazem parte desse recorte são Fernando Lemos, Lenora de Barros, Vicente de Mello, Rochelle Costi e Lucia Koch.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/Tony-Camargo_PF39_2009.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8405" title="Tony Camargo_PF39_2009" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/Tony-Camargo_PF39_2009.jpg" alt="Tony Camargo_PF39_2009" width="580" height="410" /></a><br />
Foto: Tony Camargo. <em>PF39</em>, 2009</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Retrato/Autorretrato</em> aponta para a complexidade da representação do eu e do outro, em trabalhos de Rodrigo Braga, Vânia Toledo, Tony Camargo e Rafael Assef. E, finalmente, ícones da história da produção nacional, que apontaram novos rumos e quebraram paradigmas, como Claudia Andujar, Boris Kossoy, Nair Benedicto, Thomaz Farkas e German Lorca, são o foco do núcleo <em>Vanguardas Históricas</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">A mostra, com curadoria de Eder Chiodetto, permanece em cartaz até o dia 29 de agosto, na Sala Paulo Figueiredo, no MAM (Parque do Ibirapuera &#8211; Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº &#8211; Portão 3).</p>
<p style="text-align: justify;">Antes da abertura da exposição, às 18h, será realizado no auditório do MAM um bate-papo sobre a prática do colecionismo de fotografia, com a presença de Tadeu Chiarelli e Antonio Luiz e mediação de Eder Chiodetto. Os sócios do MAM têm lugar garantido. O evento será gratuito e aberto ao público, mas com inscrições limitadas, que devem ser feitas mediante solicitação pelo telefone (11) 5085-1302 ou pelo e-mail socios@mam.org.br</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/06/10-anos-do-clube-de-fotografia-do-mam/' addthis:title='10 Anos do Clube de Fotografia do MAM ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Sobre o espaço urbano</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 13:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Alice Vergueiro]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Dadoorian]]></category>
		<category><![CDATA[Cris Bierrenbach]]></category>
		<category><![CDATA[Eder Chiodetto]]></category>
		<category><![CDATA[German Lorca]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Maranhão]]></category>
		<category><![CDATA[Jair Lanes]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Esteves]]></category>
		<category><![CDATA[micasa]]></category>
		<category><![CDATA[Tuca Vieira]]></category>

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		<description><![CDATA[Com curadoria de Eder Chiodetto, a mostra <em>Do espaço estilhaçado</em> tem Alice Vergueiro, Cris Bierrenbach, Carlos Dadoorian, German Lorca, Guilherme Maranhão, Juan Esteves, Jair Lanes e Tuca Vieira.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/01/5085/' addthis:title='Sobre o espaço urbano ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abre na próxima quarta-feira (13.01), na Micasa, a exposição <em>Do espaço estilhaçado</em>. Com curadoria de Eder Chiodetto, a mostra reune 20 imagens de Alice Vergueiro, Cris Bierrenbach, Carlos Dadoorian, German Lorca, Guilherme Maranhão, Juan Esteves, Jair Lanes, Tuca Vieira e o próprio Eder.</p>
<div id="attachment_5087" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/CDadoorian_fluxos_Rio-bx1.jpg"><img class="size-full wp-image-5087" title="CDadoorian_fluxos_Rio-bx" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/CDadoorian_fluxos_Rio-bx1.jpg" alt="Foto: Carlos Dadoorian" width="580" height="435" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Carlos Dadoorian</p></div>
<div id="attachment_5090" class="wp-caption alignnone" style="width: 577px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/Juan-EstevesBuilding3-PRESS_CAT-bx1.jpg"><img class="size-full wp-image-5090" title="Juan-EstevesBuilding#3-PRESS_CAT-bx" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/Juan-EstevesBuilding3-PRESS_CAT-bx1.jpg" alt="Foto: Juan Esteves" width="567" height="567" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Juan Esteves</p></div>
<p>Esta é a terceira do ciclo de exposições &#8220;A criação do mundo&#8221;, idealizado pela Micasa em parceria com a Fotô Produção. Depois das mostras <em>Da gênese convulsiva</em> e <em>Da Beleza Transfigurada</em>, <em>Do espaço estilhaçado</em> se volta para o espaço urbano, e aborda questões relacionadas à arquitetura das cidades, crescimento demográfico e mais. A exposição fica em cartaz até 17 de abril.</p>
<div id="attachment_5088" class="wp-caption alignnone" style="width: 577px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/Cris-Bierrenbach-Kaleidoscidade_2_3_4_5-bx1.jpg"><img class="size-full wp-image-5088" title="Cris-Bierrenbach-Kaleidoscidade_2_3_4_5-bx" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/Cris-Bierrenbach-Kaleidoscidade_2_3_4_5-bx1.jpg" alt="Foto: Cris Bierrenbach" width="567" height="567" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Cris Bierrenbach</p></div>
<p><em><strong>Do espaço estilhaçado</strong></em><br />
<a href="www.micasa.com.br" target="_blank">Micasa</a>: Rua Estados Unidos, 2109, São Paulo<br />
De 13 de janeiro a 17 de abril de 2010</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/01/5085/' addthis:title='Sobre o espaço urbano ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Eder Chiodetto  incursiona  pela Rua Augusta</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2009/12/eder-chiodetto-incursiona-pela-rua-augusta/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 17:13:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rabelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cinesesc]]></category>
		<category><![CDATA[Eder Chiodetto]]></category>
		<category><![CDATA[Rua Augusta]]></category>

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		<description><![CDATA[A exposição <em>Augustas</em> entra em cartaz amanhã, no CineSec Paulista.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2009/12/eder-chiodetto-incursiona-pela-rua-augusta/' addthis:title='Eder Chiodetto  incursiona  pela Rua Augusta ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4313" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><img class="size-full wp-image-4313" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/Eder_Chiodetto_.jpg" alt="© Foto de  Eder Chiodetto." width="580" height="79" /><p class="wp-caption-text">© Foto de Eder Chiodetto.</p></div>
<p>A exposição fotográfica <em>Augustas</em>, de <strong>Eder Chiodetto</strong>, que o CineSesc Paulista apresenta no seu hall de entrada a partir de amanhã (04.12) , mostra uma incursão do autor pela Rua Augusta</p>
<p>Segundo Eder, a Augusta é &#8220;o território mais democrático, diverso e divertido da cidade, além de exemplo de respeito e tolerância à diferença”. A rua já foi a mais chique de São Paulo e abrigava as boutiques que vestiam as socialites nos anos 60 e 70. Depois, veio uma grande decadência, com o surgimento dos shoppings.</p>
<p>Nos últimos anos, a Rua Augusta voltou a se revigorar pelo aspecto cultural, reunindo cinemas de arte, bons restaurantes, lojas de novos estilistas. Mas foram sobretudo as casas noturnas que &#8220;sustentaram&#8221; a via &#8211;  várias boates e bares, com sons para todos os gostos, reunem cinéfilos, descolados, prostitutas, roqueiros, executivos, gays, comerciantes etc.</p>
<p>Além de atentar para esse aspecto da diversidade, o ensaio fotográfico (que foi um dos projetos vencedores de edital promovido pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo em 2008) de Chiodetto se detém na mudança da arquitetura e na velocidade antropofágica dessa rua mutante, e é inspirado pelos versos da música de Hervé Cordovil, grande sucesso de 40 anos atrás:</p>
<p>“Subi a Rua Augusta a 120 por hora<br />
Botei a turma toda do passeio para fora<br />
Fiz curva em duas rodas sem usar a buzina<br />
Ai! ai! Johnny<br />
Ai! ai! Alfredo<br />
Quem é da nossa gangue<br />
Não tem medo&#8230;”.</p>
<p>Baseado em grande panorâmicas, obtidas pelo uso da câmera fotográfica analógica utilizada como uma moviola improvisada, Chiodetto obtém um efeito vertiginoso, entre a imagem documental e a abstração. Metáfora tanto das mudanças que re-significam a rua Augusta no imaginário dos cidadãos a cada nova época, a cada nova geração, como também dos vestígios de memória que ela deixa impregnada na história da cidade.</p>
<p>Ao utilizar essa técnica de “moviola”, as imagens ficam no limite entre fotografia (estática) e o cinema (movimento). O cinema deriva da invenção da fotografia. <em>Augustas</em> é fotografia que aspira a ser cinema. Este foi um dos motivos que levou o autor a oferecer, em primeira mão, a exposição para um dos espaços mais tradicionais de cinema da cidade: o CineSesc. Não por acaso, localizado em plena Augusta!</p>
<p>A mostra será formada por nove grandes panorâmicas coloridas, com larguras que variam entre 1,2 e 3 metros. A arquitetura, o movimento dos carros, os bares e personagens insólitos estão retratados.</p>
<p>Esta primeira parte do ensaio <em>Augustas</em> foi desenvolvida com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo por meio do Programa de Ação Cultural 2008.</p>
<p><em>Augustas</em> fica em cartaz até 02 de fevereiro de 2009, no CineSesc (Rua Augusta, 2075, em São Paulo, tel +55 11 3087-0501), com entrada franca</p>
<p>Fonte: <a href="http://feaznar.multiply.com/photos/album/645/Eder_Chiodetto_no_CineSESC#">Croqui de Luz</a></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4332" title="blogparatyeder" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/blogparatyeder.jpg" alt="blogparatyeder" width="580" height="171" /></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2009/12/eder-chiodetto-incursiona-pela-rua-augusta/' addthis:title='Eder Chiodetto  incursiona  pela Rua Augusta ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>&#8220;Bressonianas&#8221;, por Tuca Vieira</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2009/09/bressonianas-por-tuca-vieira/</link>
		<comments>http://paratyemfoco.com/blog/2009/09/bressonianas-por-tuca-vieira/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 12:48:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cia de Foto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
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		<category><![CDATA[Cristiano Mascaro]]></category>
		<category><![CDATA[Eder Chiodetto]]></category>
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		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Henri Cartier-Bresson]]></category>
		<category><![CDATA[Sesc]]></category>
		<category><![CDATA[Tuca Vieira]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paratyemfoco.com/blog/?p=2849</guid>
		<description><![CDATA["É difícil descrever a alegria de estar na companhia desses fotógrafos. Ao lado de Cristiano Mascaro, Carlos Moreira, Juan Esteves, Flávio Damm, Orlando Azevedo e Marcelo Buainain, convido os seguidores desse blog para ver "Bressonianas", espécie de exposição-homenagem a Henri Cartier-Bresson, com curadoria de Eder Chiodetto."

Tuca Vieira.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2009/09/bressonianas-por-tuca-vieira/' addthis:title='&#8220;Bressonianas&#8221;, por Tuca Vieira ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2857" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><a href="http://www.fototucavieira.com.br/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-2857" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/09/India1999b1.jpg" alt="© Tuca Vieira" width="580" height="389" /></a><p class="wp-caption-text">© Tuca Vieira</p></div>
<p style="text-align: justify;">É difícil descrever a alegria de estar na companhia desses fotógrafos. Ao lado de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristiano_Mascaro" target="_blank">Cristiano Mascaro</a>, <a href="http://www.carlosmoreira.com.br/index2e.html" target="_blank">Carlos Moreira</a>, <a href="http://site.pirelli.14bits.com.br/autores/65" target="_blank">Juan Esteves</a>, <a href="http://site.pirelli.14bits.com.br/autores/100" target="_blank">Flávio Damm</a>,<a href="http://www.orlandoazevedo.com.br/" target="_blank"> Orlando Azevedo</a> e <a href="http://www.mbuainain.blogspot.com/" target="_blank">Marcelo Buainain</a>, convido os seguidores desse blog para ver <a href="http://m.estadao.com.br/noticias/impresso,mostra-celebra-cartier-bresson-e-seu-olhar-que-espreita-o-inusitado,427616.htm" target="_blank">&#8220;Bressonianas&#8221;</a>, espécie de exposição-homenagem a <a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/2009/08/henri-cartier-bresson-fotografo/" target="_blank">Henri Cartier-Bresson</a>, com curadoria de <a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/2009/07/eder-chiodetto/" target="_blank">Eder Chiodetto</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Cartier-Bresson é de tal forma importante para a fotografia, que tenho a impressão de que qualquer fotógrafo vivo é &#8220;influenciado&#8221; por ele mesmo que por oposição aos seus valores, métodos e filosofias. Justamente, esta exposição não apenas busca o paralelo formal e evidente mas explora a relação afetiva, biográfica e emotiva que temos com sua obra.</p>
<p style="text-align: justify;">Tuca Vieira.</p>
<div id="attachment_2852" class="wp-caption alignnone" style="width: 583px"><a href="http://www.fototucavieira.com.br/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-2852" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/09/India19991.jpg" alt="© Tuca Vieira" width="573" height="850" /></a><p class="wp-caption-text">© Tuca Vieira</p></div>
<table style="width: 100%;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr style="height: 15px;">
<td style="width: 29px;" valign="top">
<div style="text-align: left; width: 100%;"><a href="http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=158575" target="_blank"><img src="http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/images/ic_6.gif" alt="" hspace="5" width="23" height="23" /></a></div>
</td>
<td style="width: 100%;" valign="top"><a href="http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=158575" target="_blank"><span>Bressonianas</span></a></p>
<p><span><a href="http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=158575" target="_blank">SESC Pinheiros</a></span></td>
<td style="width: 1%;"></td>
</tr>
<tr style="height: 15px;">
<td style="width: 30px;" align="center"></td>
<td valign="top"><span></p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="94%">
<tbody>
<tr>
<td align="left">17/09 a 20/12.<br />
Terça a sexta, das 10h30 às 21h30.; sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 18h30.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p></span></td>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td style="height: 18px;" colspan="3">
<div><img src="http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/images/listra.gif" alt="" /></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="3">
<div>Paralelamente à exposição Henri Cartier-Bresson &#8211; Fotógrafo, sob a curadoria de Eder Chiodetto, Bressonianas é composta pela seleção de 42 imagens de sete fotógrafos brasileiros que têm em suas obras a influência de Bresson, entre eles: Cristiano Mascaro, Flavio Damm, Carlos Moreira, Orlando Azevedo, Juan Esteves, Marcelo Buainain e <a href="http://www.fototucavieira.com.br/" target="_blank">Tuca Vieira</a>. Espaço de Exposições, 3º andar.</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="3"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2009/09/bressonianas-por-tuca-vieira/' addthis:title='&#8220;Bressonianas&#8221;, por Tuca Vieira ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Henri Cartier-Bresson: Fotógrafo</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2009/08/henri-cartier-bresson-fotografo/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 12:27:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rabelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ano da França no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Bressonianas]]></category>
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		<description><![CDATA[A exposição "Henri Cartier-Bresson: Fotógrafo", nome retirado de livro homônimo, abre para convidados no dia 16 de setembro e para o público a partir do dia 17 de setembro seguindo até 20 de dezembro no SESC Pinheiros, São Paulo.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2009/08/henri-cartier-bresson-fotografo/' addthis:title='Henri Cartier-Bresson: Fotógrafo ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2661" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/henri-cartier-bresson142.jpg" alt="henri-cartier-bresson14" width="580" height="391" />© Foto de Henri Cartier-Bresson/ Magnum Photos. Puebla. México, 1963.</p>
<p>O evento, um dos principais destaques do Ano da França no Brasil, traz uma extensa programação composta por mostra de 133 fotografias do artista francês, lançamento do livro Henri Cartier-Bresson: Fotógrafo, uma parceria entre as Edições SESCSP e a Cosac Naify, além da exposição paralela “Bressonianas”, com fotógrafos brasileiros influenciados por Cartier-Bresson, exibição de filmes e debates com pensadores e pesquisadores brasileiros e franceses.</p>
<p>A exposição Henri Cartier-Bresson: Fotógrafo, nome retirado de livro homônimo, abre para convidados no dia 16 de setembro e para o público a partir do dia 17 de setembro seguindo até 20 de dezembro.</p>
<p>“Tirar fotos é prender a respiração quando todas as faculdades convergem para a realidade fugaz. É organizar rigorosamente as formas visuais percebidas para expressar o seu significado. É pôr numa mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração”.<strong> </strong></p>
<p><strong>Henri Cartier-Bresson</strong></p>
<p>Criador de um estilo inconfundível, aclamado como “o olho do século 20”, Henri Cartier-Bresson (1908-2004) deixou sua marca como um dos mais representativos fotógrafos humanistas da história pela forma como conseguiu mostrar enfaticamente a beleza dos gestos mais simples do homem, ao captar cenas de flagrantes pelas ruas do mundo. Cartier-Bresson começou a fotografar efetivamente em 1931 influenciado pelos surrealistas &#8211; “não pela pintura deles, mas pela percepção do subconsciente”, explica o coordenador geral do projeto Eder Chiodetto. Sua obra ainda hoje inspira gerações de novos fotógrafos e serve de parâmetro para fotodocumentaristas como os que atuam na Magnum, agência criada por Cartier-Bresson e Robert Capa, além de outros, em 1947.</p>
<p>A mostra de fotografias do artista francês, com curadoria do editor Robert Delpire, inclui imagens realizadas em 23 países durante mais de 50 anos, entre 1926 e 1979 e está organizada em dois espaços da unidade. No térreo, o coordenador do projeto Eder Chiodetto selecionou 40 imagens que enfatizam o caráter da street photography, caracterizados pelos flagrantes de rua onde o acaso, a poesia dos gestos cotidianos, a geometria se justapõem a uma visão surrealista da vida.</p>
<p>Por meio desta atitude libertária, que Cartier-Bresson adotou a partir do momento que passou a ver o mundo através do visor de sua primeira câmera Leica, o artista desenvolveu uma maneira original de captar e expressar suas impressões sobre o visível, criando uma linguagem que ainda hoje é referência para muitos fotógrafos.</p>
<p>“Tirar fotos é prender a respiração quando todas as faculdades convergem para a realidade fugaz. É organizar rigorosamente as formas visuais percebidas para expressar o seu significado. É pôr numa mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração”. Esta frase define como o fotógrafo percebia a vida através do visor.</p>
<p>No 2º andar, Chiodetto selecionou 93 fotos, das quais a maior parte está agrupada em dois núcleos: &#8220;Conflitos&#8221; e &#8220;Retratos&#8221;. No primeiro estão imagens de coberturas fotográficas em eventos históricos como o fim da Segunda Guerra Mundial &#8211; durante a qual HCB ficou anos preso num campo de concentração até conseguir fugir &#8211; a ascensão do comunismo na China e a morte de Gandhi na Índia, entre outros acontecimentos. Em “Retratos” o público poderá apreciar registros de personalidades, geralmente realizados quando o fotografado se distraia, como o pintor Matisse, o filósofo Roland Barthes e o escritor Truman Capote, além de outras imagens captadas por ele em viagens pelo mundo.</p>
<p>Para Eder Chiodetto “Cartier-Bresson fotografava com o instinto de um caçador que persegue obstinadamente sua presa, com um faro particular para capturar flagrantes. Sua busca incansável era pelo momento em que o universo em harmonia conspira a favor do artista. Uma fração mínima de tempo em que forma e conteúdo atingem o limite da expressão entre as quatro linhas do retângulo do visor da câmera”.</p>
<p><strong>Os filmes</strong></p>
<p>No espaço expositivo do térreo haverá a exibição do filme L’Aventure Moderne: Henri Cartier-Bresson [A Aventura Moderna: Henri Cartier-Bresson], em que o diretor Roger Kahane mostra em 29 minutos uma entrevista com o fotógrafo intercalada com cenas raras dele trabalhando em meio à multidão anônima de Paris. Dirigido pela fotógrafa Sarah Moon, o curta H.C.B. Point d&#8217;interrogation? [H.C.B. Ponto de Interrogação?] exibe entrevista o artista em clima de intimidade. Em Contacts: Henri Cartier-Bresson [Contatos: Henri Cartier-Bresson] o editor Robert Delpire apresenta as folhas de contatos dos filmes do fotógrafo desvelando seu processo criterioso de edição. Os filmes terão áudio original em francês e legendas em português.</p>
<p><strong>Mostra bressoniana</strong></p>
<p>Com curadoria de Eder Chiodetto, essa mostra paralela terá 42 imagens de sete fotógrafos brasileiros que assumem em suas obras a influência de Cartier-Bresson. São eles: Cristiano Mascaro, Carlos Moreira, Juan Esteves e Tuca Vieira de São Paulo, Flávio Damm, do Rio de Janeiro, Orlando Azevedo, de Curitiba e Marcelo Buainain, de Natal.</p>
<p>“A paixão pelo prosaico e pela fugacidade da vida são marcas profundas da obra bressoniana. Sua investigação não buscava a obtenção de fotografias grandiosas, mas sim, a descoberta da beleza e da delicadeza dos pequenos gestos cotidianos, reveladores da face humana”, define o curador da mostra Eder Chiodetto, que partiu desta premissa para conceber Bressonianas, que ocupará o espaço expositivo do 3º andar.</p>
<p>Uma extensão desta mostra paralela estará exposta na galeria externa do SESC Santana.</p>
<p><strong>O livro</strong></p>
<p>O Livro Henri Cartier-Bresson: Fotógrafo é a síntese do trabalho deste homem que revolucionou a fotografia. Publicado em 1979, o livro traz 155 fotos selecionadas pelo autor em conjunto com o editor Robert Delpire para representar sua extensa produção. Nele, Cartier-Bresson agrupou as imagens em seis módulos, de forma inesperada e surpreendente. Se em livros anteriores, como Les Danses à Bali (1954), D’une Chine à l’autre (1954) e Vive La France (1970), sua obra era apresentada em recortes temáticos específicos, nesta obra ele abre espaço para a reflexão do leitor, convidado a estabelecer relações inéditas e pessoais sobre as fotos.</p>
<p>O livro Henri Cartier-Bresson:Fotógrafo é uma co-edição das Edições SESCSP e a Cosac Naify e seu lançamento acontecerá na abertura da exposição, dia 16 de setembro, às 20h. Não por coincidência, a exposição e o livro levam o mesmo nome, pois as 133 fotos que compõem a mostra estão na publicação das Edições SESCSP e Cosac Naify.</p>
<p><strong>Programação integrada</strong></p>
<p>Uma programação integrada reúne os fotógrafos da mostra Bressonianas, pesquisadores e escritores com o intuito de levantar questões acerca do fotojornalismo contemporâneo. Serão oficinas, bate-papo, relatos, saraus e cursos. Confira a programação completa.</p>
<p><strong>Os debates</strong></p>
<p>Com intuito de ampliar as discussões sobre a importância da obra de Cartier-Bresson o SESC realizará dois debates intitulados “O Acaso Objetivo”. Com mediação de Eder Chiodetto, coordenador do projeto, ambos os debates trarão uma leitura pessoal de cada convidado acerca da obra do artista, bem como uma discussão acerca do “Momento Decisivo”, a partir de uma reflexão da presidente da Fundação Henri Cartier-Bresson, Agnès Sire, que escreveu recentemente um artigo dizendo que a forma como o “Momento Decisivo” foi propagado distorce e banaliza a obra do fotógrafo francês. Na noite de 18/09, às 20h na Sala de Leitura, 2º andar, os convidados serão a professora Helouise Costa, do Museu de Arte Contemporânea &#8211; USP e o diretor e curador da Maison Européenne de la Photographie Jean-Luc Monterosso. No sábado, dia 19/09, às 18h no mesmo local, reúnem-se o professor Maurício Lissovsky da Universidade Federal do Rio e Janeiro e o crítico e curador francês Gabriel Bauret.</p>
<p><strong>I. O retrato</strong></p>
<p>Pratas da Casa</p>
<p>Oficina de produção de retrato. Os participantes percorrem a Unidade para produzir retratos dos freqüentadores. Noções técnicas de fotografia e formas de abordagem. Com a fotógrafa Daniela de Moraes.</p>
<p>26/09, sábado, Internet Livre, 25 vagas, 17h.</p>
<p><strong>Retratos em Pinheiros</strong></p>
<p>Oficina destinada à Terceira Idade. Por meio de aulas e saídas fotográficas, os participantes desta oficina irão aprender a produzir retratos dos moradores de Pinheiros em seu cotidiano. Com o fotógrafo e educador Daniel Queiroz.</p>
<p>07, 08 e 09/10, quarta/quinta/sexta, Internet Livre, 14h.</p>
<p><strong>Internet Livre</strong></p>
<p><strong>Retratos urbanos</strong></p>
<p>A fotografia e a cidade são os temas principais dessa conversa com o fotógrafo. Com Cristiano Mascaro.</p>
<p>06/11, sexta, às 20h.</p>
<p>Auditório.</p>
<p><strong>II. Fotojornalismo</strong></p>
<p>Fotojornalismo: realidades construídas e ficções documentais</p>
<p>Bate-papo com Eder Chiodetto, organizador da exposição e ex-editor do jornal Folha de S.Paulo. Eder problematiza o atual estágio da fotografia na imprensa sob diversos aspectos, tais como a imposição de um olhar hegemônico, mitos e verdades sobre a manipulação na era da fotografia digital.</p>
<p>27/11, 20h, sexta.</p>
<p>Sala de Leitura/Auditório</p>
<p><strong>Relatos do Submundo: Encontros da Madrugada</strong></p>
<p>Fotojornalistas que batem o cartão após a meia-noite, contam sua experiência de fotografar a cidade durante a madrugada. Durante a conversa, eles mostram algumas imagens que marcaram suas carreiras.</p>
<p>Com os fotojornalistas Apu Gomes, Flavio Florido, Lawrence Bodner</p>
<p>23/10, sexta, 20h</p>
<p>Sala de Leitura</p>
<p><strong>Fotojornalismo: todo mundo pode?</strong></p>
<p>Oficina sobre as transformações técnicas e a massificação dos aparelhos eletrônicos. A capacidade de registrar criticamente acontecimentos do cotidiano pode nos transformar em fotojornalistas? Com o fotógrafo Otávio Valle.</p>
<p>04, 10, 11/10, sábado e domingos, 11h.</p>
<p>Internet Livre</p>
<p><strong>III. </strong><strong>Momentos de indecisão</strong></p>
<p>A construção da imagem na arte ocidental</p>
<p>Mini-curso sobre os processos históricos de construção de imagem: da pintura ao desenvolvimento da fotografia. Pretende desenvolver uma leitura crítica do universo imagético produzido pela arte ocidental a partir do Renascimento, até o século XIX, momento em que esse gênero se expande da linguagem pictórica para a fotográfica. Com a professora de história da arte Paula Palhares.</p>
<p>10, 12, 17, 19/11, terça e quinta, das 20h às 22h.</p>
<p>Sala de Oficinas</p>
<p><strong>IV. Urbanidade</strong></p>
<p><strong>Saída Fotográfica: Centro</strong></p>
<p>Os participantes da oficina encontram-se no SESC Pinheiros e saem para fotografar o entorno da Av. 9 de Julho e Praça da Bandeira. Com o fotógrafo Tuca Vieira.</p>
<p>20/09, domingo, 11h</p>
<p>Sala de Atividades</p>
<p><strong>Saída Fotográfica: Av. Paulista</strong></p>
<p>Os participantes da oficina encontram-se no SESC Pinheiros e saem para fotografar o entorno da Av. Paulista. Com o fotógrafo Daniel Kfouri.</p>
<p>24/10, sábado, 10h30.</p>
<p>Internet Livre</p>
<p><strong>Saída Fotográfica: Elevado Costa e Silva</strong></p>
<p>Os participantes da oficina encontram-se no SESC Pinheiros e saem para fotografar a região do Minhocão. Com o fotógrafo Sérgio Barzaghi.</p>
<p>31/10, sábado, 11h</p>
<p>Internet Livre</p>
<p><strong>V. Narrativas bressonianas</strong></p>
<p><strong>Fotografias literárias</strong></p>
<p>Criação de pequenos contos, poemas e histórias a partir de saídas fotográficas.</p>
<p>Com o escritor Samir Mesquita e o fotógrafo Eduardo Muylaert</p>
<p>16, 17 e 18/10, sexta às 20h, sábado e domingo às 11h.</p>
<p>Internet Livre</p>
<p><strong>Minicontos de Cartier-Bresson.</strong></p>
<p>A proposta da oficina é a criação de micro-contos a partir de diversas fotografias de Henri Cartier-Bresson. Com a escritora Andréia DelFuego.</p>
<p>07 e 08/10, 19h, quarta e quinta.</p>
<p>Internet Livre</p>
<p><strong>Sarau Fotográfico</strong></p>
<p>Os escritores Fabrício Carpinejar e Marcelino Freire escolhem trabalhos de Cartier-Bresson e outros fotógrafos, criam poesias e recitam obras conhecidas.</p>
<p>29/10, quinta, 20h.</p>
<p>Sala de Leitura</p>
<p><strong>Crônicas Fotográficas</strong></p>
<p>Com exercícios de percepção e interpretação de imagens, a proposta da oficina é trabalhar a construção de crônicas a partir de fotografias levadas pelos participantes.</p>
<p>Com orientação do escritor Fabrício Carpinejar</p>
<p>30/10, sexta, 20h.</p>
<p>Sala de Leitura</p>
<p><strong>Histórias de Elevador</strong></p>
<p>O momento de indecisão no elevador.</p>
<p>Por Samir Mesquita.</p>
<p>De setembro a dezembro, em elevador da Ala Paes Leme</p>
<p>O projeto Henri Cartier-Bresson é destaque do Ano da França no Brasil, que acontece de abril a novembro de 2009, em diversas cidades brasileiras, com o objetivo de estreitar laços entre os dois países. Em São Paulo, o SESC traz uma programação abrangente com espetáculos, shows, palestras e debates nas mais diferentes áreas.</p>
<p><strong>EXPOSIÇÃO</strong></p>
<p><strong>HENRI CARTIER-BRESSON – FOTÓGRAFO</strong></p>
<p>Área de exposições, Térreo e Sala de oficinas, 2º andar</p>
<p>16 de setembro, às 20h (para convidados)</p>
<p>Visitação de 17 de setembro a 20 de dezembro 2009</p>
<p>Ter a sex, das 10h30 às 21h30 | sab, dom e fer, das 10h30 às 19h30<strong> </strong></p>
<p><strong>MOSTRA BRESSONIANAS</strong></p>
<p>Área de exposições &#8211; 3º andar</p>
<p>16 de setembro, às 20h (para convidados)</p>
<p>Visitação de 17 de setembro a 20 de dezembro 2009</p>
<p>Ter a sex, das 10h30 às 21h30 | sab, dom e fer, das 10h30 às 19h30<strong> </strong></p>
<p><strong>LANÇAMENTO DO LIVRO</strong></p>
<p><strong>HENRI CARTIER-BRESSON – FOTÓGRAFO</strong></p>
<p>Coedição Cosac Naify e Edições SESC-SP</p>
<p>Organização: Henri Cartier-Bresson e Robert Delpire; Prefácio: Yves Bonnefoy; Orelha: Augusto Massi; Tradução: Célia Euvaldo</p>
<p>Capa dura em tecido com sobrecapa</p>
<p>28,5 X 29,5 cm</p>
<p>344 páginas</p>
<p>155 fotografias P&amp;B</p>
<p>R$ 170,00</p>
<p>ISBN 978-85-7503-820-8</p>
<p>SESC Pinheiros</p>
<p>Endereço: Rua Paes Leme, 195</p>
<p>Horário de funcionamento da Unidade &#8211; Terças a sextas, das 13h às 22 h. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h.</p>
<p>Tel. para informações: 11 3095.9400</p>
<p>ESTACIONAMENTO – COM MANOBRISTA – VAGAS LIMITADAS &#8211; Veículos, motos e bicicletas &#8211; Terças a sextas, das 7h às 22h; Sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h. Taxas: Matriculados no SESC: R$ 5,00 as três primeiras horas e R$0,50 &#8211; a cada hora adicional // Não matriculados no SESC: R$7,00 as três primeiras horas e R$1,00 &#8211; a cada hora adicional. Informações sobre outras programações ligue 0800 118220 ou consulte o site</p>
<p><strong>Fonte: </strong>Andréia Lima &#8211; Assessoria de Imprensa do SESC Pinheiros</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2009/08/henri-cartier-bresson-fotografo/' addthis:title='Henri Cartier-Bresson: Fotógrafo ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Uma foto leva outra, e sim, pelo fotojornalismo! Por Eder Chiodetto</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2009/08/uma-foto-leva-outra-e-sim-pelo-fotojornalismo-por-eder-chiodetto/</link>
		<comments>http://paratyemfoco.com/blog/2009/08/uma-foto-leva-outra-e-sim-pelo-fotojornalismo-por-eder-chiodetto/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 14:03:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cia de Foto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Portfolio]]></category>
		<category><![CDATA[Eder Chiodetto]]></category>
		<category><![CDATA[ensaio]]></category>
		<category><![CDATA[Flickr]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo]]></category>
		<category><![CDATA[fotojornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Paraty em Foco]]></category>
		<category><![CDATA[projeções]]></category>
		<category><![CDATA[Uma foto leva à outra]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paratyemfoco.com/blog/?p=2421</guid>
		<description><![CDATA[Eder Chiodetto fez um comentário especial para nosso Blog e para Daniel Marenco, novamente destacado, no mundo desse nosso Grupo do Paraty.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2009/08/uma-foto-leva-outra-e-sim-pelo-fotojornalismo-por-eder-chiodetto/' addthis:title='Uma foto leva outra, e sim, pelo fotojornalismo! Por Eder Chiodetto ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2422" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><img class="size-full wp-image-2422" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/3544943765_c6c4b69ddd_b.jpg" alt="© Daniel Marenco" width="580" height="384" /><p class="wp-caption-text">© Daniel Marenco</p></div>
<p>Um comentário especial para nosso Blog e para <a href="http://www.flickr.com/photos/27868604@N05/3544921049/in/pool-paratyemfoco2009/">Daniel Marenco</a>, novamente destacado, no mundo desse nosso <a href="http://www.flickr.com/groups/paratyemfoco2009/pool/" target="_blank">Grupo do Paraty</a>.</p>
<div id="attachment_2423" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><img class="size-full wp-image-2423" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/3544946821_df3567aca0_b.jpg" alt="© Daniel Marenco" width="580" height="384" /><p class="wp-caption-text">© Daniel Marenco</p></div>
<p>Eis o que disse <a href="http://www.olhave.com.br/blog/?p=3099" target="_blank">Eder Chiodetto</a>, que estará conosco em Paraty, sobre o trabalho de <a href="http://provacontato.blogspot.com/" target="_blank">Daniel</a>:</p>
<p>&#8220;Tenho comentado tanto a crise do fotojornalismo em palestras, no meu mestrado, nas críticas do jornal e nos blogs dos amigos que por vezes as pessoas se confundem e começam a dizer ou pensar que agora eu não gosto mais de fotojornalismo, que virei curador e só me interesso por artistas, essas denominações sempre redutoras que não ajudam em nada! Tudo besteira. Como disse uma vez o mais que adorável e sempre preciso Thomas Farkas: &#8220;a foto é boa? consegue me emocionar? me leva a refletir? então eu gosto! Tanto faz se é de artista, do taxista, se tava na Bienal ou na carteira do padeiro&#8221;. Viva o Thomas!!!</p>
<p>Essa série sobre a seca no RS mostra um fotógrafo exercendo com saber e prazer o seu ofício. E olha que ele é fotojornalista, hein? (rs) Marenco mostra total domínio da luz e da composição, o que de cara já confere ao trabalho um status muito diferenciado. Percebam que o ensaio mantém uma temperatura aquecida por causa da invejável luz dos Pampas, e como isso conceitualmente se torna uma ferramenta poderosa para falar do tema central: a seca. Domínio de luz e de composição, com fôlego para tocar um ensaio e fazer disso uma narrativa coesa, é algo que amadores não possuem. Fotógrafos só se revelam de fato num ensaio, nunca em fotos únicas. Marenco trabalha muito bem a noção de aproximação e distanciamento dos personagens e dos cenários, mesclando assim intimidade e contemplação na medida certa. Variar as grandes tomadas em angular, que tende ao épico, com o detalhe em macro, que ajuda a humanizar, confere um bom ritmo ao ensaio e o distancia de uma visão que poderia resvalar facilmente para algo mais sensaciolanista ou espetacularizado. Muitas das fotos parecem ter um tratamento de pós-produção. O que alguns mais vigilantes diriam que o leva a ter uma estética um tanto quanto publicitária. Outra besteira! Ferramenta é para ser usada. Linguagem é para ter autoria. E o bom senso, e não preconceitos tolos, devem nortear a incansável e obsessiva busca da escrita autoral. Reportar é dizer o que você viu. Mas também o que você ouviu, sentiu, cheirou, conversou&#8230; e para que a imagem fique imantada desses outros sentidos, tudo vale a pena. Verdade é para quem tem uma para mostrar! Marenco foi a campo e mandou ver. Falta ainda trabalhar a edição. Enxugar, cortar a gordura, chegar na síntese. Falar menos e expressar mais. Sempre!</p>
<p>abraços,</p>
<p>Eder Chiodetto.&#8221;</p>
<div id="attachment_2424" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><img class="size-full wp-image-2424" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/3544940401_b9e5474714_b.jpg" alt="© Daniel Marenco" width="580" height="384" /><p class="wp-caption-text">© Daniel Marenco</p></div><br />
<div id="attachment_2425" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><img class="size-full wp-image-2425" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/3545747336_b98969f4e5_b.jpg" alt="© Daniel Marenco" width="580" height="390" /><p class="wp-caption-text">© Daniel Marenco</p></div>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2009/08/uma-foto-leva-outra-e-sim-pelo-fotojornalismo-por-eder-chiodetto/' addthis:title='Uma foto leva outra, e sim, pelo fotojornalismo! Por Eder Chiodetto ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O Fotojornalismo acabou!!!!</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2009/08/o-fotojornalismo-acabou/</link>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 22:47:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cia de Foto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[autoral]]></category>
		<category><![CDATA[Eder Chiodetto]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotojornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[magnum]]></category>
		<category><![CDATA[Paraty em Foco]]></category>
		<category><![CDATA[Zizola]]></category>

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		<description><![CDATA["É claro que o fotojornalismo não acabou e nunca acabará! O que acabou e segue acabando velozmente é o modelo jornal impresso-funcionário-pautinha na mão e fotógrafo bem mandado obedecendo o sistema, contando histórias que não as que ele queria, reproduzindo o aparato ideológico de uma classe que não é a dele enquanto o veículo, mal das pernas por não saber o que fazer com a revolução tecnológica e como se reinventar diante da mídia eletrônica, segue dando mais e mais espaço para a publicidade... " Frases de Eder Chiodetto.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2009/08/o-fotojornalismo-acabou/' addthis:title='O Fotojornalismo acabou!!!! ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1873" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><img class="size-full wp-image-1873" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/zizola1.jpg" alt="© Francesco Zizola" width="580" height="387" /><p class="wp-caption-text">© Francesco Zizola</p></div>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">&#8220;É o que diz a representante da falida Gamma no artigo que o Knapp (Eduardo Knapp, fotógrafo da Folha de SP) nos mandou&#8230; <em>&#8220;vamos ter que partir para assuntos mais profundos!!!&#8221;</em> O tempo passa e aquilo que escrevi naquela matéria em que eu comentava a exposição da Arfoc tempos atrás, e que causou todo aquele rebuliço, vai se confirmando&#8230; É claro que o fotojornalismo não acabou e nunca acabará! O que acabou e segue acabando velozmente é o modelo jornal impresso-funcionário-pautinha na mão e fotógrafo bem mandado obedecendo o sistema, contando histórias que não as que ele queria, reproduzindo o aparato ideológico de uma classe que não é a dele enquanto o veículo, mal das pernas por não saber o que fazer com a revolução tecnológica e como se reinventar diante da mídia eletrônica, segue dando mais e mais espaço para a publicidade&#8230; e fim das viagens, fim das reportagens, fim das coberturas mais aprofundadas, fim do espaço para publicar&#8230; fim! Mas alguém acredita que o mundo está se desinteressando por imagens da sua história cotidiana? Não, né? Então galera, vamos nos reinventar. Sobreviverá quem tiver histórias para contar. Só os amadores temem os amadores. Os profissionais se impõem com ideias, práticas, pesquisa, fôlego. Sim, temos que partir para &#8220;assuntos mais profundos&#8221;, a moça da Gamma fala o óbvio. E que se criem blogs, sites, coletivos, grupos de discussão, bandos do rolê, mídias alternativas&#8230; e depois, naturalmente, as empresas carentes de conteúdo e originalidade virão correndo para nos patrocinar!!!! Vamos inverter o curso das coisas. É um momento de total revisão de paradigmas. E acho fantástico viver nesse momento de turbulência. Quem souber viabilizar sua vontade/necessidade de ser fotógrafo viverá. O Knapp, assim como o Lobão, sempre tem razão: &#8220;Foto Divulgador&#8221; never more!!! E mestre Bittar também: &#8220;sem choradeira, vamos trocar o defunto&#8221;, que definitivamente não é o fotojornalismo, mas o modelo no qual a maioria ainda insiste.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Simbora!</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Espero não incendiar de novo a fogueira das vaidades&#8230; mas se incendiar, melhor!</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Ah! E viva Mario Cravo Neto! Mil vivas a ele!!!&#8221;</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Eder Chiodetto</strong></p>
<p>-</p>
<p>Essas são as considerações de <strong>Éder Chiodetto</strong>, que estão <strong>correndo na internet</strong> hoje.</p>
<p>A história da Gamma foi adiantada pelo Blog do Paraty em Foco no dia 26 de julho de 2009. Um grande <a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/2009/07/a-agencia-gamma-vai-mal-das-pernas/" target="_blank">post de Eduardo Muylaert</a> que atencipou para o Brasil essa questão.</p>
<p>O <a href="http://www.arfoc-sp.org.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=414&amp;Itemid=83" target="_blank">artigo</a> que o Éder publicou sobre a exposição <strong>&#8220;Fotojornalismo 2006 &#8211; Fatos e Histórias do Cotidiano&#8221;</strong>, da ARFOC SP, em 27 de janeiro de 2007,  reverbera até hoje.</p>
<p>O blog do Paraty, por exemplo, é editado por um fotojornalista.</p>
<p>Como funciona isso? O trabalho de Belém no Olha, vê e no Blog do Paraty é fotojornalismo?</p>
<p>Talvez não porque ele quando faz o blog nem sempre fotografa.<br />
Então, hora seria, hora não. Mas há uma função no fotojornalismo extremamente importante, a de edição.</p>
<p>Nos jornais, há excelentes editores que não fotografam. Então, nesse caso, eles não são fotojornalistas? Editar notícias sobre fotografia, sendo um fotojornalista, faz de um blog um trabalho de fotojornalismo?</p>
<p>Quando a fotografia entrou em um veículo de comunicação pela primeira vez, talvez tenha sido para noticiar a existência da própria fotografia.</p>
<p>Hoje em dia nossos jornais e impressos de notícias são, em sua maioria, coloridos. Por quê?<br />
E hoje, mais  ainda, a guerra volta a ser fotografada em P&amp;B, com um tom autoral, &#8220;ficcional&#8221;.</p>
<div id="attachment_1875" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><img class="size-full wp-image-1875" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/paolo_peleg1.jpg" alt="© Paolo Pellegrin" width="580" height="199" /><p class="wp-caption-text">© Paolo Pellegrin</p></div>
<p><strong>Paolo Pellegrin</strong>, por exemplo, considera &#8211; “Eu estou mais interessado em uma fotografia que seja “inacabada” &#8211; uma fotografia que seja sugestiva e possa provocar uma conversação ou um diálogo. Há fotografias que são fechadas, terminadas&#8221;.</p>
<p>Paollo Pellegrin é fotojornalista. Mas o é quando trabalha no Iraque ou na véspera do Oscar, fazendo retratos para Revista do <a href="http://www.nytimes.com/packages/html/magazine/20090205-great-performers/" target="_blank">NY Times </a>e tendo sua fotos pós-poduzidas pela <a href="http://www.10bphotography.com/" target="_blank">10B</a>?</p>
<p>Aliás o <a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/2009/07/francesco-zizola-noorimages-e-a-10b/" target="_blank">CEO da 10B </a>, empresa de pós-produção para o mercado mundial de fotojornalismo, estará no Paraty em Foco.</p>
<p>Muito World Press Photo passa por ali. Magnum, Noor, VII, passam pela 10B. Pelo bom photoshop dos amigos Italianos. Inclusive guerra, tráfico, imigrações clandestinas, África, mortes, posses de presidentes.</p>
<p>Isso é fotojornalismo?</p>
<p>O slogan da 10b é: “You press the button, we do the rest” Já ouvimos isso antes&#8230; Daí fica a questão. O fotojornalismo acabou?</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2009/08/o-fotojornalismo-acabou/' addthis:title='O Fotojornalismo acabou!!!! ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Laróyè!</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 12:54:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cia de Foto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Eder Chiodetto]]></category>
		<category><![CDATA[ensaio]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Mario Cravo Neto]]></category>

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		<description><![CDATA["E a beleza de sua arte, de fato, se explica em boa parte pela criação de um espaço simbólico de celebração de encontros.  Sua fotografia promove de forma singular a junção entre realidades visíveis e as fronteiras do ficcional, entre mito, vida e arte."

Éder Chiodetto, especial para Ilustrada, na Folha de São Paulo de hoje.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2009/08/laroye/' addthis:title='Laróyè! ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1758" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><img class="size-full wp-image-1758" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/Picture-11.jpg" alt="© Mario Cravo Neto" width="580" height="582" /><p class="wp-caption-text">© Mario Cravo Neto</p></div>
<p><strong>Éder Chiodetto</strong>, especial para Ilustrada, na Folha de São Paulo de hoje:</p>
<p>“Um momento de beleza é um momento de encontro” escreveu o artista Mario Cravo Neto, falecido neste último domingo em Salvador, aos 62 anos.  E a beleza de sua arte, de fato, se explica em boa parte pela criação de um espaço simbólico de celebração de encontros.  Sua fotografia promove de forma singular a junção entre realidades visíveis e as fronteiras do ficcional, entre mito, vida e arte. Sua percepção aguçada o levou a perceber, nos gestos cotidianos, manifestações cósmicas onde se podia entrever a origem do universo. O ancestral embutido no banal.<br />
Este caráter metafísico de seu trabalho, não há como negar, foi gestado pelo ambiente artístico e sincrético de Salvador, na Bahia, onde nasceu, foi criado, viveu e, por fim, transformou-se no pano de fundo de sua obra. “Na Bahia encontra-se o que a gente tem carinhosamente em comum e não agressivamente o que tem de diferente“, escreveu nos agradecimentos do livro “Laróyè” (Áries Editora, 2000), sem dúvida, um dos mais belos, importantes e vigorosos livros de fotografia já editado no Brasil. Laróyè é uma saudação em yorubá para o Exú, entidade controversa adorada por Cravo Neto.<br />
Além do cenário, havia a família e seu entorno a contribuir. O escultor Mario Cravo Junior, seu pai, ao saber naquele abril de 1947 que sua mulher estava em trabalho de parto no hospital optou por ficar em casa, de frente para o mar, ouvindo Prélude à l’après – midi d’un faune, de Claude Debussy. Depois levaria seu pequeno “fauno” a conviver com artistas e intelectuais de sua geração como Jorge Amado, Pierre Verger, Carybé e o casal Pietro e Lina Bo Bardi, entre outros tantos.<br />
Trabalhando em paralelo com a escultura e a fotografia desde os 17 anos, Mariozinho, como seria sempre chamado pelos mais íntimos, aprimorou seus estudos após morar em Berlim com o pai e rodar a Europa. Estudou com o fotógrafo Max Jacob e com o pintor modernista italiano Emilio Vedova (1919 – 2006). Em 1968, em Nova York, estudou na Arts Students League.<br />
Num dado momento da carreira percebeu que seria impossível manter em paralelo as atividades de escultor e fotógrafo. Optou pela segunda. “Jorge Amado, assim como outros, gostavam de minhas fotos e diziam que eu devia me dedicar só a ela”, contou.<br />
Um sério acidente de carro em 1975 o deixou com as duas pernas quebradas e sobre uma cama por cerca de um ano, levando-o à fotografia de estúdio. Iniciou assim as séries em preto-e-branco “O Fundo Neutro” e “Meus Personagens”, as mais conhecidas de sua trajetória e que constam nas mais prestigiadas coleções particulares e públicas do mundo como o MoMA (NY), Stedelijk Museum (Amsterdam), Tokyo Institute of Polytechnics, Fundation Cartier (Paris), entre muitas outras.<br />
No contexto da fotografia de arte brasileira Cravo Neto tem uma importância fundamental: foi um dos precursores, senão o primeiro, a ter sua obra valorizada pelo mercado de arte internacional, a introduzir no Brasil a idéia da fotografia como objeto de arte colecionável, a discutir tiragem, qualidade de cópia, etc.<br />
Para além deste aspecto, a obra de Cravo Neto continuará a ser uma chave fundamental para se discutir um tipo de arte que utiliza elementos mínimos para expressar a ancestralidade do homem, seu lugar no universo, a poética que envolve a noção de passado e futuro etc.<br />
Foi assim, por exemplo, que se deu sua incursão no candomblé. Ao fotografar os ícones ritualísticos da religião afro-brasileira, Cravo Neto buscava de forma muito peculiar conectar objetos, pessoas, atmosfera, símbolos e mitos organizados em sua beleza escultórica para celebrar a pulsão de vida da matéria. A morte como parte desta pulsão, um ciclo que não cessa. Com Cravo Neto a fotografia transgrediu códigos e ampliou suas possibilidades de representação. São raros os artistas que conseguem ampliar o repertório da sua arte. E raros artistas não morrem jamais. Laróyè!</p>
<p><strong>Butterflies and Zebras seria nova mostra do artista</strong></p>
<p>Apaixonado nos últimos anos por instalações, projeções e impressões em grandes formatos onde o visitante pudesse “encher os olhos e se arrepiar envolvido pelo ambiente e pelo detalhe ampliado”, Cravo Neto planejava com o curador e amigo Diógenes Moura uma mostra com grandes projeções de suas fotos que deveria ter ocupado o quarto andar da Estação Pinacoteca em maio deste ano e que não ocorreu por falta de patrocínio.<br />
Quatro grandes seqüências fotográficas inéditas realizadas com slides no final da década de 60, em Nova York, deveriam ser projetadas criando uma espécie de sinfonia visual numa narrativa não linear sobre o impacto de viver numa grande metrópole e sobre as suas experiências com o LSD.<br />
Chateado por não ter realizado a mostra em maio, no último email escrito ao curador Cravo Neto pedia para que a exposição ocorresse ainda este ano. “Se vire!”, escreveu. E, feliz, dizia ter finalmente encontrado o título da exposição: “Butterflies and Zebras”. Segundo Moura, a Pinacoteca do Estado pretende manter a mostra em seu calendário para este ano, mas ainda depende da captação de patrocínio. (EC)</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2009/08/laroye/' addthis:title='Laróyè! ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Uma dica do Itaú Cultural</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2009/08/uma-dica-do-itau-cultural/</link>
		<comments>http://paratyemfoco.com/blog/2009/08/uma-dica-do-itau-cultural/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 09 Aug 2009 15:20:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cia de Foto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[A Invenção de um Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Bernard Faucon]]></category>
		<category><![CDATA[Eder Chiodetto]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Itaú Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Joan Fontcuberta]]></category>
		<category><![CDATA[Joël-Peter Witkin]]></category>
		<category><![CDATA[Maison Européenne de la Photographie]]></category>
		<category><![CDATA[Martial Cherrier]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma dica muito legal que Mariana Lacerda, da equipe de comunicação do Itaú Cultural, passou para o Blog. Não percam!<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2009/08/uma-dica-do-itau-cultural/' addthis:title='Uma dica do Itaú Cultural ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1627" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><img class="size-full wp-image-1627" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/Picture-5.jpg" alt="© Bernard Faucon" width="580" height="587" /><p class="wp-caption-text">© Bernard Faucon</p></div>
<p>Uma dica muito legal que <strong>Mariana Lacerda</strong>, da equipe de comunicação do <a href="http://www.itaucultural.org.br/" target="_blank">Itaú Cultural</a>, passou para o Blog:</p>
<p><em>Amigos fotógrafos,</em></p>
<p><em>Não sou fotógrafa, mas tenho especial interesse em entender a imagem enquanto narrativa.</em></p>
<p><em>Daí meu entusiasmo em fazer chegar esta rápida mensagem até vocês.</em></p>
<p><em>Esta semana foi de especial felicidade para mim porque tive o privilégio de participar de algumas das reuniões de preparação para receber no <a href="http://www.itaucultural.org.br/" target="_blank">Itaú Cultural</a>, onde trabalho, a mostra &#8220;<strong>A Invenção de um Mundo</strong>&#8220;, um recorte bem especial da coleção da <a href="http://www.mep-fr.org/default_test_ok.htm" target="_blank">Maison Européenne de la Photographie</a>, em Paris. Ontem, dia 08 de agosto, foram enfim abertas as inscrições para seleção daqueles que desejam participar dos workshops com os artistas convidados: Joan Fontcuberta, Joël-Peter Witkin, Bernard Faucon, Martial Cherrier. As informações detalhadas estão <a href="http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2688&amp;cd_materia=1069&amp;mes=8&amp;ano=2009" target="_blank">aqui</a>!<br />
</em></p>
<p><em>Legal visitar o blog do Paraty em Foco e saber que <a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/2009/07/eder-chiodetto/" target="_blank">Eder Chiodetto</a> é um convidado desse evento.</em></p>
<p><em>É dele também a curadoria tão especial da mostra da Maison no Brasil, que está linda. Parabéns mais uma vez, Eder.</em></p>
<p><em>Mariana</em></p>
<p>&#8212;</p>
<p>Temos que confessar que a Cia de Foto, antes de postar essa dica desse evento, já se candidatou a uma oficina! Ops, usamos de informação privilegiada(rs)</p>
<p>Brincadeiras a parte, vale muito a pena tentar uma vaga em um workshop com esse time : <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Joan_Fontcuberta" target="_blank">Fontcuberta</a>, <a href="http://www.studium.iar.unicamp.br/14/4.html?studium=index.html" target="_blank">Witkin</a>, <a href="http://www.bernardfaucon.net/flash/indexFLASH.htm">Bernard Faucon</a> e <a href="http://www.saatchi-gallery.co.uk/blogon/art_news/martial_cherrier_at_the_maison_europeene_de_la_photographie_paris/1453" target="_blank">Martial Cherrier</a> !</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2009/08/uma-dica-do-itau-cultural/' addthis:title='Uma dica do Itaú Cultural ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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