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	<title>Paraty em Foco &#187; Fernando Rabelo</title>
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		<title>A melhor foto&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 12:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>f508</dc:creator>
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		<description><![CDATA[... segundo seus autores.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/06/a-melhor-foto/' addthis:title='A melhor foto&#8230; ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Há um ano, o f/508 lançou em seu blog a coluna &#8220;<a href="http://www.fotoclubef508.com/blog/?cat=3357" target="_blank">A melhor foto</a>&#8220;, inspirada no jornal inglês The Guardian. Desde então, foram publicadas, sempre às segundas-feiras, dezenas de imagens de fotógrafos brasileiros convidados. A escolha da “melhor foto” (se é que ela existe) é sempre um desafio, dada a subjetividade que a permeia. Completado um ano deste mapeamento, compartilhamos abaixo algumas imagens publicadas ao longo desse período.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/orlando-azevedo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7918" title="orlando azevedo" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/orlando-azevedo.jpg" alt="orlando azevedo" width="500" height="500" /></a><br />
Foto:  Orlando Azevedo</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>Gaiola da liberdade</em></p>
<p style="text-align: justify;">Realizei esta foto em Paranaguá no ano de 1993, em minhas muitas e muitas andanças pelo país, no qual já rodei mais de 90.000km em jeep sempre documentando seu patrimônio humano e natural. A grande magia e alquimia da fotografia é que ela surge para o fotógrafo e para a janela de sua emoção e construção.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao ver esta surreal cena voei para sua pátina<br />
Se abria uma página<br />
Era uma árvore em sua metáfora e nela havia uma gaiola com um canário de terra em sua cela<br />
Selava-se assim a contradição da observação<br />
Voar é com os pássaros<br />
Voar é com a criação<br />
Pulsa, pulsa meu coração<br />
A fotografia é sempre a ressureição da extinção e do movimento e momento que não mais se repetirá</p>
<p style="text-align: justify;">A foto foi realizada com filme 120 TRI-X e executada em pb e cromo. É uma imagem que me divide entre as duas possibilidades, cor ou pb. Gosto de ambas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/orlando2.jpg"><img class="size-full wp-image-7919 aligncenter" title="orlando2" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/orlando2.jpg" alt="orlando2" width="500" height="500" /></a><br />
Foto:  Orlando Azevedo</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje esta imagem integra o acervo do MAM de São Paulo e integra a mostra <a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/?s=Bressonianas&amp;x=0&amp;y=0" target="_blank"><em>Bressonianas</em></a>, além de vários acervos particulares.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/julio-bittencourt.jpg"><img class="size-full wp-image-7924 aligncenter" title="julio bittencourt" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/julio-bittencourt.jpg" alt="julio bittencourt" width="500" height="604" /></a><br />
Foto: Julio Bittencourt</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Há 5 anos venho acompanhando o MSTC (Movimento dos sem-teto do centro) em dois diferentes projetos.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro, que resultou em meu primeiro livro chamado <em>Numa janela do Edifício Prestes Maia 911</em>, foi produzido entre 2006 e 2008, onde retratei  os moradores do conhecido edifício em suas janelas.  Durante a ocupação, que durou de 2002 a 2007, havia um grande número de pessoas – fotógrafos, documentaristas e cineastas – produzindo diversos trabalhos dentro do mesmo espaço e por esse motivo procurei uma outra maneira de retratar aquele simbólico lugar e a especial ligação que tive com aquelas pessoas que resulta em constantes trocas até hoje.</p>
<p style="text-align: justify;">A intenção e resultado final do projeto foi assumidamente construída:  retratar  janela por janela para depois ‘reconstruir’ o edifício de forma arbitrária. Foi de certa forma ‘um jogo’ que propusemos a nós mesmos – fotógrafo e fotografados.  Olhar para janelas, a partir de janelas.</p>
<p style="text-align: justify;">Algo que penso traduzir bem nossa experiência fragmentária com a cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde de 2008 venho produzindo um outro trabalho chamado <em>Cidadão X</em> (vencedor do Conrado Wessel / projeto inédito deste ano) com o próprio MSTC e outros movimentos oriundos dele em diferentes regiões e ocupações pela cidade, cujo resultado deve ser lançado em outro livro ainda ano que vem.</p>
<p style="text-align: justify;">Escolhi essa imagem pois além de viajar o mundo sozinha desde então, não deixou ‘nosso pequeno jogo proposto’ para trás e continua a nos levar com ela – fotógrafo e fotografados.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/anteparo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7930" title="anteparo" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/anteparo.jpg" alt="anteparo" width="500" height="335" /></a><br />
Foto: João Castilho</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Escolhi essa fotografia. Chamo-a de <em>Anteparo</em>. Gosto dela primeiro pela composição. Geométrica, abstrata. Depois o ser humano. Sem rosto, sem identidade. Portanto sem história. Será? De alguma forma, universal. Gosto dela também porque é uma fotografia que não encontrou lugar em nenhum dos meus ensaios. É uma foto sozinha. Destino ingrato nas mãos de um fotógrafo que pensa por ensaios. Tentei colocá-la no Redemunho mas ela não quis entrar. Finalmente acabou encontrando lugar no <a href="http://www.mam.org.br/2008/portugues/clubeFotografia.aspx" target="_blank">Clube da Fotografia do MAM</a>,  pelas mãos do Eder Chiodetto. Talvez até encontre companhia lá.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi feita em Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais. O garoto estava passando com esse objeto vermelho. Pedi para que parasse e para que posasse. Dirigi o uso do objeto e de certa forma o transgredi. Gosto de fazer isso com objetos, inventar novos usos. É o que as crianças fazem. Para elas, por exemplo, ele servia para pegar peixes no rio, para mim se transformou no Anteparo.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/claudio-edinger.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7935" title="claudio edinger" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/claudio-edinger.jpg" alt="claudio edinger" width="400" height="500" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Foto:  Claudio Edinger</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;A melhor foto aqui depende muito do dia, hora, humor, etc… no momento é esta.</p>
<p style="text-align: justify;">Comecei este ano a fotografar o lugar que é a síntese praticamente de tudo o que eu já fiz. Downtown  – LA. O  centro da cidade de Los Angeles tem de tudo um pouco: asilo de doentes mentais, arquitetura de sampa, o Chelsea Hotel, Cuba, China, Japão, e por aí vai.</p>
<p style="text-align: justify;">As fotos que funcionam no meu caso (cada caso é um caso) tem que ter enquadramento, drama e luz funcionando em sintonia fina, como num concerto sinfônico. O violino tem que ajudar o piano, que ajuda os tambores, e assim por diante. O que me interessou em Downtown foi  essa mistura extraordinária da arquitetura mais moderna do planeta com, por exemplo, cenas da América Latina. Em LA, 50% da poulação é latina e 70% dessa população tem problemas emigracionais, por assim dizer.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando eu parei pra pedir informações, a figura da foto foi de uma simpatia  desmedida. Apelidado de Jorge (Ror-rre) “the lion king” (com certeza pela barba abundante) ele me deixou paralisado.</p>
<p style="text-align: justify;">“Posso te fotografar?” perguntei em espanhol.<br />
“Claro” respondeu com um sorriso.</p>
<p style="text-align: justify;">Fui buscar a 4×5 no carro  – o cara nasceu pra ser fotografado com o foco seletivo — e lá mesmo com a luz do depósito de frutas onde ele trabalha, deu-se o ato.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/scavone.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7939" title="scavone" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/scavone.jpg" alt="scavone" width="500" height="505" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Foto: Marcio Scavone</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Publicar a melhor fotografia, é uma decisão, no mínimo fadada ao erro ou arrependimento. Resolvi, entre a minha prole, escolher o primogênito.  Afinal é aquele que você amou por mais tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta imagem feita em Londres em 1975 quando eu era um estudante de fotografia e morava no prosaico bairro de Ealing entre polacos e paquistaneses acena com a descoberta do glamour por traz das coisas.  Acho também que ela marca a formação do meu olhar. Eu tinha o hábito de flanar (este verbo tão cultuado pelos fotógrafos, mistura de vagar e observar) pelas ruas de Londres, Hasselblad nas mãos, a registrar mais as coisas do que as pessoas. Eu era muito jovem e tímido para me aproximar muito de modelos vivos. A turista sofisticada e atemporal surgiu no meu visor aprisionada pelas nuvens e o reflexo de uma cidade na marcha para a modernidade. Aprendi com esta fotografia que a figura humana é a referência, o ponteiro das horas do mundo, se você ousa tentar interpretá-lo.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/c_cravo8.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7943" title="c_cravo8" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/c_cravo8.jpg" alt="c_cravo8" width="335" height="500" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Foto:  Christian Cravo</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Como fotógrafo busco entender o homem através de imagens que se revelam no decorrer do meu caminho. Faço da minha visão um instrumento para contar uma história que é acima de tudo “humana”.  A partir de temas definidos procuro representar o homem numa estrutura iconográfica.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste sentido, vejo o Haiti como a expressão máxima da essência humana. Estamos falando de uma sociedade com características muito particulares, intensamente espiritualizada, repleta de simbologias, onde a falta de pudor do povo se apresenta por meio de elementos de grande pureza.</p>
<p style="text-align: justify;">E é a pureza nas relações do homem na manifestação do seu credo que desperta meu olhar. A amplitude filosófica que podemos traçar a partir da existência humana no Haiti é algo perturbador e incrível.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Jardins do Éden</em> é, no meu entender, o título que melhor representa a singularidade do povo haitiano. Esta idéia nos remete aos primórdios, ao momento em que o homem estava intrinsecamente ligado à natureza e se descobria através dela. Momento este, em que não existia o pecado e os corpos nus habitavam todo e qualquer espaço, pois pertenciam a todos eles. Momentos de prazer profundo do homem em fusão com a natureza e seus elementos. O animismo elevado à máxima potência, realizando desejos, buscando novas esperanças para um povo oriundo da África, que possui em suas raízes relações mágicas com o divino.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/juan-esteves.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7946" title="juan esteves" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/juan-esteves.jpg" alt="juan esteves" width="475" height="320" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Foto:  Juan Esteves</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Henri Cartier-Bresson disse certa vez, comentando sua famosa – e linda – imagem do menino sorrindo que carrega abraçada uma garrafa de vinho, que Robert Doisneau tinha feito outras, semelhantes, muito melhores do que a dele. Também, noutra entrevista, pouco antes de morrer, disse que avaliava ter umas 30 imagens das quais ele se sentia realmente orgulhoso. Considerando que ele  fotografou por mais de 60 anos, temos ai uma média de uma imagem boa a cada 2 anos em seu julgamento. O que nos faz pensar, e muito, na nossa autocrítica, na capacidade que temos de avaliar nossa própria produção.</p>
<p style="text-align: justify;">Às vezes penso que muitas de minhas imagens tiveram soluções melhores através de outros fotógrafos. Também, tenho uma tendência a gostar muito daquilo que não sou capaz de fazer. Algo que não consigo adequar à minha sintaxe sempre me é atraente. Por outro lado o clichê de que “a melhor imagem ainda está por acontecer” me assombra permanentemente, o que, apesar dos quase 25 anos de carreira, me conduz ao mais puro sofrimento quando inicio um processo de edição seja para um ensaio editorial,  para um livro, para uma exposição, ou como agora, para atender ao pedido do f/508.</p>
<p style="text-align: justify;">A melhor imagem para mim é sempre aquela momentânea. Aquela última que fiz e que me deixou, de certo modo, feliz. Pode ser um <em>snapshot </em>das minhas filhas em casa, um retrato produzido em grande formato de um artista plástico ou um escritor muito querido, ou simplesmente aquela que saiu no susto e que me surpreendeu. Esta, do cavalo correndo no final da tarde foi feita agora em julho, quando eu estava chegando com as crianças de férias no sítio.  Um dos animais do vizinho estava correndo livre pelo morro. Foi o tempo de puxar a câmera da bolsa, focar quase sem fotometrar e pegar ali, no susto, aquele movimento.  Em tempos que o tal momento decisivo vem sendo desmistificado, esta se tornou minha melhor fotografia. Outro dia, assim espero, será outra!&#8221;</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/jose_bassit_melhor_foto.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7948" title="jose_bassit_melhor_foto" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/jose_bassit_melhor_foto.jpg" alt="jose_bassit_melhor_foto" width="591" height="399" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Foto:  José Bassit</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Como outros colegas disseram, é dificil escolher a melhor foto, então decidi colocar minha mais recente melhor foto. Ela foi tirada em Dezembro passado, e faz parte de meu novo projeto que é documentar as festas de Iemanjá. Como estou fotografando o trabalho em filme, foi uma agradavel surpresa quando peguei o contato  e no meio da série veio esta pérola. Corri para ver o foco e descobri o movimeto da água batendo no corpo da menina todo coberto  e só a mão para fora com a rosa. Resolvi inclusive colocar a foto na página inicial do meu site, que ficará pronto dentro de algumas semanas*.&#8221;</p>
<p>* O site já está no ar. Acesse-o <a href="http://www.josebassit.com/portugues.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/boris-kossoy.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7951" title="boris kossoy" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/boris-kossoy.jpg" alt="boris kossoy" width="500" height="358" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Foto:  Boris Kossoy</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;É muito difícil para todo aquele que cria a incumbência de ter que escolher, dentre suas obras, a “preferida”, aquela que mais gosta. De qualquer modo, posso me referir a uma fotografia que me emociona sempre, apesar dos quarenta anos que me separam do momento em que a realizei. Trata-se de um de meus primeiros trabalhos da série do realismo fantástico, que desenvolvi a partir do final da década de 1960 em diante e que intitulei de <em>Surpresa na Estrada</em>. Creio que foi com esta foto que descobri para mim mesmo um caminho a ser trilhado nos anos que se seguiram; por essa razão tenho uma especial relação de amor com ela.</p>
<p style="text-align: justify;">O projeto do “fantástico” se refere a algumas imagens nas quais, fatos aparentemente desconexos, convivem num mesmo quadro. Uma construção que busca imprimir a atmosfera de um sonho, a partir de lugares, personagens e elementos reais. Os cenários registrados são partes fundamentais dessa idéia; servem de ambientes ou fundos para a ocorrência do fato. À primeira vista sem importância, vai se transformando num elemento intrigante, desestabilizador em relação ao seu entorno. Tornado perpétuo através da representação aquele simples fato, perdido no meio do nada, vai ganhando peso ao longo de sua própria história. Mas afinal do que se trata? De situações que não vemos, ou não percebemos, assim como uma infinidade de outras que não vimos e não veremos. Situações que, no entanto, ocorrem continuamente, ininterruptamente no nosso cotidiano, situações que configuram mundos paralelos. Devemos perceber essas realidades mágicas que ocorrem no mundo. Devemos buscar essa dimensão que nos escapa. <em>Surpresa na Estrada</em> me mostrou esse caminho.</p>
<p><em>Surpresa na Estrada</em><br />
Autor: Boris Kossoy<br />
Local: Periferia de S.Paulo<br />
Ano: 1970&#8243;</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: justify;">Além dos fotógrafos acima, participaram do projeto: Patrick Grosner, Fernando de Tacca, Fernando Rabelo, Rodrigo F. Pereira, Luiz Achutti, Danilo Siqueira, Guy Veloso, Rinaldo Morelli, André Dusek, Alexandre Wittboldt, Ricardo Teles, Roosevelt Nina, Fernanda Chemale, Andrea Mendes, Thiago Barros, Marcelo Greco, Klaus Mitteldorf, Cia de Foto, Alexandre Belém, Iatã Cannabrava, João Urban, Antônio A. Nepomuceno, Usha Velasco, Clicio Barroso, Patricia Gouvêa, Ricardo Padue, Marcelo Feijó, Alexandre Sequeira, Jorge Bispo, Duda Carvalho, Kitty Paranaguá, Flávio Damm, Ricardo Labastier e Cláudia Jaguaribe.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;">
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/06/a-melhor-foto/' addthis:title='A melhor foto&#8230; ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O fotógrafo brasileiro que abraçou o mundo</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2010/03/o-fotografo-brasileiro-que-abracou-o-mundo/</link>
		<comments>http://paratyemfoco.com/blog/2010/03/o-fotografo-brasileiro-que-abracou-o-mundo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 13:10:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rabelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Fabio Elias]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Rabelo]]></category>
		<category><![CDATA[fotodocumental]]></category>
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		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Fernando Rabelo fala sobre Fabio Elias, que já clicou em mais de 140 países<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/03/o-fotografo-brasileiro-que-abracou-o-mundo/' addthis:title='O fotógrafo brasileiro que abraçou o mundo ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_6629" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/03/Fabio-elias-no-Vietnã-6839.JPG"><img class="size-full wp-image-6629  " src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/03/Fabio-elias-no-Vietnã-6839.JPG" alt="O fotógrafo brasileiro Fabio Elias no Vietnã, 2007." width="580" height="388" /></a><p class="wp-caption-text">O fotógrafo brasileiro Fabio Elias no Vietnã, 2007.</p></div>
<p>O fotógrafo documental <strong>Fabio Elias</strong>, 46 anos, sempre gostou de viajar e descobrir novos destinos. Com apenas quatorze anos realizou sua primeira viagem pela America do Sul acompanhado de sua irmã. Nessa época, Fabio já era um amante da fotografia. Influenciado pela extinta revista Geográfica Universal, que durante anos foi editada pela Editora Bloch, ele resolveu abraçar o mundo. Engenheiro formado, Fabio assumiu a carreira de fotógrafo de maneira definitiva. Realizou vários cursos no exterior, especializado em fotografia documental. Fabio Elias já trabalhou para revistas como Travel In, Geográfica Universal, Manchete, Ecoturismo, Guia Pan Rotas, Horizonte Geográfico, Fotografe Melhor, Photo Magazine entre outras edições.  Em 1999 fundou a empresa Imagens &amp; Aventuras, com intuito de organizar viagens fotográficas a lugares exóticos pelo mundo afora. No ano seguinte montou um sólido calendário que incluía de três a quatro viagens por ano. Esteve em mais de 140 países. Somente na Índia ele esteve dez vezes. Chapada Diamantina (Brasil), Rajastão (Índia), Senegal (África), Machu Picchu (Peru), Rota da Seda (Turquia, China, Uzbequistão e Quirquistão), Patagônia (Argentina e Chilena) e Arches National Park (EUA) são algumas das regiões clicadas pela lente do fotógrafo. No segundo semestre de 2008, em uma das viagens, esteve com mais sete participantes em um dos berços da civilização e durante três semanas, o grupo atravessou desde Istambul, com a magia da antiga Constantinopla, passando por Kusadasi no Mar Mediterrâneo chegando a Capadócia, com sua formação rochosa intrigante e misteriosa, única do planeta.</p>
<div id="attachment_6631" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/03/fabio-elias-Deserto-do-Atacama-2.JPG"><img class="size-full wp-image-6631 " src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/03/fabio-elias-Deserto-do-Atacama-2.JPG" alt="© Foto de Fabio Elias. Excursão fotográfica no Deserto do Atacama. Chile, 2009." width="580" height="385" /></a><p class="wp-caption-text">© Foto de Fabio Elias. Excursão fotográfica no Deserto do Atacama. Chile, 2009.</p></div>
<p>A proposta das viagens fotográficas em grupo segundo Fabio é de congregar as pessoas. “A fotografia tem um poder inigualável de unir os seres humanos, é extremamente prazeroso reunir em torno da fotografia médicos, arquitetos, engenheiros, bancários, entre outros, com formações profissionais completamente distintas”, afirma Fabio. No final de 2009 esteve com um grupo na Índia e depois em Omã e Dubai para pesquisa dos futuros roteiros das expedições a serem realizadas em outubro deste ano. Essas imagens estão atualmente em exposição na escola Imagens &amp; Aventuras, no Rio. Em abril, o fotógrafo partirá em uma expedição solo ao Japão e em seguida para tem programada uma expedição com grupos ao Salar do Uyuni, na Bolívia. Dentre seus projetos estão a finalização de livro um sobre fotografias de aventuras (que deverá ser lançado em maio). Alem disso o fotógrafo tem projetos pessoais como Um Mundo de Sorrisos e Gente fotografando Gente que podem ser conferido em seu site <a href="http://www.fabioelias.com.br">www.fabioelias.com.br</a></p>
<p>Agora se você quer participar com o fotógrafo em alguma expedição veja o site <a href="http://www.imagenseaventuras.com.br">www.imagenseaventuras.com.br</a></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/03/o-fotografo-brasileiro-que-abracou-o-mundo/' addthis:title='O fotógrafo brasileiro que abraçou o mundo ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Cinco perguntas para Guy Veloso</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2010/03/cinco-perguntas-para-guy-veloso/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 13:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rabelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ateliê da Imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Coleção Pirelli-Masp]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Rabelo]]></category>
		<category><![CDATA[FotoAtiva]]></category>
		<category><![CDATA[FotoRio]]></category>
		<category><![CDATA[Guy Veloso]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel Chikaoka]]></category>

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		<description><![CDATA[Fernando Rabelo entrevista o fotógrafo paraense, que está com uma expo em cartaz no Ateliê da Imagem, no Rio.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/03/cinco-perguntas-para-guy-veloso/' addthis:title='Cinco perguntas para Guy Veloso ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-6205 " src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/03/guy-veloso1.jpg" alt="© Foto de Guy Veloso." width="580" height="367" /></p>
<dd>© Foto de Guy Veloso.</dd>
<dd></dd>
<dl></dl>
<p><em>Alquimia</em> é o título da nova individual que <strong>Guy Veloso</strong> inaugurou na última sexta-feira (12.03), no Ateliê da Imagem, no Rio de Janeiro. A curadoria é de <strong>Cláudia Buzzetti e Patrícia Gouveia. </strong> São 21 imagens, todas feitas com máquinas analógicas (Leica) e filmes diapositivos (Provia 400 e Ektachrome 100VS), algo – convenhamos – raríssimo hoje em dia. <strong> </strong> A temática “religiosidade popular brasileira” segue a pesquisa do autor, que já dura 15 anos. Ano passado, parte deste trabalho foi mostrado no Festival FotoRio, com a exposição <em>Entre a fé e a febre: retratos</em>, em preto-e-branco.</p>
<p>Guy Veloso, 40 anos, é um dos expoentes da nova fotografia paraense, considerada uma das mais criativas do país. Membro da Fotoativa, famosa associação fundada em Belém há 25 anos por <strong>Miguel Chikaoka</strong>. Guy Veloso acaba de ser convidado para integrar a Coleção Pirelli-Masp, indicado por seu conterrâneo, o também fotógrafo <strong>Luiz Braga</strong>, representante do Brasil na Bienal de Veneza de 2009.</p>
<p><strong>Há 15 anos você vem desenvolvendo esse projeto com a temática “religiosidade popular brasileira”, como tudo começou?</strong><br />
O interesse começou bem antes. Desde 1989, fotografo a grande procissão do Círio de Nazaré, provavelmente a maior do mundo, com quase dois milhões de pessoas nas ruas de Belém. Mas o interesse se solidificou mesmo com os estudos feitos na segunda metade dos anos 90 no interior do Pará e, especialmente, com o início minhas viagens ao Nordeste – romarias de Juazeiro do Norte (ininterruptas desde 1998 até hoje), Bom Jesus da Lapa (2002 e 2003), Canindé (2002) entre outras.</p>
<p><strong>Aos 40 anos, você é considerado um dos expoentes da nova fotografia paraense, tida como uma das mais criativas do país. Como você vê a ascensão da fotografia paraense no mercado de arte brasileiro?</strong><br />
Sobre mercado de arte não posso falar nada por um simples motivo: não estou dentro dele. Até hoje não tenho galeria me representando e vendo eu mesmo minhas fotos com uma freqüência bem menor do necessário para sustentar meus projetos e viagens.</p>
<p><strong>Além de você, quatro fotógrafos paraenses foram convidados de uma vez só para integrar a Coleção Pirelli-Masp de Fotografia, como isso ocorreu?</strong><br />
Cara, isso foi uma grande alegria. Cinco de uma vez só! E todos da mesma geração, que começaram praticamente juntos. Todos amigos lá da Fotoativa. Foi assim: assim como ano passado, foram convocados representantes regionais para sugerirem nomes à junta de curadores. O paraense Luiz Braga, representante do Brasil na Bienal de Veneza, e contemplado já duas vezes com convite da Pirelli-Masp, foi o escolhido. Ele então selecionou cinco nomes que no entendimento dele mereciam estar na coleção. E para a surpresa minha – e, suponho, de todos – os cinco foram contemplados.</p>
<p><strong>Você é membro da Fotoativa, famosa associação fundada em Belém, há 25 anos, por Miguel Chikaoka. Como funciona essa associação? Como foi seu ingresso na Fotoativa?</strong><br />
Eu já era fotógrafo quando me associei à Fotoativa, em 1999. Fui atraído pelo trabalho voluntário realizado por seus membros, hoje muito conhecido nacionalmente e internacionalmente. A Fotoativa é uma associação sem fins lucrativos, que realiza um trabalho exemplar em Belém. Ali é um celeiro de talentos nas artes visuais. Não se trata de ensinar fotografia, apenas, como todo mundo pensa. É mostrar que outra forma de olhar é possível. É também levar cursos profissionalizantes gratuitos à população mais carente. Realizar anualmente dezenas de eventos culturais na cidade, como exposições, foto-varais, cursos, oficinas, palestras, simpósios etc. Hoje, a associação é &#8220;Ponto de Cultura&#8221; pelo MINC.</p>
<p><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/03/guy-veloso1.jpg"></a><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/03/guy-veloso31.jpg"><img class="size-full wp-image-6310" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/03/guy-veloso31.jpg" alt="Foto: Guy Veloso" width="580" height="387" /></a></p>
<div class="mceTemp">
<dl>
<dt></dt>
<dd>Foto: Guy Veloso</dd>
</dl>
</div>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Quais são as suas expectativas em expor seu trabalho no Rio de Janeiro?</strong><br />
Vai ser minha primeira individual mostrando trabalhos feitos em cor. Em todas as mostras anteriores, tive o controle total sobre as etapas da produção; porém, agora, duas excelentes curadoras, Cláudia Buzzetti e Patrícia Gouveia, escolheram e editaram as fotos por mim. E sem minha interferência. É uma experiência no mínimo diferente, de desapego, de mandar o trabalho para o mundo e largar mão dele. Coincidente, ando lendo textos de budismo vietnamita ultimamente&#8230;</p>
<p><em><strong><em>Alquimia</em> – fotografias de Guy Veloso</strong></em><br />
Até 30.04<br />
<a href="http://www.ateliedaimagem.com.br/index1.php" target="_blank">Ateliê da Imagem</a>: Rua Pasteur, 453, Urca, Rio de Janeiro – RJ<br />
Tel.: +55 21 2541.3314</p>
<p>Cinco perguntas para:<br />
<a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/2010/02/cinco-perguntas-para-marcia-foletto/" target="_blank">Marcia Foletto</a><br />
<a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/2009/12/cinco-perguntas-para-cinthya-soto/" target="_blank">Cinthya Soto</a><br />
<a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/2009/12/o-copan-continua-inspirador-ou-cinco-perguntas-para-inaki-domingo/" target="_blank">Iñaki Domingo</a><br />
<a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/2010/01/link-pef-e-falando-em-sao-paulo/" target="_blank">Sergi Càmara</a></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/03/cinco-perguntas-para-guy-veloso/' addthis:title='Cinco perguntas para Guy Veloso ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Cenários da memória</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2010/03/cenarios-da-memoria/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 12:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rabelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Aliança Francesa de Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Centro Cultural Justiça Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Rabelo]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Schmitt-Prym]]></category>

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		<description><![CDATA[Nova expo de Roberto Schmitt-Prym vai ao Rio e a Porto Alegre.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/03/cenarios-da-memoria/' addthis:title='&#60;em&#62;Cenários da memória&#60;/em&#62; ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5897" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><img class="size-full wp-image-5897" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/02/Roberto-Schmitt-Prym-03.JPG" alt="© Foto de Roberto Schmitt-Prym." width="580" height="419" /><p class="wp-caption-text">© Foto de Roberto Schmitt-Prym.</p></div>
<p>Durante o mês de março, o fotógrafo gaúcho <strong>Roberto Schmitt-Prym</strong> vai apresentar, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre, a exposição intitulada <em>Cenários da Memória</em>, com a curadoria de <strong>Renato Rosa</strong> e textos dos escritores <strong>Charles Kiefer, Luiz Antonio de Assis Brasil e Fabrício</strong> <strong>Carpinejar</strong>. A série é realizada a partir de fotografias analógicas e digitais, mais antigas e algumas recentes, que são sobrepostas e deslocadas. Cada imagem final é composta de 40 a 50 colagens com detalhes transparentes. Roberto Schmitt-Prym se interessou pela fotografia no final dos anos 1980. Realizou sua primeira exposição individual no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.</p>
<p>“Diante da grande arte, não conseguimos manter a passividade. Algo, em nós, se movimenta. E em várias direções, como o obturador de Schmitt-Prym” afirma o escritor Charles Kiefer em seu texto sobre a exposição. “Talvez tudo o que eu tenha escrito seja ciúme do livro. Talvez o que Roberto Schmitt-Prym faça seja por ciúme da fotografia. São colagens que investigam a textura e o olhar, retrabalhando detalhes, impondo movimentos, incorporando digitais nas paisagens como se o dedo girasse com a imponência de uma íris. Igrejas, museus, prédios públicos, há uma interferência testemunhal, cromática, que torna a imagem uma aparição, um vulto fantasmagórico pedindo atenção”, assim escreveu Fabrício Carpinejar.</p>
<p>O escritor Luiz Antonio de Assis Brasil escreveu em seu texto: “para ver os trabalhos de Roberto Schmitt-Prym, necessitamos mais do que o olhar: precisamos, antes de tudo, de silêncio, vagar e calma. Precisamos, depois, certo sentido de recolhimento”. Veja mais fotos <a href="http://www.e-design.com.br/fotografia/">aqui</a>.</p>
<p><strong>Serviço</strong><strong><br />
</strong><em>Cenário da memória</em>, de Roberto Schmitt-Prym<br />
No Rio: de 03.03 a 04.04<br />
<a href="http://www.ccjf.trf2.gov.br/default.htm" target="_blank">Centro Cultural Justiça Federal</a>: Av. Rio Branco, 241, Rio de Janeiro – RJ<br />
Tel.: +55 21 3261-2550<br />
Em Porto Alegre: de 09.03 a 16.04<br />
<a href="http://www.afpoa.com.br/" target="_blank">Aliança Francesa</a>: Rua Doutor Timóteo, 752, Porto Alegre – RS<br />
Tel.: +55 51 3222-6070</p>
<div id="attachment_5899" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><img class="size-full wp-image-5899" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/02/Roberto-Schmitt-Prym-01.JPG" alt="© Foto de Roberto Schmitt-Prym." width="580" height="419" /><p class="wp-caption-text">© Foto de Roberto Schmitt-Prym.</p></div>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/03/cenarios-da-memoria/' addthis:title='&lt;em&gt;Cenários da memória&lt;/em&gt; ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Roberto Schmitt-Prym expõe no Rio</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2010/03/roberto-schmitt-prym-expoe-no-rio/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 03:04:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rabelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Aliança Francesa de Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Centro Cultural Justiça Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Rabelo]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Schmitt-Prym]]></category>

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		<description><![CDATA[ © Fotos de Roberto Schmitt-Prym. Série “Cenários da Memória”.
O fotógrafo gaúcho Roberto Schmitt-Prym inaugura nesta quarta-feira, dia 03 de março, às 19 horas, no Centro Cultural Justiça Federal no Rio, a mostra “Cenários da Memória”, com a curadoria de Renato Rosa e textos de Charles Kiefer, Luiz Antonio de Assis Brasil e Fabrício Carpinejar. Roberto Schmitt-Prym nasceu em 1956, em Panambi, RS. Realizou sua primeira exposição individual no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, em 1990. Participou de mais de 20 exposições individuais em ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/S4yArJAWBaI/AAAAAAAAJkE/v4NSOy7pe0Q/s1600-h/Roberto+Schmitt-Prym1.JPG"><img alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/S4yArJAWBaI/AAAAAAAAJkE/v4NSOy7pe0Q/s320/Roberto+Schmitt-Prym1.JPG" border="0" /></a><a href="http://3.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/S4yAqxx19lI/AAAAAAAAJj8/s7-B6_YukzU/s1600-h/Roberto+Schmitt-Prym3.JPG"><img alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/S4yAqxx19lI/AAAAAAAAJj8/s7-B6_YukzU/s320/Roberto+Schmitt-Prym3.JPG" border="0" /></a><span> © Fotos de Roberto Schmitt-Prym. Série “Cenários da Memória”.</span></p>
<div align="justify">O fotógrafo gaúcho <strong>Roberto Schmitt-Prym</strong> inaugura nesta quarta-feira, dia 03 de março, às 19 horas, no Centro Cultural Justiça Federal no Rio, a mostra “Cenários da Memória”, com a curadoria de Renato Rosa e textos de Charles Kiefer, Luiz Antonio de Assis Brasil e Fabrício Carpinejar. Roberto Schmitt-Prym nasceu em 1956, em Panambi, RS. Realizou sua primeira exposição individual no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, em 1990. Participou de mais de 20 exposições individuais em museus e instituições do Brasil e exposições coletivas em diversos países. A série intitulada “Cenários da Memória” é realizada a partir de fotografias, analógicas ou digitais, mais antigas e algumas recentes, que são sobrepostas e deslocadas. Cada imagem final é composta de 40 a 50 colagens com detalhes transparentes. Centro Cultural Justiça Federal. Av. Rio Branco, 241, Rio de Janeiro, RJ. Abertura: 03 de março de 2010, às 19 horas. De 04 de março a 04 de abril de 2010, de terça-feira a domingo, inclusive nos feriados, das 12 às 19 horas. Veja mais fotos de Roberto Schmitt-Prym <a href="http://www.e-design.com.br/fotografia/">Aqui</a></div>
</div>
<div><img width="1" height="1" src="https://blogger.googleusercontent.com/tracker/228587599448534889-6750845175189382860?l=imagesvisions.blogspot.com" alt="" /></div>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/03/roberto-schmitt-prym-expoe-no-rio/' addthis:title='Roberto Schmitt-Prym expõe no Rio ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Cinco perguntas para Marcia Foletto</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2010/02/cinco-perguntas-para-marcia-foletto/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 13:53:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rabelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ateliê da Imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Diário Catarinense]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Rabelo]]></category>
		<category><![CDATA[jornal O Globo]]></category>
		<category><![CDATA[Marcia Foletto]]></category>

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		<description><![CDATA[O Ateliê da Imagem exibe imagens de Marcia Foletto hoje, às 19h. Fernando Rabelo conversou com a fotojornalista.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/02/cinco-perguntas-para-marcia-foletto/' addthis:title='Cinco perguntas para Marcia Foletto ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp mceIEcenter">
<div id="attachment_5539" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><img class="size-full wp-image-5539" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/Mfoletto04.jpg" alt="© Foto de Marcia Foletto. Exército revista crianças na entrada da favela Santa Marta. Rio de Janeiro, 1994." width="580" height="380" /><p class="wp-caption-text">© Foto de Marcia Foletto. Exército revista crianças na entrada da favela Santa Marta. Rio de Janeiro, 1994.</p></div>
<p style="text-align: left">Hoje, às 19h, o Projeto Sexta-Livre, do <a href="http://www.ateliedaimagem.com.br/index1.php" target="_blank">Ateliê da Imagem</a>, traz a fotojornalista <strong>Marcia Foletto</strong> para conversar com o público e exibir cerca de 150 fotografias de ensaios pessoais, publicados ou não, que mostram o homem na sua luta diária pela sobrevivência. Gaúcha de Santa Maria e radicada no Rio de Janeiro, Marcia trabalha para o jornal O Globo desde 1991. Em 1995, recebeu o Prêmio FINEP de Fotojornalismo por uma foto de crianças sendo revistadas por soldados do Exército, em uma favela carioca. A fotógrafa venceu também o Prêmio CNT de Fotojornalismo duas vezes e participou de várias exposições coletivas e individuais. Leia a seguir uma entrevista com a fotojornalista Marcia Foletto:</p>
<p style="text-align: left"><strong>FR: Nessa projeção você pretende mostrar um panorama dos seus 20 anos de carreira, qual foi o critério de escolha das imagens?</strong><br />
É, 20 anos de carreira são alguns milhares de fotogramas&#8230; Escolhi imagens de acontecimentos importantes neste período e  boas fotografias que marcaram acontecimentos. Vou mostrar uma retrospectiva com o que eu considero mais interessante e também alguns ensaios pessoais que venho desenvolvendo. <strong> </strong></p>
<p style="text-align: left"><strong> </strong><strong>FR: Como você vê essa mudança de paradigma da fotografia do analógico para o digital?</strong><br />
Lembro que quando as primeiras câmeras digitais chegaram na redação eu tentei fugir delas. Me assustava a idéia da fotografia não ter um veículo concreto, paupável como o negativo. Também tinha medo de não conseguir armazenar a produção e perder arquivos com fotos importantes. Coisa do passado. A qualidade da fotografia digital hoje mostra que os negativos eram limitados em alguns aspectos. Hoje temos mais velocidade, capacidade e facilidade de manusear arquivos digitais. A espera angustiante pelo revelação do filme, a fotometragem errada, a economia de material, o fim disso tudo foi positivo para o fotógrafo. De resto, a câmera não mudou, a relação com o que se vai fotografar não mudou e a ética também não mudou.</p>
<p style="text-align: left"><strong>FR: Uma retrospectiva é um momento de rever sua própria trajetória, o que mais te marcou no fotojornalismo?</strong><br />
Uma coisa que fui aprendendo nestes anos todos foi a importância de ficar invisível na cena. Interferir o mínimo possível na imagem, fazer com que sua presença não seja percebida. Quanto menos o fotógrafo for notado, mais interessante e autêntica será a fotografia. Isso nem sempre é possível no trabalho intenso e estressante do jornal, mas é uma busca. Mas é claro que alguns momentos deixam marcas. É impossível não chorar com uma mãe que perdeu o filho ou reagir ao ver uma criança em situação degradante.</p>
<p style="text-align: left"><strong> </strong><strong>FR: Como você vê a situação dos fotojornalistas  hoje no Brasil, mercado de trabalho, salário, etc?</strong><br />
A grande discussão hoje é a atuação dos &#8220;fotógrafos leitores&#8221;. O avanço da tecnologia digital democratizou o acesso as câmeras fotográficas. É difícil encontrar alguém que não tenha uma câmera, nem que seja no celular. Acontece, tem alguém fazendo um clic. Isso é bom por um lado, pois conseguimos imagens de qualquer acontecimento. O mundo inteiro recebeu uma enxurrada de imagens dos atentados ao WTC, inclusive a do primeiro avião batendo na torre. Por outro lado, os jornais e agências já contam com estes &#8220;fotógrafos de ocasião&#8221; e deixam de contratar ou enviar seus profissionais. Às vezes deixam até de publicar uma boa fotografia de alguém da equipe para apenas prestigiar a do leitor. Como consequência, o fotógrafo é desvalorizado, os salários são baixos e é pouco o investimento em equipamentos. É difícil encontrar um caminho neste quadro, mas acho que os fotógrafos devem buscar um trabalho diferenciado e assim como pautas mais elaboradas.</p>
<p style="text-align: left"><strong>FR: Você tem algum projeto em andamento?</strong><br />
Tenho tocado paralelamente ao jornal um projeto já antigo sobre &#8220;filas&#8221; e um outro novo, que estou desenvolvendo em comunidades carentes, sobre o uso diverso, incompleto ou não tradicional dos materiais na construção nas casas.</p>
</div>
<div id="attachment_5533" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><img class="alignnone size-full wp-image-5536" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/Mfoletto032.jpg" alt="helicoptero" width="580" height="410" /><p class="wp-caption-text">© Foto de Marcia Foletto. Helicóptero da polícia é abatido a tiros por traficantes. Rio de Janeiro, 2009.</p></div>
<p>O Ateliê da Imagem fica na Av. Pasteur, 453. Urca, Rio de Janeiro. Telefone: 2541-6930.  Entrada franca.</p>
<p><strong>Cinco perguntas para</strong>:<br />
<a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/2009/12/cinco-perguntas-para-cinthya-soto/" target="_blank">Cinthya Soto</a><br />
<a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/2009/12/o-copan-continua-inspirador-ou-cinco-perguntas-para-inaki-domingo/" target="_blank">Iñaki Domingo</a><br />
<a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/2010/01/link-pef-e-falando-em-sao-paulo/" target="_blank">Sergi Càmara</a></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/02/cinco-perguntas-para-marcia-foletto/' addthis:title='Cinco perguntas para Marcia Foletto ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Sobre o Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 12:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
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		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Rabelo]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
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		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Fotos de Fernando Rabelo entram em cartaz hoje, no Oi Futuro Flamengo.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/01/sobre-o-rio-de-janeiro/' addthis:title='Sobre o Rio de Janeiro ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fernando Rabelo é fotógrafo e um dos integrantes da Blogosfera Fotográfica, com o seu <a href="http://www.imagesvisions.blogspot.com/" target="_blank">Images &amp; Visions</a>. Fernando, que nasceu em Minas Gerais, mora no Rio de Janeiro há dezoito anos e desde então vem desenvolvendo um trabalho sobre a cidade maravilhosa. E o &#8220;sobre&#8221;, aqui, é literal: com uma teleobjetiva, ele clica o Rio, visto do topo de prédios e montanhas.</p>
<div id="attachment_5438" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/Edificio-Atlantico-bussiness-da-torre-rio-sul-para-o-blog-do-Paraty.jpg"><img src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/Edificio-Atlantico-bussiness-da-torre-rio-sul-para-o-blog-do-Paraty.jpg" alt="Foto: Fernando Rabelo" title="Edificio-Atlantico-bussiness-da-torre-rio-sul-para-o-blog-do-Paraty" width="580" height="549" class="size-full wp-image-5438" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Fernando Rabelo</p></div>
<p>O resultado é a série <em>Olhar distante: o Rio através da teleobjetiva</em> que, com curadoria de Pedro Agilson, entra em cartaz a partir de hoje, no Oi Futuro Flamengo, no Rio. Segundo a curadoria, a mostra, que faz parte do dentro do projeto <a href="http://www.oifuturo.org.br/expofoto/" target="_blank">Expofoto</a>, está focada em enfatizar o detalhe, ao invés de expandir a cena.</p>
<div id="attachment_5327" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/rabelo3.jpg"><img class="size-full wp-image-5327" title="rabelo3" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/rabelo3.jpg" alt="Foto: Fernando Rabelo" width="400" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Fernando Rabelo</p></div>
<p><strong>Serviço</strong><br />
<em>Olhar distante: o Rio através da teleobjetiva</em> – fotografias de Fernando Rabelo<br />
De 26.01 a 07.03 de 2010.<br />
Oi Futuro Flamengo (Rua Dois de Dezembro, 63/Nivel 8).<br />
Aberto de terça a domingo, das 11h às 20 horas.<br />
Grátis.</p>
<div id="attachment_5325" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/rabelo1.jpg"><img class="size-full wp-image-5325" title="rabelo1" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/01/rabelo1.jpg" alt="Foto: Fernando Rabelo" width="400" height="567" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Fernando Rabelo</p></div>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/01/sobre-o-rio-de-janeiro/' addthis:title='Sobre o Rio de Janeiro ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>1º Encontro da Blogosfera Fotográfica</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 15:11:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rabelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[1º Encontro da Blogosfera Fotográfica]]></category>
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		<description><![CDATA[O 1º Encontro da Blogosfera Fotográfica aconteceu durante o 5º Paraty em Foco, quando os nove blogueiros envolvidos na cobertura colaborativa do festival se encontraram para uma conversa na Casa de Cultura. <div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2009/10/1%c2%ba-encontro-da-blogosfera-fotografica/' addthis:title='1º Encontro da Blogosfera Fotográfica ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<a href='http://paratyemfoco.com/blog/2009/10/1%c2%ba-encontro-da-blogosfera-fotografica/encontro-da-blogosfera-paraty-set-2009/' title='Encontro da blogosfera  Paraty set 2009'><img width="150" height="150" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/Encontro-da-blogosfera-Paraty-set-2009-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009" title="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009" /></a>
<a href='http://paratyemfoco.com/blog/2009/10/1%c2%ba-encontro-da-blogosfera-fotografica/encontro-da-blogosfera-paraty-set-2009-jpg01/' title='Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg01'><img width="150" height="150" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/Encontro-da-blogosfera-Paraty-set-2009.jpg01-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg01" title="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg01" /></a>
<a href='http://paratyemfoco.com/blog/2009/10/1%c2%ba-encontro-da-blogosfera-fotografica/encontro-da-blogosfera-paraty-set-2009-jpg02/' title='Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg02'><img width="150" height="150" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/Encontro-da-blogosfera-Paraty-set-2009.jpg02-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg02" title="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg02" /></a>
<a href='http://paratyemfoco.com/blog/2009/10/1%c2%ba-encontro-da-blogosfera-fotografica/encontro-da-blogosfera-paraty-set-2009-jpg03/' title='Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg03'><img width="150" height="150" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/Encontro-da-blogosfera-Paraty-set-2009.jpg03-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg03" title="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg03" /></a>
<a href='http://paratyemfoco.com/blog/2009/10/1%c2%ba-encontro-da-blogosfera-fotografica/encontro-da-blogosfera-paraty-set-2009-jpg04/' title='Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg04'><img width="150" height="150" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/Encontro-da-blogosfera-Paraty-set-2009.jpg04-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg04" title="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg04" /></a>
<a href='http://paratyemfoco.com/blog/2009/10/1%c2%ba-encontro-da-blogosfera-fotografica/encontro-da-blogosfera-paraty-set-2009-jpg06/' title='Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg06'><img width="150" height="150" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/Encontro-da-blogosfera-Paraty-set-2009.jpg06-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg06" title="Encontro da blogosfera  Paraty set 2009.jpg06" /></a>

<p><strong>Por Teresa Bastos. Fotografias de Helô Mello.</strong></p>
<p>O 1º Encontro da Blogosfera Fotográfica aconteceu durante o 5º Paraty em Foco, quando os nove blogueiros envolvidos na cobertura colaborativa do festival se encontraram para uma conversa na Casa de Cultura. Participaram: Alexandre Belém, editor do blog <a title="Blog de Alexandre Belém" href="http://olhave.com.br/blog/" target="_blank">Olha, vê</a> e do blog do Paraty em Foco. Fernando Rabelo, do <a title="Blog de Fernando Rabelo" href="http://imagesvisions.blogspot.com/" target="_blank">Images &amp; Visions</a>, Claudio Versiani, do <a title="PicturaPixel" href="http://www.picturapixel.com/" target="_blank">PicturaPixel</a>, Louise Chin e Ig Aronovich, do <a title="Louise Chin &amp; Ignácio Aronovich" href="http://www.lost.art.br/new.htm" target="_blank">Lost.Art</a>, Luciana Cavalcanti, do <a href="http://fotograficaminhamente.blogspot.com/" target="_blank">Fotograficaminhamente</a>, Eduardo Muylaert, do <a title="Eduardo Muylaert" href="http://camera16.blogspot.com/" target="_blank">Camera 16</a>, Clicio Barroso, do <a title="Blog de Clicio Barroso Filho" href="http://clicio.wordpress.com/" target="_blank">Clicio Photo News,</a> Pio, do <a title="Cia de Foto" href="http://ciadefoto.com.br/blog/" target="_blank">Cia de Foto</a> e Leo Caobelli, do <a href="http://garapa.org/" target="_blank">Garapa</a>. O encontro foi apresentado por Iatã Canabrava e mediado por Eduardo Muylaert. Durante a conversa, cada um contou um pouco de sua experiência como blogueiro, o que os levou a produzir blogs, confessaram publicamente o “vício” que está se tornando a atividade e manifestaram a vontade de, mesmo depois de finalizado o festival, da blogosfera se manter coesa e produtiva. Iatã Canabrava sugeriu que se transformem esses três meses de trabalho em espaço aberto, como se fosse um chat e vislumbrou a possibilidade de que todos se unam em alguma iniciativa institucional, virtual ou não. Comentou ainda que nesse período foram feitos  180 posts. O blog trouxe ainda a iniciativa de utilizar o Flickr como uma grande galeria onde mais de três mil trabalhos foram exibidos, dando oportunidade não só para os participantes do evento como para aqueles que não puderam estar presente. O Coordenador do Paraty em Foco apostou nos blogs como mídia divulgadora do evento e comentou que após postagem de entrevistas com os convidados dos workshops, em média 5 horas depois as vagas para as oficinas eram preenchida s. A postagem mais lida alcançou o patamar de quatro mil visitas.</p>
<p><strong>Um pouco da conversa que contou com a participação da platéia:</strong></p>
<p><strong>Alexandre Belém:</strong> Em 74 dias foram 180 posts, mais de 600 comentários. Manter um blog três  meses antes do evento acontecer era um grande desafio.  Difícil é ter um blog com conteúdo e isso foi feito por todos aqui e cada um mantendo sua identidade e cada post. Fui o editor e não me coloquei no poder de aprovar ou não. Acho que o legal do blog é a pessoa escrever o que quer. Eu me coloquei como um “garçom” que ia botar a mesa. Foi editor não na coisa do aprovar ou não, mas de referendar, levar o leme, conduzir o blog. O blog do Paraty ajudou no meu.  Nunca vi um conteúdo fotográfico tão grande.</p>
<p><strong>Clicio:</strong> Postar notícias no blog é quase um vicio e uma atividade não só fotográfica, mas também com palavras.  A lista de discussão, hoje é uma ferramenta ultrapassada, o blog já a superou.</p>
<p><strong>Luciana Cavalcanti:</strong> Não acreditava em blog e um dia fui dormir e sonhei com uma imagem: “fotografe a minha mente”. Gostei, e acabei criando um blog com esse nome, não achando a experiência de blogueiro tão ruim como imaginava.</p>
<p><strong>Iatã Canabrava:</strong> Vejo o Blog como instrumento de comunicação. Dependemos ainda da grande imprensa para a divulgação? E decidimos fazer o teste. Percebemos que depois de uma entrevista divulgada, as vagas eram preenchidas em quatro ou cinco horas.</p>
<p><strong>Louise Chin e Ig Aronovich:</strong> Acho que os blogs já substituíram a grande imprensa há muito tempo na velocidade.</p>
<p><strong>Claudio Versiani:</strong> O PicturaPixel nasceu em 2006, como forma de revista.  Eram cinco matérias, apresentando cinco portfólios. Dava trabalho enorme e era bilíngüe.  Passamos para slide show e desaguou no blog. Não sabia como fazer. O que era um blog? Começou aos pouquinhos e descobrimos que o blog era um grande canal de comunicação. Aparecerem colaboradores e hoje temos dez colaboradores fixos e muitos informais. Chegou ao ponto em que não sei o que fazer, mas ele vai continuar, independente de onde você estiver, você começa em um centro e vai espalhando. Troca de informação. Essa é a grande questão da blogosfera.</p>
<p><strong>Louise Chin e Ig Aronovich:</strong> Acho que os blogs já substituíram a grande imprensa há muito tempo na velocidade.</p>
<p><strong>Alexandre Belém:</strong> Demos noticias em primeira mão, como o fechamento da Agência Gamma, por exemplo. A morte do Mario Cravo Neto também. Tinha gente produzindo de verdade para o blog.  Tive liberdade o tempo inteiro para a edição.</p>
<p><strong>Fernando Rabelo:</strong> O Images&amp;Visions nasceu na busca de informações. Eu queria saber o que estava acontecendo em termos de fotografia, tinha dificuldades em encontrar essas informações na web&#8230;</p>
<p><strong>Leo Caobelli:</strong> Será que o blog pauta a grande imprensa? Mas existe ainda a necessidade da grande reportagem, para dar uma visão geral.</p>
<p><strong>Cláudio Versiani:</strong> No Brasil, a grande imprensa não usa a internet. O profissional de imprensa vê a internet como repositório da própria imprensa e isso tem que mudar. Isso é uma loucura. O editor do The New  York  Times disse que  o papel vai acabar&#8230;.mas a web do The New  York Times vai continuar a existir e continuará sendo a melhor do mundo.</p>
<p><strong>Platéia:</strong> Como começou a idéia do blog do Paraty? E como os “egos” desapareceram?</p>
<p><strong>Clicio:</strong> Acho que a blogosfera começou justamente por causa dos egos, porque queremos mostrar nossas fotos e escrever. O sistema do comentário é fundamental, começamos comentando uns nos blogs dos outros.</p>
<p><strong>Cia de foto:</strong> O mérito dessa blogosfera é não ter a noção exata de quando começou. Isso vem começando há algum tempo. O Iatã estava querendo dinamizar o Paraty em foco.Foi um processo e um encontro. Eu queria esquecer qualquer noção completa como isso começou.</p>
<p><strong>Platéia:</strong> A experiência com os blogs mudou.  Acho ótimo não ter que ver o blog como coisa de “gente carente”.  O fechamento dele foi importante porque a blogosfera aproveitou. A questão do Fotosite é importante, ele  não está  mais atualizado, saiu de cena, mas ele esta vivo.</p>
<p><strong>Alexandre Belém:</strong> Existem outros blogs bem interessantes, como o do Pedro Martinelli, o Fotoclube f508, o Postal para um amigo, entre outros.</p>
<p><strong>Eder Chiodeto:</strong> Fui jornalista da Fotografia. Começo a procurar um espaço para escrever, pois os jornais não tem um critério de notícia. Os blogs são normalmente feitos por quem já esteve na mídia e há a necessidade de suprir o espaço da mídia convencional. O próximo passo seria o amadurecimento. Eu me pergunto se não seria o caso de encontrar caminhos próprios e peculiares?</p>
<p><strong>Alexandre Belém:</strong> É interessante observar a partir de agora as vocações dos blogs. Quando quero ver notícias vou direto no blog do Fernando Rabelo. Estamos buscando uma vocação e identidade para cada blog. E que eles não se tornem uma salada fotográfica. A princípio o que se espera é que vai existir conteúdo que possa subsistir fora do festival. Desafio para que esse blog seja vivo.</p>
<p><strong>Platéia:</strong> Quando estava trabalhando Fotosite, fizemos uma vez uma pesquisa sobre o que o leitor desejava.  A resposta mais freqüente era agilidade do texto e da notícia e que as informações internacionais fossem traduzidas. Isso é o ficou claro do que o leitor queria através de pesquisa feita. Outra coisa, a formatação do conteúdo do texto. No inicio pensávamos que o leitor de internet não lia tanto. E estamos vendo que isso não é verdade. O leitor gosta de ler noticias grandes. Como você tem espaço e ele sobra, você tem capacidade de oferecer mais conteúdo.</p>
<p><strong>Fernando Rabelo:</strong> Atualizar o conteúdo todos os dias é quase uma cachaça. Às vezes acordo às 4 da manhã preocupado com a minha próxima postagem.</p>
<p><strong>Louise:</strong> A gente fazia blog antes de existirem outros. Acho que na verdade a gente não acorda às 4 da manhã, acho que ninguém dorme. (risos)</p>
<p><strong>Platéia:</strong> O blog tem a coisa da paixão, mas tem a coisa de criar uma comunidade e que vai ficando cada vez mais unida a partir da fotografia. Como vocês cultivam essa interação?</p>
<p><strong>Clicio: </strong>O grande lance dos blogs é essa interação direta, a coisa do vaivém. Tem a formação de você dar muito e não esperar receber nada em troca. E isso volta para você em termos de comentários. A troca sempre acontece, mesmo sem você esperar por ela.</p>
<p><strong>Eduardo Muylaert:</strong> Ninguém tem falado mal do outro&#8230;</p>
<p><strong>Claudio Versiani:</strong> Temos o grande oráculo que é o Google. Creditar a fonte e dar o link cria a cumplicidade e respeito pelo outro. Não reeditar os erros da grande imprensa. Dar o link é fundamental e se exime de roubar a notícia.</p>
<p><strong>Juan Esteves:</strong> Alguns blogs ainda estão dando Control V e Control B, reproduzindo o conteúdo sem ter a preocupação de dar o crédito.</p>
<p><strong>Luciana Cavalcanti:</strong> O blog para mim era uma forma de fazer contato. Queria encontrar coisas diferentes na WEB. Coisas do interior do Ceará, por exemplo. Coisas que ninguém via. Divulgar o trabalho dos outros, também era uma preocupação importante para mim. Qual a pesquisa que está sendo divulgada sobre fotografia. etc.</p>
<p><strong>Clicio:</strong> A idéia já esta feita, só espero que isso cresça.</p>
<p><strong>Ig Aronovich:</strong> Pessoas com olhares diferentes fazendo curadorias no próprio site. A experiência é fantástica e sem volta. O coletivo é o final, não tem jeito.</p>
<p><strong>Leo Caobelli: </strong>A proposta já nasce com a idéia de que tem que continuar. Como as pessoas vão contribuir? E que possa cada vez mais crescer. Podemos fazer eventos virtuais.</p>
<p><strong>Clicio:</strong> Gostei muito de fazer as entrevistas.</p>
<p><strong>Iatã Canabrava:</strong> O evento foi aglutinador e a idéia é continuar com essa aglutinação. Uma das possibilidades é o Fórum Latino Americano de Fotografia, idéia de crescer e se tornar internacional.</p>
<p><strong>Nair Benedicto:</strong> A idéia dos blogs é muito interessante, mas a que horas vocês fazem amor? (risos na platéia)</p>
<p><strong>Eduardo Muylaert:</strong> Para finalizar, dizemos que fazer amor ainda é a coisa mais gostosa que fazemos, depois de fazer o blog!</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2009/10/1%c2%ba-encontro-da-blogosfera-fotografica/' addthis:title='1º Encontro da Blogosfera Fotográfica ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista &#124; Claudio Feijó</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 12:17:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rabelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[5º Festival Internacional de Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Claudio Feijó]]></category>
		<category><![CDATA[Descondicionamento do Olhar]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Rabelo]]></category>
		<category><![CDATA[Paraty em Foco]]></category>
		<category><![CDATA[Teresa bastos]]></category>

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		<description><![CDATA[O fotógrafo Fernando Rabelo e a professora de fotografia da ECO/UFRJ Teresa Bastos entrevistaram Claudio Feijó que ministrará o workshop “Descondicionamento do Olhar”.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2009/09/claudio-feijo/' addthis:title='Entrevista &#124; Claudio Feijó ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2956" class="wp-caption aligncenter" style="width: 525px"><img class="size-full wp-image-2956" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/09/claudio-feijo-oficina.jpg" alt=" O workshop “Descondicionamento do Olhar”, de Claudio Feijó. " width="515" height="392" /><p class="wp-caption-text">O workshop “Descondicionamento do Olhar”, de Claudio Feijó. </p></div>
<p style="text-align: justify">O <strong>5º Festival Internacional de Fotografia de Paraty</strong> recebe no sábado, dia (26/09), o workshop <a href="http://www.paratyemfoco.com/workshops#claudiofeijo" target="_blank"><strong>“Descondicionamento do Olhar”</strong></a>, de <strong>Claudio Feijó</strong>. Realizado com sucesso há muitos anos, busca desenvolver o olhar do participante, ampliando o seu repertório de produção e leitura da imagem. Exercita as diferentes formas de “olhar, ver e enxergar”, refletindo sobre as diferentes possibilidades numa abordagem fotográfica. A proposta é discutir a relação do fotógrafo com o seu processo criativo, instigar os participantes a conhecerem-se mais profundamente através da leitura simbólica que a linguagem visual proporciona.</p>
<div id="attachment_2959" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-2964" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/09/claudio-feijo-rosto21-150x150.jpg" alt="claudio feijo rosto2" width="150" height="150" /><p class="wp-caption-text">Claudio Feijó</p></div>
<p> </p>
<p>O fotógrafo <strong>Fernando Rabelo</strong> e a professora de fotografia da ECO/UFRJ <strong>Teresa Bastos</strong> entrevistaram <strong>Claudio Feijó</strong>.</p>
<p><strong>O workshop que você vai oferecer no Paraty em foco é fruto do trabalho que vem desenvolvendo há quase 20 anos para os mais variados públicos. Qual a relevância dele especificamente para quem trabalha com fotografia?</strong></p>
<p>Somos criativos… mas muitas vezes caímos no criativo automatizado, isto já não é mais ser criativo. Ser criativo é descobrir-se a todo momento – é estar presente. A fotografia, como meio nos permite expressar o que não temos claro para nós mesmos. Muitas pessoas se equivocam ao tentar, através de um rigoroso domínio técnico, expressar seus pensamentos, com a suposição de levar o recado o mundo. Esse posicionamento exclui o outro, espera que ele faça um papel de um mero observador – sem opinião ou repertório. O criativo fotografa e tem os limites do seu conhecimento técnico e do seu equipamento os co-autores do seu trabalho. O observador também é um co-autor de nossos trabalhos.</p>
<p><strong>Às vezes vemos as coisas, mas não as enxergamos. Como desenvolver essa capacidade perceptiva de olhar e realmente ver?</strong></p>
<p>O trabalho do Descondicionamento do Olhar não contempla somente o olhar… esta é a nossa metáfora. Não se faz uma foto expressiva que tenha saído somente de um olhar, atento ou não. É preciso fotografar por completo, é preciso estar impregnado com tudo que está a nossa volta. Somos seres em desenvolvimento, nunca estaremos prontos. Somos criaturas-criadoras e não o Criador.</p>
<p><strong>Estamos vivendo hoje numa sociedade cada vez mais midiática e simulada em que não só concebemos o mundo com imagens, mas nos metamorfoseamos em imagens. Essa “realidade” de certa forma não promove uma interação entre as pessoas. Na sua opinião, como tentar resgatar essa conexão de proximidade entre os indivíduos justamente a partir da fotografia?</strong></p>
<p>Essa questão que vocês colocam é fundamental. A idéia pré-socrática da Essência X Aparência está ai… nosso mundo está virando uma imagem dele mesmo e, dentro disso estamos perdidos – o que na verdade: não aparentamos ser, somos! Nossa sociedade se encantou com o espelho – narcisou-se. E o mal do Narciso é que ele, quando olha para o espelho (lago), não fica apaixonado por si mesmo (aqui poderíamos dizer que se formaria a idéia de amor próprio) e sim pela sua imagem. Estamos doentes. Mas como tudo, eu como ser esperançoso, acho que podemos, ainda, ter cura. Cabe aqui dizer que estamos caminhando para um fenômeno curioso… as fotografias é que nos fotografarão. É o espelho olhando para o Narciso. Pense nessa idéia.</p>
<p><strong>Com a grande acessibilidade à fotografia a partir do processo digital a valorização do fotógrafo está sendo ameaçada, mas o “olhar” dele ainda é percebido e diferenciado. Você acredita que essa prerrogativa prevalecerá no futuro? E como desenvolver um olhar?</strong></p>
<p>Gostaria que o leitor desse artigo pensasse qual é a diferença de um escrivão para um escritor. Penso que esse exemplo responde bem a questão. E em segundo lugar, o desenvolvimento do olhar é o desenvolvimento do ser… as técnicas são simples: leia, ouça músicas, desenhe, pule, converse, beije e ame bastante. Ou para complementar dê-se o presente de fazer a oficina do Descondicionamento do Olhar.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img class="size-full wp-image-3002  aligncenter" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/09/1_Cristian_indigo01.jpg" alt="" width="170" height="320" /></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #888888">Fotos: Claudio Feijó</span></p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img class="size-full wp-image-3004  aligncenter" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/09/duasMulhres_baixa.jpg" alt="" width="320" height="231" /></p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img class="size-full wp-image-3005  aligncenter" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2009/09/mergulho_prece01.jpg" alt="" width="320" height="159" /></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2009/09/claudio-feijo/' addthis:title='Entrevista | Claudio Feijó ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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