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	<title>Paraty em Foco &#187; Juan Esteves</title>
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	<description>Blog de Fotografia</description>
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		<title>Vreeland e Chanel, a era da fotografia {por Juan Esteves}</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 17:24:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[coco chanel]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Esteves]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais que um fio condutor recorrente, a fotografia é sempre a protagonista das afinidades eletivas, caso de duas publicações importantes na compreensão da imagem do século XX: Glamour, de Diana Vreeland, e A era Chanel, de Edmonde Charles-Roux. Ambas são edições especiais que a editora Cosac Naify colocou no mercado em novembro de 2011, trazendo, em conjunto, mais de 600 imagens...<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2012/02/vreeland-e-chanel-a-era-da-fotografia-por-juan-esteves/' addthis:title='Vreeland e Chanel, a era da fotografia {por Juan Esteves} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Mais que um fio condutor recorrente, a fotografia é sempre a protagonista das afinidades eletivas, caso de duas publicações importantes na compreensão da imagem do século XX: <em>Glamour</em>, de Diana Vreeland, e <em>A era Chanel,</em> de Edmonde Charles-Roux. Ambas são edições especiais que a editora Cosac Naify colocou no mercado em novembro de 2011, trazendo, em conjunto, mais de 600 imagens.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/livro-GLAMOUR-Greta-Garbo-em-ferias-1932-©-The-Estate-of-Martin-Munkacsi-Courtesy-Howard-Greenberg-Gallery-NYC.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-20058" title="P033" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/livro-GLAMOUR-Greta-Garbo-em-ferias-1932-©-The-Estate-of-Martin-Munkacsi-Courtesy-Howard-Greenberg-Gallery-NYC.jpg" alt="" width="502" height="580" /><br />
</a><em>Livro </em>Glamour,<em> Greta Garbo em ferias, 1932 © The Estate of Martin Munkacsi, Courtesy Howard Greenberg Gallery, NYC</em></p>
<p style="text-align: justify;">Diana Vreeland (1906-1989) foi a verdadeira essência do meio editorial que consagraria grandes fotógrafos como Richard Avedon e David Bayley entre outros. Foi colunista e editora de moda da Harper&#8217;s Bazaar por 25 anos, editora chefe da Vogue e curadora do Metropolitan Museum of Art&#8217;s Costume Institute. Coco Chanel (1883-1971) parafraseando o título, tornou-se mais do que uma estilista, batizando toda uma época, na qual a fotografia surgiu como elemento fundamental.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/LIVRO-GLAMOUR-AUDREY-HEPBURN-POR-CECIL-BEATON-DECADA-DE-1950.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-20057" title="P197" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/LIVRO-GLAMOUR-AUDREY-HEPBURN-POR-CECIL-BEATON-DECADA-DE-1950.jpg" alt="" width="405" height="580" /></a> <em>Livro Glamour, Audrey Hepburn por Cecil Beaton, década de 1950 </em></p>
<p style="text-align: justify;">Com diferentes conteúdos, os livros são compilações de caráter antropológico em seus parentescos, leituras priviligiadas do desenvolvimento da sociedade paralela ao crescimento da fotografia. O fluxo narrativo e imagético de ambos é prazeroso, apesar das duas merecerem reproduções melhores. Mesmo com papel de qualidade, e impressão impecável, temos a sensação de que uma boa parte das imagens são reproduções, principalmente em <em>Glamour</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas <em>Glamour</em> tem uma vantagem: seu texto é diretamente ligado a fotografia. São as memórias e comentários de Vreeland, suas impressões sobre imagens e suas funções. Na seleção, entre outros estão Barão de Meyer, Edward Steichen, Lartigue, Cecil Beaton e Horst P.Horst, que dominaram o cenário até meados do século XX, seguidos por Richard Avedon e Irving Penn que posteriormente reinaram quase absolutos. Pérolas como (&#8230;) &#8220;Ele nunca se preocupa com a técnica. Sempre trabalhava como um<em> amateur </em>- no sentido fancês da palavra- que é a única maneira que conheço de trabalhar&#8221; (sobre Beaton), são cativantes.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/LIVRO-ERA-CHANEL-COCO-CHANEL-POR-LIPNITIZKI-1936.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-20056" title="LIVRO ERA CHANEL COCO CHANEL POR LIPNITIZKI 1936" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/LIVRO-ERA-CHANEL-COCO-CHANEL-POR-LIPNITIZKI-1936.jpg" alt="" width="481" height="580" /></a><br />
<em>Livro Era Coco Chanel por Lipnitizki, 1936</em></p>
<p style="text-align: justify;">Em <em>A era Chanel</em>, a seleção é voltada para a estilista, no entanto a autora mapeia com erudição imagens icônicas que expressam bem o que foi esse tempo, na arquitetura, nos costumes sociais, indo de imagens como a invasão nazista em Paris, às cenas de teatro. Na evolução da lenda Chanel, as transformações físicas tanto da estilista quanto de uma geração toda de modelos, cuja ruptura estética seria iniciada pela década de 1960. Entre os grandes fotógrafos, George Hoyningen Huene, David Seymor, Henri Cartier-Bresson e Robert Doisneau.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>*Publicado originalmente na revista Select, edição nº3 dez/janeiro 2012</em></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2012/02/vreeland-e-chanel-a-era-da-fotografia-por-juan-esteves/' addthis:title='Vreeland e Chanel, a era da fotografia {por Juan Esteves} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Martinelli, Pedro {por Juan Esteves}</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 11:57:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[fotolivro]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Esteves]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Martinelli]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Linsker]]></category>
		<category><![CDATA[terra virgem]]></category>

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		<description><![CDATA[O que poderíamos esperar de um livro que reúne um fotógrafo celebradíssimo e uma grande editora pioneira em fotolivros? No mínimo, aquele livrão pesado, sonho de muito neófito que mal sabe o que é um diafragma. Mas, do encontro de Pedro Martinelli e a Terra Virgem surgiu, desta vez, um pequeno volume, um pocket! Paradoxalmente, é talvez publicação mais diversificada sobre um dos fotógrafos brasileiros mais importantes. Martinelli, Pedro, faz parte da Coleção Viajantes que já trouxe Cássio Vasconcellos e Pierre Verger...<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/12/martinelli-pedro-por-juan-esteves/' addthis:title='Martinelli, Pedro {por Juan Esteves} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O que poderíamos esperar de um livro que reúne um fotógrafo celebradíssimo e uma grande editora pioneira em fotolivros? No mínimo, aquele livrão pesado, sonho de muito neófito que mal sabe o que é um diafragma. Mas, do encontro de Pedro Martinelli e a <a href="http://rpcfb.com.br/realizadores/terra-virgem-editora-e-producoes-culturais-ltda/" target="_blank">Terra Virgem</a> surgiu, desta vez, um pequeno volume, um pocket! Paradoxalmente, é talvez publicação mais diversificada sobre um dos fotógrafos brasileiros mais importantes. <em>Martinelli, Pedro</em>, faz parte da Coleção Viajantes que já trouxe Cássio Vasconcellos e Pierre Verger.</p>
<p style="text-align: justify;">Martinelli já havia publicado o belo <em>Amazônia, O Povo das Águas</em> (2000) e participado da série <em>Cuidados pela Vida</em>, da mesma editora, contudo, não se enganem pelo tamanho, pois não é tão simples assim. O pequeno livro além de resumir uma carreira de grandes momentos, traz tam uma tiragem especial, com uma imagem assinada do autor. É uma tendência do mercado livreiro que já algumas décadas surgiu na Europa e Estados Unidos, e que nos últimos anos vem crescendo no Brasil. Mas, se você não pode bancar esse luxo, há mais duas versões acessíveis: uma numerada, somente com o livro autografado e outra mais normal, simplesmente um livro. Um belo livro!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/expo_pedro_martinelli_02-640x430.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19912" title="expo_pedro_martinelli_02-640x430" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/expo_pedro_martinelli_02-640x430.jpg" alt="" width="600" height="403" /><br />
</a><em>© Pedro Martinelli</em></p>
<p style="text-align: justify;">Bem acabado, e montado em capa dura, esta difere dos pockets mais normais. Inclusive porque nela está uma das imagens ícones desse grande fotojornalista: o finado estádio palmeirense, no Parque Antártica e sua torcida na arquibancada. O “grande” aqui não é figura de retórica, Martinelli entre os amigos é conhecido por Pedrão, devido ao tamanho e aparência nórdica, apesar de ter nascido na prosaica Santo André, no ABC paulista.</p>
<p style="text-align: justify;">Martinelli descreve a foto da capa nas guardas da publicação: “Eu vi a foto, como todos os fotógrafos que estavam naquela tarde no Parque Antártica viram. Mas queria todo mundo sentado, como se os torcedores estivessem posando para mim, sem nenhuma bandeira, muito menos um sorveteiro com o isopor nas costas passando no meu visor (&#8230;)”.  Sim, todos fotógrafos viram, mas&#8230;só ele, Pedro Martinelli,  fez!</p>
<p style="text-align: justify;">A frase “Só ele fez” é recorrente no meio jornalístico, assim como a outra “Só eu fiz” assombra qualquer repórter fotográfico apaixonado pela profissão. Portanto a capa se reveste de significados. O mais importante deles, é que podemos dizer que uma única imagem é também uma síntese. A essência de uma carreira em andamento que já está coroada pelo êxito, que frequenta o cânone tanto quanto as histórias contadas pelo seu autor.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/Parque+Antartica_SP_1971_Pedro+Martinelli_LEVE.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19913" title="Parque+Antartica_SP_1971_Pedro+Martinelli_LEVE" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/Parque+Antartica_SP_1971_Pedro+Martinelli_LEVE.jpg" alt="" width="394" height="498" /><br />
</a>Parque Antártica (1971)<em> © Pedro Martinelli</em></p>
<p style="text-align: justify;">Martinelli nasceu em 1950,  ano em que o estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, foi oficialmente inaugurado para a Copa do Mundo, a primeira depois de 12 anos de jejum por conta da II Guerra, e aquela em que Ghiggia, atacante uruguaio acabou com a alegria brasileira. Aos 17 anos começou sua carreira na sucursal da Gazeta Esportiva, em sua cidade natal. Passou pelo Última Hora e  O Globo, no Rio de Janeiro, trabalhou para o governo do estado de São Paulo e desembarcou na Editora Abril em 1977, onde fotografou para Veja até 1983 e foi diretor dos serviços fotográficos no conjunto de revistas até 1994.</p>
<p style="text-align: justify;">Descrever a multiplicidade técnica de Martinelli é recriar um manual de fotografia. Das grandes reportagens como a dos índios Kranhacãrore (a última imagem do livro) feita para o O Globo, de 1973 (a primeira imagem a registrar essa etnia), até nús antológicos, como da modelo Cristina Mortágua, da revista Playboy de 1992, o fotógrafo faz um passeio com qualquer formato de equipamento. Bem, para aqueles que esperam encontrar essa última modalidade de imagem, uma má notícia: o curador da edição, o fotógrafo Roberto Linsker,  proprietário da editora, só selecionou uma imagem feminina. Uma  imagem sensual, em preto e branco, feito em Paris, sem identificação da modelo.</p>
<p style="text-align: justify;">Linsker acerta numa seleção significativa da obra de Martinelli. Lá estão as imagens da Amazônia, assunto de 3 grandes livros autorais do fotógrafo (GenteXMato, Ed.Jaraqui,2008), Mulheres da Amazônia, ( Ed. Jaraqui, 2004), Amazônia o Povo das Águas (<a href="http://rpcfb.com.br/realizadores/terra-virgem-editora-e-producoes-culturais-ltda/" target="_blank">Ed.Terra Virgem</a>, 2000).</p>
<p style="text-align: justify;">Há alguns anos o fotógrafo divide sua vida entre São Paulo e um grande barco no rio Amazonas. Jaraqui (editora de Martinelli) é o nome de um popular peixe da região que o fotógrafo tem a fama de prepará-lo bem em sua cozinha. Aliás, cozinha e fotografia andam lado a lado com ele. Assim, como é capaz de contar histórias de reportagens por muito tempo, “Pedrão” também pode argumentar sobre uma receita por horas, crédito da herança italiana.</p>
<p style="text-align: justify;">A direção de arte, também de Linsker, é construtiva e argumentativa da trajetória do fotógrafo, mesclando com elegância a cor com o preto e branco, mas as vezes escorrega na vulgaridade de prismar certas imagens, como o avião Electra que desce em Congonhas, em 1991, na página da esquerda em contraposição ao pescador que atira o arpão no lago Paroá, AM, em sua direção, na página da direita. Momentos também de falta de sensiblidade – ou puro mau gosto – de juntar um mergulhador na charmosa Acapulco, no México, de 1977, com um mergulho suicida no dramático incêndio do Edificio Joelma, no centro de São Paulo, em 1974.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/Pedro+Martinelli+3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-19914" title="Pedro+Martinelli+(3)" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/Pedro+Martinelli+3.jpg" alt="" width="272" height="400" /><br />
</a><em>© Pedro Martinelli</em></p>
<p style="text-align: justify;">Na política, o range de Martinelli passa por Paulo Maluf em 1977 e vai a Lula, de 1978, não deixando de ser irônico em uma sequência de 3 imagens do Xavante Mário Juruna, que se tornou deputado federal com o bordão de gravar o que seus colegas falavam. Igualmente, a diversidade do fotojornalista está nas leituras da Amazônia que  se completam em delicadeza e contundência.</p>
<p style="text-align: justify;">A edição limitada, é feita com uma capa de tecido especial e conta com apenas 100 exemplares, sendo que as exclusivas primeiras 20 edições numeradas, são acondicionadas numa caixa de madeira, criada pelo artista goiano Roque Pereira e vem com uma cópia fotográfica de 55X44 cm, numerada e assinada por Martinelli. Os demais 80 exemplares, também são assinados pelo autor. A fotografia escolhida, feita em 1971, no Parque Antártica, foi impressa em Ink Jet, sobre papel alemão Hahnemulle Classic Velour de 290g, exclusivamente para essa edição (contatos <a href="http://www.terravirgem.com.br">www.terravirgem.com.br</a>).</p>
<p style="text-align: justify;"><em>*Texto originalmente publicado na revista Fotografe Melhor de dezembro de 2011 e editado pelo autor para o blog do Paraty em Foco.</em></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/12/martinelli-pedro-por-juan-esteves/' addthis:title='Martinelli, Pedro {por Juan Esteves} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>40 anos de Stones! {por Juan Esteves}</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2011/09/40-anos-de-stones-por-juan-esteves/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 01:33:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Esteves]]></category>
		<category><![CDATA[rolling stones]]></category>

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		<description><![CDATA["Assim como outros livros que também mostram as mudanças dos costumes da sociedade, fica patente o que aconteceu com o conceito de celebridade, com a idéia do politicamente correto e a exacerbação do culto hedonista promovido pela industria musical pop. Um abismo separa os anos 1960 da primeira década do século 21 e as fotografias deste livro refletem isso com clareza ao contrapor diferentes situações imagéticas."<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/09/40-anos-de-stones-por-juan-esteves/' addthis:title='40 anos de Stones! {por Juan Esteves} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Keith Richards: “Sempre me senti absolutamente abençoado. Nunca tive que dizer “Sim, Senhor” desde que saí da escola e as pessoas ainda pagam para eu fazer o que eu faço. Às vezes você sente como se tivessem lhe dado permissão de viver a vida que todo mundo queria viver ou pelo acha que queria viver se pudesse, e ainda pagam uma quantidade incomum de dinheiro para fazer isso.” O depoimento do guitarrista define bem o caráter do livro “According to the Rollings Stones” e parece dizer: Sim, eles acreditaram em nós, por mais incrível que isso possa parecer!</p>
<p style="text-align: justify;">Mais recente livro sobre a famosa banda inglesa, lançado no Brasil pela Cosac Naify em junho deste ano, a partir da edição inglesa publicada em 2003, o volume fartamente ilustrado com fotografias foi organizado por Dora Loewenstein &#8211; empresária e filha do gerente financeiro da banda, príncipe Rupert Loewenstein &#8211; que convive com os Stones desde que nasceu; e Philip Dodd, escritor e editor especializado em música. A dupla já havia editado <em>The Roling Stones: A life on the road</em> (Studio, 1998), um clássico do gênero.</p>
<div id="attachment_18915" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Pag-58-creditos-a-Mark-Hayward-e-Philip-Townsend.jpg"><img class="size-full wp-image-18915" title="pag18_2_10" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Pag-58-creditos-a-Mark-Hayward-e-Philip-Townsend.jpg" alt="" width="580" height="861" /></a><p class="wp-caption-text">Página 58 :: créditos a Mark Hayward e Philip Townsend</p></div>
<p style="text-align: justify;">A edição conta em mais de 300 imagens um percurso de mais de 40 anos, através dos depoimentos da sua formação atual: Mick Jagger, Keith Richards, Ronnie Woods e Charlie Watts, este último também no papel de consultor editorial dos organizadores. Além das imagens que traduzem a cronologia dos músicos, ensaios escritos pelo fotógrafo inglês e ícone dos anos 1960, David Bayley; dos músicos  Sheryl Crow e Peter Wolf; do artista plástico Cristopher Gibbs, entre outros que conviveram e trabalharam com a banda.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você não sabia nada ou pouca coisa sobre os Rolling Stones (o nome vem da canção do bluesman americano Muddy Waters), o livro cai como uma bíblia. Mostra as diferentes formações que a banda já teve, incluindo imagens dos músicos Brian Jones e Bill Wyman, e, bem de acordo com a egotrip geral, traz muitas imagens dos principais: Richards e Jagger, desde  crianças, adolescentes imberbes até chegarem ao modelo atual: junks sessentões enrugados.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre respeitados fotógrafos &#8211; de cena e de estúdio &#8211; que os registraram em película estão David Bailey, Terry O’Neill, Val Wilmer, Mario Testino, Gered Mankowitz, Anton Corbijn, Norman Sieff, Mark Seliger e Lyn Goldsmith, mais uma trupe de primeira que garante a maior parte das boas imagens. A lista de créditos é enorme, e infelizmente, estes não estão ao lado das fotografias e sim em letras muito minúsculas espremidas numa única página. Uma ausência importante é sentida: a fotógrafa americana Annie Leibovitz que em seu início de carreira documentou várias trips da banda nos anos 1970 e criou registros antológicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Para quem virou fã da banda há pouco tempo vai ser duro acreditar que eles já vestiram terninhos iguais, cabelos cortados com franja e faziam poses bem organizadas. Até mesmo o esquisitão Keith Richards foi assim um dia, afinal de contas estavam começando, e ainda era  o tempo em que podiam cantar tranquilamemte numa biboca londrina como o Crawdaddy Club, uma pequena salinha, que segundo o próprio Richards (&#8230;) o suor pingava das vigas do teto”. As entrevistas foram feitas em 2002, durante a turnê de lançamento do album Forty Licks, uma compilação retrospectiva dos seus 40 anos de estrada.</p>
<div id="attachment_18918" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Pag-123-Keith-Charlie-Mick-creditos-a-Mark-Hayward-e-Dave-King1.jpg"><img class="size-full wp-image-18918" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Pag-123-Keith-Charlie-Mick-creditos-a-Mark-Hayward-e-Dave-King1.jpg" alt="" width="580" height="383" /></a><p class="wp-caption-text">Página 123 :: Keith, Charlie e Mick. Créditos a Mark Hayward e Dave King</p></div>
<p style="text-align: justify;">Assim como outros livros que também mostram as mudanças dos costumes da sociedade, fica patente o que aconteceu com o conceito de celebridade, com a idéia do politicamente correto e a exacerbação do culto hedonista promovido pela industria musical pop. Um abismo separa os anos 1960 da primeira década do século 21 e as fotografias deste livro refletem isso com clareza ao contrapor diferentes situações imagéticas.</p>
<p style="text-align: justify;">A edição também comprova a ampliação radical da fotografia documental, até então mais voltada aos quesitos dos conflitos, dramas e catástrofes que começa a se dirigir também para o entretenimento, percebendo que este também faz parte da cultura a ser documentada, e que as transformações embasadas nesse comportamento &#8211; não somente estético, mas filosófico &#8211; merecem o registro em imagens de qualidade, o que acabou por transferir certa responsabilidade aos grandes nomes da fotografia.</p>
<p style="text-align: justify;">Se o mundo era diferente &#8211; parafraseando o título, segundo os Rolling Stones ele mudou. As imagens da banda são uma espécie de termômetro socio-cultural de gerações. Aquelas que sobrevireram à segunda grande guerra, principalmente na Europa; outras, pela América do Vietnã e da contracultura; a diluição dos anos 80 e 90 estentida aos emergentes do terceiro mundo; e finalmente desemboca nos primórdios da pasteurização  mundial do século 21, que se deu o nome de globalização.</p>
<p style="text-align: justify;">Curiosamente, uma banda que sempre teve a pecha de revolucionária e inquieta (não podemos esquecer do refrão “I can’t get no satisfaction”) pelo roteiro fotográfico parece ser diferente. A ideia que temos é que eles cumpriram direitinho todos os rituais do mainstream. Se no inicio vestiam terninhos, foram acompanhando sistematicamente os perfis recomendados, por mais que suas letras dissessem o contrário.</p>
<p style="text-align: justify;">A exposição pública sob medida também é revelada. É uma publicação para fãs e para aqueles nem tanto, mas que já ouviram seu repertório, entre uma geração que está hoje com 60 anos e aquela que herdou suas performances e que hoje tem lá seus 20 anos de idade. Dos palcos, e das ruas, surgem momentos familiares, e excetuando o baterista Watts, pelas imagens vemos que os demais dividiram seu tempo em tocar e criar novas mulheres e muitos filhos, momentos “gossip” da edição liderado por Jagger.</p>
<div id="attachment_18917" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Pag-281-Keith-e-Mick-credito-a-Munro-Sounds.jpg"><img class="size-full wp-image-18917" title="pag17_10_13" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/Pag-281-Keith-e-Mick-credito-a-Munro-Sounds.jpg" alt="" width="580" height="774" /></a><p class="wp-caption-text">Página 281 :: Keith e Mick. Crédito a Munro Sounds</p></div>
<p style="text-align: justify;">Na era do entretenimento eletrônico, uma edição impressa tem que oferecer muito mais do que prometia há décadas, e a conjução de intimidade com performances públicas parece ser o ingrediente encontrado na montagem. Não estamos vendo apenas imagens de alguns músicos. Estamos vendo algo que sobreviveu durante 40 anos, algo que vende e muito, no mundo inteiro! Sucessos e dramas que se tornaram públicos, ou que na verdade sempre foram assim.</p>
<p style="text-align: justify;">“According the Rolling Stones” procura também dosar  imagens em cor e em preto e branco, equilibra retratos bem produzidos com imagens mais despojadas de show, vida íntima com a pública em momentos realmente memoráveis. Os depoimentos também são valiosos, bem como a longa entrevista que permeia as 350 páginas. Entre os ensaios, um excelente do escritor americano Carl Hiaansen e do letrista britânico Tim Rice. Livro para ver e também para ler.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>*Texto originalmente publicado na revista Fotografe Melhor de agosto de 2011</em></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/09/40-anos-de-stones-por-juan-esteves/' addthis:title='40 anos de Stones! {por Juan Esteves} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Luiz Carlos Felizardo {por Juan Esteves}</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jul 2011 19:04:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Frederic Sommers]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Esteves]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Carlos Felizardo]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Vasquez]]></category>

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		<description><![CDATA[Lançado em abril deste ano, A fotografia de Luiz Carlos Felizardo (Brasil  Imagem, 2011), alentado livro deste fotógrafo gaúcho, preenche um espaço cuja ocupação estava na mão de poucos produtores: aquele da boa fotografia de paisagem, produzida através de negativos de grande  formato, com ampliações e impressões irrepreensíveis...<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/07/luiz-carlos-felizardo-por-juan-esteves/' addthis:title='Luiz Carlos Felizardo {por Juan Esteves} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lançado em abril deste ano, <em>A fotografia de Luiz Carlos Felizardo</em> (Brasil  Imagem, 2011), alentado livro deste fotógrafo gaúcho, preenche um espaço cuja ocupação estava na mão de poucos produtores: aquele da boa fotografia de paisagem, produzida através de negativos de grande  formato, com ampliações e impressões irrepreensíveis. Também coloca nas estantes uma monografia desejada há tempos por aqueles interessados não somente na estese que uma imagem pode provocar, mas na associação desta com o conceitualismo de um grande produtor e pensador da fotografia.</p>
<p>Se as ideias são formas e operações próprias do pensamento, Felizardo traduz a essência de uma imagética vinculada à projeção de uma obra intelectual cujas nuances não somente reverberam na filosofia, mas são descritas em tons e sobretons através da complexa técnica fotográfica, cuja matéria vem sendo construída ao longo de décadas, não somente aqui no Brasil, mas no período em que o mesmo formou uma profícua parceira com outro mestre, o americano Frederic Sommers (1905-1999).</p>
<p>Em 1984, Felizardo recebeu uma bolsa da CAPES/Fullbright com a qual passou um ano em Prescott, Arizona, nos Estados Unidos, exercendo um trabalho sobre supervisão de Sommers. O fotógrafo americano virou “Fred”, o amigo, que Felizardo voltaria a visitar, através de outra bolsa, a Vitae. Para Felizardo, a experiência lhe forneceu segurança técnica e intelectual, bem como artística. Parte desse volume de quase 300 páginas, representa as paisagens e os detalhes que encontrou nessas viagens.</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/07/KUIZ-CARLOS-FELIZARDO-3.jpg"></a><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/07/web_FOTO-LUIZ-CARLOS-FELIZARDO.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-17735" title="web_FOTO-LUIZ-CARLOS-FELIZARDO" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/07/web_FOTO-LUIZ-CARLOS-FELIZARDO.jpg" alt="" width="580" height="455" /></a><br />
<span style="color: #000000;">Não menos importante, o capítulo <em>Sonho e a Ruína</em> mostra o extenso trabalho que Felizardo desenvolveu em São Miguel das Missões, acalentado sonho do fotógrafo sobre a representação imagética das ruínas da missão jesuítica no Rio Grande do Sul,  que já vinha fotografando desde 1973. Ao silêncio contemplativo destas imagens, se juntam aquelas feitas nos Estados Unidos e outras angariadas em inúmeras viagens pelo mundo, desta vez utilizando um formato mais leve, o 35mm.</span></p>
<p>Desprendendo-se do “rigor” do grande formato, bem como da vinculação permanente do registro da paisagem,  Felizardo enveredou também pelas experiências gráficas. O capítulo que fotógrafo chama de <em>Traquinagens</em>, dos anos 1980,  é de um experimentalismo exemplar. Os “negativos” feitos com nanquim no celofane, oriundos da convivência com Sommer, são abstrações que se juntam aos cartemas, inspirados na obra do designer pernambucano Aloísio Magalhães (1927-1982). Como mais recente trabalho, de 2010, o fotógrafo toma por empréstimo ilustrações de livros como a Encyclopédie de Diderot e D’Alembert (originalmente publicada  entre 1750 e1772) e gravuras do italiano Giovanni Piranesi (1720-1788), que finaliza com manipulação digital em forma de colagens.</p>
<p>Felizardo de certa forma explica esta diversidade, quando diz que (&#8230;) as imagens são coisas que aparentam – apenas aparentam ser aquilo que estão representando. Segundo ele, seja qual for a imagem criada, ela se dá no plano íntimo de quem as criou. Também recorre a  ontologia contida no fator cronológico que influencia a construção das imagens, (&#8230;) O tempo da exposição, da  prata ou dos pixels pode ser definitivo para o que pode ser captado.</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/07/web_LUIZ-CARLOS-FELIZARDO-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-17736" title="web_LUIZ-CARLOS-FELIZARDO-2" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/07/web_LUIZ-CARLOS-FELIZARDO-2.jpg" alt="" width="580" height="377" /></a></p>
<p>O fotógrafo e escritor carioca Pedro Vasquez, em seu texto argumenta que Felizardo surpreende ao trabalhar com colagens. (&#8230;) é salutar, posto que renovador, em sua obra documental baseada na contemplação da natureza e das realizações humanas. No entanto, não podemos deixar de lado esse contraponto que a posição do fotógrafo desperta. A relação entre a antiguidade das gravuras referidas e a utilização de uma mídia contemporânea como forma de uma releitura do fazer artístico.</p>
<p>O desprendimento da lenta contemplação retomada por Vazquez, também encontra paralelo na série produzida em 35mm, notadamente viagens pelo mundo, designada por Felizardo como <em>Em trânsito</em>. Vemos aí um duplo sentido entre o deslocamento geográfico e aquele produzido de uma formato de negativo para outro. O que surpreende, e salienta, a ilimitada capacidade de seu autor, é que este se sai bem nas duas opções, em suas referências a obra de Cartier-Bresson e Garry Winogrand.</p>
<p>Se a fotografia brasileira por vezes caminha por estradas inseguras e repetitivas, entre simulacros e alguma genialidade, uma obra como a de Luiz Carlos Felizardo deve ser celebrada, não somente pela sua potência, mas pelo que ela representa como percurso de inquietação,  busca filosófica e na expressão de uma imagética contundente, a celebração de uma experimentação fincada no rigor técnico e no talento artístico.</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/07/web_KUIZ-CARLOS-FELIZARDO-3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-17737" title="web_KUIZ-CARLOS-FELIZARDO-3" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/07/web_KUIZ-CARLOS-FELIZARDO-3.jpg" alt="" width="580" height="367" /></a><em> </em></p>
<p><em>*Texto originalmente publicado na revista Fotografe Melhor, edição de junho de 2011.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/07/luiz-carlos-felizardo-por-juan-esteves/' addthis:title='Luiz Carlos Felizardo {por Juan Esteves} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Raisonné Nafoto já está pronto! {por Juan Esteves}</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jun 2011 16:13:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Esteves]]></category>
		<category><![CDATA[nafoto]]></category>

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		<description><![CDATA[Em clima de festividade, que se sobrepõe o trabalho hercúleo da equipe do Nafoto, ficou pronto o catálogo Nafoto 20 anos, uma espécie de raisonné com mais de 150 páginas, contando tudo que aconteceu nestas duas décadas de existência do Núcleo dos Amigos da Fotografia.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/06/raisonne-nafoto-ja-esta-pronto-por-juan-esteves/' addthis:title='Raisonné Nafoto já está pronto! {por Juan Esteves} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em clima de festividade, que se sobrepõe o trabalho hercúleo da equipe do Nafoto, ficou pronto o catálogo Nafoto 20 anos, uma espécie de raisonné com mais de 150 páginas, contando tudo que aconteceu nestas duas décadas de existência do <strong>Núcleo dos Amigos da Fotografia</strong>.</p>
<p>As comemorações iniciaram com a grande exposição que ocupa algumas galerias da Caixa Cultural na praça da Sé, em São Paulo, continuam com os seminários que estão ocorrendo esta semana e finalizam com a publicação do livro que será lançado no dia 2 de julho próximo, no mesmo local.</p>
<p>Dividido minunciosamente em seus diferentes segmentos, a equipe atual do Nafoto (Nair Benedicto, Rubens Fernandes Junior, Fausto Chermont e Mônica Caldiron) teve o cuidado em colocar a totalidade dos dados que incluem número de fotografias expostas, participantes, eventos, seminários, workshops, entre outras informações como datas e locais.</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/06/0043.jpg"><img class="size-full wp-image-17405 aligncenter" title="004" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/06/0043.jpg" alt="" width="580" height="238" /><br />
</a></p>
<p>Enfim, resumem na publicação tudo que aconteceu desde 1991, quando abriu a exposição coletiva na Galeria Fotoptica, inaugurando oficialmente os trabalhos do Núcleo. Logo na abertura do livro, o retrato com a primeira turma: Juvenal Pereira, Bel Amado, Eduardo Castanho, Marcos Santilli, Stefania Brill, Nair Benedicto, Fausto Chermont, Rubens Fernandes Junior e Eduardo Simões (na ordem do retrato). Rosely Nakagawa, que também fazia parte do grupo, não pode comparecer a sessão de fotos<strong>.</strong></p>
<p>A publicação será importante no mapeamento das atividades fotográficas de grande porte no Brasil, até então restrita a pequenos catálogos e raríssimos livros. A organização do “Raisonné” (uma espécie de compilação completa da obra de um artista) é didática, seguindo uma ordem cronológica, contemplando todos os participantes dos  8 eventos denominados “Mês Internacional da Fotografia”.</p>
<p>Está dividido em Coletivas Nacionais, Coletivas Internacionais, Individuais Internacionais, Individuais Nacionais, Exposições Inéditas, Eventos Paralelos e Retrospectivas Internacionais. Entre outros detalhes, a relação dos workshops, palestras, leituras de portifólio de outras atividades como exposições em pequenos lugares que se somaram ao evento.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/06/0066.jpg"><img class="size-full wp-image-17407" title="006" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/06/0066.jpg" alt="" width="580" height="235" /></a></p>
<p>Separo aqui, uma parte significativa desse vasto trabalho, pois seria impossível mapeá-lo inteiro, recorte que foi fruto da experiência vivida, acompanhando ao longo destes 20 anos os 8 eventos, seja como participante ou apenas como observador. Preferi focá-lo nas exposições, tanto coletivas como individuais, deixando os detalhes de workshops, palestras e outros números, a cargo do leitor atencioso futuramente, pois a publicação se reveste de caráter antológico, digna daqueles que se preocupam com a imagem fotográfica, seja ela qual for &#8211; o que de fato, será encontrado neste raisonné.</p>
<p>Em 1993, no I Mês, entre as coletivas nacionais, a mostra <strong>“Fotografia Brasileira Contemporânea, anos 50 a 90”</strong> foi pródiga: cerca de 1200 imagens expostas, com aproximadamente 150 fotógrafos, entre eles, Ana Mariani, Angela Di Sessa, Bel Pedrosa, Ary Diesendruck, Antonio Gaudério, Carlos Moreira, João Musa, Eduardo Longman, José Fujocka Neto, Ivson, Mônica Maia, Adi Leite, Thales Trigo, Walda Marques, Lily Sverner, Kenji Ota, Luiz Aureliano, Jaqueline Joner, entre outros que ocuparam o vasto espaço do SESC Pompéia.</p>
<p>Nas internacionais o melhor ficou por conta da <strong>“Documentary Dillemas”</strong> fotografia da Grã Bretanha desde 1980, no MASP, com imagens de Martin Parr e Karen Knorr, entre outros. A “<strong>Coleção Ataulfo Perez Aznar”, </strong>Fotografia argentina dos anos 80<strong>,</strong> com imagens de Eduardo Gil, Daniel Rivas e Juan Travnik, entre tantos, fez sucesso com 120 imagens no Museu de Arte Contemporânea. Também, pela primeira vez, os brasileiros tiveram oportunidade de ver a produção de fotojornalismo da Croácia com <strong>“Fotojornalismo Croata”,</strong> 78 imagens com curadoria de Zelemir Koscevic, do Museu de Arte Contemporânea de Zagreb, exposição que aconteceu na  Fundação Bienal.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/06/007.jpg"><img class="size-full wp-image-17408" title="007" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/06/007.jpg" alt="" width="580" height="239" /></a></p>
<p>Nas individuais, os destaques foram para a mostra, hoje antológica, “En nome del Padre” da mexicana <strong>Graciela Iturbide,</strong> na Galeria Fotoptica; do japonês <strong>Keiichi Tahara</strong>, no MAC do Ibirapuera; e os históricos retratos do americano <strong>Pepe Diniz</strong>, no Museu de Arte de São Paulo.</p>
<p>Outra coletiva nacional importante aconteceu em 1995, no II Mês: <strong>“Contatos e Confrontos” </strong>(o índio e o branco) reuniu imagens importantes de André Dusek, Claus Meyer, Henri Ballot, Luiz Prado, Pedro Martinelli e Rosa Gauditano, entre outros, ocupando os espaços  do MIS e do Paço das Artes, com 171 imagens. No mesmo ano, a pequena coletiva da Abrafoto<strong>, “Texturas” </strong>reuniu na extinta Galeria Val de Almeida, em apenas 12 imagens, o melhor da publicidade: Du Ribeiro, Alexandre Catani, Giacomo Favreto, Fernando Lazlo e Rui Faquini, entre outros.</p>
<p>A mostra <strong>“Coletiva Brasileira de Retratos, Anos 80 e 90” </strong>trouxe 191 fotografias, de cerca de 50 fotógrafos, entre eles, Penna Prearo, Lucia Loeb, Lucila Woblewsky, Orlando Azevedo, Pedro Vasquez, Orlando Maneschy e Marcio Scavone, com curadoria de Fernandes Junior e Rosely Nakagawa. <strong>“Investigação Brasil” </strong>também mostrou mais de 100 imagens, de fotógrafos como Iatã Cannabrava, Celso Oliveira, Elisabeth Savioli, Mauricio Simonetti e Ricardo Teles.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/06/0083.jpg"><img class="size-full wp-image-17409" title="008" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/06/0083.jpg" alt="" width="580" height="236" /></a></p>
<p>A representação brasileira teve concorrentes fortes, como a eclética  mostra em “<strong>Homenagem a Henri Cartier-Bresson”</strong>, na Aliança Francesa, que trouxe, sob curadoria do editor francês Robert Delpire, imagens de Agnes Varda, Anna Fárová, E.H.Gombrich, Francis Bacon, Jim Jarmusch, Milan Kundera e Saul Steinberg, entre outros.</p>
<p>Os grandes destaques individuais brasileiros em 1995 foram, sem dúvida, a mostra do baiano <strong>Mario Cravo Neto</strong>, no MASP, com 60 grandes imagens e curadoria de Fernandes Junior e a exposição “Havana” do carioca <strong>Claudio Edinger</strong>, na Galeria Fotoptica. Não ficando muito atrás, duas pequenas mostras na charmosa Li Photogallery, uma com <strong>Claudia Jaguaribe</strong> e outra com <strong>Ernesto</strong> <strong>Baldan</strong>. As duas  mostras do americano <strong>Michael O’Neill</strong>: “Veneza, Ausência do Tempo”, no MAC- Ibirapuera e “Faces e Nomes”, que ficou no MIS se juntaram a do peruano <strong>Martin Chambi</strong>, na Casa da Fotografia Fuji. A série “Chaos” (de panorâmicas) e uma retrospectiva do tcheco <strong>Josef Koudelka</strong>, no MASP, entre outras que representaram os estrangeiros, foram algumas das melhores mostras fotográficas já expostas no Brasil.</p>
<p>Em 1997, no III Mês, algumas coletivas mapearam o histórico: “<strong>Brasil na Máquina do Tempo</strong>” obras de Flávio de Barros, Augusto Malta, Marc Ferrez, entre outros; da exposição <strong>“Iris Foto 50 anos” </strong>um apanhado da histórica revista de fotografia,<strong> </strong>e a<strong> “ A Coleção do Imperador”, </strong>na Pinacoteca do Estado<strong>, </strong>com 190 fotografias e álbuns, com curadoria de Joaquim Marçal. <strong>“Verde Lente”, </strong>com curadoria de Zé de Boni,  tocou na questão ambiental com 63 fotografias, de Araquém Alcântara, Denise Greco, Fabio Colombini, George Love, Jorge Araújo, Luis Claudio Marigo, Maristela Colucci e Marcos Piffer, entre outros experts.</p>
<p><strong>“Gestos do Atrevimento”</strong> reuniu a fotografia contemporânea venezuelana no MIS, com obras de Nelson Garrido, Alexandér Apostol, entre outros. A imagem equatoriana também ficou registrada na mostra <strong>“Desventuras e Martírios”</strong> com Lucia Chiriboga e Diego Cifuentes e outros participantes também no Museu da Imagem e do Som, que igualmente abrigou a mostra contemporânea peruana <strong>“Nenhum extremo é tão distante”.</strong> Entre os participantes: Cecilia Larrabue, Nancy Chapel e Anne Bungroth.</p>
<p>Nas individuais brasileiras destaque para <strong>“100 anos de Pixinguinha e outros Batutas”</strong> do carioca <strong>Walter Firmo</strong>, também na Pinacoteca, com curadoria de Emanuel Araújo. <strong>“Thomaz Farkas Fotógrafo”,</strong> reuniu 74 obras do fotógrafo modernista, sob curadoria de Rosely Nakagawa no MASP. Já a curadora Isabel Amado, reuniu 17 fotógrafas, e montou individuais no Centro Cultural São Paulo, entre elas: <strong>Mônica Vendramini</strong>, <strong>Marlene Bérgamo,</strong> <strong>Denise Adams</strong> e <strong>Elza Lima</strong>.</p>
<p>Destaque internacional também foi a belíssima mostra do africano <strong>Seydou Keita</strong>, na Pinacoteca do Estado, com curadoria de Hervé Chandés, da Foundation Cartier. O curador Paulo Klein, organizou algumas individuais com destaque para o francês <strong>Bernard</strong> <strong>Plossu</strong> e a mexicana <strong>Maya Goded</strong>. Duas outras mostras também se tornaram memoráveis: a do guatemalteco <strong>Luis González Palma</strong>, “El silencio de la mirada” na Casa Fuji, com curadoria de Rosely Nakagawa, e da peruana <strong>Milagros de La Torre</strong>, na Aliança Francesa.</p>
<p>Em 1999, o IV Mês, trouxe a coletiva <strong>“Perspectivas, Cinco olhares da Amazônia”</strong> com Mariano Klautau Filho, Paula Sampaio e Octávio Cardoso entre outros. Enquanto que na estação Sé do metrô paulistano a ARFOC reunia os fotojornalistas nas mostras <strong>“Transformações” </strong>e <strong>“Todos os Canaviais”, </strong>ambas com curadoria de Juvenal Pereira. Também era feita a homenagem aos modernistas, a <strong>“Retrospectiva 60 anos do Fotocine Clube Bandeirante</strong>”. O Grupo Caixa de Pandora, de Belém, montou <strong>“Ruídos entre Imagens”</strong>, com Claudia Leão ,Walda Marques e Orlando Maneschy. <strong>“Enigmas”</strong> na extinta galeria Brito Cimino, trouxe Ana Maria Tavares, Odires Mlaszho e Regina Silveira, entre outros, com curadoria de Eduardo Brandão.</p>
<p>A individual histórica de <strong>Hildegard Rosenthal</strong>, do Acervo do Instituto Moreira Salles, na galeria do próprio instituto; a mostra do americano <strong>David Drew Zingg</strong>, com curadoria de João Kulcsar, no Centro de Comunicação e Artes do SENAC; a mostra “Tiras compridas” do paulistano <strong>Eduardo Muylaert</strong>, na Galeria Millan e a mostra “O mensageiro” do francês <strong>Pierre Verger</strong> no MASP; “Perceptus” do gaúcho <strong>Manuel da Costa</strong> e “O viajante e as Cidades” de <strong>João Musa</strong>, no Centro Cultural São Paulo,   garantiram a boa representação “nacional”.</p>
<p>A concorrência com as individuais internacionais não foi fácil: “Les Envols” reuniu 49 belíssimas imagens do francês <strong>Jacques Henri Lartigue</strong>; “Testigos del Tiempo” da mexicana <strong>Flor Garduño</strong>, na galeria Marta Traba, no Memorial da América Latina,  também foi antológica.</p>
<p>No V Mês,  de 2001, a mostra <strong>“Realidades Construídas: Do pictorialismo à fotografia Moderna</strong>”, imagens de Ademar Manarini, Eduardo Salvatore, German Lorca, José Oiticica Filho entre outros, com curadoria da professora e pesquisadora Heloise Costa, ocupou o Itau Cultural. E <strong>“Fronteiras”</strong> com imagens de Tiago Santana Celso Oliveira, Ed Viggiani, Antonio Augusto Fontes e Elza Lima, mostrou que o talento não ficou estacionado somente com os modernistas.</p>
<p>A suiça <strong>Claudia Andujar</strong>, radicada no Brasil, mostrou 80 fotografias no Memorial da América Latina e a cearense <strong>Luzia Simons</strong>, radicada na Alemanha, expôs no SESC Paulista. O também cearence <strong>Tiago Santana</strong>, mostrou suas imagens na belíssima exposição “Benditos”, numa especial mostra-instalação no SESC Pompéia.</p>
<p>A polêmica mostra “Anjos proibidos” de <strong>Fábio Cabral</strong>, no MIS,  como dizia Warholl, teve seus minutos de fama. As fotógrafas também fizeram acontecer: <strong>Marlene Bérgamo</strong> com “Maldita Sois Vós entre as Mulheres” e  <strong>Fabiana Figueiredo,</strong> com “O filho predileto de Rajneesh” ocuparam o mesmo museu.  O fotojornalista santista <strong>Egberto Nogueira</strong>,  também ficou no espaço, com sua mostra “Os Caranguejeiros”.</p>
<p>A mostra da americana <strong>Christine Burril</strong>, na galeria do IMS, marcou a entrada da impressão digital nas exposições por aqui. O dificil foi concorrer com a mostra “Ma France” do húngaro <strong>André Kertez</strong>, na Caixa Federal da Sé, cerca de 193 imagens, incluindo 25 capas da revista VU.</p>
<p>No VI Mês, em 2003, os destaques foram por conta da mostra “<strong>Labirinto e Identidades, Fotografia brasileira contemporânea, 1946-1998” </strong>um recorte curatorial de Rubens Fernandes Junior com 115 imagens, entre os fotógrafos: Maureen Bisilliat, Thomaz Farkas, Kenji Ota, Arnaldo Pappalardo, Luis Humberto, Cassio Vasconcellos, Valdir Cruz, Juca Martins e Luiz Carlos Felizardo. A <strong>“Coletiva SX 70”, </strong>na Galeria Vermelho<strong>, </strong>trouxe Claudio Elisabetsky, Ricardo Van Steen e Armando Prado, entre outros. A contrapartida internacional <strong>“Bamako”</strong> <strong>4º Encontro de Fotografia Africana</strong>, com Adbou Fari, Dedo Zonga, Simon Tshiamala e mais 12 fotógrafos, reuniu 100 imagens na Pinacoteca do Estado sob curadoria de Simon Njami.</p>
<p>Já num recorte artístico, a mostra do paulistano<strong> Gal Oppido</strong>, “Prata sobre  pele sobre prata” teve curadoria de Diogenes Moura, na Pinacoteca do Estado. A do paraense <strong>Rogério Assis</strong>, “Televisão Imaginária”, no mesmo lugar teve o mesmo curador. Ambas com a difícil missão de concorrer com a exposição da italiana <strong>Tina Modoti</strong>, 1929: Una nueva mirada” no MAB, da FAAP e com a de <strong>Martin Chambi</strong>, “Poeta da Luz,” com suas cópias viradas em ouro, abrigada também na Pinacoteca do Estado.</p>
<p>Em 2005, no VII Mês, o curador Cauê Alves, selecionou trabalhos de Antonio Henrique Amaral, Cris Bierrenbach, Mauro Restiff, Rafael Assef, Rocheli Costi e Wesley Duke Lee, entre outros, na mostra <strong>“O retrato como imagem do mundo”</strong> no Museu de Arte Moderna. Fausto Chermont curou <strong>“Coletivo Fotográfico”</strong> com 87 imagens, de fotógrafos como Ana Ottoni, Delfim Martins, Dimitri Lee, Hilton Ribeiro, no Museu da Imagem e do Som. No SENAC, o curador João Kulksar, reuniu o melhor da jovem produção universitária na mostra <strong>“Caixa Preta”,</strong> entre os participantes, fotógrafos que hoje são destaque no cenário brasileiro: Caio Guatelli e Daniel Salum.</p>
<p>A retrospectiva internacional trouxe o trabalho de <strong>Inge Morath,</strong> na FNAC Pinheiros, e  mostra <strong>Herança Cultural</strong>, do americano Dudley Brooks com a brasileira Denise Camargo, revelou uma profícua troca cultural dos dois, no Centro Universitário do SENAC. Na FAAP, a belíssima mostra de <strong>Bernard Plossu</strong> “Voyage D’Hiver en Pologne”, com curadoria de Pierre Devin. No destaque nacional, a delicada mostra Kazuo Ohno, do italo-paulistano <strong>Emidio Luisi</strong> e “Azul de Noturno Mar” de <strong>Ricardo Alcaide</strong>, na Caixa Federal da Sé. O paulistano <strong>Marcelo Greco</strong> mostrou sua “Intima, Luz, íntima” também no mesmo lugar da Sé. A curadoria de ambas as mostras foi de Diogenes Moura.</p>
<p><strong>Fabiana Figueiredo</strong>, com”Migrances” na Imã Galeria; <strong>Rosa de Luca</strong>, com “Acqua”, no Conjunto Cultural da Caixa, na Paulista, e “Ocian”, de <strong>Hilton Ribeiro,</strong> também mostraram o poder da imagem brasileira.</p>
<p>No  VIII Mês, ocorrido em 2007, a mostra <strong>“Fragmentos: Modernismo na Fotografia Brasileira</strong>”, com curadoria de Iatã Cannabrava, reuniu  Dalmo Teixeira Filho, Gertrudes Altschul, José Yalentu, Osmar Peçanha, e Rubens Scavone entre outros, na Galeria Bergamin.  <strong>“Outra objetividade”</strong> no Centro Cultural São Paulo, reuniu Caio Reisewitz, Rochele Costi, Ding Musa, Nelson Kon entre outros, numa leitura do próprio espaço expositivo. Entre as coletivas internacionais, a que dominou foi a antológica <strong>“Revelando a América- Fotografias da FSA”,</strong> com Dorothea Lange, Walker Evans, Gordon Parks, entre outros, com curadoria do brasileiro João Kulksar.</p>
<p>A individual do americano <strong>Bob Gruen</strong>, na FAAP, teve curadoria do músico Supla. E, ele se deu muito bem como curador: Belíssimos e antológicos retratos do rock internacional. Na Caixa da Sé, outra excepcional, do francês <strong>Raymond Depardon,</strong> “La ferme du Garet”. O jornalista e crítico de arte santista Antonio Gonçalves Filho, fez a curadoria da mostra “Familia Real, Olhar Virtual”, de <strong>Ricardo Rojas</strong>, na Pinacoteca do Estado; e o Centro Cultural São Paulo abrigou a belíssima mostra “Armênia, 15 anos de independência”, do paulistano <strong>Manuk Poladian</strong>. Outras duas mostras marcaram o ano: “Dear Sarajevo”, de <strong>Fernando Costa Neto</strong>, com curadoria de Eder Chiodetto, na Galeria Octogonal da Caixa Sé, e “Eu olhei Tanto”, imagens líricas do paulistano <strong>Carlos Moreira</strong>.</p>
<p>A exposição retrospectiva, em cartaz na Caixa Cultural, reúne 340 imagens em suas galerias.  As mais de 400 imagens que compõem o catálogo, segundo a equipe do Nafoto, são uma amostra do universo que representam. No final há um portifólio, de fotógrafos brasileiros e estrangeiros, um pequeno recorte das quase 300 exposições realizadas durante estes 20 anos de existência do Mês Internacional da Fotografia de São Paulo. Sem sombra de dúvida, um grande esforço e uma realização incomum em prol da nossa ampla e diversificada imagética. Parabéns Nafoto!</p>
<p>Para visualizar as imagens do post em full size, <a href="http://www.flickr.com/photos/paratyemfoco/sets/72157627022291932/show/" target="_blank">veja nossa galeria no flickr</a>.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/06/raisonne-nafoto-ja-esta-pronto-por-juan-esteves/' addthis:title='Raisonné Nafoto já está pronto! {por Juan Esteves} ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Um dia na vida dos Beatles [por Juan Esteves]</title>
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		<pubDate>Fri, 27 May 2011 15:58:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[beatles]]></category>
		<category><![CDATA[cosac naify]]></category>
		<category><![CDATA[don mccullin]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Esteves]]></category>

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		<description><![CDATA[por Juan Esteves<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/05/um-dia-na-vida-dos-beatles-por-juan-esteves/' addthis:title='Um dia na vida dos Beatles [por Juan Esteves] ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você pode não ser um fã de carteirinha, pode não gostar de <em>rock and roll</em>, mas sabe que existiu uma banda chamada The Beatles. Em 1968 nenhum outro grupo tinha o sucesso que esse grupo inglês formado por John, Paul, George e Ringo, que dispensam até o sobrenome. Foi em meio a esse clima que o inglês Don McCullin, então um renomado fotojornalista de guerra, passou um dia inteiro fotografando os quatro músicos mais famosos do mundo. Do resultado, além de uma capa da revista Life à época, surgiu o livro “Um dia na vida dos Beatles”, publicado agora no Brasil pela editora Cosac Naify.</p>
<p>Pode parecer estranho um fotojornalista calejado como McCullin fizesse esse trabalho. Mas, como a própria banda, em 1968 o mundo explodia em revoluções, e o que contava mesmo era ousar e fugir da ortodoxia careta, derrubar os dogmas do <em>show business</em> e ser (ou parecer) diferente. A música “Hey Jude”, recém-lançada pelo grupo já dizia: “Hey Jude, don’t make it bad. Take a sad song and make it better”, e a banda estava prestes a lançar um marco da discografia pop, o antológico <em>The</em> <em>White Album</em>. Ou seja: havia aquela aflição de  fazer  algo melhor que os álbuns anteriores e superar o sucesso de outro <em>blockbuster</em>, o álbum “Sgt.Pepper’s lonely hearts club band”.</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/05/pp-106-Um-dia-na-vida-dos-Beatles-WEB-©-Don-McCullin.jpg"><img class="size-full wp-image-16699 aligncenter" title="pp-106---Um-dia-na-vida-dos-Beatles-WEB----©-Don-McCullin" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/05/pp-106-Um-dia-na-vida-dos-Beatles-WEB-©-Don-McCullin.jpg" alt="" width="580" height="394" /></a></p>
<p>Os Beatles, já tinham sido fotografados pelos grandes nomes da fotografia internacional como Richard Avedon, Norman Parkinson e David Bailey. McCullin, por sua vez,  acabava de voltar do Vietnã, com reportagens dos violentos combates. A ideia do grupo foi chamar um fotógrafo “diferente” para produzir capas de discos e revistas, conta Paul McCartney. O fotógrafo na hora que recebeu o telefonema com o convite da banda achou que era um trote: “uma voz desconhecida disse que estava ligando da gravadora Apple para saber se eu tinha interesse em passar um dia inteiro fotografando os Beatles em troca de duzentas libras”, revelou.</p>
<p>O interessante na edição do livro é notar como a relação entre os artistas famosos e as pessoas que trabalham com eles hoje está mudada. Certos músicos, de calibre infinitamente menor que os Beatles, por certo fazem tremendas exigências para serem fotografados. Hoje o <em>manager</em> de um grupo tem que aprovar o fotógrafo antes do próprio grupo. As celebridades do século 21 surgem feito erva daninha e o conceito se expandiu indiscriminadamente. Atualmente, é até normal qualquer músico rastaquera se achar alguém fenomenal.</p>
<p>McCullin conta no livro que, se precisasse, ele mesmo teria pago as duzentas libras para fotografar os Beatles. Diz que foi um domingo estranho: Encontraram-se no prédio do jornal Sunday Times e subiram para um estúdio fotográfico já preparado. A única coisa que tinham definido é que queriam uma foto colorida para ser publicada na capa da revista Life. O fotógrafo usou um Ektachrome, da Kodak, ligou ventiladores, mas&#8230; Ele mesmo conta: “Foi um caos. Não sou fotógrafo de estúdio, estou acostumado com o campo de batalha. Eu sabia como lidar com desastres fotográficos, mas não com algo dessa magnitude”.</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/05/pp-65-Um-dia-na-vida-dos-BeatlesWEB-©-Don-McCullin.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-16700" title="pp-65---Um-dia-na-vida-dos-BeatlesWEB---©-Don-McCullin" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/05/pp-65-Um-dia-na-vida-dos-BeatlesWEB-©-Don-McCullin.jpg" alt="" width="580" height="866" /></a></p>
<p>Apesar da experiência na guerra, McCullin ficou apavorado, era outro ritmo. Pior, segundo ele os quatro músicos eram completamente diferentes entre si. Mesmo assim a  foto para Life ficou boa, embora hoje ele contabilize um prejuízo, pois naquela época a revista pagava mais do que o dobro para uma foto de capa, cerca de 500 libras. Entretanto ele estava “vibrando” e depois, sairiam pela rua, um ambiente onde o fotógrafo tinha mais domínio.</p>
<p>McCartney, na apresentação do livro, revela que  o grupo sugeriu alguns lugares para o fotógrafo e este indicou outros também. Foram ao cemitério, à margem do rio Thames e de repente acabaram num salão com um piano e um papagaio, tudo muito surreal, como aquela época”. Estiveram na casa de McCartney, debaixo de um domo e até mesmo no meio de jardins com o público presente.</p>
<p>O livro é composto de sequências pela cidade e os músicos, ao contrário dos dias de hoje, não se produziram tanto, permanecendo com a mesma roupa na maioria das imagens, ora tiram os paletós, ora ficam sem camisa, e o <em>must</em> foi mesmo o terno cor de rosa de McCartney, uma pérola da moda dos anos 1960.</p>
<p>Curioso também notar as atitudes de cada um: John Lennon é mais performático (inclusive carregou Yoko Ono junto) e George Harrison mais recatado. Paul McCartney faz o estilo engraçadinho e Ringo Star, como era de seu feitio, mantinha uma cara amorfa o tempo todo. Tirando a capa da Life e duas fotos que tinham sido publicadas, as demais imagens do livro são todas inéditas.</p>
<p>A edição, de formato médio, traz também alguns contatos dos 20 rolos de filmes Tri-X, da Kodak, que McCullin utilizou naquele dia tipicamente londrino, sem sol e nublado, o que prejudicou bastante as tomadas externas com filme colorido. Entretanto, o lado histórico da sessão não foi arranhado. Mesmo para os que não se interessam por música, o livro consiste em um documento raro, que registra um tempo especial. Aquele em que as celebridades eram mesmo celebridades e, assim como os The Beatles acabaram um dia, esse tipo de imagem também teria seu fim.</p>
<p><strong>*Publicado originalmente na revista Fotografe Melhor de maio de 2011</strong></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/05/um-dia-na-vida-dos-beatles-por-juan-esteves/' addthis:title='Um dia na vida dos Beatles [por Juan Esteves] ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Nafoto, 20 anos depois [por Juan Esteves]</title>
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		<pubDate>Fri, 06 May 2011 21:09:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[20 anos]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Esteves]]></category>
		<category><![CDATA[nafoto]]></category>

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		<description><![CDATA[Entre 7 de maio e 5 de junho, o Nafoto (Núcleo dos Amigos da Fotografia) comemora com uma grande exposição,  na galeria da Caixa Federal da Sé, em São Paulo, duas décadas de existência e oito edições do Mês Internacional da Fotografia. São 150 fotografias de fotógrafos do Brasil e do exterior. Além de projeções de imagens e filmes, também será lançado futuramente um catálogo completo de suas atividades, uma espécie de raisonné .
Originalmente formado em 1991 por um grupo de dez “ativistas” da fotografia, entre fotógrafos, curadores, jornalistas e ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Entre 7 de maio e 5 de junho, o Nafoto (Núcleo dos Amigos da Fotografia) comemora com uma grande exposição,  na galeria da Caixa Federal da Sé, em São Paulo, duas décadas de existência e oito edições do Mês Internacional da Fotografia. São 150 fotografias de fotógrafos do Brasil e do exterior. Além de projeções de imagens e filmes, também será lançado futuramente um catálogo completo de suas atividades, uma espécie de <em>raisonné</em> .</p>
<p style="text-align: justify;">Originalmente formado em 1991 por um grupo de dez “ativistas” da fotografia, entre fotógrafos, curadores, jornalistas e pesquisadores,  o Nafoto depois de várias mudanças em seu elenco, firmou-se com seis obstinados amantes da fotografia que há alguns anos vem mantendo viva a ideia inicial de um festival que congregasse a fotografia brasileira com a internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora nos bastidores exista uma controvérsia quanto a gênese do grupo, cuja ideia seminal é arguida por alguns de seus integrantes, no entanto é fato que encontramos um pioneirismo que de certa forma abriria o caminho para outros grandes eventos como o  “Paraty em Foco”, “Foto em pauta Tiradentes” ou o FestFotoPoa,  entre tantas outras grandes festas da fotografia no Brasil. Também é correto que a ideia de um grande festival de fotografia já tinha surgido na década de 1980 com as semanas paulistas e as semanas nacionais de fotografia.</p>
<p style="text-align: justify;">Se nos anos 1980 a fotografia tinha o apoio limitado &#8211; do poder público, via Funarte, Secretarias de Cultura municipais e estaduais &#8211; ela contava com a boa vontade dos participantes e da sua audiência, que superavam problemas como falta de cachê aos palestrantes, boas estrutura hoteleira conjugada, divulgação e transmissão das atividades,  é correto que, com a criação do Nafoto em 1991, foi dado um passo significativo, para o que podemos chamar de “internacionalização” dos eventos fotográficos no Brasil, e chegar paulatinamente a infraestrutura de padrão internacional como temos hoje em alguns dos grandes eventos do gênero.</p>
<p style="text-align: justify;">Há um clima nessa comemoração de valorização do fotógrafo brasileiro. Como peça fundamental na engrenagem, foi com sua colaboração despojada que estas oito importantes edições puderam ser realizadas. A atribuição do espírito coletivo permitiu que mesmo sem verbas diretas estes profissionais se integrassem em exposições, workshops,  oficinas, leituras de portifólio, palestras, e muitos outros desdobramentos. A proposta de anexar exposições já em andamento, ou programadas anteriormente, ao Mês também ampliou o portifólio de realizações e provou a importância de uma marca, bem como a participação de entidades importantes que viram nela a seriedade necessária para que pudessem colaborar definitivamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao lado de importantes atores da imagem brasileira da década de 1990, diferentes produtores, entre correntes heterogêneas, foram surgindo, germinando em meio a uma rica troca de ideias, compartilhamento de importantes informações, que permitiram uma expansão ilimitada tanto conceitual quanto técnica. A proposta da integração entre a fotografia internacional e a brasileira formulou um amálgama rico e não podemos deixar de pensar que ainda hoje isso é importantíssimo.</p>
<p style="text-align: justify;">As oito edições do Mês Internacional da Fotografia trouxeram para São Paulo exposições antológicas, que dificilmente se repetirão. As panorâmicas do tcheco Josef Koudelka no Museu de Arte de São Paulo, MASP; os enormes cibachromes do francês Alan Fleischer que lotaram as paredes do Museu da Imagem e do Som ( e que deixam qualquer “metacrilato” de hoje como coisa de fundo de quintal ). As sensíveis “janelas” do japonês Keiichi Tahara ( que resistiram a péssima iluminação do MAC do Ibirapuera ), as refinadas cópias em ouro do peruano Martin Chambi, a arte provocadora do americano Joel Peter-Witkin (em sua pasta de portifólio); os belíssimos retratos dos americanos Pepe Diniz e Michael O’Neill, são alguns destes momentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos lembrar -com muita saudade- de Otto Stupakoff , Mario Cravo Neto e Thomaz Farkas com uma arte fotográfica excepcional que nos deixou orfãos; de companheiros como  Antonio Ribeiro e Eduardo Castanho que migraram para o exterior, de mestres como German Lorca, Carlos Moreira, Ana Mariani, Antonio Saggese, Chico Albuquerque, João Musa, Juca Martins, Luis Humberto,  Pedro Vasquez, Milton Montenegro, Orlando Azevedo, Zé de Boni, Walter Firmo, Arnaldo Pappalardo, Penna Prearo, Marcos Piffer, Eduardo Muylaert, Manuel da Costa, e  de grandes herdeiros destes como: Cássio Vasconcellos, Cris Bierrenbach, Paula Sampaio, Rogério Assis, Ricardo Teles, Ana Lucia Mariz, Tiago Santana, Marlene Bérgamo, Evelyn Ruman, a maioria deles em cartaz nessa mostra da Caixa que já se revela igualmente  antológica.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_16454" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/05/Fotografia-de-Mario-Cravo-Neto..jpg"><img class="size-full wp-image-16454" title="Fotografia de Mario Cravo Neto." src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/05/Fotografia-de-Mario-Cravo-Neto..jpg" alt="" width="600" height="630" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Mario Cravo Neto</p></div>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_16456" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/05/Imagem-fot¢grafo-Penna-Prearo.jpg..jpg"><img class="size-full wp-image-16456" title="Imagem - fot¢grafo Penna Prearo.jpg." src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/05/Imagem-fot¢grafo-Penna-Prearo.jpg..jpg" alt="" width="600" height="418" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Penna Prearo</p></div>
<p>Foram dezenas de exposições que ocuparam espaços importantes como o Museu de Arte de São Paulo, MASP; Museu de Arte Contemporânea da USP, MAC; o SESC Pompéia, a Galeria Fotoptica, a Casa da Fotografia Fuji, o Memorial da América Latina, a antiga Li Photogallery, o Instituto Moreira Salles, o Museu Lasar Segall, a Galeria Luisa Strina, a antiga galeria Brito Cimino, o Museu de Arte Brasileira, da FAAP,  o Centro Cultural São Paulo, o Espaço Ophicina, a Imã Galeria, a Oficina da Luz, a antiga Leica Gallery, a Galeria Bergamin, e outros que trouxeram mais informalidade, ao todo 29 lugares,</p>
<p style="text-align: justify;">E se o público brasileiro pôde ver tanta imagem, também teve oportunidade de ouvir muita coisa boa, como por exemplo uma inesquecível palestra de Josef Koudelka no auditório do MASP, resolvida de última hora, mas que no no “boca a boca” lotou o auditório com a mais eclética das audiências. Ouviu também a experiência do curador Charle Favrod, diretor do Musée de L’Eysée, de Lausanne, na Suiça, ou Pierre Devin, diretor do Centre Regionale de La Photographie Nord  Pas de Calais, França; Fuminori Yokoe,  Curador do Tokyo Metropolitan Museum of Photografy, Japão; a curadora e professora Helouise Costa, hoje na direção da fotografia do MAC-USP.</p>
<p style="text-align: justify;">E na parte educativa, não há dúvida que aprendemos  com  palestras como a da historiadora americana Naomi Rosemblum, com a diretora do Centro de La Imagen, do México, Patrizia Mendoza,  com Douglas Ford Rea, do Rochester Institute of Techonology, dos Estados Unidos ou com Andreas Müller Pohle, Editor da Revista European Photography, entre tantos outros que nos visitaram.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos dizer mesmo, que estes 20 anos não são apenas de existência, mas também de resistência. Duas décadas que muito da fotografia brasileira se transformou, muito expandiu, cresceu em qualidade, tornou-se internacional, e que pouca coisa selecionada desapareceu. Parte deste enorme “acervo” angariado e preservado pelo Nafoto vai permitir aos jovens fotógrafos um passeio na história recente da nossa imagem. Também, permitirá que aqueles que lá estiveram recuperem momentos extraordinários. Através desse grande esforço de duas décadas, ganhamos todos nós, ganha a fotografia. A nossa fotografia!</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/05/nafoto-20-anos-depois/' addthis:title='Nafoto, 20 anos depois [por Juan Esteves] ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Nas janelas de Bittencourt [por Juan Esteves]</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Apr 2011 16:37:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Esteves]]></category>
		<category><![CDATA[Julio Bittencourt]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Juan Esteves<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/04/nas-janelas-de-bittencourt-por-juan-esteves/' addthis:title='Nas janelas de Bittencourt [por Juan Esteves] ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/04/foto1_420.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-16327" title="foto1_420" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/04/foto1_420.jpg" alt="" width="580" height="386" /><br />
</a><em>Foto :: Julio Bittencourt</em></p>
<p>Fotografia e janelas há anos mantém um casamento feliz. Dentro da imagem está a sua própria moldura. Não no sentido literal, mas no da composição onde a cercania delimitada nos conduz, sem atalhos, diretamente ao conteúdo. Este pode ser tanto objetivo como também um simulacro do que vemos, sugere o que estamos preparados para acreditar e também no que não deveríamos acreditar. Essa é a provocação do fotógrafo Julio Bittencourt em seu livro “<strong>Numa Janela do Edifício Prestes Maia 911” (DBA, 2009).</strong></p>
<p>Bittencourt escolheu um emblemático espaço arquitetônico da maior metrópole da América Latina e o transformou-o no livro. Um prédio no empobrecido centro de São Paulo e uma plêiade de moradores numa espécie de plano sequência de 70 páginas. O tom denso e carregado no preto, as imagens manipuladas pela sua linguagem e técnica, completam a proposta.</p>
<p>Ao enveredar pela Gestalt, não há dúvida que as complexidades de cada figurante são superadas pelo conjunto de seus personagens. Cada um deles produz seu próprio <em>mis-en-scène</em>, mas é no formato final que a proposta ganha mais força, é nele que o trabalho adquire uma razão maior. Entretanto, em virtude da presença marcante de seu protagonista, cada página não é desprezada por seu individualismo e mantém uma forte ligação com as demais.</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/04/foto2_420.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-16328" title="foto2_420" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/04/foto2_420.jpg" alt="" width="580" height="387" /><br />
</a><em>Foto :: Julio Bittencourt</em></p>
<p>Ronaldo Entler, da pós-graduação em Multimeios da Unicamp, no seu texto introdutório nos diz que “a fronteira simbólica que separa a arte da documentação nunca deixou de ser ameaçada pelos dois lados”. Também acerta ao dizer que o trabalho do fotógrafo é resultado de uma construção, e que suas imagens foram negociadas com seus personagens. É uma constatação, não uma crítica. Afinal, a fotografia contemporânea não vem se portando assim há anos?</p>
<p>A cumplicidade entre fotógrafo e retratado, como sugere Entler, fica óbvia ao se notar de pronto o caráter <em>stageable</em> de cada um, em detrimento ao posicionamento <em>straight</em>, apenas para citar dois adjetivos em voga na chamada crítica contemporânea. Em outras palavras, o que é encenado surpreende o factual. Mas como ele alerta, a fronteira entre os dois momentos é simbólica e hoje carece de revisão em suas análises mais ortodoxas.</p>
<p>Como um maestro conduzindo sua orquestra, Bittencourt produz e lê uma partitura monocórdica em seu andamento gráfico, embora, deliberadamente permita que seus instrumentos desafinem. É o momento em que cada um se manifesta. Não estamos vendo uma sequência de retratos mudos. Há aqueles que gritam, pois são ecos da cidade que os aperta. Paixão, calor, tristeza, dor, felicidade e amor estão ali para quem souber olhar. Este é o mérito do fotógrafo, dar voz aos habitantes da metrópole antropofágica.</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/04/foto3_420.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-16329" title="foto3_420" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/04/foto3_420.jpg" alt="" width="580" height="386" /><br />
</a><em>Foto :: Julio Bittencourt</em></p>
<p>Ronaldo Entler une os fenômenos de uma cidade moderna com a fotografia. Em sua digressão, ora a cidade se oferece a fotografia, ora esta a acolhe de maneira privilegiada. Porém a sua expansão, na maioria das vezes descontrolada, abala as fronteiras formais e expõe seus fragmentos. É sobre estes, em forma de janela e seu conteúdo humano, que Bittencourt se debruça literalmente, criando um amálgama entre o que é arte, e o que é imagem documental.</p>
<p>Julio Bittencourt ganhou com este ensaio o Prêmio Leica Oskar Barnack 2007 e o 2º lugar na categoria Ensaio, do Prêmio Fundação Conrado Wessel de Arte de 2006. O fotógrafo também ganhou o Prêmio de Ensaio não Publicado da FCW de 2009.</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/04/foto4_420.jpg"><img class="size-full wp-image-16330" title="foto4_420" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/04/foto4_420.jpg" alt="" width="580" height="386" /><br />
</a><em>Foto :: Julio Bittencourt</em></p>
<p><em> </em>Já lançado na Alemanha pela Kehrer Verlag e na Inglaterra pela Dewi Lewis Publishing, a versão brasileira mantém a coedição com as europeias. Dramaticamente embasada nos pretos do contorno das imagens, traz a maioria das imagens carregadas nos baixos tons. A edição, por questões de aproveitamento, também foi impressa em Verona, na Itália, em quadricromia impecável.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/04/nas-janelas-de-bittencourt-por-juan-esteves/' addthis:title='Nas janelas de Bittencourt [por Juan Esteves] ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Carioca, livro de Emmanuelle Bernard</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2011/02/carioca-livro-de-emmanuelle-bernard/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Feb 2011 17:11:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estúdio Madalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Emmanuelle Bernard]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Esteves]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Juan Esteves<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/02/carioca-livro-de-emmanuelle-bernard/' addthis:title='Carioca, livro de Emmanuelle Bernard ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<p>“Que o Rio de Janeiro é uma Cidade Maravilhosa, disso ninguém tem dúvidas!” escreve o professor José Mauro Gonçalves Nunes, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e da Fundação Getúlio Vargas, logo no início do livro “Carioca” (Andrea Jakobsson Estudio, 2010)  da fotógrafa francesa, radicada no Brasil, Emmanuelle Bernard. O professor também é “doutor em psicologia e psicólogo, nascido e criado em Madureira, capital do subúrbio carioca, berço do samba e do carnaval de rua, e um apaixonado pelo Rio e pelo Futebol”. Resumindo, ninguém  melhor para escrever sobre a cidade.</p>
<p>Claro que as imagens de Bernard não precisam desse prefácio para situar o leitor brasileiro a um panorama que já é demais conhecido, no entanto o texto é despretensioso, longe do acadêmico e como o livro é trilíngue português-francês-inglês, é pertinente para o estrangeiro que se depara com ele, embora se distancie, e muito, dos chamados “livros de aeroporto”, a começar pelo belo design executado por Giovanni Bianco.</p>
<p>Uma passagem rápida pelas imagens sugere uma certa confusão na composição de fotografias em preto e branco com aquelas em cor, na fusão da arquitetura com retratos,  e na unidade técnica, ora com certa acutância, ora com a falta desta. Mas uma leitura atenciosa se percebe que há uma lógica neste “caos” e conseguimos  compreender a proposta da fotógrafa em sua edição de imagens.</p>
<p>O forte é sem dúvida o retrato, gênero que Bernard se dedica há tempos, em trabalhos editoriais e publicitários, e  neste caminho é feita a comunhão de alguns poucos famosos com aqueles anônimos. Ponto para a fotógrafa, pois elencar celebridades cariocas “globais”, como muitos fotógrafos e fotógrafas já fizeram em livros, seria uma facilidade distante de um trabalho sério. Neste aspecto, ganham destaque aqueles produzidos em cor, com simplicidade de snapshots e de caráter venturoso, no contraponto com aqueles em preto e branco de viés mais dramático.</p>
<p>Emmanuelle Bernard também desenha a arquitetura urbana do Rio de Janeiro, na visão oposta aquela dos resquícios do Império. Seu roteiro está nos espaço urbano centrado na década de 40 e 50 com edifícios como o Palácio Gustavo Capanema,  e nas formas cilíndricas do triste e pobre design da década de 70, que se confundem entre visões praianas, portuárias, do pequeno comércio, das ruas e de favelas, como a da Rocinha.</p>
<p>A paisagem exuberante da cidade, também não se mostra tão clichê. O “redentor” não surge tão evidente, e mesmo nas cenas de futebol, que não poderiam faltar numa publicação do gênero, estão centradas na figura humana de maneira mais peculiar, como o torcedor vascaíno, que cruza as mãos na cabeça e realça a enorme tatuagem com o símbolo do clube, embora a fotógrafa percorra outros estádios e se deixe levar pelo comum em suas tomadas.</p>
<p>A procura pelo contraponto na edição de imagens, como o emaranhado de  fios elétricos, “os gatos” na favela, em preto e branco, e a prosaica e deserta estrada da Tijuca em cores, resumem um pouco a ideia, que segue ao inverter o processo, entre uma peixaria e um detalhe de uma laje no mar. Sem dúvida um roteiro que tenta mostrar a mecânica da cidade, sua periferia mais ampla e seus bastidores,  mas cuja lógica está só presente no repertório da autora, e esta se afasta de uma sintaxe compreensível ou até mesmo da existência dela.</p>
<p>“Carioca” é uma espécie de diário ilustrado, que anota uma certa sedução pela cidade e pela capacidade de registrá-la. Não como o inglês Charles Landseer o fez, com uma visão estrangeira &#8211; afinal Bernard passou sua adolescência no Rio de Janeiro, no final da década de 1970 e início da 1980,  estudando no famoso Liceu Franco Brasileiro, em Laranjeiras, cuja parte francesa se tornou o Liceu Molière – mas com o desejo de registro pessoal e detalhes cuja ontologia  remete apenas a autora e seu itinerário interior.</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/02/DAUDE-EM-IPANEMA.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-14173" title="DAUDE EM IPANEMA" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2011/02/DAUDE-EM-IPANEMA.jpg" alt="" width="540" height="805" /></a></p>
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<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2011/02/carioca-livro-de-emmanuelle-bernard/' addthis:title='Carioca, livro de Emmanuelle Bernard ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Carnavais do Brasil</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 13:09:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>modobulb</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Catherina Krulik]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Esteves]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>

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		<description><![CDATA[ Juan Esteves escreve sobre o novo livro de Catherine Krulik. A fotógrafa francesa, radicada no Brasil,  mostra em "Carnavais do Brasil" 12 anos do carnaval brasileiro. <div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/11/carnavais-do-brasil/' addthis:title='Carnavais do Brasil ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Juan Esteves</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
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<p>Carnaval é uma coisa antiga. Diz o Oxford (Dictionary and Thesaurus) que o termo deriva do italiano “carnevale” ou “carnovale” do latim medievo “carnelevamen” de carne+levare, levar adiante a carne! Mas de fato, onde começou não importa, é no Brasil que ele reina, pelo menos por alguns dias, gostem ou não os misântropos. E desde os tempos do grande fotógrafo alagoano Augusto Malta (1864-1957) a fotografia acompanha a festa. Catherine Krulik, francesa de diferentes nacionalidades, resolveu enfrentar o desafio e produziu um pequeno documentário a respeito.</p>
<p>Lançado ontem em São Paulo, o  livro “Carnavais do Brasil”  (Grão Editora 2010) , com edição de imagens da também fotógrafa e editora  Maristela Colucci , traz ao público um trabalho de 12 anos feito em alguns estados brasileiros pela fotógrafa que está radicada em São Paulo desde 1992. São cerca de 152 imagens que passam pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Maranhão, Pernambuco e Bahia. Parte do material já foi visto na França em importantes festivais como o  Festival Internacional de Fotografia Terre d’Images, em Biarritz e o Art’Image d’Avignon.</p>
<p>Tem baiana rodando? Tem sim senhor! Tem porta bandeira girando? Tem sim senhor!Tem travesti de peito de fora? Tem sim senhor! No entanto, este belo livro de grande formato é mais do que estes clichês que assombram a fotografia carnavalesca brasileira e internacional. Além das imagens do cânone do gênero a fotógrafa inseriu imagens ricas em detalhes e sensibilidade que tornam o livro diferente, remetem ao olhar mais apurado e se distanciam do popular trinômio mulher pelada+imagens borradas+batuqueiros suando.</p>
<div id="attachment_12190" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/11/GRAO_CARNAVAISdoBRASIL_Krulik_2.jpg"><img class="size-full wp-image-12190" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/11/GRAO_CARNAVAISdoBRASIL_Krulik_2.jpg" alt="" width="500" height="314" /></a><p class="wp-caption-text">Catherine Krulik</p></div>
<p>O afastamento do lugar comum está no pequenos detalhes, nas expressões captadas nas ruas menos visíveis, momentos em que existe um <em>gap</em> entre a monumentalidade e a individualidade do registro. Carnaval é um evento multifacetado, varia de estado para estado, de cidade para cidade e contém em sua liturgia diferentes maneiras de representá-lo. Já vimos grandes livros a respeito, como o “Carnaval na Lona”, de Rogério Reis, ou  “Carnaval”, de Claudio Edinger, no entanto a amplidão do tema coloca Catherine Krulik no roteiro certo.</p>
<p>São nos momentos menos usuais que o livro ganha mais força e se distancia das estantes de livrarias de aeroporto. O registro da festa na Zona da Mata, em Pernambuco traz um documental apurado, mostrando a confecção dos adereços multicoloridos dos maracatus, bem como retratos expressivos dos participantes. A fotógrafa trabalha cor como forma e como conceito trazendo um duplo resultado feliz.</p>
<div id="attachment_12189" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/11/GRAO_CARNAVAISdoBRASIL_Krulik_1.jpg"><img class="size-full wp-image-12189" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/11/GRAO_CARNAVAISdoBRASIL_Krulik_1.jpg" alt="" width="500" height="322" /></a><p class="wp-caption-text">Catherine Krulik</p></div>
<p>Na grandiosidade do carnaval carioca, Catherine procura o detalhe da pista do sambódromo e as vezes seu espaço maior. A concepção tem ares de déjà vu, mas em alguns momentos consegue um momento mais autoral. É preciso lembrar que o livro é um documentário, a proposta é por este registro, tornando inevitável não se livrar dos padrões abstratos criados pelo movimento lento da câmera, registro clássico da imagem carnavalesca. O mesmo vale para Salvador e para São Paulo.</p>
<p>Diógenes Moura, escritor e curador da Pinacoteca do Estado de São Paulo, diz em seu texto de apresentação que “somos e não somos o país do carnaval”.  Para ele há um percurso de transformações onde misturamos diferentes heranças. Catherine  Krulik faz exatamente isso. Vai buscar o tradicional, relata os momentos mais particulares, capta as cores usuais e as mescla com seus personagens únicos. Na adequação de sua imagética, não perde o tom documentarista, muito menos a poesia da fotografia, trazendo para suas páginas esse amálgama popular, que de tão conhecido precisa de alguém talentoso para mostrá-lo.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/11/carnavais-do-brasil/' addthis:title='Carnavais do Brasil ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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