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	<title>Paraty em Foco &#187; livro</title>
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	<description>Blog de Fotografia</description>
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		<title>As pontes de Lerner</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Dec 2010 15:53:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>modobulb</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Lerner]]></category>

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		<description><![CDATA[Juan Esteves escreve sobre o livro “São Paulo, Pontes e Vistas” do paulistano Marcelo Lerner,  de formato panorâmico, com imagens compostas com até 60 fotogramas, que será lançado no dia 14 de dezembro de 2010<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/12/as-pontes-de-lerner/' addthis:title='As pontes de Lerner ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Juan Esteves</p>
<p>O formato panorâmico sempre atraiu os produtores de imagens.  Vale lembrar os desenhos e aquarelas  do inglês  Charles Landseer (1799-1879) que retratam o Rio de Janeiro ou a obra  “O mais belo panorama do Rio de Janeiro”, de 1825,  do também inglês, William John Burchell (1781-1863) e,  mais recentemente, o belíssimo livro “Chaos” (Phaidon,1999) do tcheco Josef Koudelka.  Um formato que também inspira o  paulistano Marcelo Lerner em seu livro<strong> “São Paulo, Pontes e vistas</strong>” com cerca de 28 panorâmicas da cidade, tomadas a partir de cada uma das pontes que cruzam os rios Tietê, Pinheiros e Tamanduateí.</p>
<div id="attachment_12525" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/12/Jaguare-leste-.jpg"><img class="size-full wp-image-12525" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/12/Jaguare-leste-.jpg" alt="" width="550" height="184" /></a><p class="wp-caption-text">Marcelo Lerner</p></div>
<p>O título prosaico, que sugere os álbuns dos fotógrafos do século 19, faz parecer um trabalho simples, que já no primeiro olhar se desfaz. A começar pelo tamanho pouco usual, 24X50 cm, e pelo texto do curador e pesquisador paulista Rubens Fernandes Junior, que salienta que a paisagem panorâmica está destinada a seduzir o espectador por meio da ilusão perspectiva, caracterizada por um ponto de vista distanciado (…). Em outras palavras,  ele  nos alerta que é necessário olhar as imagens com circunstância e cuidado, pois estas revelam muito mais em suas entrelinhas, ou melhor, entre suas linhas e colunas.</p>
<div id="attachment_12526" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/12/Transamerica-.jpg"><img class="size-full wp-image-12526" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/12/Transamerica-.jpg" alt="" width="550" height="261" /></a><p class="wp-caption-text">Marcelo Lerner</p></div>
<p>Marcelo Lerner tem o  nome relacionado a pesquisa de processos de impressão fotográficos históricos. É um dos poucos printers de Platina e Palladium no Brasil e foi assistente do fotógrafo inglês Michael Gray,  ex-curador do Fox Talbot Museum, em Lacock, na Inglaterra. Lá desenvolveu pesquisas no campos de  impressão, entre outras técnicas, com o Calótipo &#8211; o primeiro processo de negativo-positivo, criado em 1836 por  William Fox Talbot (1800-1877). No entanto, foi na mídia digital que o fotógrafo criou suas panorâmicas. Até seria estranho, não fosse o fato de que fotografar para o autor é sempre uma coisa tão complexa quanto fazer um print de um processo antigo.</p>
<div id="attachment_12527" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/12/Tamanduatei-.jpg"><img class="size-full wp-image-12527" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/12/Tamanduatei-.jpg" alt="" width="550" height="249" /></a><p class="wp-caption-text">Marcelo Lerner</p></div>
<p>Cada página tem que ser olhada com atenção, pois as “pontes e vistas” de Lerner nos dão muito mais informações do que uma excepcional acutância digna dos grandes formatos. O autor conta que usou uma câmera Sinar F1 (formato 4X5”, ideal para fotografar externas) e construiu um adaptor que permitiu usar dois tipos de câmeras digitais de formato pequeno (D100 e D200). A menor imagem tem 12 fotogramas e a maior 60. No final chegou a uma matriz de 5 linhas por 9 colunas (45 fotogramas), com sobreposições de 1/3 para cada lado. Fácil de entender? Não mesmo, mas o resultado foram arquivos digitais que chegam aos 2 gigabytes!  Isso em arquivo psd, pois ao achatar os layers, teremos meros 300 ou 400 megabytes por fotografia.</p>
<p>Bem, a atitude é complexa mesmo, mais ainda é a relação conceitual criada no fazer das imagens. O fotógrafo estendeu a relação tempo-exposição na captação das fotografias. Isso permitiu que a releitura de um espaço temporal fosse alterada em sua parte física. Ou seja, aquela fração de segundos do obturador não existe mais. O “momento decisivo” foi para o brejo, e uma simples  e prosaica vista passou a conter uma nova simbologia quase atemporal. Algo parecido com as experiências de multi-imagens que o equatoriano Pablo Corral Vega vem desenvolvendo também, na Nieman Foundation, da Universidade de Harvard.</p>
<p>As panorâmicas são na verdade criação de Marcelo Lerner. Em muitas delas fica nítido essa extensão de tempo múltipla, inserida dentro de uma imagem aparentemente normal, e que desafiam a veracidade daquilo que foi com o tempo incutido na leitura fotográfica. Fernandes Junior lembra que na cultura visual do século 19 havia essa consideração: “Por muito tempo o homem alimentou o sonho no qual a fotografia representava um recorte fiel da realidade” No entanto, o curador  esclarece que “isso foi logo questionado por aqueles que deram à fotografia o estatuto de arte, ao valorizar as diferentes possibilidades de intervir no processo de produção da imagem técnica”.</p>
<p>Ao leitor atento, resta o prazer de se debruçar sobre as belas imagens, bem como ler as narrativas do autor, que escreve uma espécie de visita guiada alertando para certos detalhes das fotografias . Em alguns momentos vemos, por exemplo, o mesmo grupo de pessoas, em dois lugares diferentes, ou um pequeno barco que pode ser visto atracado e logo ao lado em movimento. O jogo do olhar proposto dinamiza a leitura e nos faz pensar no platônico dilema da existência de uma realidade imutável e a outra mutável, que nos toca os sentidos, e que no fundo, se transformam em diferentes interpretações de uma mesma realidade.</p>
<p><strong>*Lançamento do livro São Paulo, pontes e vistas &#8211; fotografias de Marcelo Lerner </strong></p>
<p>Dia 14 de dezembro de 2010, terça-feira, a partir das 19h30</p>
<p>Galeria Concreta: Rua dos Macunis, 440 (manobrista no local)</p>
<p>Alto de Pinheiros – São Paulo Tel: 11 2338 6400</p>
<p>http://galeriaconcreta.com.br/</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/12/as-pontes-de-lerner/' addthis:title='As pontes de Lerner ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>André François lança livro em São Paulo</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Dec 2010 12:09:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>modobulb</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[andré françois]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>

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		<description><![CDATA[O lançamento e noite de autógrafos do novo livro de André François, "De volta para casa – Um documentário sobre o tratamento domiciliar no Brasil", acontece hoje em São Paulo<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/12/andre-francois-lanca-livro-em-sao-paulo/' addthis:title='André François lança livro em São Paulo ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, dia 8 de dezembro, quarta-feira, ocorrerá o lançamento e noite de autógrafos do novo livro de André François, De volta para casa – Um documentário sobre o tratamento domiciliar no Brasil. O evento, aberto ao público, acontecerá em São Paulo, na Fnac Pinheiros, a partir das 19h. A obra traz histórias de pacientes, familiares e equipes de saúde que vivenciam as conquistas e desafios de tratar uma doença em casa. Em delicadas imagens, o documentário mostra o ganho em qualidade de vida das pessoas que utilizam o serviço. Junto ao livro, foi realizado um vídeo-documentário homônimo.   Durante o lançamento do livro algumas imagens estarão em exposição e o documentário será exibido.</p>
<div id="attachment_12485" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/12/Captura-de-tela-2010-12-08-às-09.44.05.png"><img class="size-full wp-image-12485" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/12/Captura-de-tela-2010-12-08-às-09.44.05.png" alt="" width="550" height="367" /></a><p class="wp-caption-text">André François, do livro &quot;De volta para casa&quot;</p></div>
<p>Para conhecer melhor o projeto visite o <a href="http://www.imagemagica.org/casa">hotsite</a> e assista o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=HCCBrVDNcgk">making off </a>.</p>
<p>Serviço</p>
<p>FNAC Pinheiros</p>
<p>Praça dos Omaguás, 34 – Pinheiros</p>
<p>Dia 8/12/2010 às 19hrs.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/12/andre-francois-lanca-livro-em-sao-paulo/' addthis:title='André François lança livro em São Paulo ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Vanessa Winship e seus retratos da inocência</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Nov 2010 13:20:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>modobulb</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Portfolio]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[Sweet Nothings]]></category>
		<category><![CDATA[Vanessa Winship]]></category>

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		<description><![CDATA[Conheça o delicado trabalho Sweet Nothings, da fotógrafa inglesa Vanessa Winship.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/11/vanessa-winship-e-seus-retratos-da-inocencia/' addthis:title='Vanessa Winship e seus retratos da inocência ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um retrato da inocência, esse é o trabalho <em>Sweet Nothings</em> da fotografa Vanessa Winship, realizado em 2008, e publicado pela editora Foto8, uma pequena jóia, com edição limitada a 500 cópias assinadas pela autora. O volume é pequeno, lembrando um diário ou caderno de anotações. Com uma capa branca que demanda cuidado, o livro é delicado, assim como o trabalho que guarda.</p>
<p><em>Sweet Nothings</em> é uma série de retratos de meninas de escolas de zonas rurais da Anatólia Oriental, porção Asiática da Turquia &#8211; que faz faz fronteira com o Iraque, a Armênia e o Irã formando uma extensa linha conhecida como “zona de emergência” &#8211; que devido a uma constante situação de instabilidade promovida por guerrilhas e grupos armados oriundos dos conflitos vizinhos, somado a questões culturais e ao medo afastou as garotas das instituições de ensino, por gerações.</p>
<p>A série de 45 retratos, em preto-e-branco, fala dessas meninas que estão indo pela primeira vez a escola, mas, mais do que isso, o trabalho evidencia a fragilidade, a simplicidade e a ternura de uma idade. Ao fotografar essas crianças da fronteira, que nas imagens tornam-se o centro das atenções, a autora com a aproximação e o enquadramento formais revela, também, um pouco do contexto duro, do frio das montanhas, do status social dessas meninas.</p>
<p>O desconcerto diante da câmera é somado a alguns detalhes que saltam aos olhos, como as delicadas golas bordadas, os vestidos gastos, o jeito forte de segurar a mão da companheira de retrato em uma postura rígida, desconfortável.</p>
<div id="attachment_12212" class="wp-caption alignnone" style="width: 401px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/11/vanessawinship0.jpg"><img class="size-full wp-image-12212" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/11/vanessawinship0.jpg" alt="" width="391" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Vanessa Winship – Esenkent, Armenian border</p></div>
<div id="attachment_12213" class="wp-caption alignnone" style="width: 404px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/11/vanessa-whinship1.jpg"><img class="size-full wp-image-12213" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/11/vanessa-whinship1.jpg" alt="" width="394" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Vanessa Winship – Kars, Armenian border</p></div>
<p>Considerada por críticos como uma entusiasta do <em>deadpan, &#8211; </em>estética acusada, entre outras coisas, de anular a expressividade, através de recursos como repetição, distanciamento ou aproximação do autor com o tema, &#8211; a autora diz que esses recursos só ajudam a realçar as diferenças e particularidades dessas meninas, com o profundo respeito e indistinção de valor para todas elas.</p>
<p>As fotografias são lindas em sua planitude, sem levantar julgamentos, as garotas parecem simplesmente elas, sem revelar intenção de representação para a câmera.</p>
<p>É instigante conhecer melhor esse trabalho e refletir sobre outros autores como August Sander ou Diane Arbus.</p>
<div id="attachment_12214" class="wp-caption alignnone" style="width: 403px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/11/vanessa-whinship-3.jpg"><img class="size-full wp-image-12214" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/11/vanessa-whinship-3.jpg" alt="" width="393" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Vanessa Winship – Bogatepe, Armenian border</p></div>
<p><strong><a href="http://jmcolberg.com/weblog/extended/archives/a_conversation_with_vanessa_winship/">Aqui</a></strong><a href="http://jmcolberg.com/weblog/extended/archives/a_conversation_with_vanessa_winship/"> </a>uma entrevista muito bacana com a Vanessa, feita por Jorg Colberg, na qual ela fala da capacidade da abstração do preto-e-branco e seu poder de nos fazer viajar entre tempo e memória, além de falar sobre questões como suas motivações para fotografar nas regiões da Turquia, Balkans e Georgia.</p>
<p><strong>Vanessa Winship</strong> nasceu em 1960 na Inglaterra, sua formação acadêmica é em cinema e fotografia na Westminster University. Trabalhou como professora e depois tornou-se fotografa freelancer. Com essa série de retratos, Winship  ganhou os prêmios World Press Photo e o Sony World Photography Award, entre outros. Seu trabalho esteve presente em várias exposições.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/11/vanessa-winship-e-seus-retratos-da-inocencia/' addthis:title='Vanessa Winship e seus retratos da inocência ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Carnavais do Brasil</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2010/11/carnavais-do-brasil/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 13:09:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>modobulb</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Catherina Krulik]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Esteves]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>

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		<description><![CDATA[ Juan Esteves escreve sobre o novo livro de Catherine Krulik. A fotógrafa francesa, radicada no Brasil,  mostra em "Carnavais do Brasil" 12 anos do carnaval brasileiro. <div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/11/carnavais-do-brasil/' addthis:title='Carnavais do Brasil ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Juan Esteves</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Carnaval é uma coisa antiga. Diz o Oxford (Dictionary and Thesaurus) que o termo deriva do italiano “carnevale” ou “carnovale” do latim medievo “carnelevamen” de carne+levare, levar adiante a carne! Mas de fato, onde começou não importa, é no Brasil que ele reina, pelo menos por alguns dias, gostem ou não os misântropos. E desde os tempos do grande fotógrafo alagoano Augusto Malta (1864-1957) a fotografia acompanha a festa. Catherine Krulik, francesa de diferentes nacionalidades, resolveu enfrentar o desafio e produziu um pequeno documentário a respeito.</p>
<p>Lançado ontem em São Paulo, o  livro “Carnavais do Brasil”  (Grão Editora 2010) , com edição de imagens da também fotógrafa e editora  Maristela Colucci , traz ao público um trabalho de 12 anos feito em alguns estados brasileiros pela fotógrafa que está radicada em São Paulo desde 1992. São cerca de 152 imagens que passam pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Maranhão, Pernambuco e Bahia. Parte do material já foi visto na França em importantes festivais como o  Festival Internacional de Fotografia Terre d’Images, em Biarritz e o Art’Image d’Avignon.</p>
<p>Tem baiana rodando? Tem sim senhor! Tem porta bandeira girando? Tem sim senhor!Tem travesti de peito de fora? Tem sim senhor! No entanto, este belo livro de grande formato é mais do que estes clichês que assombram a fotografia carnavalesca brasileira e internacional. Além das imagens do cânone do gênero a fotógrafa inseriu imagens ricas em detalhes e sensibilidade que tornam o livro diferente, remetem ao olhar mais apurado e se distanciam do popular trinômio mulher pelada+imagens borradas+batuqueiros suando.</p>
<div id="attachment_12190" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/11/GRAO_CARNAVAISdoBRASIL_Krulik_2.jpg"><img class="size-full wp-image-12190" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/11/GRAO_CARNAVAISdoBRASIL_Krulik_2.jpg" alt="" width="500" height="314" /></a><p class="wp-caption-text">Catherine Krulik</p></div>
<p>O afastamento do lugar comum está no pequenos detalhes, nas expressões captadas nas ruas menos visíveis, momentos em que existe um <em>gap</em> entre a monumentalidade e a individualidade do registro. Carnaval é um evento multifacetado, varia de estado para estado, de cidade para cidade e contém em sua liturgia diferentes maneiras de representá-lo. Já vimos grandes livros a respeito, como o “Carnaval na Lona”, de Rogério Reis, ou  “Carnaval”, de Claudio Edinger, no entanto a amplidão do tema coloca Catherine Krulik no roteiro certo.</p>
<p>São nos momentos menos usuais que o livro ganha mais força e se distancia das estantes de livrarias de aeroporto. O registro da festa na Zona da Mata, em Pernambuco traz um documental apurado, mostrando a confecção dos adereços multicoloridos dos maracatus, bem como retratos expressivos dos participantes. A fotógrafa trabalha cor como forma e como conceito trazendo um duplo resultado feliz.</p>
<div id="attachment_12189" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/11/GRAO_CARNAVAISdoBRASIL_Krulik_1.jpg"><img class="size-full wp-image-12189" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/11/GRAO_CARNAVAISdoBRASIL_Krulik_1.jpg" alt="" width="500" height="322" /></a><p class="wp-caption-text">Catherine Krulik</p></div>
<p>Na grandiosidade do carnaval carioca, Catherine procura o detalhe da pista do sambódromo e as vezes seu espaço maior. A concepção tem ares de déjà vu, mas em alguns momentos consegue um momento mais autoral. É preciso lembrar que o livro é um documentário, a proposta é por este registro, tornando inevitável não se livrar dos padrões abstratos criados pelo movimento lento da câmera, registro clássico da imagem carnavalesca. O mesmo vale para Salvador e para São Paulo.</p>
<p>Diógenes Moura, escritor e curador da Pinacoteca do Estado de São Paulo, diz em seu texto de apresentação que “somos e não somos o país do carnaval”.  Para ele há um percurso de transformações onde misturamos diferentes heranças. Catherine  Krulik faz exatamente isso. Vai buscar o tradicional, relata os momentos mais particulares, capta as cores usuais e as mescla com seus personagens únicos. Na adequação de sua imagética, não perde o tom documentarista, muito menos a poesia da fotografia, trazendo para suas páginas esse amálgama popular, que de tão conhecido precisa de alguém talentoso para mostrá-lo.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/11/carnavais-do-brasil/' addthis:title='Carnavais do Brasil ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Uma breve história da curadoria</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2010/09/uma-breve-historia-da-curadoria/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Sep 2010 03:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Garapa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
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		<category><![CDATA[curadoria]]></category>
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		<category><![CDATA[Juan Esteves]]></category>
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		<category><![CDATA[Wesley Duke Lee]]></category>

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		<description><![CDATA[Em texto inédito, Juan Esteves discute as questões pertinentes à função do curador a partir do trabalho do curador suíço Hans Ulrich Obrist, que acaba de ter livro traduzido para o português.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/09/uma-breve-historia-da-curadoria/' addthis:title='Uma breve história da curadoria ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Juan Esteves</strong></p>
<p>Curadoria é uma função que ainda assusta alguns e cria polêmica entre muitos, diante da maneira pródiga com que vem sendo aplicada nos últimos anos. Não significa simplesmente reunir uma série de obras de arte. Significa muito mais, bem como exige um conhecimento baseado na experiência e na cultura adquirida de muitos e muitos anos. Bem, pelo menos para aqueles que levam a sério a ideia, caso do curador suíço Hans Ulrich Obrist, autor do recém-lançado “Uma Breve história da Curadoria” (BEI, 2010).<a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/Uma-breve-historia-da-curadoria_z.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10446" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/Uma-breve-historia-da-curadoria_z.jpg" alt="" width="580" height="580" /></a></p>
<p>Obrist foi considerado, em 2009, pela Art Review Magazine, a personalidade mais influente no mundo das Artes. A chamada edição especial “The Power 100” que a revista publica no mês de novembro, há 8 anos, já trouxe nomes como os fotógrafos/artistas Cindy Sherman e Richard Prince.</p>
<p>Uma das análises feitas pela Art Review que leva um profissional ao topo (algumas podem ser até mesmo econômicas) é a atividade como artista ou curador, no ano anterior, ou seja falamos em 2008, quando Obrist lançou o livro na Europa. São entrevistas com 11 grandes curadores das últimas décadas. Uma compilação de trabalhos inéditos ou publicados em revistas impressas como ArtForum ou virtuais como a TRANS&gt;.</p>
<p>Obrist é co-diretor da famosa Serpentine Gallery , de Londres, já fez curadorias de importantes artistas como a do americano Jeff Koons, da inglesa Rebeca Warren, e naquela “lista do futuro” , incluiu artistas como o inglês Damien Hirst, o dinamarquês Olaf Eliasson e o coletivo indiano Raqs Media Colective. Resumindo, quando ele fala, ao contrário de muitos outros, devemos mesmo ouvir, e com atenção.</p>
<div id="attachment_10443" class="wp-caption aligncenter" style="width: 585px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/Diptych-coletivo-indiano-Raq.jpg"><img class="size-full wp-image-10443" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/Diptych-coletivo-indiano-Raq.jpg" alt="" width="575" height="864" /></a><p class="wp-caption-text">© Raqs Media Collective</p></div>
<p>“Uma breve história da Curadoria” deve ser lido a partir do prefácio feito por Christophe Cherix, um dos curadores do MoMa, que abre com uma pergunta interessante, feita pelo autor a Anne d’Harnoncourt, ex-curadora do importante Museu de Arte da Filadélfia, nos Estados Unidos: Que conselho ela daria a um jovem curador recém-chegado ao universo dos museus atuais – mais populares e menos experimentais. Ela respondeu…Olhar, Olhar e olhar e então, olhar de novo, porque nada substitui o olhar (…) lembrando os artistas Gilbert e George, “estar com a arte é tudo que pedimos”.</p>
<p>Podemos dizer que a primeira lição, “Olhar”, se destina para tudo que é feito (evitando o corporativismo, penso) e acima de tudo, um olhar sem preconceitos, é o que esta breve história nos provoca. A escolha de Obrist é espetacular e atende aos grandes momentos que a arte internacional viveu ao longo de muitos anos. Um dos entrevistados é o brasileiro Walter Zanini, que foi diretor do Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP) e curador da 16ª e 17ª edições da Bienal de São Paulo ( 1981 e 1983). A entrevista foi feita em 2003 com a participação dos curadores brasileiros Ivo Mesquita e Adriano Pedrosa. Até agora era inédita.</p>
<p>Zanini, como outro importante curador, o alemão Franz Meyer, nos início dos anos 50 estudou história da arte em Paris. Como jornalista de arte manteve contato com artistas brasileiros e da Europa e em 62 foi aceito como professor na USP. Na sua atuação no MAC -USP promoveu o intercambio com o MoMA e trouxe entre outras coisas, mostras antológicas como “Henri Cartier-Bresson: Fotografias Recentes”, que ocorreu entre maio e junho de 1970. ( informação recolhida no livro Henri Cartier-Bresson, O século moderno, Cosacnaify, 2010. Inexplicavelmente o site do museu só mostras as exposições a partir de 1995)</p>
<p>Em sua conversa com Obrist, o curador brasileiro traça um verdadeiro panorama da nossa arte contemporânea a partir da década de 60 e sua ligação com a produção estrangeira. Com muita propriedade faz links entre críticos e artistas importantes como o pernambucano Mario Pedrosa (1901-1981), um dos pioneiros do pensamento e da crítica de arte no Brasil e Lygia Clark (1920-1988) pintora e escultora, e acima de tudo, nos revela que o MAC-USP já viveu tempos melhores.</p>
<p>Sem seguir a ordem da publicação, outra entrevista interessantíssima é da curadora novaiorquina Lucy Lippard, feita em 2007 e também inédita. Ela recebeu em abril deste ano o 13º Award for Curatorial Excellence, concedido pelo The Center for Curatorial Studies at Bard College (CCS Brd), cobiçado prêmio internacional das artes.</p>
<div id="attachment_10441" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/CAPA-DO-LIVRO-LUCY-LIPPARD-foto-de-peter-_11.jpg"><img class="size-full wp-image-10441" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/CAPA-DO-LIVRO-LUCY-LIPPARD-foto-de-peter-_11.jpg" alt="" width="580" height="705" /></a><p class="wp-caption-text">Foto da capa: Peter Woodruff.</p></div>
<p style="text-align: center">
<p>Curadora, escritora prolífica, ativista, autora de nada menos que 20 livros sobre arte contemporânea e sobre a crítica, Lippard foi curadora de mais de 50 mostras nos Estados Unidos, Europa e América Latina. Lippard também é co-fundadora do The Heresies Collective e atua numa infinidade de publicações como Village Voice, Art in America e Z Magazine.</p>
<p>Entre outras perguntas, Obrist busca saber como os curadores pioneiros se viraram no início. No caso dela, sobretudo como curadora. Ela responde que não havia muita documentação disponível. Ao que ele retruca que por isso a entrevista é tão importante: “Há pouca literatura sobre exposições e também há uma amnésia extraordinária em relação a estas histórias.”</p>
<p>A curadora começa sua narrativa a partir de sua primeira curadoria, em 1966. No entanto, ela já tinha trabalhado para os curadores do MoMA. “O único emprego real que tive”, conta. Entre 1958 e 1960 ela trabalhou na biblioteca do museu, fazendo pesquisa para os curadores. Ela conta que depois do incêndio no outono de 1958, tiveram que recolocar os livros, o que a obrigou a manusear um por um. Um tremendo aprendizado. Quando arquivava o material, ela o lia. Assim aprendeu sobre arte contemporânea.</p>
<p>Outra entrevista que nos atrai é com o curador Pontus Hultén (1923-2006), que trabalhou no Moderna Museet (Museu de Arte Moderna de Estocolmo) desde 1960 e um dos criadores do Centre George Pompidou, de Paris, do qual foi diretor de 1974 a 1981. A entrevista foi publicada na Artforum de abril de 1997. Para artistas como a francesa Niki de St. Phalle (1930-2002) e o suíço Tinguely (1915-1991), Hultén tinha uma alma de artista.</p>
<div id="attachment_10442" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/card_karlsson11.-billboard-art-curadoria-de-Pontus-Hulten-jpg.jpg"><img class="size-full wp-image-10442" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/card_karlsson11.-billboard-art-curadoria-de-Pontus-Hulten-jpg.jpg" alt="" width="580" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">© Card Karlsson</p></div>
<p>Hultén quase seguiu a carreira de cineasta, encorajada pelo artista e diretor americano Robert Breer. O cinema perdeu um diretor mas a arte ganhou um grande curador. Um de seus feitos marcantes foi a mostra no MoMA, de 1968, considerada sua primeira curadoria histórica e interdiciplinar, na qual abordou a máquina na arte, fotografia e design industrial. Nas respostas de Hultém, pérolas, como nos anos 50 as pinturas não tinham o valor que tem hoje. Tudo era infinitamente mais fácil naquela época. “Você podia levar um Mondrian para a galeria de táxi”.</p>
<p>Uma das grandes curadorias de Harald Szeemann (1933-1995), outro entrevistado, foi a mostra “When attitudes become form” de 1969, em Kunsthalle de Berna, na Suíça e no The Institute of Contemporary Arts, de Londres. Esta exposição testemunhava uma nova forma desmaterializada de trabalho, onde o ato (ou o processo) de criação era tomado como obra de arte.</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/poster-n070815se_118_098-curadoria-HARALD-.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10445" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/poster-n070815se_118_098-curadoria-HARALD-.jpg" alt="" width="580" height="406" /></a></p>
<p>A curadoria não se realizava apenas com uma lista de nomes, um conceito, um movimento ou uma tendência. E sim, apenas &#8220;a atividade do artista&#8221;, como explicou na época Szeemann. Entre inúmeros artistas participantes estavam o alemão Joseph Beuys (1921-1986), o francês <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Daniel_Buren">Daniel Buren</a>, o italiano <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mario_Merz">Mário Merz</a> (1925-2003) e o americano <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bruce_Nauman">Bruce Nauman</a>, entre outros. Nomes que se tornariam icônicos ao longo dos anos, mostrando uma visão de vanguarda do curador.</p>
<p>Por que ser um curador? Szeeman contou a Obrist que até tentou ser pintor, mas quando viu uma mostra de Fernande Léger, em Berna, desistiu. “Nunca vou ser tão bom assim” contou. Estas declarações prosaicas e outras mais complexas, de luminares como Walter Hopps (1923-2005), Johannes Cladders, Jean Leering(1934-2005) , Franz Meyer (1919-2007), Seth Siegelaub, Werner Hofmann, Anne d’Harnoncourt fazem desta coletânea um verdadeiro guia para entender o papel da arte contemporânea e seus meandros.</p>
<p>Para o professor, curador independente e crítico de arte sueco Daniel Birbaunm, que assina o posfácio, este é um livro sobre os antecessores de Hans Ulrich Obrist. “Sobre seus avós” . Seus pais profissionais, a francesa Suzzane Pagé e o alemão Kasper Konig, os professores mais influentes não estão presentes e precisariam de um volume adicional.</p>
<p>Birbaunm cita parte de uma entrevista que fez com Pagé, publicada na Artforum em 1998, começando a dizer que apesar de ser a diretora de uma das instituições mais poderosas (o Museu de Arte Moderna de Paris) ela nunca quis ser o centro das atenções. A resposta é fantástica: Sim e não. Eu não gosto de ficar sob os holofotes, mas de iluminar os bastidores (…). Sem dúvida, é o que que este pequeno livro faz, joga luz naquilo que muitos incompetentes gostariam de deixar escuro, e confirma o que Anne d’Harnoncourt dizia: “É preciso olhar, olhar e então olhar de novo. Porque nada substitui o olhar”.</p>
<blockquote><p>As fotografias acima representam obras de alguns artistas que participaram das exposições ou livros com curadoria de alguns dos entrevistados. Não estão na publicação comentada, que traz somente textos. É uma escolha do autor do texto, Juan Esteves.</p></blockquote>
<hr /></br><br />
Num détour para o 6º Paraty em Foco, o “Inventário da Terra”, e suas discussões, como aquela conferência climática das Nações Unidas, em Copenhagen, na Dinamarca, inquietações que a fotografia e a arte estão ruminando há tempos, paralelamente ao evento -que para muitos não resolveu nada &#8211; no simpósio “Where do we go from here” realizado mais ao norte da cidade, pelo Louisiana Museum Of Modern Art*, aconteceu uma palestra de Hans Obrist, que elaborou uma lista de grandes artistas pelo mundo, propondo um trabalho a partir de uma pequena frase: “The Future will be…”. Vale a pena ver <a href="http://blogs.sueddeutsche.de/feuilletonist/2009/12/16/the-future-curated-by- hans-ulrich-obrist/">a lista e as propostas dos artistas</a>.</p>
<p>* Estranho nome para um museu na Escandinávia, mas há uma explicação: O primeiro proprietário do lugar onde está o museu, Alexander Brun, nomeu o lugar em homenagem as 3 mulheres com quem foi casado, todas se chamavam-se Louise. O Museu foi criado em 1958 e é um dos mais importantes do mundo.</p>
<p>** Para quem quiser mais Obrist, os livros abaixo já ganharam tradução para o português:<br />
- Entrevistas, volume 1 e 2 , Editora Cobogo;<br />
- Arte Agora, 5 entrevistas, Editora Alameda.</p>
<p><strong>Este texto é uma homenagem ao mestre,  amigo querido e grande artista brasileiro Wesley Duke Lee, um dos pioneiros da impressão digital, que morreu nesta semana, aos 78 anos, em São Paulo e que teve seu trabalho censurado pela Bienal de São Paulo. Duke Lee, infelizmente não viveu o suficiente  para ver essa falha corrigida, com a exposição de sua obra, o tríptico &#8221; Guardião, A Guarda, As Circunstâncias&#8221; de 1996,  na sala em homenagem ao Grupo REX, do qual fez parte, organizada pela curadora Fernanda Lopes, para 29ª Bienal, que inaugura dia 25 próximo. Arte eterna Wesley!</strong></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/09/uma-breve-historia-da-curadoria/' addthis:title='Uma breve história da curadoria ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>SX70 em livro brasileiro</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Sep 2010 15:52:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Garapa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Esteves]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[polaroid]]></category>
		<category><![CDATA[sx70]]></category>

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		<description><![CDATA[Juan Esteves comenta o trabalho do grupo SX70 em texto publicado originalmente em janeiro de 2004 e atualizado para o blog do Paraty Em Foco.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/09/sx70-em-livro-brasileiro/' addthis:title='SX70 em livro brasileiro ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>por Juan Esteves</strong></p>
<p>Notamos, nas últimas décadas, que a Polaroid estava tomando espaço significativo na arte fotográfica brasileira. Mas, como uma morte anunciada, a empresa faliu no exterior deixando orfãos não só aqui, mas pelo mundo inteiro. No Brasil, quando a empresa há muito não fornecia seus melhores produtos &#8211; como naqueles bons tempos em que o mestre Claudio Feijó era seu consultor e promovia inesquecíveis workshops &#8211; seus seguidores já se preparavam para o pior. O dia que iriam ficar sem filmes, ou pelo menos, sem os filmes originais.</p>
<p><strong><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/juan_sx70_1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10418" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/juan_sx70_1.jpg" alt="" width="420" height="214" /></a></strong></p>
<p>No mundo todo a marca acabou virando sinônimo de foto instantânea, apesar de outras empresas fabricarem produtos semelhantes e em alguns casos, de melhor qualidade. Com uma infinidade de tipos de filmes a &#8220;Polaroid&#8221; conquistou por décadas amadores e profissionais. Do singelo SX70, no início dedicado ao amador, até as chapas 50X60cm, utilizadas pelo fotógrafo Neal Slavin, todos os formatos também foram experimentados por artistas consagrados como Lucas Samaras, David Hockney e Chuck Close.</p>
<p>Por uma questão óbvia de custo-benefício, a SX70, criada em 1972, por Edwin Lang, conquistou logo seu espaço no Brasil. Utilizando o sistema pull-off, que não precisa abrir o papel para imagem surgir, rápida e capaz de permitir a manipulação da imagem com ela se formando, fácil de alterar os contrastes, bem como seu formato &#8220;pocket&#8221;, rapidamente se tornou cult pelos artistas e fotógrafos, profissionais e diletantes.</p>
<p>E foi neste clima que, em 2000, surgiu um grupo heterogêneo , que se reuniu para criar o site <a href="http://sx70.com.br/">SX70</a>. Havia fotógrafos, claro, mas também, jornalista, diretor de arte, publicitário, diretor de cinema e as vezes quase tudo junto numa só pessoa. O que torna o livro www.sx70.com.br (Wide Publishing, 2004) muito mais interessante, pela representativa diversidade estética ali reunida, em torno de um meio comum.</p>
<p>Dentro da excelente publicação, desenhada por dois de seus &#8220;fotógrafos&#8221;, Marcello Pallotta (fotógrafo, diretor de arte publicitário e designer gráfico ) e Ricardo Van Steen (designer, fotógrafo, cineasta, escultor, etc. ), podemos encontrar diferentes posicionamentos que representam uma vasta gama de experimentalismos que a elegante SX70 oferece, mas ao mesmo tempo uma organização coesa oriunda do meio em comum e da raríssima afinidade de todos.</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/juan_sx70_2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10419" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/juan_sx70_2.jpg" alt="" width="420" height="214" /></a></p>
<p>Como todos portifólios falam por si mesmos, vale aqui destacar apenas a atitude de cada um, sem entrar no mérito do que é melhor, o que seria um reducionismo evidente ao trabalho do grupo. Confortável posição a minha, diante de um livro coletivo onde o peso de cada um não altera o do outro, pelo contrário, se somam num resultado muito bom de se ver.</p>
<p>As imagens de Armando Prado (fotógrafo, professor e filósofo) transitam pela utilização lírica da cor como forma, através da arquitetura exterior e aquela do interior onde os pequenos objetos diários se sobressaem pelo meio empregado em elegantes composições. Trabalho este produzido por ele desde a década de 70. Cláudio Elisabetsky ( fotógrafo autoral e publicitário), continua com sua visão subversiva, que aplica nos outros meios de sua expressão, cuja obra sempre genial, encontra eco no que há de melhor na edição.</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/juan_sx70_3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10420" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/juan_sx70_3.jpg" alt="" width="420" height="214" /></a></p>
<p>Fernando Costa Netto (jornalista, fotógrafo e empresário gastronômico) nos mostra uma reflexão além da imagem. Como jornalista , seu trabalho é narrativo, mas com a agradável transcendência ao juntar descrição e imaginação, transformadas em imagens de forte apelo gráfico poucas vezes encontrada num fotógrafo de profissão regular.</p>
<p>Surpresa também, oferece o designer Marcelo Pallotta. Sua investigação pelas ruas, dos desenhos grafitados nas paredes, reúne coesão entre o estático e o movimento, gerando um humor distante da mesmice que vemos nessa recorrência. Pallota foi além, em 2005, recebeu o Prêmio Porto Seguro de Fotografia e lançou o belo livro “Interiores” (Wide Publishing) com registros na mesma mídia.</p>
<p>Paulo Vainer (fotógrafo e cineasta publicitário) que reúne uma coleção belíssima e invejável de polaroids grandes em PB na coleção do Museu de Arte de São Paulo, MASP, aqui se utiliza do pequeno formato como um diário de viagens que instiga sua localização através de imagens indefinidas pelo exacerbado e bem manipulado grafismo. O mesmo &#8220;diário&#8221; é recorrente na obra de Van Steen, que faz seu passeio imaginário pelas águas, paisagens e detalhes preciosos da arquitetura urbana que se transformam em belas visões autônomas .</p>
<p>A herança de Eggleston, Frank e Evans , comum no trabalho de quase todos, também são recorrentes no trabalho de Roberto Wagner (fotógrafo editorial e publicitário) mas, apenas para seu referencial estético. Suas imagens urbanas criam um &#8220;zoom &#8221; com o imaginário humano dos tipos de rua. Ou como diz a artista plástica Lenora de Barros, curadora do livro ,&#8221; imagens enigmas&#8221;. Mundos Wenders.Mundos Kubrick.Mundos Wagner (SIC).</p>
<p><em>* Texto originalmente publicado na coluna de Juan Esteves no Fotosite, em janeiro de 2004, e atualizado e modificado para o blog do 6º Paraty em Foco.</em></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/09/sx70-em-livro-brasileiro/' addthis:title='SX70 em livro brasileiro ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Os caminhos de François</title>
		<link>http://paratyemfoco.com/blog/2010/09/os-caminhos-de-francois/</link>
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		<pubDate>Mon, 13 Sep 2010 16:47:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Garapa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[andré françois]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Esteves]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Juan Esteves atualiza texto publicado em 2008, no qual comenta o trabalho do fotógrafo André François.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/09/os-caminhos-de-francois/' addthis:title='Os caminhos de François ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Juan Esteves</strong></p>
<p>Sobre <strong>Cuidar &#8211; Um documentário sobre a medicina humanizada no Brasil</strong>, segundo livro do fotógrafo André François, escrevi em 2006 que o Brasil era um país cheio de contradições, governado por pessoas cujo interesse era totalmente pessoal,  quando deveriam estar cuidando do coletivo, e que, muito da medicina humanizada  era tocado por pessoas que supriam essa falta de interesse governamental doando o próprio trabalho.  Pois é, mais de quatro anos se passaram e o país piorou institucionalmente, enquanto o fotógrafo continuava suas viagens pelos recônditos mostrando que ainda existe gente interessada em fazer com que a saúde no país melhore. Principalmente para aqueles cujo o simples acesso é uma dificuldade a mais.</p>
<div id="attachment_10400" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/foto4_422.jpg"><img class="size-full wp-image-10400" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/foto4_422.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">© André François.</p></div>
<p>François está nesta estrada desde 2005, quando começou a desenvolver seus documentários. O livro A Curva e o Caminho &#8211; Acesso à saúde no Brasil de 2008, é a sua segunda publicação do gênero. Seu primeiro livro, de 1992, tratou de São Thomé das Letras, cidade de Minas Gerais onde morou por um tempo. Foi lá também que desenvolveu seu primeiro trabalho mais voltado para o social, tratando dos trabalhadores das pedreiras locais. Em 1995 criou a ImageMagica organização que acredita no poder da imagem para transformar a sociedade. Vencedor do Prêmio Conrado Wessel de Fotografia 2009, na categoria ensaios publicados, o fotógrafo dá continuidade a publicação anterior cuja reflexão se divide entre a informação e a estética fotográfica. Sobre a primeira, François verbaliza a rede que humaniza a saúde no Brasil. Com a segunda, a representação gráfica do seu conteúdo mostra um fotógrafo mais maduro que alia informação com o caráter autoral marcante e uma meticulosa observação.</p>
<p>O livro dispensa a maré contemporânea de imagens maneiristas e se volta ao preto e branco formal onde o interesse está mais no assunto do que no ângulo que ele é representado. Sem prescindir de belas fotografias, está mais debruçado no que o conteúdo pode revelar do que na abordagem estética conduzida a gosto da pirotecnia pura e simples. Neste sentido sua sintaxe é simples e objetiva, como deve ser um livro do gênero. Antes de tudo o que se busca é informar. Sem informação não há transformação, que por analogia se traduz na busca do autor. O fotógrafo conta que houve muita discussão entre a pesquisa para o trabalho até a sua finalização. Notadamente em como perceber as diferenças entre sua própria cultura e aquelas que conviveu durante suas viagens. François enfrentou suas próprias dúvidas na tradução do que via em imagens. Pode parecer parodoxal, mas nem sempre aquilo que o fotógrafo vê é o mesmo que estará impresso. Deixar a literalidade à parte é tarefa árdua e não é para qualquer um. Ainda mais quando esta tradução é oriunda de sua própria experiência pessoal, mesclada entre o que o fotógrafo enxerga e o que sua consciência propõe.</p>
<div id="attachment_10399" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/foto3_422.jpg"><img class="size-full wp-image-10399" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/foto3_422.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">© André François.</p></div>
<p>Também, A curva e o Caminho, não é trabalho de um só. François contou com a parceria da jornalista Alicia Peres que dividiu com ele quase todas as viagens. Ela registrou as entrevistas, organizou informações e ajudou na coordenação de tudo, enquanto o fotógrafo voava de monomotor, navegava em pequenos barcos e penava nas estradas do Amazonas, Acre, Roraima, Ceará e Maranhão entre outros. Em estados como o Pará, trilhou pequenos caminhos entre Redenção até Pau d’Arco e de lá, até Belém. Na outra ponta, de Bagé a Aceguá, no Rio Grande do Sul. No Acre, de Seringal Canadá a Feijó e desta para Rio Branco, capital.</p>
<p>Parte das imagens relatam homens e mulheres desprezados pela saúde institucional e atendidos pelos voluntários. Parte registra aqueles que fazem a ponte deste acesso: médicos voluntários em aviões de carga, em pequenas barcas, em hospitais improvisados. Eles foram fotografados em ação, entre cirurgias e exames, mas a sensiblidade do fotógrafo separou alguns momentos em que a simples convivência entre eles parece ser parte da cura. François mostra que nestas regiões não existe uma profilaxia. A medicina é predominantemente curativa e a presença do médico é fundamental.</p>
<div id="attachment_10398" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/foto2_422.jpg"><img class="size-full wp-image-10398" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/foto2_422.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">© André François.</p></div>
<p>Flagrantes da reflexão de cada personagem nos dão conta da dificuldade hercúlea da empreitada. Uma enfermeira ou médica sentada no chão da barraca após uma cirurgia, exausta; uma indígena com curativos no rosto, deitada numa rede, com olhar no infinito; e um pequeno bebê no colo do médico, fazem contraponto a lancha que corta o rio na bela paisagem; mãe e filhos na mesa de refeição, inserida no meio de seu barraco. São pequenas histórias, parte de um grande drama que mais uma vez o fotógrafo expõe à sociedade.</p>
<p>Cada bloco de imagens, editadas pelo fotógrafo e curador Eder Chiodetto, traz outro com textos explicativos que foram editados por Maria Alzira Brum Lemos. Os textos sem dúvida são o elo entre as imagens. Na maioria dos casos, não dá para prescindir deles em função de seu conteúdo. Mas sua narrativa é dinâmica e muito interessante. Afinal, o livro não é exclusivamente de fotografia, e sim, sobre um assunto e André François na verdade nos propõe uma discussão ao nos dar subsídios sobre lugares onde raramente alcançamos. Esta proposta é o que esperamos da verdadeira imagem documental, aquela que nos oferece  caminhos após cada curva!</p>
<div id="attachment_10397" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/foto1_422.jpg"><img class="size-full wp-image-10397" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/09/foto1_422.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">© André François.</p></div>
<p><em>A curva e o caminho &#8211; Acesso à saúde no Brasil &#8211; foi Publicado originalmente na coluna de Juan Esteves no  Fotosite em abril de 2008, e atualizado para o  6º Paraty em Foco.</em></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/09/os-caminhos-de-francois/' addthis:title='Os caminhos de François ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Imagemágica: Escolher e Viver</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 21:00:35 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Tratamento e qualidade de vida de doentes renais crônicos<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/07/imagemagica-escolher-e-viver/' addthis:title='Imagemágica: Escolher e Viver ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.imagemagica.com.br/viver/" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-9259" title="Screen shot 2010-07-27 at 5.48.46 PM" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/Screen-shot-2010-07-27-at-5.48.46-PM.jpg" alt="" width="599" height="738" /></a></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/07/imagemagica-escolher-e-viver/' addthis:title='Imagemágica: Escolher e Viver ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Chico Albuquerque por Juan Esteves</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 01:42:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A cultura brasileira, principalmente a fotográfica, sempre careceu de celebrar seus grandes empreendedores, aqueles que podemos dizer, foram os verdadeiros pilares das imagens que vemos hoje. Chico Albuquerque Fotografias (Terra Luz Editorial, 2009) traz ensaios de diferentes épocas e fases do fotógrafo ( que trabalhou e morou em São Paulo de 1947 até 1975). <div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/07/chico-albuquerque-por-juan-esteves/' addthis:title='Chico Albuquerque por Juan Esteves ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_9185" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><strong><strong><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/Chico-Albuquerque-LINA-BO-bardi-casa-do-morumbi-web.jpg"><img class="size-full wp-image-9185" title="Chico Albuquerque LINA BO bardi -casa do  morumbi  web" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/Chico-Albuquerque-LINA-BO-bardi-casa-do-morumbi-web.jpg" alt="" width="580" height="460" /></a></strong></strong><p class="wp-caption-text">Lina Bo Bardi - foto: Chico Albuquerque</p></div>
<p><strong>Chico Albuquerque</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Por Juan Esteves</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Já estava bem na hora de festejarmos <strong>Chico Albuquerque</strong>. Não que este cearense nascido em 1917 já não fosse uma espécie de “cult” entre fotógrafos ou pesquisadores, mas, era mais que necessário que sua obra mais ampla ficasse registrada em livro. Melhor, bem registrada, com todas as nuances que ele imprimia em seu poderoso trabalho e que tanto influenciaram gerações de profissionais.</p>
<p>A cultura brasileira, principalmente a fotográfica, sempre careceu de celebrar seus grandes empreendedores, aqueles que podemos dizer, foram os verdadeiros pilares das imagens que vemos hoje. Muitos fotógrafos novos podem não se dar conta, e mesmo uns não tão novos assim, mas suas imagens são parte do que já foi visto por Albuquerque.  Coisas que se encontram em nosso imaginário, até mesmo no nosso inconsciente, embora muitos neguem a influência obrigatória.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Chico Albuquerque Fotografias (Terra Luz Editorial, 2009)</span> traz ensaios de diferentes épocas e fases do fotógrafo ( que trabalhou e morou em São Paulo de 1947 até 1975). Em <span style="text-decoration: underline;">Ensaios (1930-1960) </span>vemos arquitetura paulistana, cenas nas cidades de São Paulo e Guarujá, estas de caráter bressoniano, retratos como o do também fotógrafo <strong>Geraldo De Barros </strong>(1923-1998) ou um bairro do Morumbi, também em São Paulo  ainda deserto. Neste mesmo lugar, Albuquerque também retrataria a arquiteta italiana <strong>Lina Bo</strong>, em 1952, uma das pioneiras a se instalarem no então remoto bairro.</p>
<p>Versátil como pouquíssimos Albuquerque também era um mestre no retrato. Um belíssimo, que abre o portfólio destinado aos portraits dos anos 1940 a 1960 é da escritora <strong>Hilda Hilst</strong> (1930-2004) , numa pose tão inspirada que por certo antecipava a sua poderosa obra literaria. O mesmo podemos dizer de uma sensual e igualmente bela <strong>Lygia Fagundes Telles</strong>, que faz contraponto com o sisudo <strong>Roberto Burle Marx</strong> (1909-1994) .</p>
<div id="attachment_9183" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/CHICO-ALBUQUERQUE-Hilda-Hilst-web.jpg"><img class="size-full wp-image-9183" title="CHICO ALBUQUERQUE Hilda Hilst web" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/CHICO-ALBUQUERQUE-Hilda-Hilst-web.jpg" alt="" width="580" height="457" /></a><p class="wp-caption-text">Hilda Hilst - foto: Chico Albuquerque</p></div>
<p>A praia do Mucuripe, celebrizada pelo fotógrafo em livro anterior (<span style="text-decoration: underline;">Mucuripe, Ed.Terra da Luz Editorial, 2000</span>)  ganha neste um portifólio dos anos 1942 a 1952.  São aquelas clássicas jangadas e pescadores que nos inviabilizaram de criar algo novo depois que Albuquerque os fotografou. Se tentamos fotografar este lugares, lá vem a memória do fotógrafo a nos dizer que será dificil conseguir fazer algo melhor. Um bônus são as imagens de <strong>Orson Welles</strong> filmando “It’s all true” na mesma  praia.</p>
<div id="attachment_9184" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/Chico-Albuquerque-ITS-ALL-TRUE-03-web.jpg"><img class="size-full wp-image-9184" title="Chico Albuquerque ITS ALL TRUE 03 web" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/Chico-Albuquerque-ITS-ALL-TRUE-03-web.jpg" alt="" width="580" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">It&#39;s all true - foto: Chico Albuquerque</p></div>
<div id="attachment_9181" class="wp-caption alignright" style="width: 300px"><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/Chico-Albuquerque-Aero-Willys-web-.jpg"><img class="size-full wp-image-9181 " title="P003-009" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/Chico-Albuquerque-Aero-Willys-web--e1279919721609.jpg" alt="" width="290" height="358" /></a><p class="wp-caption-text">Aero-Willys - foto: Chico Albuquerque</p></div>
<p>Dos anos 1950 aos 1980 , em cor, surgem pérolas do editorial e da publicidade brasileira pré softwares de imagem, quando os fotógrafos tinham que mostrar realmente que sabiam fotografar. Ele entregava aquele cromo em grande formato, impecavelmente exposto, sem passar pelo tal “manipulador de imagem” que hoje cada vez mais faz parte dos créditos editoriais. Albuquerque conseguiu tranformar em elegância e refinamento o carro Aero Willys 1966,  uma imagem eterna.</p>
<p>Com a arquitetura bem trabalhada, dos anos 1950 e 1970, temos uma uma série de still life e algumas tomadas mais prosaicas de personagens na praia de Jericoacoara,  de 1985, que não fazem justiça ao conjunto de sua obra, no entanto interessantes para o entendimento de sua longa carreira, interrompida em 2000 com sua morte. Aos 83 anos ainda foi capaz de assinar um último ensaio publicitário.</p>
<p>Entre outros textos,  se destacam os escritos por <strong>Ângela Magalhães</strong> e <strong>Nadja Peregrino</strong>, curadoras e pesquisadoras;  <strong>Sergio Burgi,</strong> Coordenador de Fotografia do IMS;  <strong>Dudu Tresca</strong> e <strong>Sergio Jorge</strong>, fotógrafos &#8211; e de <strong>Rubens Fernandes Junior</strong>, pesquisador e professor, que situam o fotógrafo em diferentes tempos e ações entre sua vida profissional e pessoal.</p>
<p><strong>Ed Viggiani</strong>, um dos grandes nomes do documentarismo brasileiro foi assistente de Albuquerque em 1982, numa agência de propaganda em Fortaleza. Certa vez, com o dia nublado e uma externa para fazer, foi chorar para o chefe e ouviu dele “ Não há luz ruim, o que pode acontecer é falta de inspiração”.<br />
Para Viggiani a lição ficou para sempre: “Aprendi com ele que a luz deve mesmo é ser interpretada” conta o fotógrafo.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/07/chico-albuquerque-por-juan-esteves/' addthis:title='Chico Albuquerque por Juan Esteves ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Luiz Claudio Marigo lança seu livro no Rio</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 03:01:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O fotógrafo Luiz Claudio Marigo convida a todos para o lançamento e noite de autógrafos de seu livro "Fotografia de Natureza: teoria e prática" na livraria Travessa de Ipanema, RJ.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/07/luiz-carlos-marigo-lanca-seu-livro-no-rio/' addthis:title='Luiz Claudio Marigo lança seu livro no Rio ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_9098" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.lcmarigo.com.br/home.htm"><img class="size-full wp-image-9098" title="9a89_LUIZ_CLAUDIO_MARIGO" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/9a89_LUIZ_CLAUDIO_MARIGO.jpg" alt="" width="500" height="338" /></a><p class="wp-caption-text">© Luiz Cláudio Marigo</p></div>
<p>O fotógrafo carioca de natureza<a href="http://www.lcmarigo.com.br/home.htm" target="_blank"> Luiz Claudio Marigo</a>, que ministrará um<a href="http://www.paratyemfoco.com/programacao/workshops/marigo/index.php" target="_blank"> workshop durante o Paraty em Foco</a>, convida a todos para o lançamento e noite de autógrafos de seu livro &#8220;<a href="http://www.europanet.com.br/site/index.php?cat_id=1482" target="_blank"><strong>Fotografia de Natureza: Teoria e Prática</strong></a>&#8220;, publicado pela <a href="http://www.europanet.com.br/site/index.php?cat_id=1482" target="_blank">Editora Europa</a>, e que vai acontecer no dia 3 de agosto na Livraria da Travessa de Ipanema, Rio de Janeiro.<br />
O livro vai além do segmento a que se  refere, e serve como um guia de técnica a todos os fotógrafos iniciantes e  estudantes de fotografia ao longo de 210 páginas e 292 imagens. São 18  capítulos que tratam de aspectos técnicos (como composição, fotometria,  controle de luz, flash, animais, plantas, paisagens, entre outros),  práticos e teóricos (como fluxo de trabalho, edição de imagens, arte  fotográfica, entre outros).</p>
<div id="attachment_9100" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.lcmarigo.com.br/home.htm"><img class="size-full wp-image-9100 " title="marigo-Guará" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/marigo-Guará.jpg" alt="http://www.lcmarigo.com.br/home.htm" width="300" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">© Luiz Cláudio Marigo</p></div>
<p>Diz o fotógrafo:<br />
&#8220;<em>&#8230;Fiz o melhor que pude para transmitir o que aprendi sobre fotografar a natureza. Dei o melhor de mim, não escondi o jogo, e espero que se você se interessar pelo meu livro, possa aproveitá-lo bastante.</em>&#8221;</p>
<p><strong>Serviço:</strong><br />
Noite de autógrafos do livro &#8220;Fotografia de Natureza&#8221;, de Luiz Cláudio Marigo<br />
<strong>Data:</strong> 3 de agosto de 2010<br />
<strong>Hora:</strong> das 19 as 21:30h<br />
<strong>Local:</strong> Livraria Travessa, Rua Visc. de Pirajá, 572, Ipanema, RJ</p>
<p><a href="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/convite-virtual.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9099" title="convite virtual" src="http://paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/convite-virtual.jpg" alt="" width="562" height="710" /></a></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_" addthis:url='http://paratyemfoco.com/blog/2010/07/luiz-carlos-marigo-lanca-seu-livro-no-rio/' addthis:title='Luiz Claudio Marigo lança seu livro no Rio ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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