_Lançamentos
Membranas de Luz - Os tempos na imagem contemporânea por Patrícia GOUVÊA
Data: 22 de setembro [quinta-feira]
Horário: a partir das 21h
Onde: Lounge NIKON [R. do Comércio 8]
“E se o tempo fosse paisagem? E a matéria pura sensação? O que seria a imagem? Uma forma a mais do tempo. Patricia Gouvêa é artista da imagem e é a partir das suas fotografias e vídeos que pensa as passagens da memória também no trabalho de outros artistas criando as categorias tempo-instantâneo, tempo-duração, tempo-memória, tempos-mortos, tempo-interativo, como instâncias operadoras das obras contemporâneas. Neste livro, Patricia aponta as proposições contidas nas passagens entre as imagens e em seus efeitos cinemas, mas sempre na particularidade de cada trabalho, na experiência direta com a imagem exibida em galerias e museus. Para pensar esta imagem particular Patricia desdobra o conceito de duração bergsoniano para além do tempo da matéria e da memória e implica o corpo na construção da relação como forma. Na insistência em devolver o tempo ao tempo, Patricia é sempre artista, porque sempre desloca, desvia, acentua, distorce, a imagem enquanto puro instantâneo da coisa vista, para nos revelar o quanto cada imagem é infinita porque não é presença, mas a mais pura ausência.”
Katia Maciel
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+ Membranas de Luz
Azougue Editorial, 2011
Formato 20?x?14,5 cm
135 páginas, brochura.
ISBN 978-85-7920-058-8
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_Extra
Off Paraty em Foco por Patrícia Gouvêa
Data: 21 a 25 de setembro
O Paraty OFF de 2011 terá a curadoria de Patricia Gouvêa e traz pela primeira vez como eixo norteador para as exposições, projeções e performances um tema: TEMPO FUTURO/FUTURO DO TEMPO. O Paraty OFF pretende, assim, reverberar e ampliar a pauta do Festival Paraty em Foco, FUTURO.
Se vivemos em uma época onde o conhecimento científico e artístico produzido já nasce como código digital, pensar imagens significa refletir sobre as conexões que estas necessariamente tecem com os outros suportes disponíveis e os diálogos que daí florescem e que a oxigenam. Se um dia falamos em “fotografia contaminada”, poderíamos falar daqui pra frente em uma fotografia “oxigenada” por outras práticas artísticas como a a videoarte e a performance?
Pensar o futuro da fotografia nos levou a pensar o tempo. Um dia pensamos que o tempo existia, pois podíamos contar seus minutos e frações de segundo. Hoje o tempo escorre como chuva em nossas mãos e nos convencemos de que este tempo que nos ensinaram – uma linha de instantes que vão do passado para o futuro a partir de um percurso no presente - não existe. O tempo é simultâneo, complexo, labiríntico… e cabe a nós, observadores, “materializá-lo” na duração de uma experiência .
Pensar o futuro do tempo significa pensar nossa vida e as possíveis formas de estarmos no aparente caos do Mundo contemporâneo. Desacelerar para ver? Acelerar a experiência ao máximo para não deixar escapulir uma só gota desta chuva que escorre? A saída parece ser a arte, e seu maravilhoso poder de des-saturar os clichés e nos apresentar micromundos temporais reveladores, imagens que são acontecimentos.
O Paraty OFF buscará este desafio, por meio da videoarte da artista portuguesa Susana Guardado, do trabalho performático de Gabriela Maciel, pelas imagens de Eduardo Delfim, pela exposição coletiva “Equivalentes a Bergson”, organizada por Marco Antonio Portela, pela projeção “Futuro do Pretérito”, e outras participações que serão fechadas até o início do festival.
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+ Patrícia Gouvêa
www.patriciagouvea.com
www.vimeo.com/patriciagouvea