_Noites de projeção // The trace of an act
Artistas selecionados:
_Jonny BRIGGS (work in progress)
_Tomás HEIN: Me, Me, Me
_Seba KURTIS: Kif (work in progress)
_ Clarita LULIC: Cast Off (work in progress)
_Natasha Caruana: The Married Man
Artistas selecionados:
_Jonny BRIGGS (work in progress)
_Tomás HEIN: Me, Me, Me
_Seba KURTIS: Kif (work in progress)
_ Clarita LULIC: Cast Off (work in progress)
_Natasha Caruana: The Married Man
Noites de projeção
The trace of an act por Yasmina REGGAD
Data: 23 de setembro [sexta-feira]
Horário: a programação das Noites de projeção começam a partir das 22h30
Onde: Espaço Multimídia [Tenda na Matriz]
Tempo: 30'
Programação de sexta-feira:
+ Intérpretes por Versus + Galeria Experiência + Garapa [60']
+ Perspectiva_Olhavê por Alexandre BELÉM por Geórgia QUINTAS [30']
+ Belém por Marianao KLAUTAU [30']
+ The trace of an act por Yasmina REGGAD [30']
Não é, porém (parece-me), pela Pintura que a Fotografia tem a ver com a arte, é pelo Teatro' Roland Barthes
Não e segredo que a Fotografia, dentro das artes contemporâneas, se apropriou de uma linguagem cada vez mais inter-disciplinar. Ainda assim, podemos dizer que a relação com o universo da Arte da Performance, que usou prematuramente o medium, se deu de maneira tímida.
Nos anos 60 e 70, a performance e a body art, deram valor funcional a Fotografia, utilizando a suas funções documental e de representação do real. O documento forneceu uma evidencia do ato performativo enquanto ação, sendo assim um meio de reprodução da narrativa do evento para um segundo publico, e também, um arquivo para a posteridade que passa a funcionar de forma independente da performance.
Pressentindo a relação ontológica da fotografia com o teatro, Roland Barthes acabou por distanciar-se da fotografia ‘viva como nos esforcemos por perceber-la’. Alem dessa função de documentação da performance - que tem pouco interes com os aspectos autorias e estéticos-, o documento fotográfico também assume uma performatividade per se: umas performances são realizadas exclusivamente para ser fotografadas ou filmadas e tem como único publico, a câmara.
Nesse caso as fotografias como produto final perdem o estatuto de documento e são as fotografias que o publico 'assiste'.
Philip Auslander coloca esse tipo de obras na categoria teatral dentro da qual ‘vistas de uma perspectiva tradicional [...], os eventos [...] apresentados nessa categoria não são, de forma alguma, performances e as imagens não são documentos, mas sim algo mais, talvez um outro tipo de obra artística’.
Quando o evento acontece unicamente no espaço ou na dimensão da fotografia, qual é a relação ontológica entre ato performativo e ato fotográfico?
A expressão performed photography pode ser apropriada para expressar o entendimento dessas obras como fotografias e não só como performances, e assim transpor a discussão para o terreno da fotografia.
The trace of an act é um esboço da minha pesquisa sob ‘performed photography’. É o rastro (o traço) deixado pela intenção performativa sobre a superfície sensível da fotografia duns jovens artistas baseados em Inglaterra. Estará o fotografo-performer criando um contra-modelo fotográfico a partir de novas estratégias e metodologias?
