ENTREVISTA

Bob WOLFENSON 'Apreensões' por Rubens Fernandes Junior


Data: 18 de setembro (sábado)
Horário: 15h/16h30
Onde: Casa da Cultura (R. Dona Geralda 117)
Bob WOLFENSON

O paulistano Bob Wolfenson iniciou a carreira ao 16 anos como assistente de fotografia na Editora Abril. Em 1978, montou seu primeiro estúdio e estudou Ciências Sociais. Mudou-se para Nova York  em 1982, onde  trabalhou como assistente do famoso fotógrafo fashion Bill King. Em 1985, retornou ao Brasil começando a fazer editoriais para diversas revistas. A consagração como fotógrafo veio após a exposição Jardim da Luz, em 96, no Museu de Arte de São Paulo. Foi responsável por vários ensaios para a Playboy e diversas capas e editoriais de moda. Tem fotos em diversas coleções, museus e instituições de arte. Um dos criadores da importante Revista S/Nº, é também seu co-editor.

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Apreensões

Inquieto, Bob Wolfenson não se apega aos afazeres da moda e dos retratos, meios que ocupa com destaque na fotografia brasileira. Preocupado com o fazer fotógrafico, começou há tempos a pensar os conceitos que norteiam sua produção através de uma instigante obra autoral. Foi assim com "Antifachada", "A caminho do mar" e "Cinépolis" que levantam as questões urbanas e as intervenções do humano na natureza. "Apreensões", seu último trabalho, também reflete suas preocupações com a representação gráfica dos conflitos contemporâneos através de um viés peculiar e questiona aquilo que assimilamos sem contestação.

Esta apresentação será mediada pelo professor e crítico Rubens Fernandes Junior, um dos grandes pensadores da imagem contemporânea, que já escreveu sobre destacados autores brasileiros e para as melhores publicações. Para Fernandes Junior, que é diretor da Faculdade de Comunicação da Fundação Armando Alvares Penteado, FAAP, Wolfenson em "Apreensões " opera uma espécie de metalinguagem. Distante da efemeridade do noticiário, as imagens do fotógrafo pulsam na memória de quem as vê. Na conversa com os dois mestres vamos ter os detalhes da construção deste trabalho, calcado em registrar apreensões policiais, que segundo o crítico, nos colocam diante da nossa incapacidade de reação contra a violência banal.